Ano: 2026

Diálogo de um monólogo: A ridícula fábula da mídia sobre o suposto diálogo entre Vorcaro e Moraes

O samba de um lado só sobre Vorcaro e Moraes que a mídia alardeou, é infinitamente mais ridículo que a movimentação da conta de Lulinha, vendida pela mídia como R$ 19 milhões de depósitos, quando, na realidade, a movimentação é produto da soma do que entrou e saiu, ou seja, R$ 9 milhões.

Se tomar omo base esse guincho da mídia, o salário mínimo do governo Lula seria de R$ 3.240,00. Não seria um espetáculo?

Mas foi essa a possível fábula confusa que a mídia jogou para seus aliados do bolsonarismo de guerra.

O Grupo Globo, famoso por estar envolvido em golpes ou tentativas de, em seus 100 anos de história, tem em seu portfolio manchetes inacretáveis, mas nada se compara ao tal diálogo entre Vorcaro e Moraes, em que somente Vorcaro escreve em mensagens pelo Whatsapp, sem uma resposta sequer de Moraes.

Mas o sabor conspiratório está ali como uma pulga manca que parece ser totalmente invisível para os olhos da nação bolsonarista, alimentando o ódio contra Moraes e ainda fazer sobrar para Lula.

Realmente, desta vez, o baronato midiático se superou em suas costumeiras farsas.

Nem em novelas espirituais tem algo que carregue tanto a mão nesse tipo de mediunidade de butequim, onde o bêbado conversa alto consigo mesmo.

Para o bolsonarismo, nada de novo no front. Essa gente, como visto por todos, costuma conversar com ETs e fazer oração para pneu ao sol do meio-dia.

Mas a mídia abraçar uma esparrela dessa na cara de quem tem um mínimo de senso do ridículo, é um isulto à inteligência nacional.

Essa luz divina que a mídia conta para catapultar a eleição do clã Bolsonaro, através do CPF de de Flavio, não é um remédio é um placebo que só faz efeito na cabeça dos convertidos.


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André Mendonça e o delegado Marcantonio montaram a lista de funcionários públicos antifascistas

Marcantonio atuou em cargos ligados à inteligência e ao MJ, na gestão Mendonça. Tornou-se diretor de inteligência da SEOPI.

Quem acompanha de perto as movimentações internas da Polícia Federal tem pouca esperança de uma mudança de rumo na partidarização que voltou a dominar a organização.

As investigações do Banco Master estão nas mãos da Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal, que abriga a maior parcela dos delegados bolsonaristas — entre eles, Thiago Marcantonio Ferreira, responsável direto pelo caso Master.

Antes, Marcantonio atuou em cargos ligados à inteligência e ao Ministério da Justiça, na gestão André Mendonça. De assessor especial, tornou-se diretor de inteligência da SEOPI (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça, sendo responsável pelo dossiê que delatava 579 servidores públicos participantes de grupos antifascistas nas redes sociais. Depois, tornou-se assessor de Mendonça no Supremo Tribunal Federal.M

A própria existência da SEOPI — criada para integrar a inteligência policial — acabou sendo questionada após o episódio, e a secretaria passou por mudanças estruturais posteriormente.

Essa dupla — Mendonça e Marcantonio — é responsável pelas investigações sobre o caso Master e pelos vazamentos de informações descontextualizadas sobre adversários.

Os vazamentos são tão indecentes que, recentemente, repórteres do Metrópoles foram perguntar aos advogados de Lulinha o que seria um pagamento mensal feito a uma mulher. Não conseguiram o escândalo sexual que buscavam — a mulher era a babá dos filhos de Fábio —, mas demonstraram o grau de abertura proporcionado pela Polícia Federal.

O diretor-geral da PF, Andrei Meirelles, é considerado um policial probo, mas com pouca experiência em matéria investigativa. Cometeu um erro básico ao tentar conciliar todos os setores da PF: manteve no cargo delegados bolsonaristas — e, o que é pior, concentrados na Regional do Distrito Federal. Não há sinais de que consiga agir sem sofrer a pressão da Associação dos Delegados da Polícia Federal.

Há poucas esperanças de reversão. Advogados que acompanham o processo confirmaram ao GGN a existência do pedido de prisão de Lulinha e disseram acreditar no legalismo e na boa-fé de Mendonça.

Que não se iludam:

  1. Alguns setores do meio jurídico têm André Mendonça em boa conta, devido ao seu estilo amável. É um engano. Da parceria com Marcantonio — na lista antifascistas – à quebra do sigilo bancário de Fábio Luiz, demonstram o contrário.
  2. As notas em que declara preocupação com os vazamentos são exemplos de cinismo institucional, pois são divulgadas no mesmo momento em que a PF escancara seus arquivos para jornalistas lavajatistas.

*Luis Nassif/GGN


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MDB cancela filiação de Dado Dolabella; ator cita reação da ‘bancada feminista’

Dado chegou a ser anunciado pré-candidato a deputado federal; possibilidade gerou protestos de mulheres até dentro do partido

O MDB informou, nesta segunda-feira (09), que cancelou a filiação do ator Dado Dolabella. A decisão foi tomada a pedido do presidente nacional Baleia Rossi, em acordo com o ex-prefeito Washington Reis, presidente do diretório estadual fluminense. Dado chegou a ser anunciado pré-candidato a deputado federal, mas a possibilidade gerou protestos de mulheres até dentro do partido.

“Essa é uma vitória de emedebistas, especialmente mulheres, que haviam se manifestado contrariamente à filiação do referiddo ator. A medida faz jus ao histórico ao MDB em dar voz às mulheres e em favor do aumento da participação feminina no partido, o único a prever em estatuto a presença delas em todos diretórios”, diz a nota ofiical divulgada pelo partido.

Dado Dolabella também foi às redes sociais anunciar que estava formalizando sua desfiliação ao MDB.

“Essa decisão foi tomada depois de refletir sobre posições que vem sendo defendidas dentro do partido, especialmente no âmbito da bancada feminista”, disse o ator, em vídeo.

O MDB lembrou que, na última eleição, foi quem mais elegeu mulheres.

“É o partido que, desde 1973, mantém uma seção feminina — atualmente integrada à executiva nacional da sigla”, conclui a nota oficial.


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EUA devem classificar PCC e CV como organizações terroristas, o que abre temor de intervenção no Brasil

Nova designação “legitimaria” operações militares dos EUA em solo brasileiro

O governo dos Estados Unidos prepara a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida, que pode ser anunciada nos próximos dias pelo Departamento de Estado, abre caminho para sanções econômicas e levanta preocupações sobre a possibilidade de operações militares norte-americanas que atinjam território brasileiro.

Segundo informações divulgadas inicialmente pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmadas por diferentes fontes ligadas ao governo dos EUA, o processo técnico que sustenta a decisão já teria sido concluído dentro da administração norte-americana. Restariam agora etapas políticas e burocráticas para formalizar a inclusão das facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

A classificação implica uma série de medidas automáticas por parte de Washington. Entre elas estão o congelamento de ativos de integrantes das organizações sob jurisdição norte-americana, a exclusão dessas redes do sistema financeiro dos Estados Unidos e a proibição de qualquer forma de “apoio material” por cidadãos ou empresas do país.

Temor de intervenção no Brasil
Além das sanções financeiras, o enquadramento traz consequências diplomáticas e estratégicas. Ao considerar grupos criminosos como organizações terroristas, o governo norte-americano passa a tratar suas bases e estruturas operacionais como potenciais alvos legítimos de ações militares, inclusive fora de seu território — o que gera apreensão em autoridades brasileiras.

No Brasil, o tema já chegou ao Palácio do Planalto. O governo brasileiro foi alertado sobre o avanço da proposta e tenta reabrir canais de diálogo com Washington. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teria sido informado sobre a discussão durante agenda recente na capital norte-americana e buscava contato com o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar do assunto.

Diplomatas avaliam que a medida pode comprometer tentativas recentes de aproximação entre os dois governos. O combate ao crime organizado vinha sendo tratado como uma possível pauta de cooperação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em um encontro que chegou a ser cogitado para ocorrer entre março e abril. A adoção unilateral da classificação, no entanto, pode tensionar a relação bilateral.

Nos bastidores, a discussão sobre o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas é conduzida há meses dentro da administração norte-americana. Participam do debate autoridades como o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau, além de integrantes da equipe de política antidrogas do governo.

A iniciativa também tem implicações para empresas e cidadãos. Companhias que atuam em regiões onde essas organizações operam podem passar a enfrentar riscos legais ampliados, incluindo sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). O órgão já alertou empresas sobre os riscos de realizar negócios em países onde cartéis classificados como terroristas estão presentes.

A possível designação também se insere em uma estratégia mais ampla da administração Trump de tratar o narcotráfico como uma ameaça equivalente ao terrorismo internacional. Em discursos recentes, o presidente norte-americano chegou a mencionar a possibilidade de realizar ataques contra cartéis fora do território dos Estados Unidos, uma abordagem que especialistas apontam como juridicamente controversa.

Se confirmada, a inclusão do PCC e do CV colocaria as facções brasileiras em uma lista que já reúne organizações criminosas de outros países da América Latina, como cartéis mexicanos e grupos armados da Colômbia e do Haiti.

Autoridades brasileiras temem que a decisão seja usada como instrumento de pressão política sobre o país e amplie o debate sobre a presença ou atuação direta de forças norte-americanas na região.


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Lula vai ser reeleito no primeiro turno

Críticas às pesquisas eleitorais e ao tratamento da mídia reforçam a avaliação de que Lula mantém amplo favoritismo e pode vencer a eleição já no primeiro turno

As pesquisas se tornaram peças da campanha eleitoral. Resultados absurdos, que projetam o suposto apoio do filho do Bolsonaro perto do Lula, servem para alimentar a campanha da oposição, sem nenhum fundamento nem explicação.

Pesquisas com 2 mil pessoas de amostra, para um universo de 220 milhões de pessoas, se arriscam a dar palpite sobre o comportamento destes. Um absurdo estatístico. Não revelam a ginástica estatística que fazem.

Além disso, não revelam que tipo de questões foram colocadas para os entrevistados. Só publicam os resultados que jornalistas preguiçosos tomam como resultados reais e os comentam longamente.

Não podem contornar um elemento comum: o Lula derrota a todos os eventuais adversários. Se for realmente assim, por que destacam eventual empate entre ele e o filho do Bolsonaro?

Um desses jornalistas toma a manifestação dos bolsonaristas na Avenida Paulista, que o cálculo da USP define que teve menos da metade da manifestação anterior, algo como um total de no máximo quatro quadras da avenida, como um elemento que revelaria que Lula correria muitos riscos de perder a eleição! O artigo é pífio, mas ocupa um espaço no UOL, que é o que interessa. O cachorro morder o dono não é notícia. Já o dono morder o cachorro consegue lugar de destaque na mídia. Notícia de que o Lula é favorito para se reeleger não é notícia de destaque. Já a de que ele pode perder a eleição, como contradiz as evidências, ganha espaço de destaque.

Politicamente, até a direita parece conformada com a vitória do Lula, concentrando-se nas eleições parlamentares para tentar dar continuidade aos obstáculos que coloca atualmente ao governo. Enquanto um setor do centrão, que tem dificuldade de ficar muito tempo fora do governo, já se aproxima explicitamente do governo.

Além disso, o filho do Bolsonaro escolhido por este para ser candidato já desmaiou e sujou as calças em um debate com a Jandira Feghali. Dá para imaginar como vai se comportar em um debate no horário eleitoral com o Lula? Já busca razões para não comparecer. O que ele poderia contrapor à herança dos governos do Lula, como herança do pífio governo do seu pai?

Um debate eleitoral seria um massacre midiático, que só consolidaria a perspectiva do favoritismo do Lula, que passaria a tender a ganhar já no primeiro turno.

Essa é a perspectiva mais provável das análises políticas sérias. Quem tem considerações diferentes teria que explicitar as razões que levariam um filho do Bolsonaro a ter preferências similares às do Lula. A manifestação da Avenida Paulista demonstraria o contrário do que o analista afirma. Mas a notícia de que o Lula vai se reeleger contraria as preferências da grande mídia.

Eu considero que o Lula é favorito não apenas para se reeleger, como para fazê-lo no primeiro turno, pelas razões apontadas neste artigo.

Lula é favorito para se reeleger, sobre isso não há dúvidas.

*Emir Sader/247


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Luis Nassif: É hora de barrar a conspiração PF-André Mendonça

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, precisa abandonar a postura defensiva e impor limites concretos aos abusos de André Mendonça.

A informação da jornalista Mônica Bérgamo — de que há uma discussão interna na Polícia Federal sobre a possibilidade de decretar a prisão de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha — não é um episódio isolado. É o sintoma mais recente de uma instituição que opera sem freios, e que exige resposta imediata.

O conjunto de irregularidades da Operação Master revela uma PF que já abusava do poder antes mesmo de contar com o aval do Ministro André Mendonça:

  • Vazamentos das mensagens do celular de Daniel Vorcaro nos primeiros dias de perícia.
  • Alimentação sistemática da campanha contra os Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por meio de colunas em O Globo. Registro necessário: não se trata de defender Toffoli ou Moraes, mas de identificar a origem e o destino dos vazamentos.
  • Quebra do sigilo de Fábio Luiz — endossado por André Mendonça — sem qualquer indício concreto de envolvimento com a operação.
  • Divulgação seletiva da movimentação bancária de Fábio Luiz, omitindo deliberadamente as características que contextualizariam os dados.
  • Conflito aberto entre André Mendonça e o Procurador-Geral da República Paulo Gonet.
  • Tentativa de controlar o acordo de delação com Daniel Vorcaro — prerrogativa exclusiva do Ministério Público Federal.

Este último ponto é particularmente grave. As lições da Lava Jato são inequívocas: sem supervisão judicial efetiva, procuradores moldavam o conteúdo das delações segundo suas motivações políticas. Os delatores, sem a quem recorrer, cediam. Colocar esse poder nas mãos de uma força-tarefa sem controle institucional não é descuido — é escolha.

O juiz da Lava Jato 1 era Sérgio Moro; da Lava Jato 2 é André Mendonça. O roteiro que se desenha agora é familiar. Logo que Toffoli assumiu a relatoria do caso, as páginas dos jornais foram inundadas de notícias sobre “mal-estar” na PF. O mesmo jogo recomeça com Gonet — desta vez com a CNN como veículo. A pressão não é espontânea; é estratégia.

Acordos de delação são prerrogativas do Ministério Público Federal. Deixar nas mãos dessa Polícia Federal é caminho certo para manipulação política.

As lições da Lava Jato mostraram que, sem a supervisão de um juiz, procuradores praticamente definiam o conteúdo das delações, de acordo com suas motivações políticas. Sem ter a quem recorrer, os delatores acabavam se submetendo a essas manipulações.

Nos últimos dias, setores da força tarefa começaram os primeiros lances contra Gonet. Repetem o que ocorreu com Toffoli. Logo que assumiu a relatoria do caso, jornais passaram a ser coalhados de notícias sobre “mal-estar” na PF.

Agora, começou o jogo com Gonet, como mostra a CNN, um dos canais disponíveis para a Lava Jato 2:

Nas mãos da força tarefa do Master, e do Ministro André Mendonça, como dois e dois são quatro, os delatores serão induzidos a direcionar suas delações para alvos previamente escolhidos pelo grupo.

Será o mesmo agora.

O governo precisa acordar e se dar conta de que a conspiração já começou. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não se mostrou com pulso para impedir os abusos de parte da corporação. Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal precisa sair da defensiva e colocar um limite nos abusos de André Mendonça.

Com a força-tarefa do Master e André Mendonça operando em conjunto, o desfecho provável é previsível: os delatores serão conduzidos a apontar alvos previamente escolhidos pelo grupo. A Lava Jato tinha Sérgio Moro como juiz de apoio. A Lava Jato 2 tem André Mendonça — cujos primeiros atos foram exatamente a quebra do sigilo de Fábio Luiz e a abertura de toda a investigação para a CPMI do INSS, sabendo que a maioria dos envolvidos com o Master são políticos do Centrão.

O governo precisa sair do estado de dormência. A conspiração não está sendo tramada — ela já está em curso. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não demonstrou disposição para conter os excessos de parte da corporação. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, precisa abandonar a postura defensiva e impor limites concretos aos abusos de André Mendonça.

Ou se age agora, ou se perde o controle.

*Luis Nassif/GGN


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Fundo que comprou Master para Vorcaro teria usado dinheiro de narcotraficante espanhol

Fonte do mercado financeiro que acompanhou as negociações apresentou documentos que sustentam denúncia

O narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin foi um dos investidores por trás da operação de compra do Banco Master pelo empresário Daniel Vorcaro, revelou em entrevista exclusiva ao ICL Notícias uma fonte que atua no mercado financeiro e acompanhou de perto as negociatas.

A reportagem teve acesso a documentos de transações financeiras, além de autos de processos judiciais e registros da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) que corroboram as afirmações.

Morador de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde foi preso em 2013, Oliver Ortiz foi condenado por lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. No ano passado, a Polícia Federal (PF) notificou o criminoso de que ele seria expulso do país, depois que cumprisse a pena definida pela Justiça brasileira.

De acordo com a fonte, o elo entre o narcotraficante e o empresário mineiro Daniel Vorcaro é o operador do mercado financeiro Benjamim Botelho de Almeida, apontado pela PF como sócio oculto e operador financeiro de Vorcaro nos Estados Unidos.

Botelho mantém vínculos com a corretora Sefer Investimentos – antiga Foco Distribuidora de Título e Valores Mobiliários (DTVM) – , que foi alvo em janeiro da segunda fase da Operação Compliance Zero, sob suspeita de integrar um esquema de repasse de recursos para negócios ligados à família de Vorcaro. Uma offshore da Bahamas ligada à Sefer foi aberta nove dias depois do Banco Central ter liquidado o Banco Master.

A Sefer era administradora de fundos vinculados ao Grupo Aquilla, que tinha Botelho como principal executivo e da qual o Oliver Ortiz aparece como um dos investidores. Foi por meio de um fundo pertencente ao grupo que o narcotraficante investiu na compra do Banco Máxima em 2017, de acordo com a fonte que acompanhou a operação.

Segundo essa mesma pessoa entrevistada, Ortiz tinha centenas de milhões investidos em fundos do Grupo Aquilla. O ICL Notícias teve acesso a documentos que confirmam que o narcotraficante era cotista desses fundos. Por causa do sigilo bancário, a reportagem não pôde confirmar o valor investido citado pelo entrevistado.

“Recursos que foram utilizados na constituição dos fundos imobiliários – os principais produtos da atual Sefer – e também na aquisição do Banco Master – que era a instituição financeira que faltava ao Grupo Aquilla para estender as ramificações de suas negociações e negociatas – são oriundo de lavagem de dinheiro do traficante Oliver Ortiz”, acrescentou a fonte.

Benjamim Botelho de Almeida é ex-funcionário do Banco Garantia, instituição financeira que deu origem ao atual BTG Pactual. Detentor de nacionalidade portuguesa, além da brasileira, ele mora em Lisboa. É visto semanalmente na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, onde frequenta reuniões ligadas aos seus negócios, de acordo com apuração da reportagem.

O ICL

Notícias procurou a assessoria de imprensa do Banco Master que não respondeu aos questionamentos. Benjamim Botelho foi procurado por email, assim como Oliver Ortiz. Nenhum dos dois enviou resposta. Caso o façam, o texto será atualizado. A reportagem não conseguiu contato com Yan Hirano, o espaço segue aberto para manifestação.

Oliver Ortiz de Zarate Martin. Severino Silva/Agência O Dia

O esquema do Banco Master
De acordo com as investigação da PF, que hoje tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), o esquema fraudulento do Banco Master inclui, entre outras fraudes, a aquisição de empresas de baixo valor para, em seguida, inflar artificialmente os resultados financeiros dessas empresas, fazendo crer que elas valem mais do que seu real preço.

As operações foram estruturadas para desviar recursos de fundos de investimento e outras fontes para empresas controladas pelos envolvidos, em detrimento dos investidores, de acordo com a investigação. Há suspeitas de que as transações podem ter violado as leis e regulamentos do mercado de capitais, incluindo manipulação de preços, uso de informações privilegiadas e outras práticas fraudulentas, a exemplo de venda de ativos podres.

Os autos da Operação Compliance Zero citam Benjamim Botelho como participante do esquema: “Utilização de interpostas pessoas/empresas de prateleira – as transações frequentemente envolveram empresas com ligações diretas ou indiretas com Daniel Vorcaro, Benjamim Botelho e outros indivíduos-chave, levantando sérias preocupações sobre conflitos de interesses e possíveis benefícios indevidos”.

Em decisão assinada em 6 de janeiro, quando ainda era relator do caso, o ministro Dias Toffoli decretou que Benjamim Botelho e a Sefer fossem alvos da segunda fase da operação: “Segundo consta, em relação à Sefer, Benjamim Botelho é proprietário e controlador da Foco DTVM (atualmente SEFER Investimentos), devendo as medidas recaírem sobre seu patrimônio e em todas as participações que envolvem a Sefer.”

Vorcaro e Botelho são investigados antes do escândalo do Master
Daniel Vorcaro e Benjamim Botelho estão conectados às falcatruas investigadas pelas autoridades antes da eclosão do atual escândalo do Banco Master.

A Compliance Zero investiga fraudes relacionadas a investimentos de fundos de previdência de servidores de estados e municípios. De acordo com a Polícia Federal, R$ 2 bilhões foram aplicados no Banco Master. Em 2020, Vorcaro, assim como Botelho, foram alvos de outra operação da PF, a Fundo Fake, que já investigava justamente o mesmo tipo de operação fraudulenta quando o banco ainda se chamava Máxima.

No celular apreendido de Daniel Vorcaro, na Operação Compliance Zero, há trechos dos autos da Operação Fundo Fake, em que as ações criminosas são descritas e os nomes Vorcaro, Botelho, e do narcotraficante Oliver Ortiz são citados.

Benjamim Botelho de Almeida chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de gestão fraudulenta do Banco Máxima, no período de 2014 a 2016. De acordo com as investigações, o banco teria usado o fundo de investimento Aquilla Veyron FIM – que integrava o Grupo Aquilla – para simular a valorização de investimento da instituição. Uma manobra, segundo a denúncia, para maquiar a “grave insuficiência de capital”.

“Ocorre que o Bacen [Banco Central] descobriu que o capital disponibilizado pelo Aquila Veyron FIM para a compra de tais ações era, na verdade, do próprio Banco Máxima”. “Ou seja, triangularam com recursos do próprio Banco Maxima, culminando na apresentação de informações e na publicação de demonstrações financeiras que não refletiam com fidedignidade a real econômico-financeira da Instituição Financeira e mascarou seus demonstrativos”, diz a denúncia do MPF.

De acordo com os autos, Benjamim, à época dos fatos, era o sócio majoritário da Foco DTVM (atual Sefer), assim como responsável pela Aquilla Asset.

“A Holding Aquilla era um conglomerado de empresas formado por uma distribuidora de títulos e valores mobiliários autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários. Também faziam parte da holding uma securitizadora de títulos e uma gestora de recursos, autorizadas apenas pela CVM”, destacou a fonte.

Em pelo menos um processo interno da CVM, Vorcaro, Botelho e o próprio Banco Master são investigados por irregularidades na emissão e distribuição de cotas de fundo de investimentos.

Fonte afirma que Benjamim Botelho intermediou negociação do Master
No ano de 2016, o Banco Máxima, do paulistano Saul Sabbá, foi inabilitado pelo Banco Central por gestão fraudulenta e rombo de caixa. Conforme dito acima, Benjamim Botelho já aparece como vinculado às fraudes cometidas pela instituição financeira.

Em entrevista à revista Piauí, Vorcaro afirmou que Sabbá ofereceu o banco a ele.

A fonte do mercado financeiro afirmou ao ICL Notícias, no entanto, que a intermediação do negócio foi feita por Benjamim Botelho de Almeida e começou no ano anterior. Ele levou Vorcaro para negociar com Sabbá.

“Daniel Vorcaro não pertencia ao mercado financeiro e de capitais, portanto, não demonstrava conhecer todas as exigências e atributos que se fazem necessários para que alguém se qualifique diante do Banco Central para aquisição de uma instituição financeira”, destacou a fonte em entrevista ao ICL Notícias.

Em 2017, Vorcaro adquiriu o Banco Máxima, que apesar de ter mudado de nome em 2021 para Banco Master, segue roteiro semelhante. O Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, e alvo da Operação Compliance Zero, que apura esquema bilionário de fraudes financeiras. Nesta terça-feira (4), Vorcaro foi preso pela segunda vez em quatro meses, sob suspeita de ameaças a jornalistas e lavagem de dinheiro.

banco master

Documentos ligam narcotraficante ao Master
Ortiz aparece na lista de cotistas de fundos administrados pela antiga Foco VTDM (atual Sefer Investimentos), em documento datado de 30 de outubro de 2015. Dois anos antes ele já havia sido condenado por tráfico de drogas pela Justiça brasileira.

A relação de cotistas das empresas do Grupo Aquilla de 2015 mostram que Ortiz – por meio de pessoa física e de empresas – era um dos cotistas do Aquilla Fundo de Investimento Imobiliário, o qual investiu em cotas do fundo São Domingos, utilizado na operação de aquisição do Banco Máxima, hoje Master.

A operação revela uma triangulação por meio da qual o narcotraficante despontava, na prática, como investidor do banco de Vorcaro.

Segundo a fonte ouvida pelo ICL Notícias, Ortiz também estava por trás do fundo Aquilla Veyrom FIM e do Brazilian Multimarketing Investiments LLC, uma offshore sediada nas Bahamas.

“Oliver Ortiz era um investidor que adquiria terrenos por valores bastante reduzidos na região da Baixada Fluminense e, posteriormente, os integralizava em troca de cotas de fundos de investimento geridos pela Aquilla e administrados pela Foco”, explicou a fonte do mercado financeiro.

Segundo contou ao ICL Notícias, após a integralização, esses terrenos passavam por avaliações a valor de mercado para compor o patrimônio dos fundos. Com isso, o valor atribuído aos imóveis acabava sendo multiplicado diversas vezes em relação ao preço originalmente pago por Oliver Ortiz na aquisição dos terrenos, elevando significativamente o patrimônio do investidor como cotista dos fundos. Essa é justamente um tipo de fraude apontada pela PF na investigação sobre o Banco Master.

A Aquilla aparece vinculada a Oliver Ortiz em um processo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, envolvendo dois terrenos em Queimados, na Baixada Fluminense (RJ).

Nesse caso, as empresas Agera Negócios Imobiliários Ltda. e Aquilla Fundo de Investimento Imobiliário (FII) pedem à Justiça a retirada do bloqueio que recai sobre os imóveis conhecidos como “Área A-2” e “Área B”.

As empresas afirmam que adquiriram os imóveis em abril de 2012, por meio de um contrato de promessa de compra e venda, assinado com Oliver Ortiz e Yan Hirano (empresário que, segundo a fonte do ICL Notícias, teria apresentado o narcotraficante a Benjamim Botelho). A reportagem não conseguiu contato com Yan Hirano, o espaço segue aberto para sua manifestação.

Por isso, sustentam que são as legítimas proprietárias e que o bloqueio judicial no processo contra Oliver de narcotráfico não deveria atingi-las.

O MPF, porém, aponta que 20% de cada terreno pertencia a Oliver e já havia sido bloqueado judicialmente em 2013. Parte desses imóveis foi usada em operações financeiras envolvendo fundos imobiliários. Além disso, o MPF destaca que Oliver recebeu transferências de recursos, adquiriu cotas de fundo imobiliário no valor de R$ 1,49 milhão e participou de transações que envolveram a transferência de direitos sobre imóveis e a entrada de bens ou dinheiro como capital em fundos, incluindo o Aquilla.

Quem é o narcotraficante espanhol Oliver Ortiz
O espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin foi preso em junho de 2013 no Rio de Janeiro, aos 35 anos de idade. Ele foi condenado, em dezembro do mesmo ano, à pena de 16 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas.

As investigações apontaram que ele atuava no crime ao menos desde 2009, “liderando estrutura hierarquizada de envio de cocaína para a Europa, eminentemente por via marítima, elaborando rotas e empreendendo mergulhos, uma vez que é mergulhador”, segundo os autos do processo.

A investigação contra o espanhol contou com a cooperação de autoridades de Portugal, da Austrália e dos Estados Unidos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, para lavar o dinheiro que ganhou do tráfico, Oliver Ortiz passou a adquirir imóveis no Brasil, declarados abaixo do valor real, usou empresas de fachada e registrou bens em nome de laranjas.

A investigação comprovou que o narcotraficante era dono de coberturas tríplex na Barra da Tijuca, casas noturnas e restaurantes no Rio de Janeiro.

Em 20 de março do ano passado, a PF notificou Ortiz da decisão de sua expulsão do Brasil, de acordo com a sentença proferida pela Justiça.

*Flávio VM Costa e Alice Maciel /ICL


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Vorcaro é a principal cara da direita brasileira

O diacurso e o status social de Vorcaro sempre foram um bálsamo para a direita paratatá.

Não é sem motivos que as ideias do camarada foram temas de suas palestras, contratadas pela direita, direcionadas para a mesma direita para que o Midas cucaratio desse o caminho das pedras para quem tem ambição de chegar ao céu na velocidade que Bolt cruzava a linha dos 100 metros rasos.

Ou seja, Vorcaro sempre se vendeu como uma figura histórica da direita nacional. Um sujeito que dava festas milionárias, patrocinava os principais caciques políticos como fez com Bolsonaro e Tarcísio com R$ 5 milhões e sabe-se lá mais o quê. Patrocinava caravanas como a de Nikolas Ferreira à caça de votos para Bolsonaro em 2022, em seus  jatinhos.

Sim, o “rei do Brasil” sempre foi a majestade no meio dos grandes milionários e, sobretudo, no meio da cúpula bolsonarista que, na verdade, é a cúpula da atual direita, desde de 2021 quando, segundo informação do ICL, fundo que comprou Master para Vorcaro teria usado dinheiro do narcotraficante espanhol, Oliver Ortiz de Zarate Martin.

Isso mostra que a evolução patrimonial do sujeito não foi nada lenta, foi de estalão, de acordo com informação de gente do próprio mercado.

Essa deliberada esbórnia ocorre na gestão do não menos bolsonarista, Campos Neto na presidência do BC, netinho de Roberto Campos, o criador da hiperinflação brasileira durante os governos militares.

Lógico que Ibaneis, não por coincidência, pilhou o mesmo Master de Vorcaro, assinando a liberação de R$ 12 bilhões do BRB, com fachada de legalidade para fortalecer a arquitetura financeira do portento pdroeiro da direita brasileira.

Na verdade, a direita curupira está sempre criando um novo estilo de pilhagem, tendo a generosidade de políticos da mesma coloração para se misturarem à excentricidade do esperto e entregar a encomenda do melhor padrinho que a direita nativa já teve.

Esse é o valor real de Vorcaro e de seus negócios, ser o ponta de lança entre a minoria mais rica desse país.

É a estética oficial dos homens de “categoria” qu peromovem verdadeiras guerras contra o patrimônio público que, na realidade, são parte de muitas pátrias, sempre de forma escondida como um artista pré-figurado e suas concepções empreendedoras, que servem de manivela de uma siubvenção bilionária, jurando estar apenas desfrutando de sua inteligência para os negócios em  nome do livre mercado.

É assim que o Midas brejeiro encanta a república do dinheiro grosso,  dos rentistas e acionistas que, com suas cabeças coroadas no mundo generoso para os próprios, fazem seus juízos de país e, por isso mesmo, merecem acato de todos os diabos menores como vimos na lista encantada de seu ambiente político, formado só por gente da direita, mais precisamente bolsonarista.

A sua majestade Daniel Vorcaro é a própria paisagem da direita brasileira, produzida e frisada pela escória política e dos partidos de direita, principalmente do PL, partido de Valdemar da Costa Neto e Bolsonaro.

Não há fumaça da nídia que, por natureza, é de extrema direita, que consiga esconder isso.


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EUA formam coalizão militar com 12 países da América Latina

Objetivo seria combater cartéis e afastar “adversários” da região, ao menos é o que dizem os EUA.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, recebeu nesse sábado (7), em Miami, presidentes de 12 países latino-americanos para formalizar a criação de uma coalizão militar chamada “Escudo das Américas”.

O objetivo seria o de combater os cartéis de drogas na região, além de afastar do continente os “adversários” de Washington “de fora do Hemisfério”, em uma referência indireta a concorrentes como China e Rússia.

“Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”, disse Trump.

O presidente estadunidense comparou a novo acordo ao trabalho dos EUA no Oriente Médio.

“Assim como formamos uma coalizão para erradicar o ISIS [grupo considerado terrorista] no Oriente Médio, devemos agora fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nossos países”, completou.

Estavam presentes os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A cerimônia não transmitiu falas dos presidentes latino-americanos.

Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ameaçou “agir sozinho” nos países latino-americanos “se necessário”, para supostamente combater cartéis, o que violaria a soberania nas nações da região sob o próprio território.

A Casa Branca publicou, também nesse sábado, uma proclamação do presidente Trump sobre a Coalização das Américas contra os Cartéis.

“Os Estados Unidos treinarão e mobilizarão os militares das nações parceiras para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis”, diz o documento.

Além das organizações ligadas ao comércio de drogas, o documento cita o combate à influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial dos EUA contra a China.

“Os Estados Unidos e os seus aliados devem manter as ameaças externas afastadas, incluindo as influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental”, diz o documento oficial.

Segurança dos EUA
Para fazer a interlocução com os 12 países latino-americanos, o governo de Donald Trump nomeou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, responsável pelas fronteiras do país norte-americano.

Segundo argumentou Noem, como as fronteiras dos EUA já estariam seguras, o governo Trump espera se concentrar na segurança dos “vizinhos” no combate aos cartéis e à influência “estrangeira”.

“Vamos combater e reverter essas influências estrangeiras nocivas que se infiltraram em muitos de nossos negócios, nossas tecnologias e que vimos se infiltrar em diferentes áreas do nosso modo de vida”, disse Noem.

México
Durante o lançamento da coalizão, o presidente Trump citou o México, que não participou do acordo militar liderado pelos EUA. Ele disse que “tudo entra pelo México”, que, segundo Trump, estariam “controlado” pelos cartéis.

“Não podemos permitir isso. Muito perto de nós”, disse, acrescentando que “gosta muito” da presidente mexicana. “Eu disse [ao México]: deixe-me erradicar os cartéis”, comentou Trump.

A presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, vem defendendo que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”, e tem rejeitado operações militares dos EUA dentro do território mexicano por questão de soberania.

Venezuela e Cuba
O mandatário estadunidense ainda elogiou o governo da chavista Delcy Rodríguez, na Venezuela, dizendo que eles estão conseguindo “trabalhar juntos” com Caracas, e voltou a ameaçar Cuba.

“À medida que alcançamos uma transformação histórica na Venezuela, também aguardamos com expectativa a grande mudança que em breve chegará a Cuba. Cuba está no fim da linha”, completou.

*Agência Brasil


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O caso Master e a esbórnia do sistema financeiro que a mídia não fala

Quem vê Vorcaro falando sobre o sistema financeiro brasileiro, jura que ele é tocado por música, compasso a compasso, nota por nota, com uma partitura que não deixa margem para improviso. Ou seja, uma obra prima irretocável, defintiva, perfeita sob qualquer ângulo.

Mas foi justamente o mesmo Vorcaro que, na prática, mostrou o oposto, uma coisa feita aos trancos, descompassada e fora do tom, do contrário, ele jamais teria tanto espaço para produzir tantos guinchos de um sistema que ele vende como iguaria inigualável em que um simples comichão sobre qualquer desejo seria escandalizado junto com o autor.

A onipotência de Vorcaro é outra porta arreganhada que remove todos os dogmas que causam frisson no mercado que se “autorregula”.

Nós mortais, que estamos fartos dessa dúzia de palavrórios superlativos quando se trata desse mundo paralelo à nação, garantido por algo que não sabemos, só nos resta, assombrados, balançar a cabeça em sinal de impotência.

Porém o que chama a atenção é ver os analistas econômicos da mídia bocejando de tédio diante desse escândalo financeiro como se fosse parte dos planos de quem “conhece o sistema e suas concepções”.

É inacreditável, todavia, o absoluto silêncio da mídia diante do caos que indica que o mercado está longe de ser a “coisa boa” vendida aos quatro cantos pela licença poética que os abutres da especulação operam.

Aquela gente cheia de verdades absolutas sobre a dinâmica do mercado, sumiu das telas e dos jornalões. Provavelmente econdida em alguma toca esperando a tempestade passar.

Na verdade, esse instrumento de manipulação que a papa fina do dinheiro grosso opera, com o entusiasmo da mídia, é um gigantesco blefe, um festival de disparate que coloca o mundo na palma das mãos dos tais operadores do mercado, sem qualquer dado concreto que, na realidade, traduz-se em especulação pura e simples.

Esse é o grande legado que Vorcaro deixa para a sociedade quando escancara que o mercado é uma zorra, é uma esbórnia que se “autorregula”, porque não tem a mínima condição de existir sob regras minimamente rígidas, dependendo apenas do frenesi dos donos da terra.

Daí a altivez do blefe do esperto Daniel Vorcaro do Banco Master, antes da bomba explodir.


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