Ano: 2026

PF faz operação e associa Cláudio Castro à fraude de R$ 52 bilhões de Ricardo Magro

Operação Sem Refino investiga ocultação patrimonial no setor de combustíveis; dono da Refit tem nova prisão decretada e entra na lista da Interpol

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino, uma nova e contundente fase das investigações sobre crimes financeiros e corrupção no setor de combustíveis. A ofensiva, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou em mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e na decretação de uma nova prisão preventiva contra o empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit. A operação marca um recorde histórico com o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros.

A ação de hoje é um desdobramento direto da Operação Poço de Lobato, realizada em 27 de novembro do ano passado, que já havia identificado o conglomerado como o maior devedor contumaz do país. Naquela ocasião, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) buscavam recuperar R$ 26 bilhões em tributos sonegados. Com o avanço das apurações, a PF identificou que a estrutura de lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial era mais vasta do que se supunha, envolvendo agora indícios de conivência de agentes públicos, o que motivou as medidas contra Castro em sua residência na Barra da Tijuca.

Novo mandado e histórico jurídico

Para Ricardo Magro, a decisão desta sexta-feira representa o segundo mandado de prisão federal em sua trajetória, mas por fatos distintos. O primeiro pedido de prisão ocorreu há dez anos, em 24 de junho de 2016, no âmbito da Operação Recomeço, que investigava desvios nos fundos de pensão Postalis e Petros. Na época, Magro entregou-se à PF após retornar de Miami. Desta vez, o mandado expedido pelo STF é de natureza preventiva e fundamenta a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, uma vez que o empresário reside atualmente nos Estados Unidos.

O governo brasileiro já sinalizou que buscará a extradição de Magro. O tema foi tratado em diálogos recentes entre os presidentes Lula e Donald Trump, no contexto de cooperação internacional contra o crime organizado.

A defesa do ex-governador Cláudio Castro, por sua vez, declarou que ainda aguarda o acesso integral aos autos para se manifestar sobre as buscas realizadas nesta manhã.

O esquema do combustível importado

No centro da investigação está um sofisticado mecanismo de sonegação fiscal estruturado em torno da importação de combustíveis. Segundo fontes da Polícia Federal e da Receita Federal, o esquema utilizava empresas de fachada e “noteiras” para simular operações comerciais e ocultar o real beneficiário das cargas que chegavam aos portos brasileiros. De acordo com o Vermelho, o grupo aproveitava brechas regulatórias e liminares judiciais para internalizar derivados de petróleo sem o recolhimento integral de impostos como o ICMS e as contribuições federais.

A engenharia financeira permitia que o combustível importado fosse comercializado a preços predatórios, asfixiando a concorrência legal e gerando um passivo tributário bilionário que nunca era quitado. Para garantir a impunidade, o conglomerado utilizava uma rede de testas de ferro e empresas em paraísos fiscais, o que a PF classifica como “evasão de recursos e dissimulação de bens”. A Operação Sem Refino busca agora cortar o fluxo financeiro que sustenta essa rede, suspendendo as atividades econômicas de todas as empresas ligadas ao grupo.

Encerramento e registros

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em sigilo para identificar outros possíveis beneficiários do esquema. Foram mobilizados mais de uma centena de agentes para o cumprimento das ordens judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.


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A mansão caiu: Flávio Bolsonaro está enrolado e confessa que dinheiro de Vorcaro foi para fundo ligado a Eduardo nos EUA

Difícil segurar a candidatura.

PF investiga se dinheiro pago por Vorcaro a Flávio Eduardo foi usado para bancar ações de coação de seu irmão Eduardo nos Estados Unidos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, confessou nesta quinta-feira (14), em entrevista à GloboNews, que o dinheiro repassado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente para o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, foram direcionados a um fundo nos Estados Unidos administrado pelo advogado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro.

Flávio se enrolou para responder a uma pergunta sobre o destino do dinheiro, insistindo que, apesar de os recursos terem sido, a princípio, direcionados ao fundo, teria sido usado na produção do longa, negando qualquer relação com despesas pessoais ou ações políticas de Eduardo nos EUA.

“Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou.

“Para colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card. Está dentro do contexto do filme. O advogado é gestor do fundo”, completou.

PF investiga se dinheiro foi usado para bancar Eduardo Bolsonaro
A Polícia Federal abriu investigação para apurar se parte dos recursos repassados por Vorcaro pode ter sido usada para financiar atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, incluindo a coação internacional contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo é réu em ação penal que apura pressão política e econômica sobre magistrados brasileiros.

O escândalo veio à tona com áudios, mensagens e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil, revelando que Flávio negociou cerca de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) com Vorcaro para financiar Dark Horse, sendo que US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) foram efetivamente transferidos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025, via Havengate Development Fund LP, fundo registrado no Texas e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Nos áudios, Flávio chega a chamar Vorcaro de “irmão” e garante:

“Estou e estarei contigo sempre. Não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Vorcaro foi preso um dia após esta mensagem, acusado de fraude bilionária e lavagem de dinheiro, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, também foi detido por manter suposta milícia privada, chamada “A Turma”.

Produtora de Dark Horse desmente Flávio Bolsonaro
A GOUP Entertainment, produtora do filme, negou que Vorcaro tenha investido qualquer valor na produção. A empresa reforçou que negociações com potenciais investidores não configuram aporte efetivo e que todo o projeto foi estruturado de acordo com regras do mercado audiovisual, sem recursos públicos.

Flávio Bolsonaro é alvo de pedidos de investigação
Parlamentares da oposição reagiram ao caso protocolando pedidos de investigação, quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, além de sugerir CPI ou CPMI para apurar as relações da família Bolsonaro com Vorcaro e o Banco Master, segundo a Forum.

“As mensagens e o áudio revelam uma ligação política, financeira e até afetiva entre o clã Bolsonaro e o banqueiro: Flávio chama Vorcaro de ‘irmão’, diz que está ‘e estará contigo sempre’, afirma que ‘tudo isso só está sendo possível por causa de você’. No áudio, cobra ajuda sob o pretexto de parcelas atrasadas e risco de perder contrato, ator, diretor e equipe do filme”, afirmou Lindbergh Farias (PT-RJ), pedindo inclusive a prisão preventiva de Flávio.

Além disso, PT, PSOL e PCdoB protocolaram representações junto à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo apuração rigorosa sobre o destino do dinheiro de Vorcaro, que poderia ter sido desviado para atividades políticas internacionais.


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Imprensa internacional diz que campanha de Flávio Bolsonaro afunda antes de começar

Ligação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, repercutiu em jornais estrangeiros

A imprensa internacional tem repercutido a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O áudio revelado pelo site Intercept Brasilabalou a pré-campanha de Flávio à presidência. Interlocutores do seu partido já especulam a possibilidade de substituição na cabeça de chapa.

A agência norte-americana de notícias Bloomberg indica que a campanha de Flávio pode ter acabado antes de começar: “Mensagens de áudio vazadas que ligam o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, ao homem no centro de um escândalo de fraude bancária bilionária, ameaçam afundar a campanha do senador de direita antes mesmo de ela começar.”

No texto, a reportagem indica que as revelações são as “mais explosivas” dentro do amplo escândalo do Banco Master, “uma saga que abalou o setor financeiro e inflamou a fúria dos brasileiros com a má conduta da elite.”

O jornal ainda salienta que o áudio “reforça a ligação direta entre a estrutura de poder político de Bolsonaro e de Vorcaro: na semana passada, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, que atuou como ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, alegando que o influente parlamentar usou sua influência para ajudar o Vorcaro a expandir os negócios do banco em troca de propinas e subornos.”

O Clarín destaca na sua manchete que Flávio pediu dinheiro para o filme de seu pai ao banqueiro preso. O jornal argentino expõe aos seus leitores que o Banco Master está envolvido em um “enorme escândalo de corrupção”.

O La Nación, também da Argentina, tem dado bastante repercussão ao tema, evidenciando que o escândalo de corrupção avança sobre o senador, com uma crise de “proporções incalculáveis” que já afeta a sua pré-campanha. Segundo o jornal, a ligação entre o senador e Vorcaro ameaça reconfigurar o cenário político na véspera da eleição. Para completar, o texto ainda coloca que Flávio agora está potencialmente na mira do sistema judiciário, como também questiona seu discurso de transparência.

O espanhol El Mundo avaliou que o prejuízo à candidatura de Flávio é significativo, que a direita está em uma zona de turbulência e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, surge como uma alternativa a ele.

A agência de notícias britânica Reuters destacou que os mercados financeiros foram abalados com a ligação do senador com um “banqueiro desonrado”. A agência ressalta que o dólar voltou a subir e a bolsa a cair com a revelação. Além disso, a reportagem passa pelo histórico fraudulento do Master e a possível derrocada de Flávio na disputa eleitoral, além de lembrar aos leitores que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar pela condenação a 27 anos por conspirar por um golpe de Estado.

Por fim, a agência Associated Press, dos Estados Unidos, indica na manchete que Flávio é pré-candidato e que ele negou irregularidades no pedido de dinheiro a Vorcaro. No entanto, a reportagem replicada pelo The Washington Post evidencia a hipocrisia de Flávio, que, horas antes da revelação feita pelo Intercept, negou a jornalistas qualquer ligação com o banqueiro, sendo que já havia feito isso no mês de março, quando foi revelado que seu nome estaria entre os contatos do banqueiro. Vermelho.

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Operação revela infiltrados na PF ligados ao esquema de Daniel Vorcaro

Decisão de André Mendonça aponta uso de policiais da ativa e aposentados para acessar dados sigilosos da PF

A decisão do ministro André Mendonça que autorizou novas prisões na Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (14) revelou um dos pontos mais delicados identificados pela Polícia Federal no caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master: a suspeita de que policiais federais da ativa, aposentados e até uma delegada federal teriam atuado para abastecer uma estrutura clandestina com informações sigilosas.

A PF descreve uma engrenagem paralela de obtenção de dados reservados, consultas ilegais em sistemas internos e circulação clandestina de informações sobre investigações policiais.

Segundo a decisão, o grupo investigado não operava apenas com hackers e operadores financeiros. A estrutura também contava com pessoas ligadas à própria Polícia Federal para levantar informações de interesse do núcleo central da organização.

“O conjunto probatório sugere atuação funcional desviada, mediante utilização indevida de sistemas internos para obtenção de dados sigilosos de interesse da organização”, escreveu André Mendonça.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao ICL Notícias que a corporação atua de maneira “técnica e imparcial”, e que a PF “corta na própria carne quando necessário”. Também afirmou que a investigação serve para “valorizar a quase totalidade dos policiais federais, que agem com correção e dedicação”.

Nomes dos envolvidos
O principal nome citado é o do agente da Polícia Federal Anderson Wander da Silva Lima. Segundo a investigação, Anderson utilizava sua posição dentro da corporação para fazer consultas em sistemas restritos da PF e acessar dados migratórios, informações sobre inquéritos e registros reservados de pessoas ligadas a Daniel Vorcaro.

A decisão afirma que o agente atuava em colaboração com Marilson Roseno, apontado pela PF como liderança operacional de “A Turma”, núcleo acusado de intimidar alvos, obter informações clandestinas e monitorar investigações.

Anderson teria recebido vantagens econômicas e presentes em troca dos acessos indevidos. Por causa disso, André Mendonça decretou a prisão preventiva do agente.

A rede dentro da PF
Outro ponto considerado grave pela PF envolve a delegada federal Valéria Vieira Pereira da Silva. Segundo a decisão, Valéria acessou um inquérito conduzido pela Polícia Federal em São Paulo sem justificativa funcional aparente.

De acordo comCleber Lourenço, ICL, a investigação aponta que a delegada, embora lotada em Minas Gerais, fez consultas relacionadas a procedimento de interesse direto da estrutura investigada.

“A análise dos registros sistêmicos evidencia acessos incompatíveis com a lotação funcional da servidora e sem vínculo aparente com atribuições institucionais legítimas”, afirma a decisão.

No caso da delegada, o ministro aplicou medidas cautelares. Valéria foi afastada da função pública, proibida de manter contato com servidores e policiais federais e impedida de acessar dependências da PF. A decisão também determinou a entrega do passaporte.

Outro servidor citado é Francisco José Pereira da Silva, agente aposentado da PF e marido da delegada. Segundo a investigação, Francisco atuaria como intermediário informal da circulação de dados sigilosos, reduzindo a exposição direta da delegada.

A PF afirma que ele participava das interlocuções com integrantes do grupo e auxiliava na movimentação clandestina das informações obtidas dentro da corporação.

Francisco também recebeu medidas cautelares. Foi proibido de manter contato com policiais federais, acessar dependências da corporação e deixar o país sem autorização judicial.

Outro nome citado é o de Sebastião Monteiro Júnior, também policial federal aposentado. Segundo a decisão, Sebastião mantinha contato frequente com Marilson Roseno, Henrique Moura Vorcaro e Manoel Mendes Rodrigues, apontado como operador do braço da organização no Rio de Janeiro.

A investigação afirma que Sebastião participava de reuniões reservadas e utilizava mecanismos típicos de estruturas clandestinas, como linhas internacionais e mensagens temporárias. O servidor aposentado teve prisão preventiva decretada.

“A dinâmica observada revela comportamento compatível com estratégias de ocultação comunicacional e atuação coordenada com integrantes do núcleo operacional”, escreveu Mendonça.

Outro trecho da decisão reforça a suspeita de que a estrutura investigada buscava monitorar o andamento de investigações policiais e acessar informações internas da própria PF.

Segundo André Mendonça, Marilson Roseno buscou ajuda de policiais e ex-policiais para obter informações sigilosas relacionadas a procedimentos de interesse de Henrique Moura Vorcaro.

“Esse episódio reforça, em tese, que a estrutura clandestina mobilizada por Marilson e pela ‘Turma’ não atuava apenas para intimidação ou cobrança, mas também para obter informações sigilosas sobre investigações de interesse direto de Henrique”, afirma a decisão.

A decisão também menciona Marilson Roseno da Silva, apontado como líder operacional do grupo. Embora já estivesse preso anteriormente, André Mendonça determinou sua transferência para o Sistema Penitenciário Federal.

Segundo a decisão, mesmo preso, Marilson teria continuado a exercer influência sobre a estrutura investigada e teria mantido acesso indireto a informações sigilosas.

Divisão de tarefas da organização criminosa
A Polícia Federal sustenta que o grupo possuía divisão de tarefas, operadores especializados e estrutura profissionalizada.

Enquanto um núcleo atuava em ataques digitais, invasões telemáticas e monitoramento eletrônico, outro seria responsável pela obtenção de dados sigilosos, intimidação presencial e proteção dos interesses do núcleo central da organização.

Ao justificar as medidas cautelares e prisões preventivas, André Mendonça afirmou que os elementos reunidos indicam risco concreto de continuidade criminosa, destruição de provas e comprometimento das investigações.

A decisão também menciona a possibilidade de rearticulação da estrutura clandestina mesmo após fases anteriores da Operação Compliance Zero.


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A Turma: O esquema pesado de Daniel Vorcaro no mundo da criminalidade

Esquema de Vorcaro “A Turma” – Com base em investigações da PF (Operação Compliance Zero, fase 6 – maio/2026)

Polícia Federal investiga o grupo ligado a Daniel Vorcaro (ex-controlador do Banco Master) e seu pai Henrique Moura Vorcaro como uma organização criminosa com dois núcleos principais

Núcleo central é Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e operadores financeiros.

Braço operacional “A Turma”: Grupo de intimidação, vigilância e ameaças (chamado de “milícia privada” pela PF).

Braço digital “Os Meninos”: Ataques cibernéticos, hackers, monitoramento ilegal de autoridades, PF, MPF, FBI, Interpol etc.

O esquema custava cerca de R$ 1 milhão por mês em “mão de obra”.Braço Carioca (“A Turma” no RJ) – Ligação com Jogo do Bicho e MilíciasLíder local: Manoel Mendes Rodrigues (descrito como operador do jogo do bicho / bicheiro).

Composição do grupo: Operadores do jogo do bicho.
Milicianos (paramilitares).
Policiais (ativos e aposentados/cooptados).

Essa estrutura atuava como “força privada” ou “mão de obra intimidatória” a serviço dos Vorcaro. fazia ameaças presenciais.
intimidações físicas, levantamentos de informações e presença ostensiva para coagir desafetos (ex.: credores, ex-funcionários, críticos do banco).

Exemplo Concreto (citado na decisão do STF), Em junho/2024, em Angra dos Reis (RJ):Grupo se deslocou para a Marina Bracuhy e um hotel.

Ameaçaram o comandante de uma embarcação e um ex-chefe de cozinha ligados a Daniel Vorcaro.

Manoel se identificou como “amigo de Daniel” e “que mexia com jogo do bicho”.

Hierarquia Simplificada

Núcleo Central (Vorcaro pai e filho)

Coordenação (ex.: Felipe Mourão)

Braço RJ “A Turma” (Manoel – bicheiro)
├── Operadores Jogo do Bicho
├── Milicianos
└── Policiais (corruptos/cooptados)



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Bolsorcaro: PF suspeita que dinheiro de Vorcaro tenha custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA

PF investiga se parte dos R$ 61 milhões ligados a Daniel Vorcaro, destinados ao filme Dark Horse, foi usada para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

A Polícia Federal suspeita que recursos ligados a Daniel Vorcaro foram usados para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025.

Esses recursos teriam sido transferidos a um fundo sediado no Texas, nos EUA, por uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações. O objetivo era bancar o filme “Dark Horse” (que significa “azarão”), que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Há a suspeita de que esse fundo seja suspeito de ser controlado por aliados de Eduardo. A linha investigativa da PF foi divulgada inicialmente pelo site G1 e confirmada pela Folha de S.Paulo.

De acordo com José Marques e Julia Chaib, ICL, a PF pretende entender se os recursos – que teriam sido enviados a pedido do dono do Banco Master – foram, de fato, usados para financiar o filme ou se uma parte desse dinheiro serviu para custear a vida de Eduardo no país.

A reportagem tentou contato com Eduardo nesta quinta-feira (14), mas não obteve resposta.

Na quarta (13), o site The Intercept Brasil revelou que o pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Flávio e Eduardo são filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção que trata da vida do ex-presidente, e um áudio de setembro de 2025 mostra o senador do PL cobrando mais recursos do ex-banqueiro.
O senador confirmou ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro para o filme, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens.

“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, afirmou Flávio. No comunicado, ele disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, “quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, completou Flávio, dizendo, ainda, ser a favor da CPI do Master.

No entanto, a Go Up Entertainment, pordutora do filme negou no ter recebido repasses de verba do ex-banqueiro para o projeto, assim como o produtor-executivo e ex-deputado federal Mário Frias.
Eduardo foi para os EUA no ano passado. Ele é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) em uma ação sob acusação do crime de coação no curso do processo de forma continuada.

A acusação diz que ele buscou sanções contra o Brasil e contra autoridades brasileiras com o objetivo de atrapalhar o andamento do julgamento de Jair Bolsonaro pela trama golpista.

A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) foi apresentada em 21 de setembro, após a condenação de Bolsonaro no caso da trama golpista. O documento cita declarações públicas de Eduardo, entrevistas e postagens em que ele expõe sua atuação na imposição de sanções. Em novembro de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia por unanimidade.

No ano passado, Eduardo chamou a acusação de fajuta e disse que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, é “lacaio de [Alexandre de] Moraes”. A defesa também argumenta que não houve violência ou grave ameaça no episódio.


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Não existiria Banco Master se não tivesse existido governo Bolsonaro

Banco Central, na gestão Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, aprovou a transferência definitiva do controle para Vorcaro.

O nome “Banco Master” foi criado e adotado durante o governo Bolsonaro, como parte da transformação liderada por Vorcaro. Sem essa aprovação do BC em 2019 e a expansão que veio em seguida, o banco não teria sido rebatizado e crescido com essa identidade.

Tirando esse monte de plha de milho espalhada pelo chão, na gtentativa de encobrir a nascente desse crime durante o governo Bolsonaro e a gestão de Campos Neto no Banco Centtral, daremos de cara com o que interessa, o princípio de tudo.

Vale abrir um parêntese para lembrar que não existiria o governo Bolsonaro sem a parceria café com leite entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro, que transformou o Banco Master na central da picaretagem nacional.

O tráfego da grana toda que Vorcaro centrifugou com um plano pré-estabelecido, foi cem por cento desenvolvido e assinalado como tal, durante tal governo.

Dito isso, o verdadeiro significado do termo “irmão” , tantas vezes falado por Flavio a Vorcaro, está referendado por um sistema que nasce e se fortalece como filhos do mesmo pai, Jair Bolsonaro.

Não fosse isso, o Master não teria qualquer valor, pois a terra valiosa que virou o Banco Master, tem todas as nascentes fincadas durante o governo Bolsonaro para que uma caudalosa montanha de dinheiro circulasse no que, antes, era apenas uma campo de várzea.

Sem o aceite de Campos Neto, tal hegemonia jamais teria acontecido. Então, tudo teve começo na era Bolsonaro.

Isso explica, com  todas as letras, por que Flavio estava cobrando o restante do dinheiro, já que Vorcaro teria pago R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões combinados, mais os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio diretamente em suas contas.

Na verdade, a montanha de recursos para o filme sobre Bolsonaro e para sua campanha, não passou de lavagem de dinheiro.

Não dá para esquecer que, nessa conta, também entra a mesada de R$ 300 a R$ 500 mil ao todo poderoso chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira.

Trocando em miúdos, quando Flavio fala em cobranca e não em patrocínio do filme, é claro que ele está se referindo ao que foi acordado com Bolsonaro e filhos para conseguir a liberação do Banco Central para o Bnaco Master. Isso está pra lá de escancarado e não comentado pela grande mídia.

Repetindo, o papo do filme é somente para justificar a lavagem de dinheiro, assim como a loja de chocolate, assim como o dinheiro da compra da mansão.


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Resposta de produtores de filme sobre Bolsonaro amplia crise de Flávio

Mario Frias e produtora negam dinheiro de Vorcaro no filme sobre Bolsonaro, mas não explicam destino de US$ 10,6 milhões citados pelo Intercept

As notas divulgadas pela produtora GOUP Entertainment e pelo deputado federal Mario Frias após a revelação de documentos, mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro acabaram ampliando a crise política em torno do senador e do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

O principal ponto das manifestações divulgadas pelos responsáveis pelo projeto foi a tentativa de negar que recursos de Daniel Vorcaro ou do Banco Master tenham sido usados para financiar o longa. O problema é que as notas acabaram deixando sem resposta justamente o destino dos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões — apontados em documentos revelados pelo Intercept Brasil.

Segundo a reportagem, os valores teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações relacionadas ao financiamento do projeto cinematográfico.

Na nota divulgada pela GOUP Entertainment, a produtora afirma que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os financiadores do filme.

Mario Frias reforçou a mesma linha.

“Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”, afirmou o deputado federal e produtor executivo do longa.

O empresário Paulo Figueiredo Filho, neto do ex-ditador João Figueiredo e aliado da família Bolsonaro, também saiu em defesa do projeto nas redes sociais e afirmou que o filme não recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.

A mobilização de aliados para reforçar publicamente a negativa sobre os recursos acabou ampliando ainda mais o debate político em torno do caso, principalmente porque os documentos mencionados pelo Intercept Brasil apontam pagamentos milionários associados ao financiamento do filme.

A reportagem questionou a assessoria de Flávio Bolsonaro sobre esse ponto: se os valores mencionados nos documentos não foram destinados ao filme, para onde o dinheiro teria sido enviado? Até a publicação desta matéria, não houve resposta.

Outro ponto que chamou atenção foi o fato de Mario Frias ter afirmado que, “ainda que houvesse” dinheiro de Vorcaro no projeto, “não haveria problema algum”, alegando que se trataria de uma relação privada sem uso de dinheiro público.

A declaração foi vista por integrantes da oposição como uma mudança parcial na estratégia de defesa adotada inicialmente pelos envolvidos no caso. Primeiro, a linha das manifestações públicas buscou negar qualquer ligação financeira entre Vorcaro e o filme. Agora, além da negativa, a nova nota também sustenta que eventual aporte privado não configuraria irregularidade.

Na mesma nota, Mario Frias afirmou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme nem na produtora responsável pelo projeto.

“Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte”, escreveu.

A declaração acabou reforçando a percepção de que Flávio Bolsonaro participava das articulações para captação de recursos do longa, algo que ajuda a explicar os áudios revelados pelo Intercept Brasil em que o senador aparece cobrando pagamentos e relatando preocupação com a continuidade do projeto.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, as notas divulgadas pelos responsáveis pelo filme também deslocaram o foco da crise. Inicialmente, o centro da discussão estava na relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Agora, o debate passou a girar também em torno do destino dos recursos mencionados nos documentos revelados pela reportagem.


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Valor que Flávio pediu a Vorcaro para filme sobre Bolsonaro é quatro vezes maior que o orçamento de O Agente Secreto

Senador pediu ao dono do Banco Master R$ 134 milhões para financiar Dark Horse, que romanceia a história do pai

O valor pedido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência da República, ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é mais de quatro vezes superior ao orçamento total do filme O Agente Secreto, que recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, dezenas de outros prêmios e foi assistido por cerca de dois milhões de brasileiros.

Segundo a denúncia do site The Intercept, Flávio pediu R$ 134 milhões ao dono do Banco Master. Desse total, recebeu aproximadamente R$ 61 milhões. O custo total para produção de O Agente Secreto foi de cerca de R$ 28 milhões. O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura como protagonista, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco.

Os bolsonaristas pretendem lançar o filme sobre Bolsonaro em 11 de setembro, a pouco menos de um mês das eleições. O ex-presidente será interpretado pelo ator Jim Caviezel, conhecido por seu papel como Jesus Cristo em A Ressurreição de Cristo. O artista também é conhecido por declarações antivacina e apoio a teorias conspiratórias.

O roteiro de Dark Horse é de autoria do deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura e aliado próximo da família Bolsonaro. O parlamentar também é mencionado nas conversas como tendo participado das negociações dos recursos do Banco Master para o filme.

Segundo áudios, documentos e mensagens divulgados pelo site Intercept, dos R$ 134 milhões, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos em seis operações. Os arquivos compreendem o período de fevereiro a maio de 2025.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu Flávio a Vorcaro, em uma mensagem enviada por um aplicativo de conversa em 16 de novembro de 2025, um dia antes de o banqueiro ser preso tentando fugir do país.

As conversas também indicam que o dono do Banco Master acompanhava pessoalmente o andamento dos pagamentos e atribuía prioridade ao filme em relação a outros compromissos financeiros.

Em outro áudio, Flávio cobra parcelas atrasadas de Vorcaro. “Apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. Mas, enfim, não é porque está num momento muito decisivo, aqui do filme. É como tem muita parcela para trás. […] Eu fico preocupado aqui com o efeito ao contrário (sic) do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus Nowrasteh, os caras, renomadíssimos lá no cinema americano mundial, pô, ia ser muito ruim, né? […] E agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui”, diz no áudio divulgado.

Flávio Bolsonaro admitiu, em nota, que pediu e recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o pai.

“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca”, diz um trecho da nota.

*BdF


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MP analisa representação que liga escândalo do Master à privatização da Sabesp por Tarcísio de Freitas

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) está analisando uma representação protocolada pelo deputado estadual Antônio Donato (PT-SP) que questiona possíveis conexões entre o escândalo do Banco Master (envolvendo Daniel Vorcaro e Nelson Tanure) e as privatizações da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e da Sabesp conduzidas pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2024.

Contexto principal da representaçãoDoação de campanha: Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e pastor ligado à Igreja Lagoinha) doou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio em 2022 (além de contribuições para Jair Bolsonaro). A representação sugere possível influência nas privatizações posteriores

Privatização da EMAE (abril/2024): Leiloada por cerca de R$ 1,04 bilhão para o Fundo Phoenix (ligado a Nelson Tanure, apontado como sócio oculto do Banco Master). O fundo usou ações da Ambipar (inflacionadas artificialmente segundo apurações da CVM) como lastro.

O Banco Master e estruturas ligadas (como Trustee DTVM) participaram do financiamento. Depois, a ex-líder de fusões e aquisições do Banco Master, Karla Maciel, assumiu como CEO da EMAE.

Privatização da Sabesp (julho/2024): Vendida com Equatorial Energia como principal compradora (leilão com baixa concorrência). Carlos Piani (ex-presidente do conselho da Ambipar e da Equatorial) tornou-se presidente da Sabesp privatizada. Posteriormente, a Sabesp recomprou a EMAE da XP (após execução de dívida do Fundo Phoenix/Tanure). Há relatos de que a EMAE direcionou recursos (ex.: R$ 160 milhões em CDBs do grupo Master/Letsbank)

A denúncia levanta suspeitas de conflito de interesses, possível lesão ao erário (venda abaixo do valor de mercado, manipulação de ativos), improbidade administrativa, crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. O MP remeteu o caso à Promotoria de Patrimônio Público para análise de semelhança com outros procedimentos (sem foro privilegiado para os citados). Até o momento, está em fase inicial de análise, sem decisões ou denúncias formais divulgadas.

Resposta das partes envolvidas, Sabesp e governo de SP:

Afirmam que os processos seguiram regras de transparência, com aprovações de órgãos como Cade e Aneel. Negam conflitos de interesse diretos de Piani (que renunciou à Ambipar antes de assumir a Sabesp) e destacam auditorias independentes. A EMAE também nega irregularidades em decisões judiciais anteriores.
brasildefato.com.br

As investigações sobre o Banco Master (Operações Carbono Oculto, Compliance etc.) envolvem fraudes, lavagem de dinheiro (inclusive supostas ligações com PCC) e estão em andamento na PF, MPF, BC e CVM.


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