Bolsonaro frita Pazuello: Ministério da Saúde nega compra da CoronaVac e diz que vacina não tem eficácia

The President of Brazil Jair Bolsonaro (L) speaks with acting Minister of Health Eduardo Pazuello during the raising of the national flag, in the Palacio do Alvorada, in Brasilia, Brazil, 09 June 2020. The Brazilian Supreme Court determined that the Government must re-disclose the daily data of the pandemic of the new coronavirus in a consolidated manner, as it had been doing until last Thursday, before adopting a new and controversial methodology, and gave a period of 48 hours to explain that decision. EFE/ Joedson Alves

E o complexo de vira-lata segue firme com Bolsonaro, assim como a absurda subserviência aos Estados Unidos, colocando a população toda em risco.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse no fim da manhã desta quarta-feira (21), em coletiva de imprensa, que não houve compromisso com o governo de São Paulo para adquirir vacinas contra a covid-19 e que não há intenção de compra de imunizantes chineses.

“Não houve qualquer acordo com o governo de São Paulo, ou na aquisição de vacinas chinesas, mas sim uma conversa com o instituto Butantan”, declarou o secretário de Eduardo Pazuello na coletiva, desmentindo o anúncio do ministro.

Ontem, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science. Hoje, no entanto, Jair Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde e afirmou que o governo brasileiro não comprará da vacina. O ministro não participou da coletiva.

O ministério ignorou testes do bom desempenho da imunização da vacina e disse que não há eficácia comprovada da CoronaVac. A pasta declarou que só irá sinalizar a aquisição da vacina quando a Anvisa comprovar a eficiência do munizante.

Pazuello não participou da coletiva, sob alegação de estar com sintomas da Covid-19 e recluso.

Na coletiva, a pasta também informou que a vacinação não será obrigatória.

Governadores e parlamentares da oposição ao governo já denunciam posicionamento de Bolsonaro em politizar o tema e reivindicam a presença de Eduardo Pazuello no Congresso Nacional.

 

*Com informações do 247

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