Ano: 2026

Flavio foi pego de calça arriada porque Jair Bolsonaro virou peça de museu

Não se pode dizer que Flavio foi entregue a si mesmo. Há um imenso cordão de isolamento tentando separá-lo de si próprio.

Isso é um papel notável dos poucos que lhe restam como aliados. Lógico que, se já não tinham qualquer entusiasmo por sua modorrenta candidatura à Prsidência da República, dependendo cem por cento do espólio vigarista do pai e do antipetismo doentio de uma massa de idiotizados que foram imbecilizados durante décadas pela mídia, Flavio se transformaria num candidato viável, não por não ter qualquer proposta, coisa que seu pai nunca teve e, por isso mesmo, não se pode nem dizer que ele governou mal o país, ele simplesmente não governou.

Bolsonaro viveu na realeza do poder, nos luxuosos aposentos, graças aos esquemas que seus colaboradores coroados lhe serviram, ainda assim, o animal está preso e volta já já para a cadeia.

Dito isso, o desenho trágico do escandaloso vazamento do áudio de Flavio para Vorcaro, aponta para um beiço generaliado que, de estalão, está sendo dispensado pelos correligionários.

Flavio ainda não está num mato sem cachorro, mas não dispõe daquela matilha de vira-latas que serviram ao pai e, hoje, por osmose, não servem ao seu primogênito.

O fato essencial desse saboroso drama a que assistimos, é aquilo que todos, que tivssem a capacidade de enxergar o capítulo seguinte da derrota de Bolsonaro, saberiam o final.

Bolsonaro, um político historicamente medíocre, dito de boca própria, voltou para a sarjeta política. Para piorar, tentou dar um golpe violento com arquiteturas montadas para cometer ao menos t5rês assassinatos, de Lula, Alckmin e Moraes.

O resto, todos sabem, mas a questão do poder, da caneta, do uso da própria  imagem diante da mídia, a la Steve Bannon, para pautar as redações com sucessivos escândalos para cobrir o anterior, findou-se.

Sem qualquer relevância ou referência, Bolsonaro se transformou numa viola sem corda, muda, típica de quem virou carta fora do baralho como corpo, mas sobretudo como espírito. A moda Bolsonaro, foi-se.

O Gastão, que tinha uma orquestra de pelegos bancados pela Secom, hoje viram-lhe as costas. Sim, porque essa traição não é apenas com Flavio e, pricipalmente, com Jair Bolsonaro.

Essa é a principal característica dos pelegos. Aquela força hipnótica do poder lhes atrai, mas trai no primeiro cheiro de que a cadeira do rei mofou.

Fosse no tempo do seu pai na presidência que, aliás, proporcionou Vorcaro a montar um império de pilantragem, através do Banco Master, Flavio teria costas de chumbo, assim como se viu no seu inquérito da rachadinha, que deu em nada, assim como também no caso de Marielle e o porteiro que foi sufocado por Sergio Moro, a mando de Bolsonaro e assim se mantém.

Poderia citar aqui uma penca incalculável de situações em que Bolsonaro interferiu diretamente na defesa dos filhos e aliados e suas patifarias cretinas. Mas como se sabe, malandro demais vira  bicho.

Sem a carteira de presidente da República, Bolsonaro voltou a ser um punguista qualquer do baixo clero. Assim, não tem a menor condição de salvar o filho da forca, mesmo que a plebe bolsonarista, a serviço da indecência, balbucie nas redes frases ridículas, perebentas de tons cinza em apoio ao enrolado, o que fará dele um personagem cansado, caso insista na disputa presidenical.

Já falam por aí que ele deve disputar o Senado, mas outros apostam mesmo na Câmara Federal.

É o que lhe resta, porque o rei da milícia já não apita mais nada, nem mesmo no Rio das Pedras e Muzema, com a limpeza que está ocorrendo no Rio de Janeiro. pelo Desembargador Ricardo Couto.

Ou seja, fim, fu, fora Flavio!


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Faltou combinar com os russos

Nem sempre a engenharia da mentira funciona. Isso está claro no barata voa da campanha de Flavio, no cerca frango do irmão, Eduardo Bolsonaro, mas sobretudo nos ratos que estão roendo as cordas do Titanic e pulando fora.

A bateção de cabeça é ampla, geral e irrestrita no mundo da gangue de Bolsonaro. É um tal de um sujeito como Zema dizer que é imperdoável a relação promíscua entre Flavio e Vorcaro, e Caiado seguir nessa mesma linha, mas como algodão entre cristais para, em seguida, os dois dizerem um “não é bem assim”, para não ficar mal com o eleitorado bolsonarista.

De nada adiantou, o leite já havia derramado para o lado de Zema, com Eduardo dizendo que, por traição, ele está descartado como vice do irmão.

Já Caiado ficou naquela zona morta do nem sim, nem não, muito pelo contrário, e o negócio é derrotar o PT.

Com Allan dos Santos, é rato comendo rato. Ou seja, não há qualquer escrúpulo nessa trinca de morde e sopra. É urubu bicando urubu.

O fato é que não há aquela propagação massiva do exército de mercenários, mantidos a peso de ouro pela Secom no governo Bolsonaro para botar o bloco dos robôs nas redes, os carregadores de piano da Jovem Pan e todos aqueles vagabundos pagos a peso de ouro para defender cloroquina, aplaudir genocídio, fazer boca de siri da gigantesca corrupção nos ministérios de Bolsonaro e todas as falcatruas que corriam soltas na gestão do golpista, que tinha nas mãos os comandos da PF e da PRF que, junto com a base eleitoral do clã na cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente no governo de Claudio Castro e na Alerj, com todo tipo de bandido. formava uma muralha quase instansponível.

Sem aquela grana toda que jorrava, a ritmica hoje é outra. As cartas não estão sendo dadas pelo clã, que virou uma peça urbana e rural do folclore nacional.

Até Alexandre Garcia, Constantino e Ana Paula do Vôlei, mais uma variedade desses tipos que davam de ombros para a ética em defesa de Bolsonaro, agora estão naquele exercício de pesquisas, com um olho no peixe e outro no gato, num núcleo disperso, mas seguindo na contramão de suas defesas cegas que faziam no passado bem remunerado.

Agora, até a pronúncia mudou de figurino e a feitiçaria verborrágica é típica daqueles que traem sem choro, nem vela.

Se as pesquisas, no decorrer de 30 dias, mostrarem novos rumos nos resultados, com Flavio sangrando em praça pública, podem ter certeza, muito mais gente da alta cúpula de sua campanha silenciará seus clarins em ovação a Flavio.

O pior é que o 01 já avisou que tem mais merda para estourar com filmezinho, com tudo em encontros subterrâneos com Vorcaro.

Seja como for, o timbre do bolsonarismo oficial que já beira o infantil, com desculpas esfarrapadas e sonolentas, vai, no capítulo seguinte, virar agulha no palheiro.

A conferir.


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Mentiras deixam Flávio Bolsonaro nu em praça pública

Há uma semana, Flávio Bolsonaro divulgou nota cobrando “ampla apuração” do caso de corrupção envolvendo o Banco Master. Ciro Nogueira, um dos maiores aliados da sua candidatura, tinha sido pego recebendo um mensalão de Vorcaro. Mas Flávio se fez de louco e manteve o personagem indignado. Como se não tivesse nada a ver com isso, o senador passou a desfilar com uma camisa estampada com os dizeres: “O Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula.” O cinismo e a desfaçatez foram ousados, o que faria o tombo ser ainda maior.

FLORIANÓPOLIS, SC - 10.05.2026 - POLITICA-FLAVIO BOLSONARO. Pré-lançamento da campanha para presidente do Senador Flavio Bolsonaro (PL) e Governador Jorginho Melo (PL) no Stage Parque em Jurerê Internacional em Florianópolis. Na foto Flavio Bolsonaro usa uma camisa verda com os escritos "O pix é do Bolsonaro o Master é do Lula". (Foto: Anderson Coelho/Folhapress)

Eis que o jornalismo trouxe à tona os fatos que o senador tentou esconder. Horas antes da #VazaFlavio ser publicada, o repórter do Intercept Thalys Alcântara perguntou para Flávio pessoalmente se ele negociou com Vorcaro pagamentos para a produção do filme sobre o seu pai. Flávio ficou desnorteado com a pergunta. Em um intervalo de 20 segundos, ele negou os pagamentos, gargalhou forçadamente, chamou o jornalista de “militante”, virou-se de costas e resmungou: “é dinheiro privado! é dinheiro privado”.

O senador começou a resposta negando os pagamentos, quase teve uma síncope e terminou admitindo. Foi uma cena tão constrangedora que quase fiquei com pena do senador (mentira).

Pouco tempo depois, o Intercept completou o drible da vaca e publicou conversas em que Flávio e Vorcaro se tratavam como grandes amigos. “Estou e estarei contigo sempre”, prometeu o senador para o maior ladrão do Brasil um dia antes dele parar na cadeia.

De lá pra cá, o senador não só omitiu essa intimidade com o banqueiro como negou de forma veemente qualquer relação com ele. Pior que isso: Flávio se apresentou como um dos maiores indignados com a lama do Banco Master. É um grau de cinismo alto demais até mesmo para os padrões de quem foi criado por Jair Bolsonaro.

O senador ficou nu em praça pública enquanto era coberto por uma pororoca de mentiras. Segundo a agência de checagem Aos Fatos, ele contou ao menos 12 mentiras sobre o caso antes da publicação da reportagem. Ninguém pode se dizer surpreso, já que Flávio é reconhecidamente um mentiroso contumaz desde os tempos em que desviava dinheiro do seu gabinete para financiar prédios das milícias no Rio de Janeiro.

Na última quinta-feira, uma nova reportagem do Intercept revelou que a proximidade dos Bolsonaros com o mafioso era ainda maior do que se imaginava. Conversas privadas mostraram que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília para “assistirem juntos” a um documentário, possivelmente “A colisão dos destinos” sobre a trajetória do ex-presidente. A reunião tinha como objetivo pedir o apoio de Vorcaro para financiar a produção do longa “Dark Horse”. Não se sabe se a reunião aconteceu, mas se sabe que o Pix para o filme caiu.

Explicar o inexplicável
A #VazaFlávio foi trágica para o bolsonarismo. Enquanto algumas figuras expoentes da fauna bolsonarista largaram a mão de Flávio, outros entraram em desespero na tentativa de encontrar uma narrativa que explique o inexplicável.

Cada um falou uma coisa diferente. Flávio admitiu que recebeu o dinheiro de Vorcaro para o filme, mas a própria produtora — endossada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo — negou ter recebido qualquer centavo.

*João Filho/Intercept Brasil


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Lula vai anunciar investimentos de R$ 37 bilhões da Petrobras até 2030

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar nesta segunda-feira (18), em São Paulo, investimentos da ordem de R$ 37 bilhões da Petrobras até 2030. A expectativa é a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos.

Os recursos serão voltados ao fortalecimento do refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável.

Lula visitará a Refinaria de Paulínia (Replan) onde parte dos recursos anunciados (R$ 6 bilhões) serão investidos.

O local é responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro.

Pelo faturamento anual, a refinaria representa aproximadamente 1% do PIB do Brasil.

Nesta semana, o presidente visitou a fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen-BA), que também pertence a Petrobras.

“O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, em alguns momentos chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes”, disse Lula.

A Fafen retomou a produção em janeiro deste ano depois do investimento de R$ 100 milhões. De acordo co m o Vermelho capacidade de produção é de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que representa aproximadamente 5% da demanda nacional.

A retomada integra a carteira de fertilizantes do Novo PAC, cujo valor consolidado é de cerca de R$ 5,9 bilhões.


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PF investiga se dinheiro de filme sobre Jair Bolsonaro financiou mansão de Eduardo nos EUA

Suspeita é de que fundo administrado por advogado da família tenha sido usado para burlar bloqueios judiciais do STF

Polícia Federal (PF) investiga se uma complexa estrutura financeira montada no estado do Texas, nos Estados Unidos, foi utilizada para lavar dinheiro e burlar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, neste sábado (16).

O foco das investigações é a compra de uma residência em Arlington, no Texas, no valor de R$ 3,6 milhões, realizada em fevereiro pelo Mercury Legacy Trust. O fundo privado é controlado por Paulo Calixto, advogado migratório e de negócios de Eduardo Bolsonaro em solo estadunidense. O Texas é o mesmo estado onde o filho do ex-presidente reside atualmente.

Triangulação com o Banco Master

Calixto também administra o Havengate Development Fund, entidade que recebeu parte dos R$ 61 milhões repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre fevereiro e maio de 2025. As transferências foram feitas por meio da empresa Entre Investimentos e Participações.

A captação desses milhões foi intermediada diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, sob a justificativa de que os valores seriam integralmente aplicados na produção cinematográfica. Mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil mostram que Flávio chegou a cobrar Vorcaro por parcelas atrasadas em novembro do ano passado, um dia antes de o banqueiro ser preso.

A PF desconfia que o argumento do filme serviu de fachada e que parte do montante milionário foi desviada para blindar o patrimônio de Eduardo Bolsonaro e subsidiar sua permanência nos EUA longe do alcance da Justiça brasileira.

Além do advogado Paulo Calixto, os documentos de compra do imóvel no Texas trazem o nome de André Porciuncula, ex-policial militar e ex-braço direito de Mario Frias na Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro. Frias é apontado como o idealizador do filme.

Aliados de Eduardo Bolsonaro apontam Porciuncula como o principal “operador” das atividades e da logística do ex-deputado nos Estados Unidos.

Outro lado

Ao jornal Folha de S. Paulo, o senador Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado os recursos ao dono do Banco Master, mas negou que o dinheiro tenha sustentado o irmão no exterior.

Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para classificar a investigação da PF como “tola”. O ex-parlamentar argumentou que suas regras de visto e o status migratório não permitiriam o recebimento de valores de fundos de investimento. Ele defendeu a idoneidade de Paulo Calixto e afirmou que apenas apresentou o advogado a Mario Frias para ajudar na captação do filme, cuja produção é estadunidense para evitar “perseguição política” no Brasil.

André Porciuncula afirmou por mensagens que a casa em Arlington não tem vínculo com Eduardo Bolsonaro ou com o Banco Master. Ao ser questionado sobre quem seria o real beneficiário do imóvel de R$ 3,6 milhões, Porciuncula declarou que a informação “não é de interesse público.”

*BdF


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Como o dinheiro do Banco Master racha o mito bolsonarista

Os áudios de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro desmoronam a fantasia de cruzada moral, ao revelar vínculos do clã Bolsonaro com o banqueiro mais tóxico do Brasil

Em seus textos, o filósofo francês Clément Rosset costumava ressaltar o aspecto particularmente cruel da realidade. Cabe ao leitor e leitora ter em mente que Rosset fazia isso mirando não o sentido sádico ou moral da palavra “cruel”, mas o aspecto bruto e incontornável que a própria ideia de realidade carrega consigo.

Imagine algo que simplesmente “é”; algo que, independentemente da nossa vontade, jamais poderá ser outra coisa que si mesmo, sem sentido oculto, sem justiça superior ou qualquer possibilidade de compensação mística.

Essa é a realidade em seu aspecto mais cru – cruel. É aterrorizante pensar nisso, especialmente porque a realidade vive à espreita, sempre em busca de uma oportunidade para se fazer presente em nossas vidas, ameaçando nossas fantasias reconfortantes, nossos mitos apaziguadores. Ameaçando as casinhas imaginárias que criamos para nos proteger, justamente, dos fatos que insistem em continuamente desabar sobre nossas cabeças.

E por isso mesmo, quanto mais duros são os fatos, quanto maior a sua “crueldade”, maiores serão os esforços imaginativos e fabulatórios necessários para contê-los, para lhes emprestar algum sentido ou até mesmo para, no limite, negá-los.

Tarefa hercúlea para impedir que a verdade atinja o eleitorado
E é exatamente isso que observamos após a divulgação dos áudios que mostram que, a despeito do que dizia Flávio Bolsonaro, ele e o banqueiro Daniel Vorcaro não apenas se conheciam, como compartilhavam intimidades, com direito a declarações de lealdade, e – digamos assim para evitar processos – “interesses de investimento”.

Desde a divulgação dos áudios, a direita e a extrema direita se lançaram numa tarefa hercúlea para criar um verdadeiro castelo fantasmagórico que, imaginam desesperadamente, seja capaz de impedir que a crua (cruel) verdade caia sobre o eleitorado.

E, até o momento, um castelo de areia literal seria mais eficaz nessa tarefa.

*Orlando Calheiros;Intercept Brasil


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CPMI do Dark Horse é protocolada para investigar esquema de Vorcaro com Bolsonaro

Deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou requerimento para criação de comissão mista que apurará financiamento de filme

Odeputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou nesta semana, no Congresso Nacional, o requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar o financiamento e a produção do filme “Dark Horse“, voltado à narrativa biográfica do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta conta com o apoio de outros parlamentares e está à disposição para assinaturas.

A investigação proposta abrange a apuração de eventual utilização de recursos de origem ilícita atribuída ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, bem como o possível emprego de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares.

O requerimento cita a reportagem do The Intercept Brasil que revelou áudios de Flávio Bolsonaro cobrando recursos do dono do Banco Master, que enviou mais de R$ 61 milhões para a produção do filme.

A gravidade do caso, aponta o texto, amplia-se diante da contradição pública entre as declarações do senador — que reconhece as negociações e aportes — e a versão da produtora GOUP Entertainment, que teria negado o recebimento dos valores divulgados.

A CPMI proposta será composta por 15 deputados federais e 15 senadores, com igual número de suplentes, respeitando a proporcionalidade partidária.

O prazo para os trabalhos é de 180 dias, com despesas orçadas em R$ 200 mil. De acordo com a Forum, o requerimento menciona ainda que a produção já teria sido alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal por supostos repasses irregulares de emendas parlamentares.

Em declaração, o deputado Rogério Correia afirmou: “Está protocolada a CPMI, Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, para investigar o filme da vida de Jair Bolsonaro. Está na mesa do Congresso Nacional. Eu quero ver se Flávio Bolsonaro vai assinar. Ele que disse que foi tudo normal, que não há nenhum rolo, nenhum problema. Assine a CPMI e vamos investigar. Porque, realmente, debaixo desse angu, tem muito queijo”, disse.

“A gente quer saber o valor real desse filme. 134 milhões de reais? Ninguém acredita. O irmão dele teve ou não teve acesso a esse dinheiro? Deputados e deputadas fizeram ou não fizeram emenda parlamentar para este fundo que finge ser um filme? O que foi lavagem de dinheiro? Como Vorcaro e Zettel, com dinheiro de aposentados, foram sustentar esse fundo bolsonarista? Tudo são perguntas que precisam ser respondidas”, completou Correia.

“A CPMI ora proposta não possui qualquer finalidade de censura artística, controle ideológico ou limitação da liberdade de expressão”, ressalta o requerimento. O objeto da investigação, segundo o documento, é apurar a origem dos recursos, verificar a regularidade dos aportes financeiros, identificar eventuais beneficiários ocultos, examinar possível financiamento político irregular e investigar eventual utilização de produto cultural como mecanismo de abuso de poder econômico e propaganda eleitoral dissimulada.

“Quero ver Flávio Bolsonaro, que não tem coragem de abrir o seu sigilo, ter a coragem de assinar a CPMI do filme de Jair Bolsonaro”, afirma.

O que falta para implementar a CPMI
Conforme o Regimento Comum do Congresso Nacional, após esse primeiro passo, o colegiado só é instalado após o cumprimento de quatro etapas principais.

1. Recolhimento de assinaturas

O primeiro passo é o recolhimento de assinaturas de parlamentares para apoiar o requerimento de criação. Para uma CPMI, é necessário o apoio de pelo menos um terço dos membros da Câmara dos Deputados e um terço dos membros do Senado. Como a Câmara tem 513 deputados e o Senado 81 senadores, são necessárias, no mínimo, 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.

2. Protocolo e leitura em Plenário

Após atingido o número mínimo de assinaturas, o requerimento é protocolado na Mesa do Congresso Nacional. Em seguida, o presidente do Congresso Nacional (que é o presidente do Senado) faz a leitura da proposta em sessão conjunta do Congresso, oficializando o pedido.

3. Definição da composição

A Mesa do Congresso Nacional calcula a proporcionalidade partidária para definir quantas vagas titulares e suplentes cada partido ou bloco parlamentar terá direito. Como a CPMI proposta é composta por 15 deputados e 15 senadores titulares, com igual número de suplentes, esses números são usados como base para o cálculo.

4. Indicação dos membros e instalação

Após a definição das vagas, os líderes partidários indicam os nomes dos parlamentares que irão compor a CPMI. Com as indicações formalizadas, o presidente do Congresso Nacional convoca a primeira reunião da comissão, momento em que ela é oficialmente instalada. Nessa reunião, os membros elegem o presidente e o relator (um deputado e um senador, cargos que são divididos entre as duas Casas), e a CPMI tem até 180 dias para concluir os trabalhos.


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ONG do filme de Bolsonaro emitia notas para si mesma em contrato milionário com Prefeitura de SP

O vereador Nabil Bonduki (PT-SP) revelou que a ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, emitia notas fiscais para si própria dentro de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de Wi-Fi públicos na periferia da capital.

Segundo Bonduki, uma das hipóteses investigadas é que as movimentações entre contas da própria organização tenham sido usadas para criar camadas intermediárias de circulação de dinheiro antes da chegada ao destinatário final dos recursos.

“A ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro emitiu nota para si própria para justificar gastos no contrato com a Prefeitura de São Paulo. Esse é o nível do descalabro: milhões de reais para uma instituição dizer que está prestando serviços para ela mesma”, afirmou no X.

O parlamentar também declarou que os contratos desse tipo exigem prestação de contas detalhada ao poder público. “Nos termos de parceria, os extratos da conta vinculada ao projeto precisam ser enviados à Prefeitura e o dinheiro, em tese, só pode ser usado para a finalidade específica prevista no convênio”, disse.

Para Bonduki, o mecanismo pode ter servido para ocultar a real destinação de parte dos recursos públicos. “Se alguém quisesse repassar recursos para um destinatário que não gostaria que aparecesse diretamente na prestação de contas enviada à Prefeitura, uma possibilidade seria fazer o dinheiro circular primeiro por outras contas ou empresas ligadas à própria organização”, afirmou.

O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito no fim de janeiro para investigar suspeitas de irregularidades no contrato firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da gestão Ricardo Nunes (MDB) e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela instalação, operação e manutenção de 5 mil pontos de internet gratuita por 12 meses.

O inquérito corre sob sigilo e foi aberto pelo promotor Ricardo de Barros Leonel, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, após representação apresentada por Nabil Bonduki. Segundo o vereador, há indícios de irregularidades tanto no chamamento público quanto na execução contratual.

O Instituto Conhecer Brasil pertence à empresária Karina Ferreira Gama, que também aparece como sócia única da Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”. As duas empresas funcionam no mesmo endereço, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O caso ganhou repercussão nacional após reportagens revelarem que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou ao menos R$ 61 milhões para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, em negociação feita diretamente com Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As investigações agora também avançam sobre contratos públicos ligados ao entorno da produção do filme.

Bonduki afirmou que encaminhou a documentação ao Ministério Público ainda no ano passado. “É justamente esse tipo de movimentação que precisa ser investigado com profundidade”, declarou o vereador.

Nabil Bonduki
@NabilBondukiSP
Uma das hipóteses para a ONG da produtora do filme do Bolsonaro ficar emitindo notas para ela mesma e transferindo recursos entre contas da própria organização pode estar justamente na forma como funcionam os termos de parceria com a Prefeitura.

Nesses contratos, os extratos da conta vinculada ao projeto precisam ser enviados ao poder público, e aquele dinheiro, em tese, só pode ser usado para a finalidade específica prevista no convênio.

Agora imagine a situação: se alguém quisesse repassar recursos para um destinatário que não gostaria que aparecesse diretamente na prestação de contas enviada à Prefeitura, qual seria o caminho? Uma possibilidade seria fazer o dinheiro circular primeiro por outras contas ou empresas ligadas à própria organização, criando camadas intermediárias antes de chegar ao verdadeiro destinatário.

É justamente esse tipo de movimentação que precisa ser investigado com profundidade. Por isso, ainda no ano passado encaminhei todo esse caso ao ministério público que já abriu um inquérito.

Imagem

Nabil Bonduki
@NabilBondukiSP
A ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro emitiu NOTA PARA SI PRÓPRIA para justificar gastos no contrato com a Prefeitura de São Paulo! Esse é o nível do descalabro: milhões de reais para uma instituição dizer que está prestaando serviços para ela mesma. Uma das coisas mais absurdas que já vi. E olha que a gestão Nunes já está cheia de irregularidades absurdas.

Imagem

*DCM


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Rede de holdings de Eduardo Bolsonaro nos EUA desperta atenção de investigadores

Uma das empresas tinha endereço numa residência no Texas; fechamento de empresas ocorre no mesmo dia

Desde que se mudou para os EUA, Eduardo Bolsonaro tem se dedicado a conspirar contra o Brasil. Mas outra de suas atividades tem sido a participação sua e de sócios em empresas e holdings.

Hoje, as revelações sobre o fluxo de dinheiro de Daniel Vorcaro para a suposta produção de um filme sobre Jair Bolsonaro levaram a Polícia Federal a examinar cenários nos quais os recursos podem ter chegado até Eduardo Bolsonaro. Parte do dinheiro foi enviado para os EUA, em empresas de aliados da família.

O ex-deputado foi às redes sociais nesta semana negar que tenha recebido qualquer recurso. Mas fontes nas investigações apontam que um dos caminhos da apuração será a atividade de abertura e fechamento de empresas em território americano, tanto em seu nome como em nome de sócios.

Não necessariamente o foco será apenas relacionado com a data de cobrança do senador Flavio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.

Abrir uma empresa holding nos EUA é legal, inclusive para estrangeiros. É seu abastecimento e uso que podem gerar dúvidas.

Umas delas é uma holding registrada em nome de Eduardo Bolsonaro e que tinha seu endereço em uma residência na cidade de Arlington, Texas.

Dados oficiais do registro do estado norte-americano apontam que a Braz Global Holding tinha apenas três sócios, entre eles, o filho do ex-presidente Bolsonaro.

A Braz Global Holding foi registrada em 18 de março de 2023, justamente enquanto o pai de Eduardo havia se mudado temporariamente para os EUA depois de perder a eleição e se recusar a entregar a faixa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A revelação da existência da empresa foi feita pela Agência Pública.

Um dos sócios era André Porciuncula Esteves, que ocupou, por alguns meses, a Secretária de Fomento e Incentivos da Cultura no governo Bolsonaro. Era seu escritório que lidava com a lei Rouanet. O incentivo, atacado pelo bolsonarismo, teve um incremento durante sua gestão. Antes de entrar para o governo, Esteves era policial militar na Bahia.

Outro sócio era Paulo Generoso. Era em seu endereço em Arlington, no Texas, que a empresa registrou sua sede.

Mas documentos mostram que a empresa foi fechada em 18 de abril de 2024, no mesmo dia em que outra companhia também foi encerrada.

Essa segunda empresa é a Liber Group Brasil. Nesse caso, Eduardo Bolsonaro não aparece como sócio. A empresa tinha apenas Generoso e Esteves como membros. Paulo Generoso também assina o fechamento dessa empresa, mas na condição de “presidente”.

Generoso, influenciador e empresário, esteve nos acampamentos diante de quartéis e disseminou desinformação sobre o 8 de janeiro de 2023.

Os informes indicam que o encerramento das atividades ocorreu de forma “voluntária” e que não foi apresentado nenhum motivo.

Ele é ainda um dos fundadores do Movimento República de Curitiba, criado em 2016 para apoiar a operação Lava Jato. Generoso foi amplamente favorável aos atos diante do quartel-general do Exército em Brasília, depois da derrota de Bolsonaro nas urnas.

Em 15 de novembro de 2022, ele postou uma foto do ex-presidente em suas redes e indicou que o PL iria pedir a anulação da eleição.

*Jamil Chade/ICL


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Hacker ligado a Vorcaro é preso em Dubai

Preso em Dubai neste sábado (16/5), Victor Lima Sedlmaier é apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo de hackers ligado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Sedlmaier era alvo de mandado de prisão preventiva autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estava foragido desde a última quinta-feira (14/5).

Em depoimento à PF, Sedlmaier afirmou ser estudante de ciência da computação e desenvolvedor de sistemas.

Segundo a corporação, ele disse prestar serviços a David Henrique Alves, identificado pelos investigadores como líder do grupo hacker conhecido como “Os Meninos”. David também foi alvo de mandado de prisão preventiva, mas segue foragido.

O estudante relatou que trabalhava para David desde julho de 2024 e que o contato entre os dois foi intermediado por um primo. Segundo o depoimento, ele atuava com conserto de computadores e no desenvolvimento de um software de inteligência artificial, segundo o Metrópoles.

Sedlmaier afirmou ainda que recebia R$ 2 mil mensais pelos serviços prestados, além de “bônus por serviços eventuais”. Ele também disse ter conhecimento de que David trabalhava para Luiz Phillipi Mourão, apontado pela PF como o “Sicário” de Vorcaro, e que recebia R$ 35 mil por mês.

De acordo com o estudante, David atuava em questões relacionadas à “reputação online” de Daniel Vorcaro.


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