O advogado de Daniel Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a Polícia Federal para informar que o banqueiro está interessado em firmar um acordo de delação premiada. De acordo com fontes ouvidas pela TV Globo, o defensor afirmou que seu cliente se compromete a colaborar totalmente com as investigações e não pretende poupar ninguém.
O advogado, conhecido como “Juca”, tem um histórico de delações premiadas em casos de grande repercussão, incluindo a do ex-empresário Léo Pinheiro, da OAS, na Operação Lava Jato. Ele quer se reunir com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para discutir a possibilidade, segundo o DCM.
Vorcaro é investigado por fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e sua prisão foi determinada na semana passada como parte das investigações conduzidas pela PF. A delação premiada poderia trazer novos elementos cruciais para o andamento das investigações.
Mendonça prorrogou o inquérito do caso Master por mais 60 dias após um pedido da PF. A prorrogação foi necessária para a realização de diligências adicionais essenciais.
Os investigadores afirmam que ainda há uma grande quantidade de material para ser analisado, incluindo mais de 100 celulares apreendidos, oito dos quais pertencem a Vorcaro. Os dados são apontados como fundamentais para aprofundar as apurações.

O inquérito apura a fabricação de carteiras de crédito falsas e o desvio de recursos para o enriquecimento pessoal dos envolvidos, com prejuízos estimados em mais de R$ 12 bilhões. A investigação também envolve a suspeita de que o Banco de Brasília (BRB), sob a direção de Paulo Henrique Costa, tenha injetado bilhões no banco por meio de operações fraudulentas.
Em fases subsequentes da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores, e 15 mandados de busca e apreensão foram realizados. Esses mandados atingiram endereços ligados a Vorcaro e seus familiares, com apreensões de carros de luxo e dinheiro em espécie.
A fase mais recente da investigação, realizada em março deste ano, revelou a existência de um grupo chamado “A Turma”, uma milícia privada usada para intimidar adversários e jornalistas que investigavam o banco.
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