Ano: 2026

O humor da Globo com o STF quando o Supremo condenou Moro por sua parcialidade e libertou Lula

A ferocidade de Merval Pereira contra os ministros do STF exige de nós uma lembrança simples. A Globo, que era sócia de Sergio Moro na Lava Jato com toda orientação estética imposta durante aquele espetáculo de cartas marcadas, comandado por Moro, era parte da podridão dos Marinho, o que significa que a conclusão do STF de que Moro era parcial, tendencioso, faccioso, favorável aos interesses da direita e, logicamente, suspeito como juiz da Lava Jato, todos esses atributos cairam com perfeição no colo da própria mídia, que até hoje trata Moro e sua Lava Jato como operação heróica, mesmo sabendo que o ex-juiz, junto com Deltan Dallagnol, tentou roubar R$ 2,5 bilhões da Petrobras.

Todas as revelações do Intercept, trouxeram à luz o concluio dos dois vigaristas para condenar Lula sem qualquer priova de crime.

Merval, num papo na GloboNews com Natuza Neri, Flávia Oliveira e até com Miriam Leitão, em que seus colegas disseram que a mídia, ou seja, a própria Globo carregou a mão nos ataques injustíficáveis ao STF e Mercal se alterou, escomungando os ministros, dizendo que eles não mandam no Brasil.

O mesmo Merval, que escreveu um livro exaltando a farsa do mensalão e que lhe deu um desingonçado fardão da ABL, virou piada nacional.

Dia desses, num programa com Julia Duailibi, em que Marco Aurélio Mello e Ayres Brito eram os entrevistados, Marco Aurélio disse, em tom áspero contra o STF que, quando ambos eram ministros do Supremo jamais foram hostilizados na rua.

Então, fica a pergunta, eles alguma vez contrariaram os interesses da Globo em seus votos? Não. O que explica por que eles jamais foram hostilizados nas ruas porque jamais sofreram campanha negativa orquestrada pelos Marinho, como é feita contra o STF desde a liberdade de Lula.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

A trama que une o Master, Campos Neto, a Faria Lima e a Globo

Do Banco Central ao Nubank, gestão do ex-presidente do BC abriu alas para o Master, propiciou doações milionárias ao bolsonarismo e agora conta com a blindagem da imprensa corporativa

O cenário político-financeiro brasileiro assiste, atônito, ao desenrolar de um dos enredos mais complexos de nossa história recente: o Caso Banco Master. No entanto, para além das cifras bilionárias, o que emerge é uma cronologia de proximidades perigosas, doações vultuosas e uma engenharia de proteção mediática que tenta, a todo custo, inverter a lógica dos fatos. Para compreender o escândalo, é preciso conectar os pontos de uma trajetória que começa nos gabinetes de Brasília e termina nas cadeiras de luxo de bancos digitais e grandes conglomerados de mídia.

A gênese: O Banco Central de Campos Neto
De acordo com Henrique Rodrigues, Forum, tudo começa com a nomeação de Roberto Campos Neto por Jair Bolsonaro (PL) para a presidência do Banco Central. Sob sua gestão, o BC adotou uma política de abertura acelerada para novas instituições financeiras. Foi nesse vácuo de “flexibilização” que o Banco Master (antigo Banco Máxima), sob o comando de Daniel Vorcaro, encontrou terreno fértil para sua expansão meteórica. Os registros oficiais são implacáveis: Daniel Vorcaro visitou o Banco Central presidido por Campos Neto pelo menos 24 vezes durante o período em que o Master se consolidava e recebia autorizações cruciais da autarquia. Essa frequência de reuniões entre um regulador e um ente regulado, em meio a um processo de formalização institucional, levanta questões éticas profundas sobre a impessoalidade da administração pública.

Dinheiro no tabuleiro eleitoral
Enquanto o Master ganhava musculatura sob a vigilância, ou benevolência, do BC, o braço político do grupo operava a todo vapor. Fabiano Zettel, o operador, sócio e cunhado de Vorcaro, não economizou no apoio aos aliados de Campos Neto. Nas eleições de 2022, Zettel injetou R$ 5 milhões nas campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo R$ 3 milhões para o primeiro e R$ 2 milhões para o segundo. O investimento foi preciso. O Banco Master, que operava à margem do sistema mainstream, tornava-se um gigante em tempo recorde, enquanto seus principais entusiastas buscavam a manutenção do poder central.

A “porta giratória” e o Nubank
Com o fim do governo Bolsonaro, a trajetória de Campos Neto seguiu um caminho meticulosamente pavimentado. Ele assumiu o cargo de vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. É aqui que a teia se expande. O Nubank recebeu autorização para operar como financeira nos momentos finais da gestão de Ilan Goldfajn no BC (antecessor de Campos Neto), consolidando-se como a “queridinha” do mercado. Coincidentemente, a Globo, através da Globo Ventures, tornou-se sócia minoritária do Nubank. O círculo se fecha: o ex-regulador agora é alto executivo de uma empresa que tem como sócio o maior conglomerado de comunicação do país.

Escândalo e a estratégia da distração
Quando o escândalo do Banco Master explode, envolvendo investigações sobre fraudes, venda de carteiras de crédito sem lastro, movimentações atípicas e o uso de fundos de pensão, a reação da imprensa corporativa foi, no mínimo, curiosa. Em vez de focar na relação promíscua entre o Master e a cúpula do BC da era Bolsonaro, ou no papel de Campos Neto enquanto facilitador institucional, assistimos a um fenômeno de “alucinose jornalística”. Veículos ligados à Globo e seus “co-irmãos” iniciam uma manobra de contorcionismo retórico aflitivo para tentar vincular o escândalo à esquerda e ao atual governo do presidente Lula (PT).

A verdade dos fatos, porém, é translúcida e derruba qualquer narrativa fantasiosa. As nomeações cruciais para o funcionamento do esquema foram feitas pela direita, assim como as doações milionárias foram direcionadas exclusivamente a candidatos desse espectro político e profundamente arraigados ao bolsonarismo-raiz. Houve reuniões constantes e documentadas entre o comando do Banco Central de Bolsonaro e os donos do Master, culminando na ocupação de cargos de alto escalão em bancos como o Nubank, que possui a própria Globo como sócia. Todos os nomes na agenda do celular de Vorcaro, apreendido e periciado, são de políticos da direita, assim como a totalidade das mensagens comprometedoras que vieram à tona até agora.

Não existe sequer um nome do atual governo ou de partidos progressistas envolvido formalmente no cerne das irregularidades investigadas. A tentativa de “esconder” Roberto Campos Neto e seu papel no fortalecimento desse ecossistema financeiro é uma nítida estratégia de proteção de ativos.

Ao culpar a esquerda por um esquema nascido, criado e totalmente operado nos gabinetes da gestão anterior, a imprensa corporativa não faz jornalismo; faz advocacia administrativa para seus próprios sócios. O Caso do Banco Master não é um mistério: é um retrato fiel de como o poder financeiro e o poder midiático se abraçam para proteger seus expoentes, enquanto tentam vender ao público uma versão distorcida da realidade.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Brasil revoga visto de enviado de Trump que visitaria Bolsonaro e fala em ‘má-fé’

Americano escondeu que queria visitar Bolsonaro; Lula vincula rejeição ao visto negado por Trump para Padilha

Darren Beattie, enviado do governo Trump para o Brasil, tem seu visto revogado para a viagem que iria fazer ao país, na próxima semana. Para Brasília, houve “má-fé” por parte do representante americano ao solicitar a autorização e não revelar, nos documentos, que o objetivo era o de visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A medida amplia o mal-estar entre os dois governos que, até agora, não conseguiram encontrar uma data comum para um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Enquanto os desentendimentos aumentam, parece ficar cada vez mais distante a chance de uma viagem do brasileiro à Casa Branca.

Para o governo brasileiro, ceder apenas para que a reunião ocorra não seria a estratégia mais adequada para defender a soberania do país. A avaliação de Brasília é de que Trump “respeita quem se respeita” e, se não houver a viagem, “não será o fim do mundo”.

Fim da “química”?
Ainda assim, a lista dos embates entre Brasil e EUA volta a crescer, colocando em questão a suposta “química” entre os dois presidentes.

Não existe acordo sobre como tratar dos grupos criminosos, com os EUA insistindo que precisam ser qualificados como terroristas;
As tarifas ainda não foram todas retiradas;

Novas investigações comerciais foram abertas contra o Brasil;
Brasil rejeitou pedido de Trump para receber estrangeiros deportados:
Ministros e autoridades brasileiras continuam com vistos suspensos para ir aos EUA.

Visto
E, agora, os vistos voltam ao centro da agenda. O Itamaraty, por sua parte, insiste que apenas está adotando as mesmas regras que existem nos EUA caso um pedido de visto venha com informações falsas.

No último dia 6, Beatti pediu visto ao consulado do Brasil em Washington e, numa nota oficial do Departamento de Estado, alegou que faria a viagem para ter reuniões oficiais com o governo Lula e para participar de um evento sobre minérios raros.

O Brasil concedeu o visto, sem questionamento. Mas, no dia seguinte, foi anunciado que ele iria visitar Jair Bolsonaro na prisão e que havia solicitado autorização ao ministro Alexandre de Moraes, no STF.

Beatti é próximo aos filhos de Bolsonaro e, nas redes sociais, questionou a eleição de Lula no Brasil e com frequência ataca a esquerda.

Para o governo brasileiro, ficou evidenciado que existiu uma manobra na solicitação de vistos e que nenhuma reunião estava organizada para ocorrer com as autoridades nacionais.

A avaliação de Brasília era de que ele ganhou o visto a partir de uma informação falsa e que, portanto, o documento deveria ser cancelado. O Itamaraty, nesta sexta-feira, confirmou que houve o cancelamento do visto.

O governo Lula insiste que visitar a oposição não é proibido. Mas o gesto de negar informação na concessão do visto foi recebido como uma provocação por parte da ala mais radical do trumpismo.

A revogação do visto, portanto, foi uma forma de colocar um limite às atitudes do Departamento de Estado.

Lula vincula revogação ao visto negado para Padilha
Num discurso nesta sexta-feira, Lula vinculou a revogação do visto norte-americano ao fato de que Trump tenha vetado a entrada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado”, disse Lula.

A revogação, porém, não cita a reciprocidade entre os dois países e fala apenas na informação enganosa do pedido dos EUA.

“À época do referido pedido ao consulado-geral, não constava qualquer menção a eventual interesse do visitante em realizar encontros ou visitas não relacionadas aos objetivos oficialmente comunicados. Assim, o processamento e a concessão do visto ocorreram exclusivamente com base na justificativa então apresentada pelo Departamento de Estado”, disse.

*JamilChade/ICL

Queridos amigos leitores


Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Inflação recua 0,63% ficando abaixo de 4% pela primeira vez em 2 anos

Queda do IPCA em 12 meses indica desaceleração dos preços e reflete políticas do governo que buscam contar a alta do custo de vida, especialmente no orçamento das famílias mais pobres

A inflação brasileira voltou a desacelerar e alcançou um marco importante em 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 3,81% no acumulado de 12 meses, recuando em relação aos 4,44% registrados anteriormente, segundo o Vermelho.

É a primeira vez desde maio de 2024 que o indicador fica abaixo de 4%, sinalizando uma tendência de estabilidade de preços após um período de pressão inflacionária.

O resultado mantém a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central do Brasil, que estabelece objetivo de 3% ao ano, com limite máximo de 4,5%.

Governo aposta em medidas para reduzir preços

A desaceleração ocorre em meio a iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltadas para conter a alta do custo de vida, especialmente em setores sensíveis ao orçamento das famílias.

Entre os fatores apontados por analistas estão políticas voltadas à redução do preço de combustíveis, estímulo à produção agrícola e ampliação da oferta de alimentos, além de medidas para estabilizar cadeias de abastecimento.

Essas ações têm impacto direto na formação de preços, especialmente no setor de alimentação e transporte, que possuem peso significativo na composição do índice de inflação.

Educação e transportes pressionam índice mensal

Apesar da desaceleração no acumulado anual, o IPCA registrou alta de 0,7% em fevereiro, acima dos 0,33% de janeiro, movimento considerado típico do início do ano.

O principal impacto veio do grupo Educação, que subiu 5,21%, refletindo reajustes anuais de mensalidades escolares e cursos.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, cerca de 44% do índice mensal está associado ao setor educacional, especialmente aos cursos regulares. Os maiores reajustes ocorreram no ensino médio, fundamental e pré-escola.

Outro grupo com influência relevante foi o de Transportes, responsável por parte significativa do resultado do mês.

Combustíveis e alimentos ajudam a conter inflação

Por outro lado, alguns itens importantes do orçamento das famílias registraram queda de preços.

No grupo de combustíveis, houve retração média de -0,47%, com destaque para a queda da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%).

No setor de alimentos, o comportamento foi moderado, com variação de 0,26%. Alguns produtos apresentaram reduções expressivas, como:

  • frutas (-2,78%)
  • óleo de soja (-2,62%)
  • arroz (-2,36%)
  • café moído (-1,20%)

O arroz, por exemplo, acumula queda de 27,86% nos últimos 12 meses, reflexo da ampliação da oferta do cereal no mercado interno.

Cesta básica registra queda em metade das capitais

Outro indicador que reforça a tendência de desaceleração dos preços é a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento mostrou queda no custo da cesta básica em 13 das 27 capitais brasileiras em fevereiro, resultado associado principalmente à redução de preços de produtos como óleo de soja, açúcar, café e leite.

Para especialistas, a redução nesses itens tem impacto direto no poder de compra das famílias de renda média e baixa.

Tendência de estabilidade

Economistas avaliam que o recuo do IPCA em 12 meses indica uma trajetória de maior estabilidade inflacionária, ainda que pressões pontuais possam surgir ao longo do ano.

A leitura predominante é que, mantido o controle sobre combustíveis, alimentos e serviços essenciais, o país poderá consolidar um cenário de inflação moderada — fator considerado decisivo para sustentar crescimento econômico e preservar o poder de compra da população.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

EUA pedem que Brasil receba estrangeiros presos e cobra plano contra PCC e CV

Transferência de presos seguiria modelo de El Salvador; demanda faz parte de proposta de cooperação em segurança a ser anunciada em visita de Lula à Casa Branca

O governo Trump propôs que o Brasil receba em prisões brasileiras os estrangeiros capturados nos EUA, tal como faz El Salvador em sua penitenciária de alta segurança Cecot. A demanda faz parte da proposta americana de cooperação em combate a organizações criminosas transnacionais em negociação entre os dois governos. A cooperação seria o grande anúncio da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o americano Donald Trump. A visita estava programada para março, mas só deve sair em abril.

Os EUA também querem que o Brasil apresente ao governo americano um plano para acabar com o PCC, o CV, o Hezbollah e as organizações criminosas chinesas em solo brasileiro, segundo um alto funcionário americano informou à reportagem. O governo Trump pede também que o Brasil compartilhe com autoridades americanas informações, incluindo dados biométricos, de estrangeiros buscando refúgio e refugiados no país. Isso seria parte de medidas para combater a criminalidade transnacional e bloquear a imigração em massa passando por portos e fronteiras brasileiros.

As demandas fazem parte da contraproposta enviada pelos americanos em resposta ao plano de cooperação apresentado pelo governo brasileiro. A cooperação foi sugerida pelo presidente Lula a Trump durante telefonema no ano passado que selou a trégua das tensões entre os dois países em decorrência do tarifaço.

Plano proposto
O Brasil havia proposto um plano de combate ao crime transnacional com quatro pontos principais. Um deles era cooperação para combater a lavagem de dinheiro, mirando criminosos brasileiros que transferem recursos para empresas de fachada no estado de Delaware, espécie de paraíso fiscal nos EUA. Outro era bloqueio de ativos nos EUA provenientes de recursos ilícitos de brasileiros que cometeram crimes no Brasil, com aumento de cooperação entre a Receita Federal e o Internal Revenue Service. Também aumentar a colaboração entre autoridades alfandegárias e apertar a fiscalização no tráfico de armas que abastecem facções como CV e PCC e intensificar o intercâmbio de informações sobre transações em criptoativos.

As demandas americanas foram feitas em resposta à proposta brasileira e não foram aceitas pelo Brasil, que está em processo de negociação com as autoridades dos EUA. Os funcionários dos dois governos correm contra o tempo para fechar uma proposta aceitável para os dois países para ser apresentada pelos dois presidentes na visita a Washington.

De acordo com Patrícia Campos Mello, ICL, o governo brasileiro tenta evitar que os EUA anunciem a designação do CV e do PCC como organizações terroristas. De acordo com reportagem do UOL, Washington já decidiu classificar as facções como terroristas.

Visão de Lula e futuro
Na visão do governo Lula, a designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política do tema pelos bolsonaristas durante a campanha eleitoral.

Desde segunda-feira (9), o presidente se dedica a reuniões em busca de uma alternativa à proposta americana, que, segundo aliados do petista, abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política dos bolsonaristas e tenta traçar uma estratégia de comunicação para explicar por que resiste à ideia.

Como a Folha de S.Paulo mostrou em uma série de reportagens, o CV e o PCC já estão presentes em todos os estados brasileiros e exercem hegemonia em ao menos 13 deles. As facções também expandiram sua atuação para além das fronteiras: o CV mantém negócios com ao menos oito países da América Latina, enquanto o PCC tem presença em ao menos 16 nações.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Choque do petróleo provoca tremores na economia mundial: ‘Este é realmente o grande choque’

Países já duramente atingidos pelo colapso da ordem comercial internacional, pela guerra na Ucrânia e pela política caótica dos EUA enfrentam danos econômicos potencialmente duradouros.

Petroleiros e navios de carga na quarta-feira no Estreito de Ormuz.

Bombas estão explodindo no Irã e no Oriente Médio, mas as consequências estão afetando residências e empresas em bairros de todo o mundo .

No Kansas, os compradores de imóveis viram as taxas de hipoteca de 30 anos ultrapassarem os 6% esta semana. No oeste da Índia, famílias enlutadas pela morte de um ente querido descobriram que os crematórios a gás haviam sido fechados temporariamente.

Em Hanói, no Vietnã, donos de postos de gasolina afixaram placas de “esgotado”. No Quênia, produtores e comerciantes de chá temiam que suas exportações para o Irã apodrecessem no porto. E nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Reino Unido e México, agricultores se assustaram com o aumento nos preços dos fertilizantes .

A escalada da guerra no Irã representou um golpe devastador para a economia mundial, que já estava fragilizada pelo colapso da ordem comercial internacional, pela guerra na Ucrânia e pelas políticas caóticas do presidente Trump.

“Este é realmente o pior cenário”, disse David Goldwyn, ex-diplomata americano e funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o petróleo. É o cenário de emergência que todos temiam, afirmou.

“Este é realmente o pior cenário”, disse David Goldwyn, ex-diplomata americano e funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o petróleo. É o cenário de emergência que todos temiam, afirmou.

Pessoas em motocicletas em uma rua movimentada de Hanói usam capacetes de várias cores, como branco, rosa e laranja.

O choque do petróleo levou outros países, principalmente os Estados Unidos, a conservar energia e a desenvolver carros com baixo consumo de combustível, bem como suas próprias indústrias de petróleo e gás natural. Por fim, o domínio monopolista dos países árabes foi quebrado. Os preços do petróleo acabaram despencando em 1986 .

As ações de hoje no Irã e na região circundante podem ter consequências igualmente inesperadas e de longo alcance.

A Sra. Jacobs, por exemplo, apontou para a probabilidade de um presidente russo, Vladimir V. Putin, mais ousado e fortalecido. Esta semana, o Sr. Trump flexibilizou algumas das restrições às exportações de petróleo russo que haviam sido impostas para pressionar o Sr. Putin em relação à guerra na Ucrânia.

A alta dos preços do petróleo impulsionará a economia russa, que se encontra em dificuldades, e seu aparato bélico. E Putin aproveitou a oportunidade para provocar os líderes europeus que apoiaram as sanções contra a energia russa após a invasão da Ucrânia.

A crise também serve como um forte lembrete das vulnerabilidades persistentes em torno das cadeias de suprimentos críticas. A pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia levaram líderes nacionais de todo o mundo a discutir a necessidade de priorizar a resiliência e a segurança.

A guerra entre os EUA e Israel no Irã, no entanto, destaca mais uma vez como as perturbações no sistema de comércio global ainda podem causar graves prejuízos econômicos.

*New Yoek Times


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Vídeo: Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Guerra no Irã vem elevando os preços do barril no mercado global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.

Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):

“Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência.”

Impacto econômico
Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.

“Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse Haddad, acrescentando que a preocupação do governo é com o preço do diesel.

“A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, completou Haddad.

Fiscalização e Transparência
O governo ainda definiu referências objetivas para que a ANP e agências de defesa do consumidor possam atuar de forma mais eficiente no combate aos preços abusivos dos combustíveis.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que faltam hoje referências técnicas para impedir a manipulação dos preços para fins especulativos, “visto que esses abusos se tornaram recorrentes”.

“Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”, explicou o ministro.

Alíquota de exportação
A alíquota de exportação de 12% sobre o barril de petróleo, além de compensar a perda na arrecadação causada pelo subsídio ao Diesel, deve servir para incentivar os exportadores a deixarem parte da produção no mercado interno, em vez de buscarem exportar mais motivados pelo aumento do preço no mercado mundial.

“Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”, comentou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

BR Distribuidora
Os ministros criticaram ainda a privatização da BR Distribuidora, empresa que controla milhares de postos de combustíveis no país e que poderia se somar aos esforços para reduzir os impactos da alta do petróleo.

“infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais do governo anterior fez com que nós diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil – gasolina, diesel e gás natural. E, portanto, foi um crime de lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, comentou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

*Agência Brasil


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Queima de arquivo: o sicário está para Vorcaro como Adriano da Nóbrega está para Flavio Bolsonaro

Pelo jeito, temos aqui dois personagens que competem entre si nas coincidências da forma.

Se, como dizem as poucas matérias da grande mídia, Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, é mesmo o sicário de Vorcaro, ou seja, seu cão de guarda, valeria afirmar que, com um padrão e ficha criminal bem acima do secretário do dono do Master, Adriano da Nóbrega é tão assassino quanto.

Claro, há uma diferença brutal na comenda dos dois. Até aqui não se sabe de nenhuma medalha de honra que Vorcaro tenha conceadido a seu capataz, já Adriano da Nóbrega foi medalhonado pelo então deputado estadual, Flavio Bolsonaro, dentro da cadeia com a medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, sem falar que a mãe e a esposa de Adriano faziam parte do esquema de rachadinha (peculato e formação de quadrilha) montada por Flavio e gerenciado por Fabrício Queiroz, parsa de Adriano.

Adriano da Nóbrega estava encarcerado por inúmeros assassinatos e tentativas de, mas os dois tiveram o mesmo fim, queima de arquivo.

Não é de se espantar, tendo em vista o histórico dos dois patrões, Vorcaro e Flavio Bolsonaro.

Outra acusação é a de que o sicário de Vorcaro operava como uma espécie de escritório do crime do dono do BolsoMaster para intimidar, coagir, estorquir, espancar e assassinar pessoas que atravessam o caminho do patrão.

E o que era mesmo o escritório do crime comandado por Adriano da Nóbrega, um grupo de milicianos e políticos para cometer crimes de extorsão, assassinatos e lavagem de dinheiro no Rio?

Segundo informações, esse grupo era associado a Adriano da Nóbrega e outros milicianos e teria ligações com Flavio Bolsonaro.

Entre os comparsas de Adriano, tinham policiais e civis, além de outros criminosos que extorquiam comerciantes e empresários e, por isso, o grupo de Adriano contava com a proteção de políticos e policiais.

O fato é que os dois morreram de formas diferentos com características idênticas às de queima de arquivo.

Certamente, a históia saberá revelar um paralelo desses dois universos, empresarial e político, que remontará a estrutura de poder que as muitas formas de milícias dão sustentação por um bom preço.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Irã anuncia ataques contra centros econômicos e bancários dos EUA e Israel

Porta-voz militar iraniano disse que ação é resposta à ação ‘ilegítima’ contra um banco do país e alertou civis para se manterem afastados

O Irã pretende atacar interesses econômicos e bancários ligados aos EUA e a Israel na região, afirmou nesta quarta-feira (11/03) um porta-voz do comando conjunto Khatam ol Anbia, acrescentando que essa ameaça surge na sequência de um ataque a um banco iraniano.

“Após o fracasso de sua campanha, o exército terrorista dos EUA e o cruel regime sionista (Israel) atacaram um dos bancos do país”, disse Ebrahim Zolfaqari, citado pela mídia estatal.

“Com essa ação ilegítima e incomum, o inimigo está nos forçando a atacar centros econômicos e bancos ligados aos EUA e ao regime sionista na região.” O porta-voz alertou os moradores locais para que se mantivessem afastados desses locais.

O porta-voz das Forças Armadas do Irã, Brigadeiro-General Abolfazl Shekarchi, pediu aos muçulmanos nos países do Oriente Médio que revelem os esconderijos das forças americanas e israelenses para evitar danos à população local.

O general afirmou que isso permitiria às forças iranianas atingir esses alvos com maior precisão, protegendo simultaneamente a segurança dos civis, e acusou os Estados Unidos e Israel de massacrar civis iranianos com bombardeios que reduzem mulheres, homens e crianças a “sangue e pó”.

Ele acrescentou que a cooperação entre os muçulmanos poderia “restaurar a segurança da área” e instou a população a não se tornar “um escudo para o exército invasor dos EUA”. Ele disse que essa atitude permitiria uma expulsão “mais eficaz, enérgica e rápida” das forças americanas daquela região.

*Opera Mundi


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Militares de Trump terão livre acesso a território que faz fronteira com Brasil

No coração do continente, Paraguai abre país às forças armadas dos EUA

Militares dos EUA terão amplo acesso ao território do Paraguai e poderão levar ao país sul-americano equipamentos de guerra e armas, sem qualquer inspeção por parte do governo local. Os detalhes fazem parte do acordo assinado entre o Paraguai e o governo de Donald Trump, que garante à Casa Branca acesso irrestrito ao território vizinho ao do Brasil. O tratado, obtido pela reportagem do ICL Notícias, já passou pelo Senado do país sul-americano e deve, em breve, ser ratificado pelos deputados.

Ele prevê que os militares poderão andar armados, não serão inspecionados e terão seu próprio sistema de telecomunicação, sem sequer pagar pelos serviços aos paraguaios.

A aproximação entre os dois países e os termos do tratado preocupam observadores militares e civis no Brasil, diante da possibilidade de ter, nas fronteiras brasileiras, a presença da maior força militar do mundo.

A iniciativa da Casa Branca faz parte de uma ofensiva por parte do governo americano de ampliar sua presença na América Latina e militarizar o continente. Enquanto fecha o acordo com o Paraguai, o governo Trump realiza operações no Equador e pressiona o Brasil a qualificar o PCC e CV como grupos terroristas.

Hezbollah, PCC e Tríplice Fronteira
Em maio do ano passado, o governo Trump fez seu primeiro sinal sobre o que pretendia com a região entre o Paraguai e o Brasil. Naquele momento, ele lançou sua primeira ação de combate ao terrorismo na Tríplice Fronteira, oferecendo uma recompensa permanente de até US$ 10 milhões por informações que “levem ao rompimento dos mecanismos financeiros da organização terrorista Hezbollah”, em especial no Brasil e região.

Fontes no governo brasileiro temeram que aquelas ações pudessem representar o início de uma ofensiva de Trump na região, eventualmente adotando sanções. O foco era o financiamento de grupos ligados ao Irã que, nos últimos dias, passou a ser alvo de mísseis da Casa Branca num esforço para asfixiar o regime de Teerã.

“Como parte dessa oferta de recompensa, o programa está buscando informações sobre as redes financeiras do Hezbollah na área da Tríplice Fronteira da Argentina, Brasil e Paraguai”, diz o comunicado do Departamento de Estado.

Segundo eles, na região, “os financiadores e facilitadores do Hezbollah geram receita para a organização terrorista por meio de atividades ilícitas como lavagem de dinheiro, tráfico de narcóticos, contrabando de carvão vegetal e petróleo, comércio ilícito de diamantes, contrabando de itens como dinheiro, cigarros e artigos de luxo, falsificação de documentos e falsificação de dólares americanos”.

O anúncio aconteceu uma semana depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversou com um enviado do governo Trump. No encontro, em Brasília, o filho do ex-presidente indiciado sugeriu a vinculação do PCC com o Hezbollah e defendeu a tese americana de que grupos criminosos brasileiros deveriam ser qualificados como entidades terroristas.

Aliança garante livre circulação aos militares dos EUA
Agora, o texto, no caso do Paraguai, não deixa dúvidas da dimensão dos privilégios que receberão os militares dos EUA:

  • Aeronaves, embarcações e veículos do governo dos EUA estarão isentos de inspeções no Paraguai.
  • Aeronaves, embarcações e veículos operados pelo Departamento de Guerra dos EUA poderão entrar, sair e circular livremente no território do Paraguai.
  • Fica estabelecido que o Exército dos EUA tem o direito de realizar treinamentos, exercícios e atividades humanitárias. Já os militares ficam livres para entrar e sair do país, sempre que desejarem.

O documento também prevê a autorização para que as forças americanas operem seu próprio sistema de comunicação, sem qualquer vínculo com as operadoras locais ou controles internos do Paraguai.

Na prática, os EUA ainda terão o direito de “direito de usar os meios e serviços necessários para garantir a plena capacidade de operação dos sistemas de telecomunicações e o direito de usar as frequências do espectro de rádio necessárias para esse fim”.

Num outro trecho, o Paraguai ainda fica proibido de cobrar para que os EUA possam usar os sistemas. “O uso do espectro de rádio não terá custo para os Estados Unidos”, diz o texto.

De acordo com o documento, isenções e autorizações serão dadas para que esses militares possam levar armas para o Paraguai.

Imunidades
A presença de militares americanos no coração da América do Sul, porém, será blindada. Imunidades foram garantidas, assim como todo o tipo de privilégios que um diplomata americano teria no país.

Todas as licenças de trabalho concedidas pelos EUA a seus funcionários passarão a ser válidas também no Paraguai, inclusive carteiras de motoristas e outros documentos.

Os soldados americanos poderão usar uniformes e portar armas, sempre que estiverem em suas missões oficiais. A Justiça do Paraguai, porém, não poderá julgar nenhum dos homens das forças americanas, que terão imunidade completa diante das cortes do país sul-americano.

Em um dos trechos, o acordo ainda estabelece que nenhum dos aviões dos EUA pagará por encargos de aeroportos ou para estacionar suas aeronaves, encargos portuários.

Sem inspeções
Nenhum imposto existente por lei no território do Paraguai será cobrado dos militares americanos. A importação de todo o tipo de equipamentos, tecnologias e materiais poderá ocorrer sem qualquer controle das aduanas do país. Fica explicitado que não existirão “inspeções” sobre o que for transportado pelos militares dos EUA.

O que chama a atenção ainda do tratado é que ele não se refere apenas a militares americanos. Pelo acordo, empresas contratadas pelo Departamento de Guerra dos EUA também serão beneficiadas por todos os benefícios dados aos soldados e não pagarão impostos, nem mesmo de importação.

Consta do acordo que o governo dos EUA poderá contratar quaisquer “suprimentos, equipamentos e serviços (incluindo serviços de construção) a serem adquiridos ou executados no Paraguai, sem restrição quanto à escolha do contratado, fornecedor ou outra pessoa que forneça tais suprimentos, equipamentos ou serviços”.

Para esses contratados, não valerá a lei sul-americana e apenas os EUA poderão determinar seus critérios.

Fica ainda estabelecido que as empresas e serviços contratados dos EUA não estarão sujeitos a quaisquer impostos. Essas companhias poderão levar ao país e usar “quaisquer bens pessoais, equipamentos, suprimentos, tecnologia, treinamento ou serviços para o cumprimento de contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos”.

Paraguai sem direito a se queixar
Draconiano, o acordo ainda prevê que o Paraguai irá “renunciar” a qualquer direito de reivindicar danos, perda ou destruição da propriedade. Também será autorizado ao governo sul-americano denunciar os EUA por “lesões ou morte de membros das forças armadas de qualquer um dos governos ou de seu pessoal civil, decorrentes do desempenho de suas funções oficiais em conexão com atividades sob o acordo”.

O Paraguai tampouco poderá levar qualquer desentendimento a partir do acordo para os tribunais do país. A única saída é por meio de um “mútuo acordo”.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10