#SeFlávioVenceVocêPerde
O encerramento do ciclo eleitoral e as pressões internacionais que asfixiam a governabilidade do país demonstram que a estabilidade nacional depende de uma profunda e urgente recuperação da nossa autonomia de Estado. Nós não estamos discutindo no Brasil quem é corrupto e quem não é corrupto; nós estamos discutindo marcos civilizatórios. A encruzilhada histórica deste segundo turno exige escolher, de forma consciente e sem recuos, entre a sobrevivência da Democracia ou a rendição definitiva à barbárie.
A desfaçatez do debate político é desnudada quando confrontamos a assimetria internacional de soberania: enquanto a Casa Branca de Donald Trump impõe restrições implacáveis a delegações, atletas e árbitros da Fifa, e a Argentina de Javier Milei executa a deportação sumária de jornalistas brasileiros por mera incompatibilidade de simpatia política, o Brasil abre o Maracanã para a infraestrutura de transmissão e engenharia norte-americana da NFL a escassos dias de um pleito presidencial decisivo, operando sob uma tolerância flácida que confunde abertura de mercado com submissão geopolítica.
Essa paralisia em blindar o território corre em perfeita simetria com a inversão retórica das torcidas tribais e dos robôs digitais, que rotulam o atual governo de “ditadura” por tentar exercer o básico de sua regulação financeira e humanitária. O pacote de Medidas Provisórias lançado pelo Palácio do Planalto para extinguir o ralo financeiro das bets — que drenava R$ 60 bilhões da economia popular e destruía o consumo das famílias de baixa renda — foi transformado pelo marketing de guerrilha da extrema-direita em uma suposta “ofensiva autoritária” contra o lazer do povo. O silêncio corporativo da Rede Globo e o manifesto “Proibir não é proteger” estampado nos gramados pela CBF e pelo Flamengo provam que as elites econômicas preferem defender o suborno de suas planilhas publicitárias do que encarar a realidade dos fatos: a de que o mercado formal das apostas foi convertido pelo advogado Willer Tomaz no maior duto de lavagem de dinheiro do crime organizado, movimentando R$ 6,6 bilhões em transações brutas opacas.
A verdade por trás da narrativa da “falsa ditadura” reside na tentativa de ocultar as robustas e criminosas evidências capturadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. O vazamento de e-mails armazenados no iCloud provou que o senador e candidato Flávio Bolsonaro compartilhava o mesmo “usuário master” administrativo e cofre digital no Banco Santander que as empresas de Willer Tomaz, o operador acusado de liderar a máfia previdenciária que surrupiou R$ 6,3 bilhões de idosos humildes do INSS.
Para que essa barbárie dinástica continue operando sem freios, a oposição mobiliza emendas e avança no Senado com a PEC de desmonte criminal do STF, contando com a proteção e os amortecedores jurídicos de ministros indicados na gestão anterior, como André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O “foda-se o mundo” de uma população reduzida a plateia alienada pelas Big Techs abre o caminho para que o Escritório do Crime suba a rampa do Planalto, transformando o país em um laboratório ultraliberal devastador.
Diante do rastro físico de sabotagem que incendeia laboratórios da UFPE e templos em Santa Catarina sob a tag da “Direita Terrorista”, o papel da cidadania consciente não pode ser o recuo ou o gesso do medo burocrático. Como o professor Marcos Inácio Fernandes ensina na obra histórica de seu livro “Sensibilização à Política”, o único antídoto contra o neofascismo e as intervenções de falsa bandeira do ocidente coletivo é a politização e a organização combativa das sentinelas de contra vigilância.
O segundo tempo da história exige acionar os nossos “olhos de lince” e fincar as “baionetas escaladas” nas calçadas e nas redes digitais. Atendamos ao refrão do manifesto de resistência da nossa própria memória cultural: é preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte! No dia 25 de outubro, que a força impessoal e soberana do voto enterre a dinastia miliciana e salve o que resta de dignidade e autonomia no solo da nossa Pátria. À luta pela Democracia e pela Soberania Nacional!
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