Ano: 2026

Corpos de 776 palestinos identificados são mantidos sob custódia de Israel

O governo israelense mantém atualmente sob sua custódia 776 corpos de palestinos identificados, além de dez corpos de estrangeiros cuja identidade é conhecida, segundo o Centro de Assistência Jurídica e Direitos Humanos Al-Quds (JLAC), que lidera uma campanha pela liberação dos restos mortais dos palestinos mortos para suas famílias.

Entre os 776 corpos, 373 estão sob controle de Israel desde 7 de outubro de 2023. Entre eles, 88 pessoas morreram sob custódia militar do governo ou do Serviço Penitenciário israelense, vítimas das condições de encarceramento e da violência de agentes prisionais, apenas duas foram condenadas judicialmente. Israel também mantém os corpos de outros sete prisioneiros palestinos que morreram na prisão antes do início da guerra, destaca reportagem do jornal israelense Haaretz.

A maioria dessas pessoas foi morta pelas forças de segurança israelenses em diferentes contextos de ataques e o que começou como um instrumento de negociação transformou-se em uma política sistemática de vingança e prolongamento do sofrimento das famílias, afirma a organização.

A JLAC informa que existe um número indeterminado de palestinos mortos em confrontos desde 1967, cujos corpos foram enterrados em território israelense sem identificação completa. A identidade de pelo menos dez detentos de Gaza que morreram sob custódia nos últimos dois anos também permanece desconhecida. Segundo a organização, não se sabe quantos corpos retidos pertencem a participantes do ataque de 7 de outubro.

Sofrimento das famílias
Familiares de palestinos mortos na Cisjordânia e em Israel esperavam que as negociações entre Israel e o Hamas para a libertação de reféns israelenses resultassem na devolução dos corpos de seus parentes, o que não ocorreu. Segundo a JLAC, o argumento oficial de que esses corpos seriam mantidos como “moeda de troca” perdeu validade após a implementação do acordo de cessar-fogo e troca de reféns.

Questionado pelo jornal Haaretz, o Exército israelense afirmou que a decisão sobre a devolução dos corpos cabe ao governo. Segundo fontes de segurança ouvidas pelo jornal, 520 dos 776 corpos estão armazenados em freezers de necrotérios localizados em instalações militares. Em outubro do ano passado, a JLAC solicitou formalmente ao assessor jurídico militar para a região da Judeia e Samaria a devolução dos corpos, sem obter resposta.

A organização relata que, no passado, os familiares ainda tinham a possibilidade de enviar representantes para confirmar as mortes, o que não é mais possível. Essas pessoas vivem um luto permanente, sem poder realizar o sepultamento de seus entes queridos, ou convivem com a incerteza sobre o destino dos corpos.

70 mil mortos
No âmbito do acordo de cessar-fogo firmado em outubro entre Israel e Hamas, Israel devolveu 360 corpos de palestinos a Gaza por meio da Cruz Vermelha. Os últimos 15 foram repatriados no fim do mês passado, em troca do corpo do israelense Ran Gvili, morto em 7 de outubro.

Segundo a JLAC, nas etapas anteriores à implementação desse acordo, houve a identificação de cerca de 100 corpos, que foram levados para o sepultamento, enquanto o restante foi enterrado como pessoas desconhecidas. Fora desse acordo, e antes de sua implementação, Israel devolveu 516 corpos a Gaza. A JLAC explica que muitos desses corpos haviam sido retirados de hospitais e de valas comuns, sobretudo do Hospital Al-Shifa, em novembro de 2023, para verificação de possíveis identidades israelenses.

A retenção de corpos palestinos é uma prática adotada por Israel há anos, aponta a reportagem. Em 2017, o Gabinete de Segurança, chancelado pelo Tribunal Superior de Justiça, decidiu formalizar a política de não devolver corpos de membros do Hamas e de palestinos envolvidos em ataques considerados graves. Respaldada pela Suprema Corte do país, a medida foi ampliada, em setembro de 2020, quando ficou decidido que não seriam mais devolvidos os corpos de pessoas envolvidas em mortes, ferimentos ou que portavam armas, independentemente de suas filiações organizacionais.

Israel admitiu na semana passada a morte de 70 mil palestinos, ao longo dos dois anos de ataques diários. Número este questionado, pois números não oficiais dão conta de uma quantidade muito maior de palestinos mortos por Israel.

*Opera Mundi


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Vídeo: Daniela Lima detona Sergio Moro com provas de seus crimes

Um sujeito como Sergio Moro, com um telhado de vidro que tem, não daria seus chiliques contra Lula no Senado, se a mídia não tivesse acimentado nas suas redações as informaçõs que jorram sobre essa figura de caráter inescrupuloso.

Daniel Lima, num excelente e sincero trabalho, levantou ponto a ponto as denúnicas de Tony Garcia e virou esse episódio pelo avesso, produzindo uma matéria que deveria ser premiada se a mídia brasileira não fosse um livrinho da oligarquia. Mas como é exatamente isso, uma espingarda apontada para os opositores das tramoias da elite econômica nesse país e suas selvagerias, os barões da comunicação, que carregaram a mão premiando Sergio Moro como herói nacional, colocariam a mão na massa e, de forma curta e grossa, revelaria a falta de escrúpulos do ex-juiz no Jornal Nacional, no Fantástico e por aí vai.

Mas o que move os bois dento da mídia é a papa fina do dinheiro grosso, muitas vezes com requinte de crueldade naquilo que mais pesa diante da opinião pública e, no caso de Ssergio Moro, a Globo sempre vestiu a farda do exército da república de Curitiba.

A matéria de Daniela Lima, que pode ser conferida no vídeo abaixo, mostra que ela trafegou em fontes largas e profundas, com uma requintada perícia, não deixou dúvidas, Tony Garcia tinha sim razão, sobrtudo no episódio em que Moro montou em pelo nas costas de desembargadores em função do tal baile da cueca.

Por isso vale muito a pena assistir e compartilhar este vídeo que, certamente, produzirá um rombo ainda maior na imagem do falso juiz e, quem sabe, numa nova equação, não veremos, assim como Bolsonaro, Moro atrás das grades.

Assista:


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Caetano Veloso e Maria Bethânia vencem Grammy de álbum global

Disco ao vivo dos irmãos baianos supera artistas da África, Índia e EUA

Caetano Veloso e Maria Bethânia conquistaram, neste domingo (1º), o Grammy de Melhor Álbum de Música Global com o registro ao vivo “CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo”, consagrando um encontro histórico de dois dos maiores nomes da música brasileira. Os artistas não compareceram à cerimônia, realizada nos Estados Unidos, e o prêmio foi recebido em nome dos brasileiros pela cantora e apresentadora Dee Dee Bridgewater.

O álbum brasileiro superou produções de diferentes tradições musicais e regiões do mundo. Disputavam a categoria “Sounds of Kumbha”, de Siddhant Bhatia; “No Sign of Weakness”, de Burna Boy; “Eclairer le monde – Light the World”, de Youssou N’Dour; “Mind Explosion – 50th Anniversary Tour Live”, do grupo Shakti; e “Chapter III: We Return To Light”, de Anoushka Shankar com Alam Khan e Sarathy Korwar, diz o 247.

A vitória tem peso histórico sobretudo para Maria Bethânia. Trata-se da primeira estatueta da artista no Grammy e de um marco para a música popular brasileira: ela se torna a primeira intérprete de MPB a vencer a premiação, frequentemente comparada ao Oscar da música. Mesmo antes do resultado, a simples indicação do álbum já colocava Bethânia em posição singular entre grandes cantoras de sua geração, como Elis Regina e Gal Costa, que nunca chegaram a ser indicadas ao prêmio.

O reconhecimento internacional ganha ainda mais simbolismo por ocorrer no ano em que Bethânia completa 80 anos, em 18 de junho de 2026, funcionando como uma consagração adicional a uma trajetória marcada por rigor artístico e longevidade.

Para Caetano Veloso, o Grammy reforça um prestígio já consolidado. O compositor e cantor havia vencido a mesma categoria em 2000, então chamada de Melhor Álbum de World Music, com “Livro” (1997), e voltou a ser premiado em 2001 como produtor de “João Voz e Violão”, de João Gilberto. Outros nomes centrais da MPB contemporânea, como Gilberto Gil e Milton Nascimento, também já foram laureados nessa categoria, o que situa a conquista dos irmãos dentro de uma tradição brasileira reconhecida pela academia internacional.


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Mortes pela polícia disparam em SP sob Tarcísio e batem recorde em 2025

Estado registrou 834 mortes por agentes no ano passado; femicídios também bateram recorde, com 270 casos

O número de mortes pela polícia militar cresceu pelo terceiro ano seguido no estado de São Paulo durante a gestão de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o ano de 2025 marcou o ápice dos casos, com 834 mortes por policiais civis e militares. Desses, 700 foram realizados por agentes de segurança em serviço.

Os dados levantados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que o número de mortes por policiais cresceu desde que o atual governador assumiu. Em 2022, antes de Tarcísio tomar posse, o estado registrou 421 mortes por policiais, sendo 256 por agentes em atividade. De lá para cá esse número quase dobrou.

Logo no primeiro ano da gestão do chefe do Executivo paulista, foram 504 mortes. Esse dado saltou em 2024 para 813, até chegar aos 834 do ano passado.

Esse período ficou marcado por operações como a Escudo e Verão, realizada entre 28 de julho e 5 de setembro de 2023 na baixada santista, como resposta ao assassinato do soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), o batalhão mais letal da PM paulista, Patrick Bastos Reis, na noite de 27 de julho, no Guarujá.

Nesse período, 28 pessoas foram mortas. A ação foi retomada meses depois, sob o nome de Operação Verão, entre 18 de dezembro de 2023 e 1º de abril de 2024. Na segunda fase, a PM matou 56 pessoas. No total, 84 pessoas foram mortas nas duas operações. Essa foi a operação mais letal da história da Polícia Militar de São Paulo desde o Massacre do Carandiru, realizado em 1992 e que deixou 111 mortos.

O aumento das mortes também se deu em meio a uma disputa promovida pelo governador com o uso de câmeras corporais para os policiais em atividade. Depois de assumir, Tarcísio determinou a retirada do equipamento, mas após um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), o aparelho voltou a ser usado em novas condições.

O aumento das mortes revertem uma tendência de baixa registrada até 2022. Em 2017, os policiais paulistas mataram 941. Cinco anos depois, esse número havia caído 55%.

Feminicídios também em alta
Os principais dados de violência contra a mulher também tiveram alta nos últimos três anos. Se em 2022 foram 195 mortes de mulheres no estado, em 2025 esse número cresceu para 270. Esse é um recorde na série histórica iniciada em 2018. O feminicídio passou a ser tipificado como crime no Brasil em março de 2015. A então presidenta Dilma Rousseff assinou a lei nº 13.104, alterando o Código Penal para incluir o assassinato de mulheres por razões de gênero como uma qualificação de homicídio.

A capital também seguiu a tendência de alta. Com 63 mortes, o ano passado registrou recorde de mortes de mulheres classificadas como feminicídio. Esse é mais que o dobro do que foi notificado em 2018, quando 29 mulheres morreram.

BdF


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Quem é Jean-Luc Brunel, o elo entre o caso Epstein e o Brasil

A principal ponte do caso do bilionário, encontrado morto numa cela em 2019, com o Brasil, é o francês Jean-Luc Brunel, que foi agente de modelos e era considerado “braço direito” de Epstein

Embora o escândalo de tráfico sexual envolvendo o bilionário Jeffrey Epstein seja investigado nos Estados Unidos, as investigações do Departamento de Justiça e os desdobramentos sobre o caso mostram diversas conexões internacionais do esquema, incluindo o Brasil.

A principal ponte do caso do bilionário, encontrado morto numa cela em 2019, com o Brasil, é o francês Jean-Luc Brunel, que foi agente de modelos e era considerado “braço direito” de Epstein. Brunel – acusado de estupro, agressão sexual e assédio sexual – esteve no Brasil em abril de 2019 para recrutar novas modelos e levá-las aos Estados Unidos.

O ex-agente era fundador da agência de modelos MC2 que tinha sede em Miami e contava com a ajuda financeira de Epstein. Na época, a MEGA Model Brasília publicou uma foto com uma legenda de agradecimento pela visita do empresário. “Jean-Luc Brunel esteve aqui hoje para um casting para levar os nossos modelos para Nova York”, escreveu a publicação.

Procurada, a MEGA Model informou que Jean-Luc Brunel fez apenas uma visita breve e sem agendamento prévio à antiga sede da agência, localizada em um shopping em Brasília. Segundo a empresa, o encontro durou cerca de 15 minutos. A agência afirmou ainda que desconhecia o seu histórico e garantiu que nenhuma modelo foi recrutada ou abordada durante a visita.

Ainda em 2019, uma reportagem do The Guardian expôs uma série de denúncias que acusavam Brunel de trazer adolescentes, vindas de outros países com visto de modelos, para os Estados Unidos com o objetivo de exploração sexual. De acordo com o Correio Braziliense, outras três mulheres disseram ao jornal que foram sexualmente agredidas pelo ex-agenciador nos anos 1980 e 1990.

Brunel foi encontrado morto em uma cela em Paris, na França, em 2022. Ele estava detido desde dezembro de 2020, quando foi acusado de estupro contra jovens menores de idade.

Essa não é a única conexão do escândalo com o Brasil. No fim do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou público outros documentos que também mencionavam essa possível ligação. Entre os arquivos está um depoimento do FBI, a polícia federal americana, que reúne informações relacionadas ao caso Epstein.

Segundo a BBC News Brasil, o documento com anotações escritas à mão cita um “grande grupo brasileiro”, sem detalhar quem seriam os integrantes e a participação dessas pessoas no esquema. Grande parte das informações, no entanto, aparece tarjada, o que limita a compreensão completa do conteúdo e de eventuais conexões citadas nos arquivos.

Na sexta-feira, dia 30, o Departamento de Justiça dos EUA liberou para o acesso público um total de três milhões de páginas de arquivos, 180 mil imagens e 2 mil vídeos relativos ao caso Epstein.

Essa é a maior quantidade de informações liberadas pelo governo americano sobre o caso. Uma lei do Congresso dos EUA, sancionada pelo presidente Donald Trump, determinava a publicidade de todos os documentos até 19 de dezembro, mas a medida só foi cumprida agora.

A análise dos documentos ainda está em curso, e novas informações podem vir à tona à medida que o conteúdo for examinado.


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Ex-ministro da Defesa de Israel admite que “supremacia judaica” lembra nazismo

O ex-ministro da Defesa de Israel e ex-chefe do Estado-Maior, Moshe Ya’alon, afirmou em declarações recentes que a ideologia de “supremacia judaica” presente em setores do atual governo de Benjamin Netanyahu o faz lembrar do nazismo.

Detalhes das Declarações

A Comparação: Em publicações e entrevistas no final de janeiro de 2026, Ya’alon criticou duramente o que chamou de “governo de supremacia judaica”, descrevendo-o como messiânico e corrupto. Ele mencionou que, ao observar ações de extremistas contra palestinos (como ataques em Hebron), é difícil não recordar as raízes históricas de regimes totalitários.

Contexto: Ya’alon, que já foi um aliado próximo de Netanyahu, tornou-se um de seus críticos mais ferrenhos. Ele já havia acusado o exército israelense de realizar uma “limpeza étnica” em áreas como Jabalia, no norte de Gaza.

Terminologia: Ele utilizou o termo “Judeo-Nazismo”, um conceito originalmente cunhado pelo professor israelense Yeshayahu Leibowitz para alertar sobre os perigos da ocupação e do nacionalismo extremista.

Repercussão
As falas de Ya’alon geraram forte impacto em Israel e na comunidade internacional, sendo amplamente divulgadas por veículos como o Euronews e Opera Mundi. Enquanto críticos do governo veem suas palavras como um alerta necessário, apoiadores da coalizão de direita as classificam como uma retórica perigosa que deslegitima o Estado de Israel.


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Arquivos do Caso Epstein revelam que Trump foi acusado de abuso sexual de adolescente

Governo dos EUA divulgou mais de três milhões de novos documentos nesta sexta-feira (30); secretário do presidente norte-americano alega que alguns podem ser falsos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 13 ou 14 anos, segundo os arquivos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta sexta-feira (30).

Segundo a denúncia, Trump teria forçado a menina a praticar sexo oral há cerca de 30 anos. O caso teria acontecido no estado de Nova Jersey, segundo denúncia feita por uma amiga da suposta vítima. A menor teria reagido à violência, mordendo o pênis do presidente. No documento, há a informação que “a pauta foi encaminhada ao escritório de Washington para a realização da entrevista”. Trump não se manifestou e os documentos não indicam se o caso teve continuidade.

A informação faz parte dos 3,5 milhões de arquivos divulgados com documentos, imagens e vídeos.

No mesmo documento, segundo a Folha de S.Paulo, há outras acusações contra o presidente que não foram confirmadas, como de uma mulher que afirmou ter sido vítima de tráfico sexual no campo de golfe de Trump nos de 1990.

Trump não tem acusações formais relacionadas ao caso Epstein. Em entrevista, o vice-secretário de Justiça, Todd Blanche, afirmou que parte dos arquivos divulgados nesta sexta-feira podem ser falsos.

“Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020. Para deixar claro, as alegações são infundadas e falsas, e se tivessem qualquer fragmento de credibilidade, certamente já teriam sido usadas contra o presidente Trump”, disse Blanche.

Epstein, um investidor de Nova York, foi encontrado enforcado em sua cela em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Trump foi próximo do empresário. O escândalo tornou-se um problema político para o presidente estadunidense.

A divulgação dos documentos é o mais uma etapa do cumprimento a lei aprovada em novembro que exige a divulgação de todos os registros relacionados ao caso.


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E a direita, hein! Exportações de serviços batem recorde e alcançam US$ 51,8 bi em 2025

Ministério do Desenvolvimento lançou painel com estatísticas do setor

As exportações brasileiras de serviços alcançaram o valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, dos quais 65% referentes a serviços digitais. O valor consta no Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado na última quarta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferentemente da balança comercial, que reflete as exportações e as importações de mercadorias, o comércio de serviços não tinha estatísticas detalhadas no país.

Embora as transações de serviços componham as contas externas do Banco Central (BC), divulgadas todos os meses, a autoridade monetária compila os dados de forma agregada, sem o destrinchamento dos números.

Os dados apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços também se soma ao ecossistema digital do ministério, que inclui ferramentas como o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas voltadas à competitividade do setor de serviços na inserção internacional do país. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa responde a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele ressaltou que os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior e destaca que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,

“A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota.

De acordo com a Secex, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e apoiar o setor produtivo. Segundo a secretaria, ao disponibilizar as informações de maneira simples e visual, o painel permite que governo, empresários e associações identifiquem oportunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços.

No ano passado, o déficit das contas externas foi compensado, com sobra, pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 77,676 bilhões, o melhor resultado desde 2014. O aumento das exportações de serviços ajudaria a reduzir a dependência de capitais externos do Brasil.

*Agência Brasil


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Jorginho Mello apenas sublinha a explosão do racismo durante e após Bolsonaro

Não há qualquer dúvida de que não existe a menor possibilidade de bolsonaristas inocentes, são tão perversos quanto Bolsonaro.

Quando Bolsonaro fez aquele discurso no Clube Hebraica, foi aplaudido debaixo de gargalhadas ao dizer que negros quilombola se pesava por arroba, na verdade, ele deveria ter saído de lá algemado, ficou escancarada a onda fascista e, sobretudo, racista que estava varrendo o Brasil.

Abro parênteses para dizer que não é somente o clã Bolsonaro que defende e pratica o racismo, pois, de forma intensiva, o MBL é mestre no assunto. Exemplos, não faltam.

Quando o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello faz uma declaração absurda para justificar o fim das cotas para negros naquele estado, dizendo que o mesmo é majoritariamente branco, sabe perfeitamente que sua fala hedionda, é criminosa, porque é cem por cento racista.

Ou seja, o governador assume o risco de sofrer uma cassação por tal crime, porque, na realidade, acredita na impunidade e até mesmo parcimônia muito além do tolerado para esse tipo de crime.

Isso significa que tal deformidade, que nos causa horror e indignação, parece que, assim como os feminicídios, assassinato de indígenas, milícias e os crimes praticados por CACs, explodiram no Brasil durante o governo Bolsonaro.

É preciso, portanto, colocar um freio nisso, aumentando as penas por se tratar de crime hediondo, ou seja, interpessoal (atitudes individuais), institucional (políticas de organizações), estrutural (enraaizado na sociedade) e cultural (desvalorização de cultura), sem falar do racismo religioso, que entra como crime de ataque à inverdade de credo, sobreudo de matriz africana.

O que resta é ver a manifestação do Ministério Público Federal para denunciar essa repulsiva prática criminosa e o judiciário cumprir a lei de forma exemplar para estancar o racismo bolsonarista, que se soma ao racismo estrutual no Brasil.


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Metade do Congresso pode ser derrubada; “Beto Louco” e “Primo” articulam delação

Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, chamado de “Beto Louco”, negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Ambos são apontados como os alvos mais importantes da Operação Carbono Oculto, descrita como uma ofensiva contra a infiltração do crime organizado na economia formal, com foco no “andar de cima” do PCC na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

De acordo com a reportagem, os dois empresários estão foragidos e as conversas sobre a delação são conduzidas por promotores especializados no combate ao crime organizado. Eles negam “enfaticamente” ter qualquer elo com o PCC, ainda segundo o texto.

Fontes ouvidas pelo Estadão afirmaram que “Beto” e “Primo” dizem ter informações que poderiam “derrubar metade do Congresso”. A mesma apuração atribui a essas fontes a estimativa de que se trataria de “mais de meio bilhão de reais em propinas a parlamentares e autoridades”.

Ainda segundo o relato, os empresários alegam ter “provas” para sustentar as acusações: uma coleção de mensagens de WhatsApp que apontariam encontros pessoais, ou com “laranjas”, para entrega de propinas. O dinheiro, de acordo com o texto, estaria associado a pedidos de “alívio” para o setor de combustíveis, explorado por eles por meio de uma rede de postos.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou, em nota citada na reportagem: “Chegaremos não só a empresários e empresas, mas a agentes públicos e eventualmente até políticos. Nosso objetivo é impessoal.” Em seguida, ele acrescentou que “qualquer pessoa que tiver qualquer envolvimento, em qualquer etapa dessa cadeia criminosa, terá que se explicar e sofrerá as consequências penais, administrativas e cíveis cabíveis”.

O texto diz que a eventual negociação não está sob alçada direta da Procuradoria-Geral, mas permanece em avaliação pelos promotores vinculados à Carbono Oculto, deflagrada na manhã de 28 de agosto do ano passado. A operação, segundo a reportagem, atingiu o setor de combustíveis e também fintechs e fundos sediados na Avenida Faria Lima.

A apuração menciona estimativas dos investigadores de que braços do PCC teriam movimentado R$ 52 bilhões no período investigado, com blindagem por meio de 40 fundos de investimento. Também é citado que a BK Bank teria registrado R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas e que os investigadores estimariam que 80% desse montante, no período apurado, teria relação com o PCC; o banco afirmou, na ocasião, que foi “surpreendido” com a operação e declarou atuar com transparência e padrões de compliance.

A reportagem cita ainda a Reag Investimentos, que administrava o fundo Location no primeiro semestre de 2020, e aponta que o único cotista seria Renato Steinle de Camargo, descrito nas investigações como “testa de ferro” de “Primo” e “Beto Louco”. O Estadão, via DCM,  afirma que os empresários estão “impacientes” e veem o acordo como importante para tentar reduzir riscos de condenações por fraudes, sonegação, crimes tributários e organização criminosa, além de alegarem que relatos já teriam sido enviados, mas “sentaram em cima em Brasília”; o advogado dos dois foi procurado e disse que não comentaria a negociação.



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