Ano: 2026

Departamento de Justiça ocultou informações sobre Trump no caso Epstein, diz NPR

Ao menos 53 páginas de entrevistas do FBI, incluindo acusações de abuso sexual de menor, foram suprimidas dos arquivos

A NPR revelou nesta terça-feira (24/02) que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos reteve uma série de documentos dos arquivos Epstein que comprometem o presidente norte-americano Donald Trump, incluindo alegações de abuso sexual contra menores.

Registros que poderiam implicar o atual presidente norte-americano também foram removidos do banco de dados público ou nunca chegaram a ser divulgados, aponta a reportagem, contabilizando mais de 50 páginas apagadas de entrevistas conduzidas pelo FBI. O Departamento de Justiça alega que os documentos podem ser confidenciais, duplicados ou vinculados a investigações federais em andamento.

Após a divulgação da reportagem, o deputado democrata Robert Garcia (Califórnia), à frente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados, anunciou uma investigação paralela sobre a supressão dos documentos. A alegação de abuso sexual contra Trump está sendo investigada pelos democratas.

“Ontem, revisei os registros de evidências não editados no Departamento de Justiça. Os democratas responsáveis pela supervisão podem confirmar que o Departamento de Justiça parece ter retido ilegalmente entrevistas do FBI com essa sobrevivente que acusou o presidente Trump de crimes hediondos”, afirmou Garcia, nas redes sociais.

A Casa Branca reagiu às revelações afirmando que o presidente foi “totalmente exonerado” em relação a Epstein. Em nota enviada à NPR, a porta-voz Abigail Jackson declarou que o republicano teria feito mais pelas vítimas do que qualquer outra figura pública, citando a liberação de documentos e a assinatura da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.

Abuso sexual
Os registros ligados à mulher que acusou Trump de abuso sexual ao FBI apontam que o suposto crime ocorreu em 1983, quando ela tinha 13 anos de idade. A acusadora foi entrevistada quatro vezes pelo FBI, mas apenas a primeira entrevista, realizada em julho de 2019 e que não menciona Trump, aparece no acervo público.

Ela relatou ter sido apresentada a Trump por Epstein e que, na ocasião, ele “a forçou a abaixar a cabeça em direção ao seu pênis exposto, que ela mordeu em seguida”. Segundo o relato, Trump a atingiu “na cabeça e a expulsou” do local.

Dos 15 documentos listados referentes à acusadora, apenas sete constam no banco de dados dos arquivos de Epstein. Entre os documentos faltantes estão anotações dos agentes que acompanharam três das entrevistas.

A reportagem também destaca outra menção a Trump, encontrada nos arquivos de Maxwell, relativa a seis entrevistas concedidas ao FBI, entre setembro de 2019 e setembro de 2021. Ao detalhar como os abusos de Epstein e Maxwell começaram, a vítima, também de 13 anos, menciona ter sido levada ao clube Mar-a-Lago de Trump.

Ao ser mostrada por Epstein a Trump, o financista teria dito: “essa é boa, hein?’”. A acusadora afirma que ambos riram e que ela “se sentiu desconfortável, mas, na época, era muito jovem para entender o porquê”. Segundo a reportagem, em outra entrevista, ainda offline, a mãe da vítima relatou ter ouvido da menina que “um príncipe e Donald Trump visitaram a casa de Epstein”, o que a fez “pensar que, se eles estavam lá, como Epstein poderia ser um criminoso?”

A NPR menciona ainda uma circular do FBI relacionando Trump e Epstein, no final de julho e início de agosto de 2025. A lista incluía inúmeras alegações escabrosas e os agentes classificaram a maioria das acusações como não verificáveis ou não credíveis.

*Opera Mundi


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Caso Marielle: O fracasso do sistema de justiça, por Luís Nassif

Em suma, poucas vezes um crime apresentou tal número de evidências. O que ocorreu, então, para essa passada de pano geral?

Depois de anos de investigações, o julgamento do assassino de Marielle se baseia em uma delação premiada de Ronnie Lessa, o vizinho de Jair Bolsonaro.

É um embuste, do qual participaram o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, a Polícia Civil do Rio e a Polícia Federal. É de um primarismo tão eloquente, que suscita a questão que interessa: quem está por trás desse jogo, a ponto de exigir tanta simulação?

A lógica da acusação é precária.

O assassino apontou os irmãos Brazão como mandantes.

Mas tinha que se providenciar uma relação de causalidade.

Veio a história, então, de que Marielle era contra a aprovação da regulamentação de terrenos que interessavam à família.

Mas a Câmara aprovou. Então qual a razão de terem comandado o assasinato.

Não tem a menor lógica. Era óbvio que a morte de uma vereadora, mulher e combativa, traria os olhos do país e do mundo para o episódio. Não é preciso de nenhum tirocínio agudo para se chegar a essa conclusão. A troco de quê os Brazão iriam transformar uma disputa local em caso nacional?

Vamos aos fatos objetivos:

  1. O porteiro do Vivendas da Barra disse que o motorista que entrou, para pegar Ronnie Lessa, pediu para ligar na casa de Jair Bolsonaro.
  2. O Jornal Nacional deu a matéria. Do exterior, Jair gravou um vídeo dizendo que, naquele dia estava em Brasilia.
  3. Mostramos aqui, no GGN, que o sistema de telefonia do condomínio permitia transferência de ligação para telefone celular. Logo, o álibi de Bolsonaro era furado.
  4. Carlos Bolsonaro sistentou que passou todo o dia da morte de Marielle na Câmara de Vereadores. Mostramos, aqui, um vídeo dele, com o sistema de telefonia do condomínio, clicando nas diversas chamadas, para tentar mostrar que não havia nenhuma para a casa do pai. Acabou mostrando uma chamada para a sua casa. “Seu Carlos, é seu Uber”, disse o porteiro. Horas? 17 horas, justamente a hora que terminou a reunião de Ronnie Lessa que, naquele mesmo momento, saiu para executar Marielle.
  5. Mostramos aqui que, logo após o assassinato, o interventor do Rio de Janeiro, general Braga Neto, afirman do que já tinham chegado aos mandantes, mas nada falaria para não atrapalhar as investigações. Depois, nada mais disse.

No final do ano, o general Villas Boas celebrou o pacto entre Braga Neto e Bolsonaro, pelo qual Braga Neto assumiu a chefia da Casa Civil. E ainda afirmou que o país foi salvo por três pessoas: Bolsonaro, Sérgio Moro e Braga Neto.

Em suma, poucas vezes um crime apresentou tal número de evidências. O que ocorreu, então, para essa passada de pano geral?

O Ministério Público Estadual do Rio, ao menos a equipe que investigava o caso, demonstrou desde o começo simpatia pelo bolsonarismo. A ponto de não apenas ignorar o fato de Carlos Bolsonaro ter se apossado de uma prova – o sistema de telefonia do condomínio – como sustentar que foi feita uma perícia, em meio dia, para assegurar que nada foi alterado no equipamento. Perícias nesse tipo de equipamento não duram menos de dois dias.

A PF foi acionada pelo então Ministro Sérgio Moro exclusivamente para intimidar o porteiro do prédio. E nunca mais se ouviu falar dele, mostrando o fracasso do jornalismo carioca. A Polícia Civil do Rio foi acusada, desde o início, de desviar o foco das investigações.

Depois disso, houve a morte de Adriano da Nóbrega, uma autêntica queima de arquivo, de Gustavo Bebianno.

Em suma, o caso Marielle significa a falência de todo o sistema de investigação do país, da Polícia Federal ao MPE do Rio e ao MPF.

*Luis Nassif/GGN


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Inteligência artificial inflaciona preços apesar da promessa de reduzir custos

Estudo revela que algoritmos de “preço por vigilância” exploram dados pessoais para cobrar o máximo que cada consumidor aceita pagar

A narrativa dominante das últimas décadas prometia um futuro onde a inteligência artificial (IA) seria a grande equalizadora: tecnologias mais eficientes reduziriam custos operacionais, barateariam produtos e facilitariam a vida do cidadão. No entanto, a realidade de 2025 e 2026 aponta para uma distorção perigosa desse roteiro.

Em vez de repassar economias ao consumidor, grandes corporações estão utilizando a IA para implementar sistemas sofisticados de discriminação de preços, gerando uma inflação oculta e personalizada.

O fim do preço único e o surgimento da “vigilância de preços”

O The New York Times publicou editorial intitulado “Goodbye, Price Tags. Hello, Dynamic Pricing” [Adeus, etiqueta de preço. Olá, preço dinâmico], alertando que a tradicional etiqueta fixa pode desaparecer. O preço passa a variar em tempo real conforme demanda, perfil e contexto.

O conceito tradicional de etiqueta de preço, que representava um acordo tácito de valor igual para todos, está sendo substituído pelo dynamic pricing (preço dinâmico) turbinado por algoritmos. Segundo uma investigação da CBS News, plataformas como a Instacart foram flagradas cobrando valores diferentes pelo mesmo produto no mesmo dia, com variações de até 23%. Não se trata de erros ou promoções aleatórias, mas de um sistema intencional. Após investigação e pressão pública, a empresa anunciou o fim dos testes com precificação algorítmica baseada em IA.

Reportagem da Al Jazeera detalhou esse fenômeno de “Surveillance Pricing” (Preço por Vigilância). Diferente da precificação dinâmica tradicional, baseada na oferta e demanda geral, a vigilância de preços analisa o perfil individual do consumidor. Trata-se do uso de dados pessoais — comportamento de navegação, localização, dispositivo, histórico de compras — para estimar a disposição máxima de pagamento de cada consumidor.

Um relatório da Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA, divulgado em janeiro de 2025, detalhou como empresas coletam dados granulares — desde o tipo de dispositivo e nível da bateria até movimentos do mouse e histórico de navegação — para calcular o “ponto de dor” (pain point) de cada cliente: o valor máximo que ele está disposto a pagar antes de desistir da compra. O resultado: o preço deixa de ser universal e passa a ser personalizado.

“A tecnologia não observa só o mercado, ela observa você”, alerta a análise baseada em dados da CNN Brasil, que aponta que o uso de IA nas empresas saltou de um terço para quase dois terços das organizações globais em 2024, motivado primariamente pela redução de custos operacionais e maximização de receita, não por benefício social.

Companhias aéreas e a reação política

O tema ganhou repercussão após a Delta Air Lines informar que parte de suas tarifas domésticas já é determinada por sistemas baseados em IA. Senadores democratas questionaram se a tecnologia poderia elevar preços até o “ponto de dor” individual do passageiro, segundo a Reuters.

A Delta negou uso de dados pessoais para discriminação tarifária. Ainda assim, legisladores apresentaram projetos para restringir a personalização algorítmica de preços.

Em 2025, 51 projetos de lei em 24 estados americanos passaram a discutir limites à precificação automatizada.

A exploração da vulnerabilidade: bateria baixa, preço alto

Um dos exemplos mais controversos dessa nova lógica é a exploração de sinais de urgência e vulnerabilidade do usuário. Relatos investigados pelo India Today e pelo jornal belga La Dernière Heure indicam que usuários de aplicativos de transporte como o Uber pagaram tarifas significativamente mais altas quando seus celulares estavam com bateria baixa.

A hipótese levantada por especialistas em economia comportamental, citada pela Reuters, é que os algoritmos identificam que um usuário com 10% de bateria tem menos capacidade de esperar ou comparar preços, estando, portanto, mais propenso a aceitar um valor elevado.

Embora a Uber negue utilizar o nível da bateria como fator direto, seu ex-chefe de pesquisa econômica, Keith Chen, admitiu em entrevista à NPR que a empresa sabia que usuários com pouca carga aceitavam o “preço de pico” com mais frequência, um dado psicológico valioso para a modelagem de algoritmos de lucro.

Veículos brasileiros de imprensa, como o UOL, realizaram testes para verificar esta ocorrência e não observaram a variância de preços denunciada em outros países. Mesmo sem comprovação definitiva, relatos recorrentes reforçam a percepção pública de opacidade.

Eficiência corporativa vs. custo social

A contradição central reside nos resultados financeiros das empresas versus o bolso do consumidor. Um relatório da Boston Consulting Group (BCG), citado pela Exame, revela que as empresas líderes em adoção de IA registram crescimento de receita 1,7 vezes maior e redução de até 40% nos custos operacionais em comparação aos concorrentes. A McKinsey corrobora que quase 80% das empresas globais já utilizam IA generativa visando ganhos de escala.

No entanto, essa eficiência interna não se traduz em preços menores nas prateleiras. Pelo contrário. Estudos acadêmicos publicados na American Economic Review demonstram que algoritmos de precificação podem aprender, sem comunicação direta entre empresas, a manter preços “supracompetitivos”.

Com isso, eles estabilizam valores altos automaticamente, reduzindo a concorrência real. Esse efeito preocupa autoridades antitruste porque não há acordo explícito entre empresas, mas o resultado econômico se assemelha à colusão.

Como aponta a análise do canal Futuro Econômico, a IA tornou-se a ferramenta perfeita para a lógica da ganância corporativa: reduz custos internamente, justifica aumentos externamente sob a desculpa de “investimento em tecnologia” e opera numa zona cinzenta onde a intenção humana de cartel é difícil de provar juridicamente.

A reação regulatória e o futuro do consumo

Diante do cenário onde consumidores pagam mais por serviços muitas vezes inferiores e menos humanos, legisladores começam a reagir. A Reuters informa que, apenas em 2025, 51 projetos de lei foram introduzidos em 24 estados dos EUA para regular a precificação algorítmica. Nova York já proibiu a precificação personalizada não divulgada, e a União Europeia, através do Digital Markets, Competition and Consumers Act, estabeleceu multas de até 10% da receita global para práticas enganosas de preços digitais.

O Financial Stability Board (FSB), órgão ligado ao G20, alertou em 2025 que a adoção massiva de modelos semelhantes de IA pode gerar riscos sistêmicos e comportamento de “rebanho” nos mercados.

De acordo com o Vermelho, o Bank for International Settlements (BIS) defendeu atualização urgente das capacidades regulatórias diante do avanço da tecnologia.

Apesar dos esforços regulatórios, o desafio é técnico. Ferramentas de device fingerprinting permitem que as empresas contornem medidas básicas de privacidade, como navegação anônima ou limpeza de cookies.

O paradoxo econômico: eficiência interna, inflação externa?

Há uma tensão central:

  • Internamente: empresas relatam cortes de custos e aumento de margens.
  • Externamente: consumidores enfrentam preços crescentes e menos transparência.
  • Economistas observam que, quando ganhos de eficiência são apropriados majoritariamente pelo capital — e não repassados ao consumidor — o efeito pode ser aumento de margem, não redução de preços.

Além disso, o boom de investimentos em chips e infraestrutura de IA tem pressionado cadeias produtivas de tecnologia, elevando preços de eletrônicos e equipamentos, segundo análises de mercado citadas pela imprensa especializada.

A promessa original da IA era simples: produzir mais com menos e baratear o acesso.

Os dados mostram que ela, de fato, reduz custos corporativos e amplia receitas. Porém, a disseminação de precificação dinâmica e personalizada sugere que parte relevante desses ganhos tem sido apropriada pelas empresas sob forma de margem — e não revertida em queda de preços.

Se a tecnologia aumenta produtividade, mas o custo de vida continua subindo, a explicação pode estar menos na inovação em si e mais na lógica econômica que a orienta. A questão central já não é apenas tecnológica, mas estrutural: quem captura os ganhos de eficiência?

A conclusão analítica é clara: a promessa da IA de baratear a vida foi redirecionada. O sistema econômico encontrou na inteligência artificial não um motor de bem-estar social, mas um mecanismo de extração de valor sem precedentes, onde a conta da inovação tecnológica continua chegando, salgada, para as mesmas pessoas de sempre.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

A direita está na cadeia

A direita brasileira foi reduzida a um presidiário que tem uma folha corrida de causar inveja até em Vorcaro que, não sem motivos, tem uma vasta parceria com a direita.

Isso dá a dimensão da encrenca, mas também o porquê da mídia se voltar contra o judiciário.

Na verdade, hoje, o que se tem nesse métier de gangsters é a mais espessa expressão da escória política no Brasil. É uma piada tratar esse bando de oportunistas de conservadores. Se assim for, Vorcaro, de berço e trajetória neopentecostal, passando pela igreja Lagoinha e terminando no Banco Master, o próprio estado de coisas que esse status “conservador” à brasileira, por intermédio da fé e do sistema financeiro, povoou a vida política mais imunda do país.

Na realidade, tanto a indústria da fé quanto o mercado da Faria Lima abriram uma janela onde ratazanas e camundongos de renome, fizeram uma ponte inédita com o Congresso num verdadeiro golpe institucional, com leniência da insuspeita mídia insdustrial brasileira e de parte da estrutura do Estado como Receita Federal, Ministério Público e Judidiário para impor as unhas do ódio bolsonarista que lhes infligiam uma cerrada manipulação e controle, resultando em verdadeiro sistema de crime organizado nunca antes visto no Brasil.

Bolsonaro é a sítese disso tudo, mas por enquanto só foi condenado por tentativa de golpe e assassinato de Lula, Moraes e Alckmin, fato que a mídia faz questão de esquecer quando critica o STF, sobretudo na figura de Alexandre de Moraes, mostrando como a informação da mídia corporativa está contaminada com o que existe de pior no banditismo nacional.

A direita foi tranformada nisso, num presidiário, num criminoso, num corrupto e, como revelou a CPI da covid, seu clã já havia negociado propina com a Covaxin por dose da vacina, enquanto crianças, adolescentes, adultos e idosos morriam nos hospitais do Brasil por falta da vacina que o mundo já usufruia para estancar a pandemia.

Não deixa de ser exemplar a síntese desse ajuntamento de bandidos na direita brasileira tendo como resultado icônico um sujeito tido como louco pela medicina e o bandido com o maior nível de periculosidade no Brasil.

Isso sim, é uma derrota séria para a camorra brasileira, que se declara de direita e conservadora.

É isso que Flavio representará nas eleições de 2026.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Com caso parado no MP desde 2024, Carlos pode disputar Senado sem responder por lavagem

Caso tramita no MP-RJ desde 2019 e estava parado desde 2024; veja provas contra Carlos

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), se prepara para disputar o oitavo mandato parlamentar sem a conclusão da investigação sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa que tramita no Ministério Público do Rio de Janeiro desde julho de 2019. O movimento mais recente do caso ocorreu em fevereiro deste ano quando a Procuradoria-Geral de Justiça do Rio decidiu enviar os autos que estavam com a cúpula do MP desde setembro de 2024 para a 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro para a “realização de diligências complementares”.

Isso ocorreu porque, em setembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mandou devolver ao MP a denúncia feita pelo promotor Alexandre Murilo Graça, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, do MP-RJ , que acusou apenas sete servidores e ex-funcionários de Carlos Bolsonaro (PL-RJ), mas excluiu o vereador do caso. No entanto, desde que o TJ determinou o reexame dos autos o caso, que tramita há quase sete anos, não teve maiores desdobramentos.

A coluna agora relembra uma série de revelações feitas pelo ICL Notícias ao longo de 2024 sobre o caso que demonstram provas do envolvimento de Carlos ignoradas pela promotoria na primeira denúncia.

Carlos era investigado como líder de uma organização criminosa que funcionou dentro do gabinete dele e que obrigava os servidores, que não trabalhavam, a devolver a maior parte de seus salários. A investigação foi instaurada em 2019 após uma reportagem da revista Época, feita por esta colunista e pela jornalista Juliana Castro, revelar até áudios de confissões de ex-servidores de Carlos sobre o esquema. Desde 2019, o caso tramitou por diversas instâncias dentro do MP do Rio, o promotor Alexandre Murilo Graça atua no caso desde 2021.

Conheça as provas contra Carlos Bolsonaro

Idas ao cofre no Banco do Brasil

Em julho de 2024, a coluna revelou que o Banco do Brasil informou ao MP do Rio a existência de um cofre que Carlos mantinha junto com Flávio Bolsonaro. O vereador acessou o cofre nos dias em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), pai do “02”, registrou as compras de duas casas no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca. Carlos também esteve no cofre no dia em que seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), hoje deputado federal, comprou um apartamento em Copacabana. Neste caso, Eduardo declarou em cartório ter pago R$ 160 mil no imóvel, dos quais R$ 50 mil em dinheiro vivo.

Na análise bancária do vereador e de seus funcionários foi verificado que o chefe de gabinete de Carlos, Jorge Luiz Fernandes, pagou sistematicamente boletos de suas despesas, como faturas de cartão de crédito, plano de saúde, impostos e multas de trânsito.

Foram encontrados 23 contas do vereador e de pessoas ligadas a ele pagas por Fernandes entre 2012 e 2019, que somam um total R$ 27.929,66. Ao mesmo tempo, só foi identificado uma transferência online de R$ 8 mil de Carlos para Jorge em dezembro de 2011.

O Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ analisou por amostragem esse tipo de movimentação financeira — sorteando aleatoriamente um número de documentos. Isso significa que o número pode ser ainda superior. O chefe de gabinete foi denunciado por receber cerca de R$ 2 milhões em sua conta de seis outros nomeados por Carlos Bolsonaro na Câmara.

Carlos Bolsonaro não pagou plano de saúde com a própria conta por 9 anos

Um relatório do Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ, obtido pela coluna com exclusividade, constatou que o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) só pagou um boleto de plano de saúde com sua conta bancária em nove anos de contratação desse tipo de serviço. Existe suspeita de que os pagamentos possam ter sido feitos em espécie com dinheiro oriundo de rachadinha.

Chefe de gabinete de Carlos também pagou contas de Bolsonaro e Michelle

Perícia realizada pelo MP-RJ em dados bancários de Carlos constatou que o chefe de gabinete do vereador, Jorge Luiz Fernandes, também pagou despesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), de sua esposa Michelle Bolsonaro (PL-DF) e de Rogéria Bolsonaro, mãe de Carlos. No documento, não foi registrado que Jair Bolsonaro, Michelle ou Rogéria tenham feito depósitos ou transferências de valores semelhantes em datas próximas a esses pagamentos efetuados com dinheiro da conta-corrente do chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro.

Carlos Bolsonaro comprou carro com 52 mil em dinheiro vivo

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) adquiriu um carro utilizando R$ 52 mil, em dinheiro vivo, em 2010, e um apartamento no centro do Rio de Janeiro, em 2012, pelo valor de R$ 180 mil. Nesses dois anos, porém, a análise do patrimônio dele feita pelo Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ (Ministério Público do Rio) indica que ele não tinha lastro para as operações na renda em que recebeu nos dois respectivos anos.

Carlos diz que doou R$ 130 mil a Flávio; maior parte nunca entrou na conta

O vereador Carlos Bolsonaro informou à Receita Federal que fez duas doações que somam R$ 130 mil para o irmão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje senador. Contudo, em ao menos um dos casos um total de R$ 70 mil não passou pelas contas bancárias de Flávio, nem foi declarado por ele no Imposto de Renda.

Carlos sacava todo o salário

O chefe de gabinete de Carlos, Jorge Fernandes, afirmou em depoimento ao MP-RJ que toda a família Bolsonaro “sempre sacava” os salários de suas contas bancárias integralmente. Uma cópia das declarações foi obtida pela coluna com exclusividade.

*Juliana Dal Piva/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Ibovespa bate novo recorde e fecha acima dos 191 mil pontos pela 1ª vez

O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista também fez o dólar recuar para R$ 5,1556, o menor valor desde 28 de maio de 2024

Reuters – O Ibovespa avançou mais de 1% nesta terça-feira, renovando recordes e encerrando acima dos 191 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado mais uma vez pelas blue chips, que têm sido embaladas neste começo de ano pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,4%, a 191.490,40 pontos, novo topo de fechamento. Na máxima do dia, chegou a 191.780,77 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, marcou 188.854,45 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$32,98 bilhões.

Estrategistas do JPMorgan destacaram que o primeiro mês do ano costuma ser um período de forte entrada de capital externo, mas nada comparável ao que se observou no mês passado e ao que continua entrando. Até o dia 20 de fevereiro, o saldo de estrangeiros na bolsa em 2026 alcançava cerca de R$35,6 bilhões.

No curto prazo, citou o analista Felipe Cima, da Manchester Investimentos, o que se imagina é que o mercado deve seguir nessa tendência de alta, principalmente pela entrada de investimento estrangeiro.

Operadores também têm citado alguns movimentos de zeragem de posições vendidas, na esteira do rali recente. No ano, o Ibovespa já acumula uma valorização de 18,85%.

A retomada do fôlego na B3 também teve como pano de fundo um clima mais tranquilo em praças acionárias no exterior, embora incertezas sobre a política comercial do presidente Donald Trump permaneçam, assim como agentes seguem avaliando os potenciais efeitos econômicos da inteligência artificial (IA).

O europeu STOXX 600 fechou com um acréscimo de 0,23%, enquanto o norte-americano S&P 500 avançou 0,77%.

DESTAQUES
– PETROBRAS PN subiu 2,54%, renovando máximas históricas e ampliando a alta no ano para mais de 28%. Nem a piora dos preços do petróleo na sessão minou o apetite. O barril sob o contrato Brent encerrou em queda de 1%. PETROBRAS ON avançou 2,28%.

– ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 1,52%, após forte correção negativa na véspera e alguma titubeada nesta terça-feira, com bancos de modo geral firmando-se no azul à tarde. BRADESCO PN subiu 0,8%, BANCO DO BRASIL ON avançou 1,77% e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou em alta de 3,41%, tendo no radar Investor Day do controlador, o espanhol Santander, na quarta-feira.

– VALE ON subiu 0,39%, no quarto pregão seguido de alta, mesmo com uma retomada negativa do mercado na China. O contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Bolsa de Mercadorias de Dalian recuou 1,79% na volta de feriado prolongado, mas o vencimento de referência na Bolsa de Cingapura sustentou sinal positivo.

– GERDAU PN recuou 2,22%, após resultado do quarto trimestre, que mostrou fraqueza na operação brasileira e um desempenho mais robusto na América do Norte. O grupo siderúrgico vê manutenção das margens no primeiro trimestre na operação no Brasil, mas avanço nessa linha na América do Norte. Também afirmou que está sempre avaliando ativos.

– MINERVA ON caiu 4,43%, tendo no radar relatório de analistas da XP, que cortaram a recomendação das ações para neutra e o preço-alvo de R$8,40 para R$7,20, avaliando que a relação risco versus retorno já não é tão atrativa. Analistas do JPMorgan também reiteraram recomendação neutra para os papéis, citando um cenário doméstico desafiador para a companhia.

– IRB(RE) ON saltou 7,26%, para uma máxima desde agosto de 2022. Neste ano, os papéis do ressegurador já acumulam uma alta de quase 20%.

– TECNISA ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 12,75%, após a construtora divulgar oferta do Grupo BTG Pactual por uma participação na Windsor, que desenvolve o empreendimento imobiliário Jardim das Perdizes, na cidade de São Paulo. A proposta vinculante do BTG envolve a compra de 26,09% da Windsor por R$260,9 milhões, a serem pagos à vista.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

“SUS do transporte” é o que Lula quer criar com tarifa zero no país

Proposta prevê novo modelo de financiamento para garantir gratuidade no transporte público e deve integrar programa de governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende incluir em seu programa de governo uma proposta de criação do chamado “SUS do Transporte Público”, com o objetivo de reformular o modelo de financiamento do setor e viabilizar a tarifa zero em todo o Brasil. A iniciativa busca estabelecer um sistema nacional estruturado, inspirado no conceito de universalização, para assegurar a gratuidade no transporte coletivo urbano. As informações são da CNN Brasil e 247.

A avaliação dentro do governo é que a implementação da tarifa zero exige mudanças profundas nos mecanismos atuais de custeio e incentivos ao setor, o que justificaria a adoção de um modelo semelhante ao de um sistema único, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário de Comunicação do PT e deputado federal Jilmar Tatto (SP) afirmou que o governo pretende iniciar ainda neste ano a tramitação da proposta no Congresso Nacional. De acordo com ele, o tema deverá ocupar espaço central no debate eleitoral. “Encontrei com o presidente Lula no aniversário do PT, em Salvador, e ele me perguntou sobre o tema. Estamos fazendo uma série de reuniões com o presidente e tratando disso. Ele está muito interessado”, declarou.

No âmbito do Executivo, o Ministério da Fazenda conduz estudos técnicos para analisar a viabilidade financeira da medida. O ministro Fernando Haddad prometeu apresentar o material antes de deixar o cargo, o que deve ocorrer até abril. Também participam das discussões o Ministério das Cidades e a Casa Civil.

No Congresso, a sinalização inicial é favorável à discussão do projeto. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou, em reunião com parlamentares e prefeitos, que pretende criar uma subcomissão para debater possíveis fontes de financiamento da tarifa zero.

Enquanto o estudo oficial não é concluído, o governo considera análises produzidas por universidades. Um dos levantamentos indica que a implementação da gratuidade nos ônibus municipais em todo o país teria custo estimado em R$ 65 bilhões.

Entre as alternativas para custear o programa está um projeto de lei apresentado por Jilmar Tatto. A proposta reformula o vale-transporte, extingue a cobrança atual de 6% do trabalhador e estabelece que empregadores contribuam com valores entre R$ 100 e R$ 200 mensais por empregado. Os recursos seriam destinados a um fundo específico, com potencial de arrecadação anual de R$ 100 bilhões, destinado a financiar a tarifa zero no transporte público urbano do país.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

O veto terrivelmente sujo de Mendonça ao diretor da PF no caso Master

Decisão do ministro bolsonarista é uma mescla vergonhosa de politicagem porca com impunidade previsível. Entenda a decisão do novo relator do escândalo

O Brasil assiste, em tempo real e sob as luzes da “Justiça” de gabinete, a montagem de um dos cenários mais escandalosos da nossa história política recente. A decisão do ministro André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” de Jair Bolsonaro (PL), de vetar o acesso do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao inquérito do Banco Master, não é apenas um movimento processual. É, na verdade, uma manobra de politicagem porca desenhada para garantir uma impunidade previsível àqueles que financiaram e sustentaram o projeto de poder bolsonarista, e que possivelmente segue nessa tarefa.

Para entender a gravidade do que Mendonça está fazendo é preciso seguir o rastro do dinheiro e dos nomes. O Caso Master não é um simples imbróglio financeiro, ele é o coração pulsante de um ecossistema que liga o mercado financeiro de risco, trambiques, igrejas evangélicas e a cúpula do governo anterior de extrema direita.

O principal operador do dono do Master, de propriedade de Daniel Vorcaro, é Fabiano Zettel. Este senhor não é um estranho no ninho: Zettel foi simplesmente o maior doador individual da campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022, a quem entregou dois milhões de reais. De acordo com Henrique Rodrigues, Forum, ele também despejou três milhões na tentativa frustrada de reeleição de Bolsonaro. Mas as conexões não param no bolso. Zettel é pastor e dirigente da Igreja Lagoinha, da conservadoríssima família Valadão, um reduto que serve de base ideológica e política para figuras extremistas como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o próprio clã Bolsonaro.

Quando Mendonça assume a relatoria do caso, em substituição ao ministro Dias Toffoli, num gesto de autoritarismo travestido de zelo, isola então o comando da PF das investigações. Neste movimento, ele está, na prática, colocando um cadeado na porta de um cofre onde as digitais de seus aliados estão por toda parte. É a blindagem perfeita: o relator escolhe quem pode ver o quê, neutralizando qualquer chance de uma investigação republicana e transparente atingir o topo da pirâmide. De quebra, o “terrivelmente evangélico” ainda lança sombras absolutamente injustificadas sobre o delegado mais alto da hierarquia da PF, despejando assim desconfianças e pechas nada honrosas no governo Lula (PT), que foi quem o nomeou.

O escândalo se torna ainda mais ácido quando olhamos para o Banco Pleno. Nascido de uma cisão do Master e fundado por um ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, em um modelo de negócio que o mercado financeiro sempre apontou como inviável, o Pleno acabou liquidado pelo Banco Central por insolvência nos últimos dias.

Agora pasme: a direção desta instituição “fantasmagórica” abrigava nada menos que três ex-ministros do governo Bolsonaro em sua direção e conselho administrativoa: João Roma e Ronaldo Vieira Bento, que ocuparam de forma sucessiva a pasta da Cidadania, e Flávia Peres (ex-Flávia Arruda), que foi ministra da Secretaria de Governo (SEGOV) também na gestão Bolsonaro, e que é esposa de Augusto Lima. Todos geriram os bilhões do Auxílio Brasil e, após deixarem o governo, encontraram abrigo no “ecossistema Master”. É uma porta giratória que cheira a compadrio e que agora encontra em André Mendonça o seu guardião jurídico no Supremo Tribunal Federal.

Mas não sejamos ingênuos, a coisa não fica só por aí. Estamos em um ano de eleição acirradíssima e o tabuleiro está sendo montado com peças viciadas. Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ter André Mendonça no STF e no TSE (onde fará dobradinha com Kássio Nunes Marques) é ter o “seguro total” contra qualquer sobressalto judicial. Pois é, o seguro morreu de velho.

Mas se engana quem acha que as ações de Mendonça alcançaram o seu limite. Ao atacar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e lançar insinuações sobre a lisura da corporação, sem qualquer razão ou justificativa, Mendonça cumpre dois objetivos perversos. O primeiro é suja o governo Lula. Ele tenta pintar a atual gestão como não republicana e intervencionista, criando uma crise institucional artificial entre o Judiciário e o Executivo.

O outro objetivo é a proteção e blindagem total do “01”. O magistrado do Supremo almeja criar uma névoa de desconfiança sobre as provas relacionadas ao caso coletadas até aqui, permitindo que, lá na frente, qualquer documento que complique a vida de Flávio Bolsonaro seja anulado ou “esquecido” sob a desculpa de proteção contra um suposto aparelhamento do governo Lula na PF. É aquela história: “Não aconteceu absolutamente nada até agora, mas se pintar uma acusação, já temos a defesa”.

Por fim, urge dizer que o que Mendonça opera a partir de agora é uma das formas mais vis de uso do poder Judiciário. Ao isolar o comando da PF de um inquérito que envolve doadores de campanha, ex-ministros e aliados religiosos, ele deixa claro que sua toga tem lado, tem cor e tem interesses eleitorais. E não se engane ao acreditar que ele terá algum pudor de agir ao arrepio da lei e da Constituição Federal.

O “veto terrivelmente sujo” de Mendonça é a trombeta de aviso de que a impunidade para o bolsonarismo é o projeto prioritário dentro de sua sala do STF. Ele nunca escondeu sua subserviência e submissão ao presidente golpista e extremista. Resta saber se as demais instituições e a sociedade permitirão que esse teatro de sombras patético e óbvio continue a ditar os rumos da democracia brasileira em 2026.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Racha no bolsonarismo afasta Centrão de aliança por Flávio nas eleições

Lideranças do centrão avaliam que as brigas públicas dentro do PL, especialmente envolvendo integrantes da família Bolsonaro, têm dificultado a articulação política do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e comprometido a imagem de moderação que o senador tenta construir para ampliar alianças.

Nos bastidores, dirigentes de partidos de centro afirmam que o clima de instabilidade na sigla gera incerteza sobre qual grupo terá maior influência nas decisões eleitorais, segundo a Folha de S.Paulo.

Nos últimos dias, episódios envolvendo os irmãos de Flávio ampliaram a tensão interna. De acordo com o DCM, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou publicamente o deputado Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enquanto o ex-vereador Carlos Bolsonaro entrou em atrito com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

Para lideranças do centrão ouvidas sob reserva, essas disputas fragilizam negociações e reforçam dúvidas sobre a capacidade de coordenação da campanha.

Desde que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato ao Planalto, Flávio enfrenta também um distanciamento de Michelle, que teria sido mantida à margem do processo de sucessão, mas demonstra intenção de participar das decisões da legenda. Aliados avaliam que o senador tenta se firmar como uma alternativa bolsonarista menos radical, estratégia que poderia ser prejudicada por conflitos familiares e declarações mais duras de outros membros do clã.

Uma liderança do centrão considera que Flávio errou ao anunciar Eduardo como possível ministro de Relações Exteriores em caso de vitória, interpretando o gesto como um reforço a posições mais ideológicas. Ainda assim, o senador tem buscado demonstrar unidade e estará ao lado de Nikolas Ferreira na manifestação bolsonarista convocada para o próximo domingo (1º), movimento visto como tentativa de reduzir tensões após críticas públicas.

Em entrevista ao SBT News, Eduardo afirmou que o apoio de Michelle e Nikolas ao irmão está “aquém do desejável” e disse que ambos atuam de forma alinhada entre si.

“Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e apoia o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí. Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”, declarou.

Nikolas respondeu apontando outras prioridades do campo bolsonarista: “Nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, você tem as pessoas do dia 8 [de janeiro] presas e precisando ajudar a derrubar o veto à [proposta da] dosimetria, você tem o STF envolvido em diversos escândalos, você tem o Lula fazendo literalmente de tudo para poder destruir esse país e a prioridade é nos atacar. Então, isso diz muito mais sobre ele do que a mim”.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10

Lula prevê prosperidade para brasileiros e coreanos após fórum empresarial

“A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, diz o presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou otimismo após encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul realizado nesta segunda-feira (23), em Seul. Participaram do encontro 230 corporações de setores estratégicos como como economia criativa, tecnologia, alimentos, açúcar, álcool, indústria farmacêutica, agricultura e pecuária.

O comércio entre Brasil e a Coreia do Sul fechou 2025 em US$ 11 bilhões, muito aquém do recorde de quase US$ 15 bilhões em 2011.

“O intercâmbio atual não está à altura de duas economias do tamanho do Brasil e da Coreia. Por isso, celebramos um acordo de cooperação comercial e integração produtiva, com foco no fortalecimento da cooperação industrial, tecnológica e agrícola”, explica o presidente.

O acordo também fortalecerá cadeias de suprimentos resilientes e seguras e inova em minerais estratégicos, indústrias sustentáveis, e audiovisual. Para isso, estão previstas reuniões regulares entre os ministros dos dois países para discutir como fortalecer relações econômicas.

“A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena. Tenho certeza de que este fórum gerou muitas oportunidades de negócios que contribuirão para construir um futuro de prosperidade para brasileiros e coreanos”, afirma Lula.

Lula destaca que a República da Coreia tem ampliado sua pesquisa e desenvolvimento na área de saúde e o Brasil também avança na área. Ele cita a construção do laboratório de biossegurança Órion, o único do mundo conectado a um acelerador de partículas.

“Isso nos permitirá buscar soluções para doenças, desenvolver métodos de diagnóstico e prevenir epidemias. Instituições públicas de saúde, como a Fiocruz e outras fundações estaduais brasileiras, estão fortalecendo sua cooperação com a Coreia. Esperamos que, em breve, possamos fabricar conjuntamente novas vacinas, fármacos e insumos médicos”, observa.

O presidente lembra que o Brasil é o maior destino de investimentos coreanos na América Latina há anos. “Empresas como Samsung, Hyundai e LG estão presentes em lares brasileiros. A Coreia já é o quarto maior investidor asiático no país, com estoque de investimentos de US$ 9 bilhões. Esse volume tem potencial para crescer”, aposta.

Disse que, nos últimos três anos, o país lançou iniciativas importantes como o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), a Nova Indústria Brasil (NIB), o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e o Plano de Transformação Ecológica. “Todas eles oferecem condições vantajosas para investidores estrangeiros interessados em trazer inovações tecnológicas e soluções sustentáveis”, afirma.

Carne

A competitividade do agronegócio brasileiro na produção de carnes e proteínas foi um dos atrativos nacionais enaltecidos pelo presidente Lula.

“Nos últimos anos, o Brasil se consolidou como o celeiro do mundo. Em 2025, tivemos a maior safra da história, com 350 milhões de toneladas de grãos. Somos uma potência agrícola e temos orgulho de contribuir para a segurança alimentar do planeta”, destaca.

Setor aeroespacial

“Juntos, também podemos dar importantes saltos científicos. A start-up coreana Innospace está ajudando a fazer do Centro de Lançamento de Alcântara um novo polo aeroespacial. Tenho certeza de que o Brasil logo terá o privilégio de ver um foguete sul-coreano em plena operação. O diálogo entre nossas agências espaciais é crucial para aprofundar essa colaboração, inclusive no compartilhamento de dados de satélites e em projetos de exploração lunar”, disse Lula.

Na comitiva brasileira estavam os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernanda Haddad (Fazenda), Márcio Fernando Elias Rosa (Desenvolvimento Indústria e Comércio), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Alexandre Padilha (Saúde), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Marina Silva (Meio Ambiente), Márcio França (Empreendedorismo) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações). Com Vermelho.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://chat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-os no X: https://x.com/Antropofagista1

Siga-os no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk10