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Ciência

Vacina da Covid reduz risco de infarto e AVC em idosos, aponta estudo

-Os resultados mostram que o benefício foi especialmente significativo entre pessoas com mais de 75 anos

Estudo publicado na última segunda-feira (15) no JAMA Internal Medicine mostrou que a vacina atualizada contra a Covid-19 reduziu em cerca de 38% o risco de eventos cardiovasculares graves associados à doença, como infarto, AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência cardíaca e morte com origem cardiovascular, em comparação a pessoas que receberam apenas a vacina da gripe.

Os pesquisadores do Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos e da Universidade Washington em St. Louis analisaram os prontuários eletrônicos de mais de 1 milhão de veteranos de guerra americanos que receberam a vacina contra gripe entre setembro e dezembro de 2024.

Desse total, 349.085 tomaram também a vacina contra Covid no mesmo dia. Essa comparação, segundo a pesquisa, foi feita para reduzir o “viés do vacinado saudável”, que pressupõe que pessoas que se vacinam tendem a ter comportamentos de saúde melhores em geral.

Os participantes receberam as formulações 2024-2025 das vacinas Moderna (65,4%) e Pfizer-BioNTech (34,1%), entre outras, como Novavax (0,5%). O estudo foi financiado pelo Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA, e os autores declararam não ter conflito de interesses.

Os participantes foram acompanhados por até oito meses. Durante esse período, os pesquisadores registraram quatro desfechos cardiovasculares graves relacionados à Covid: morte por evento cardiovascular, infarto agudo do miocárdio, AVC e internação por insuficiência cardíaca.

Os resultados mostram que o benefício foi especialmente significativo entre pessoas com mais de 75 anos, grupo com queda de 50,7% dos eventos cardiovasculares.

Nos demais grupos os resultados não foram estatisticamente significativos, ou seja, não é possível afirmar com segurança que a vacina da Covid protegeu essas faixas etárias contra episódios cardiovasculares. A média de idade dos participantes era de 70 anos.

De acordo com o estudo, a cada 10 mil pessoas vacinadas, dois eventos cardiovasculares graves associados à Covid foram evitados, em comparação ao grupo que não tomou a vacina. Os pesquisadores destacam que, ao considerar todos os eventos cardiovasculares -não apenas os confirmadamente ligados à Covid-, o número sobe para cerca de 24 eventos evitados para cada 10 mil pessoas.

Em uma população de 1 milhão de pessoas, os autores estimam que a vacinação poderia evitar cerca de 1.580 mortes e 2.370 eventos cardiovasculares adversos em oito meses.

O estudo enfatiza que a eficácia relativa da vacina foi estatisticamente significativa nos subgrupos com e sem comorbidades. Ainda assim, o benefício absoluto foi substancialmente maior em indivíduos com doenças pré-existentes, como doença cardiovascular, doença renal crônica, doença pulmonar crônica, diabetes e imunossupressão.

Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que essa projeção deve ser interpretada com cautela, dado o caráter observacional do estudo e o fato de ter sido realizado apenas com veteranos americanos, uma população predominantemente branca, masculina e com idade avançada.

Os autores também pontuam que a eficácia da vacina atual é menor do que a registrada nos primeiros anos da pandemia, o que atribuem à evolução do vírus, à imunidade adquirida por infecções anteriores e à maior dificuldade de detectar infecções em um cenário em que os testes são realizados com menos frequência.

Por que a vacina protege o coração?
A pesquisa indica que a infecção pelo SARS-CoV-2 desencadeia processos inflamatórios e de coagulação que danificam os vasos sanguíneos e aumentam o risco de formação de trombos, que são coágulos que podem provocar infarto ou AVC. Ao reduzir a gravidade da infecção, a vacina reduz esses mecanismos de dano vascular.

Os pesquisadores alertam, ainda, que o benefício sobre eventos cardiovasculares de outras causas foi muito maior do que o observado nos casos comprovadamente associados à Covid. Para os autores, isso indica que uma parcela significativa das complicações cardiovasculares provocadas pelo vírus ocorre em pessoas que não chegam a testar positivo para a doença.

*ICL


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Ciência

Ex-tetraplégico reabilitado com técnica brasileira emociona ao empurrar cadeira de Laís Souza

Bruno Drummond de Freitas, primeiro paciente tetraplégico a receber o tratamento experimental com polilaminina, já está andando normalmente e apareceu empurrando a cadeira de rodas da ex-ginasta Laís Souza durante um encontro emocionante registrado em vídeo.

A substância brasileira, ainda na fase 1 de testes pela Anvisa, tem sido associada à recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular, e o caso de Bruno é apontado como um marco nessa pesquisa.

Tetraplégica desde um acidente enquanto esquiava nos Estados Unidos, em 2014, Laís conheceu pessoalmente Bruno e relatou o momento nas redes sociais. “Hoje conheci o paciente 01 da Polilaminina, Bruno Drummond de Freitas, protagonista de um marco histórico na ciência brasileira sobre lesões medulares”, escreveu.

Em abril de 2018, ele sofreu um grave acidente de carro, com fraturas na coluna nas regiões C6 e T8, sendo diagnosticado com tetraplegia após lesão medular completa.

Segundo Laís, menos de 24 horas após o trauma, Bruno passou por cirurgia e recebeu a aplicação da polilaminina, tornando-se o primeiro ser humano a receber a substância em lesão medular aguda. Três semanas depois, surgiram os primeiros sinais de recuperação.

“Três semanas depois, ocorreu o primeiro movimento voluntário: flexão do dedão do pé. O primeiro indicativo clínico de reconexão funcional. A partir daí, seguiram-se dois anos de evolução progressiva, associados à reabilitação intensiva e diária”.

Recuperação e impacto científico
Após anos de tratamento e fisioterapia, Bruno alcançou independência funcional. “Hoje, Bruno se encontra no que define como seu ápice de recuperação funcional, tornando-se 100% independente, com apenas algumas sequelas residuais”, afirmou a ex-ginasta.

A polilaminina, proteína retirada da placenta e desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, vem sendo estudada como alternativa para regeneração medular.

Laís destacou que o caso projeta o Brasil no debate científico internacional. “O caso de Bruno, e de outros pacientes da polilaminina, posiciona a ciência brasileira no centro do debate internacional sobre regeneração medular. Bruno, foi um prazer te conhecer!”.

O paciente respondeu nas redes sociais: “O prazer foi todo meu, Lais!!! Você é uma das mulheres mais incríveis que já tive a oportunidade de conhecer… Por mim a gente ficava o dia todo conversando. Estou rezando para que vc tenha uma oportunidade de recuperação e vamos marcar mais encontros!!!”.

Veja no Instagram:

https://www.instagram.com/lalikasouza/p/DU051izkbDi/

*DCM


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Brasil Ciência

Descoberta Brasileira Revoluciona Tratamento de Lesões na Medula Espinhal

A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, bióloga é chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o laboratório Cristália,.

Tatiana esclarece o que é a polilaminina, um medicamento experimental inédito no mundo, desenvolvido ao longo de 25 a 27 anos de pesquisa no Brasil.

Essa droga, derivada de uma proteína extraída da placenta humana, demonstrou capacidade de regenerar axônios (prolongamentos dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais motores) e restaurar movimentos em pacientes com lesões medulares graves, como paraplegia e tetraplegia.

O Que é a Polilaminina e Como Funciona?

Origem: A laminina é uma proteína naturalmente produzida pelo corpo durante o desenvolvimento do sistema nervoso central. A equipe da UFRJ descobriu uma forma de sintetizá-la a partir de fragmentos de placenta (um resíduo pós-parto), tornando-a “polivalente” (daí o nome polilaminina) para promover a regeneração neural.

Mecanismo: Quando injetada diretamente no local da lesão na medula espinhal (em doses mínimas, como 1 micrograma por kg de peso), ela estimula o crescimento de novas conexões nervosas, bloqueia a formação de cicatrizes inibitórias e restaura a comunicação entre o cérebro e o corpo.

Diferente de tratamentos atuais, que focam em neuroproteção ou terapias experimentais como células-tronco, a polilaminina visa a regeneração direta dos tecidos danificados.

Aplicação ideal: Recomendada para lesões agudas, dentro de até 3-6 meses após o trauma (causados por acidentes de trânsito, quedas, mergulhos ou tiros). Quanto mais cedo, melhores os resultados, combinados com fisioterapia intensiva.

Resultados Promissores em Testes
A pesquisa passou por fases rigorosas: modelos em ratos (recuperação em 1 dia), cães (recuperação total em medulas rompidas) e cerca de 10 pacientes humanos em estudos experimentais autorizados por comitês éticos. Exemplos de casos reais:

Bruno (31 anos): Acidente de carro com lesão cervical completa. Tratado em 24 horas, recuperou movimentos totais em semanas e hoje caminha normalmente.

Hawanna Cruz (mulher, lesão em 2017): Queda do terceiro andar causou tetraplegia. Após 3 anos, o tratamento restaurou movimentos graduais nos braços e pernas ao longo de um ano.
Outros pacientes (idades 27-33 anos): Recuperação parcial a total de mobilidade, sem efeitos colaterais graves relatados após monitoramento de 7 anos.

A Tatiana Sampaio enfatiza: “Não existe medicamento igual no mundo. É o que temos de mais avançado para regenerar axônios.” Os testes confirmaram segurança e eficácia, mas ela aguardou anos para divulgar, priorizando robustez científica.


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Ciência Mundo

Chumbo é transformado em ouro por físicos no maior acelerador de partículas do mundo

Alquimistas sonham em transformar chumbo em ouro por milênios, e essa ideia foi realizada, ao menos por um breve instante, em um dos mais ambiciosos experimentos científicos da atualidade. Pesquisadores do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) conseguiram transmutar átomos de chumbo em ouro durante colisões de altíssima energia no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, localizado na fronteira entre a Suíça e a França.

A proeza foi registrada pelo experimento ALICE, um dos detectores do LHC dedicado ao estudo de colisões entre íons pesados. Quando feixes de chumbo são acelerados a velocidades próximas à da luz e colidem, os campos eletromagnéticos intensos gerados nessas interações podem remover prótons dos núcleos atômicos.

“Esta é a primeira vez que detectamos e analisamos sistematicamente a produção de ouro no LHC”, afirmou Uliana Dmitrieva, física da colaboração ALICE.

OURO: PUREZA E CORES – Observatrice Joias

Ela destacou que, apesar da insignificância prática da quantidade produzida, o experimento fornece dados valiosos para a compreensão das interações entre fótons (partículas de luz) e núcleos atômicos.

A transmutação de elementos não é inédita na física nuclear. O fenômeno já havia sido observado entre 2002 e 2004, em níveis de energia mais baixos, no acelerador SPS, também operado pelo CERN. No entanto, o uso do LHC trouxe precisão sem precedentes à observação e análise desses processos.

Apesar de seu caráter simbólico e histórico, os cientistas deixam claro que não há qualquer intenção de transformar a produção de ouro em algo economicamente viável. O custo energético e tecnológico do processo torna qualquer aplicação prática inviável. Ainda assim, o feito representa um avanço notável no campo da física de partículas e da compreensão da estrutura da matéria. Com ICL.

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Ciência

Rússia lança vacina contra o câncer

A Rússia desenvolveu uma vacina personalizada contra o câncer que será lançada no ano que vem , disse Alexander Gintsburg, diretor do Centro Nacional de Pesquisa Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia em Moscou, à RT.

A vacina foi desenvolvida pela Universidade de Ciência e Tecnologia Sirius e pelo Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, juntamente com os maiores centros de câncer da Rússia.

Guintsburg disse que cada vacina será criada individualmente para o paciente , já que não há dois tumores iguais.

Segundo o diretor do Centro Gamaleya, a vacina será baseada em uma plataforma de mRNA e treinará o sistema imunológico do corpo humano para atacar células malignas . Graças à vacina, células que reconhecem proteínas estranhas aparecerão no corpo, aderirão ao tumor e liberarão enzimas ativas.

Algumas enzimas criarão buracos nas células afetadas, enquanto outras penetrarão através delas e destruirão as proteínas do tumor. Graças a esse mecanismo, a inflamação é prevenida e não apenas o tumor é destruído, mas também as células que metastatizam

Atualmente, os testes estão sendo realizados em animais, mas a expectativa é que a vacina seja usada em humanos em setembro ainda deste ano.

Gintsburg observou que o desenvolvimento da vacina começou em meados de 2022 por especialistas da mesma equipe que criou a Sputnik VI, a vacina russa contra a Covid-19.

“Em 10 a 15 anos, a humanidade também expandirá sua capacidade de viver sem essas doenças”, previu Gintsburg, acrescentando que, com o tempo, o conceito atual de câncer como doença mudará”.

*Com RT


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Ciência

Cientista mexicana desenvolve técnica que elimina 100% do vírus HPV

Pesquisadores do Instituto Politécnico Nacional do México (IPN) conseguiram eliminar totalmente o papilomavírus humano (HPV) em um grupo de 29 mulheres. As pacientes foram submetidas à terapia fotodinâmica, técnica desenvolvida pela cientista Eva Ramón Gallegos.

O procedimento não invasivo tem demonstrado grande potencial na prevenção de tumores malignos do HPV. O vírus está associado ao desenvolvimento de quase todos os diagnósticos de câncer de colo de útero.

A pesquisadora Eva Ramón Gallegos se dedica ao estudo sobre os efeitos da terapia fotodinâmica em diferentes tipos de câncer há duas décadas. Os estudos da mexicana são focados no melanoma, câncer de mama e do colo do útero.

cientista-mexicana-desenvolve-tecnica-que-elimina-100%-do-virus-hpv

A terapia consiste na aplicação de um medicamento chamado ácido delta aminolevulínico no colo do útero. Após quatro horas, o fármaco se transforma em uma substância química fluorescente que se acumula nas células doentes, permitindo a eliminação delas através de um laser especial, segundo O Seringal.

“Ao contrário de outros tratamentos, a terapia fotodinâmica elimina apenas as células danificadas e não afeta estruturas saudáveis. Portanto, tem grande potencial para reduzir a taxa de mortalidade por câncer de colo de útero”, enfatiza Eva em comunicado à imprensa.

  • HPV – A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das mais incidentes e pode ser prevenida com vacina. Ela leva ao aparecimento de lesões na pele dos órgãos genitais de homens e mulheres. A textura dessas alterações pode ser suave ou rugosa, com coloração que varia de acordo com o tom de pele. Elas não causam dor, mas são contagiosas
  • Sintomas podem ser silenciosos e melhor forma de prevenção do HPV é evitar o contágio e usar a vacina
  • 1 a cada 3 homens está infectado, diz estudo
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Ciência

Covid-19 pode ter efeitos semelhantes à esquizofrenia no cérebro, diz estudo

Pesquisadores da Unicamp apontam que trabalho ajuda a compreender com mais profundidade as doenças cerebrais.

Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), publicado na revista European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences, revela que os efeitos do vírus da covid-19, quando atingem o cérebro, podem afetar o funcionamento do órgão de forma similar a doenças como esquizofrenia e Alzheimer.

Segundo os pesquisadores, o trabalho pode ajudar a compreender com mais profundidade as doenças cerebrais e o tratamento dessas condições.

O cientistas identificaram uma “assinatura” cerebral proteica para cada uma das doenças, e compararam essas “rubricas” para entender quais funções cerebrais são afetadas pelas mudanças nos padrões de proteínas presentes em pessoas com transtornos cerebrais em relação a cérebros saudáveis.

“Nós esperávamos encontrar mais diferenças do que semelhanças, já que uma das condições é uma infecção viral aguda e a outra é uma doença que acontece desde o neurodesenvolvimento, com base genética”, explicou Daniel Martins-de-Souza, pesquisador da Unicamp e autor do estudo, à Agência Bori.

Os pesquisadores também descobriram que as duas doenças atuam de forma semelhante, acelerando o envelhecimento do cérebro, além de modificar os processos de obtenção de energia das células cerebrais e de comunicação com o organismo.

“A infecção do vírus mostra um potencial de dessintonizar a maquinaria cerebral, deixando a pessoa mais propensa a eventos psiquiátricos e, aparentemente, também aos neurodegenerativos”, comenta Martins-de-Souza.

Outros efeitos
O estudo também chegou ao resultado que dizia que a covid-19 e a esquizofrenia podem aumentar, de forma semelhante, o risco de doenças metabólicas, como diabetes e síndrome metabólica, que aumentam as chance de doenças cardíacas e derrames.

“Talvez a gente possa aprender mais sobre esquizofrenia com os dados de Covid e vice-versa”, ressalta Martins-de-Souza. “Acho que isso encurta caminhos para eventuais tratamentos, até mesmo na perspectiva de olhar para outras infecções virais que têm o potencial de afetar o cérebro, como o zika vírus, por exemplo”, conclui.

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Ciência

Cientistas dos EUA dizem ter criado uma substância que pode retardar e até reverter o envelhecimento

O que até hoje sempre foi tratado como tema recorrente na literatura e no cinema de ficção científica, pode começar a ser encarado como uma possibilidade, segundo cientistas e pesquisadores dos Estados Unidos.

Pesquisadores de Harvard descobriram um coquetel químico que pode reverter o envelhecimento. Em um estudo inovador, cientistas da Harvard Medical School, em parceria com a Universidade do Maine e com o MIT, publicaram a primeira abordagem química para reprogramar células para um estado mais jovem. Anteriormente, isso só era possível por meio de uma poderosa terapia genética.

“Mostramos anteriormente que a reversão de idade é possível usando terapia genética para ativar genes embrionários. Agora mostramos que é possível, com coquetéis químicos, um passo em direção ao rejuvenescimento acessível de todo o corpo” escreveu o pesquisador de Harvard David Sinclair em uma série de publicações no Twitter que acumulam 1 milhão de visualizações.

A equipe trabalhou mais de três anos para encontrar moléculas que pudessem se combinar para reverter o envelhecimento celular e rejuvenescer as células humanas. Os pesquisadores se basearam na descoberta vencedora do Prêmio Nobel de que a expressão de genes específicos, chamados fatores de Yamanaka, que levantou a possibilidade de reverter o envelhecimento celular sem fazer com que as células se tornem muito jovens e cancerígenas.

No novo estudo, publicado recentemente na revista científica Aging, os pesquisadores buscaram combinações de moléculas que poderiam reverter o envelhecimento celular e rejuvenescer as células humanas. Por meio de experimentos em animais, incluindo camundongos e primatas, eles conseguiram identificar seis coquetéis químicos que podem “reverter” os sinais visuais de envelhecimento “em menos de uma semana”, segundo Sinclair.

Cada coquetel contém entre cinco e sete agentes, muitos dos quais são usados no tratamento de distúrbios físicos e mentais, como convulsões, depressão e Parkinson.

 

Anteriormente, a mesma equipe mostrou que é realmente possível reverter o envelhecimento celular sem o crescimento celular descontrolado pela introdução viral de genes específicos de Yamanaka nas células. Estudos sobre o nervo óptico, tecido cerebral, rim e músculo mostraram resultados promissores, com visão melhorada e maior expectativa de vida observada em camundongos e, recentemente, um relato de visão melhorada em macacos.

As implicações dessa nova descoberta abrem caminho para a medicina regenerativa e, potencialmente, para o rejuvenescimento de todo o corpo.

“Até recentemente, o melhor que podíamos fazer era retardar o envelhecimento. Novas descobertas sugerem que agora podemos reverter isso”, disse Sinclair, em comunicado.

O próximo passo é iniciar os testes clínicos em humanos. A equipe de Harvard prevê um futuro onde doenças relacionadas à idade podem ser tratadas com eficácia, lesões podem ser reparadas com mais eficiência e o sonho do rejuvenescimento se torna realidade.

“Esta nova descoberta oferece o potencial de reverter o envelhecimento com uma única pílula, com aplicações que vão desde a melhoria da visão até o tratamento eficaz de inúmeras doenças relacionadas à idade”, afirmou o pesquisador.

*Com O Globo

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Ciência

Jovem tem cabeça recolocada por médicos após acidente causar decapitação interna

O procedimento foi realizado, em junho, no Hadassah Medical Center, em Ein Kerem, e divulgado nesta semana.

Uma equipe de médicos reconectou a cabeça de um menino, de 12 anos, ao pescoço após um acidente grave causar uma decapitação interna. O procedimento foi realizado, em junho, no Hadassah Medical Center, em Ein Kerem, e divulgado nesta semana.

De acordo com o jornal The Times of Israel, o garoto foi atropelado por um carro enquanto andava de bicicleta. Após o acidente, ele foi levado de avião para a unidade de trauma do hospital Hadassah, e foi constatado que os ligamentos que seguram a base posterior de seu crânio estavam gravemente danificados.

Conforme o boletim médico, os danos deixaram a cabeça do menino separada das vértebras superiores de sua coluna. A condição é conhecida como luxação bilateral da articulação atlanto-occipitais, e é comumente chamada de decapitação interna ou ortopédica. A lesão é muito rara em adultos e ainda mais em crianças

“Lutamos pela vida do menino. O procedimento é muito complicado e levou várias horas. Na sala de cirurgia, usamos novas placas e fixações na área danificada. “Nossa capacidade de salvar a criança foi graças ao nosso conhecimento e à tecnologia mais inovadora na sala de cirurgia”, afirmou o cirurgião de trauma Ohad Einav, do Hadassah Medical Center.

Segundo a unidade de saúde, o menino recebeu alta nesta semana com uma tala cervical. Além disso, continuará o tratamento com a equipe do Hospital.

“O fato de tal criança não ter déficits neurológicos ou disfunção sensorial, ou motora, e de estar funcionando normalmente e andando sem auxílio após um processo tão longo, não é pouca coisa”, celebrou Einav.

*Com O Tempo

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Ciência

Pesquisadores brasileiros desenvolvem vacina contra crack e cocaína

Produzido por pesquisadores da UFMG, imunizante impede que a droga chegue ao cérebro dos pacientes e protege fetos de dependentes grávidas.

Uma vacina em desenvolvimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promete tratar a dependência da cocaína e de seus derivados, como o crack, segundo o Metrópoles.

Em estudos desde 2015, o medicamento, chamado de Calixcoca, já passou por testes pré-clínicos com ratos, nos quais foi observada a produção de anticorpos anticocaína no organismo dos animais. Agora, os pesquisadores estão em busca de recursos para iniciar estudos em humanos.

Nos testes com ratos, os anticorpos produzidos pela Calixcoca impediram, por meio de uma molécula sintética, que a cocaína ultrapasse a barreira hematoencefálica dos pacientes, ou seja, que seja levada pelo sangue para o sistema nervoso central, chegando ao cérebro.

“Acreditamos que, como nos modelos animais, em humanos esse efeito impeça a percepção dos efeitos da droga e, com isso, o paciente não reative o circuito cerebral que leva à compulsão pela droga”, explica Frederico Garcia, pesquisador responsável pelo desenvolvimento da vacina anticocaína e professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG.

A Calixcoca é uma das finalistas do Prêmio Euro de Inovação em Saúde – América Latina, da farmacêutica Eurofarma, que vai conceder 500 mil euros para o grande destaque desta edição. Outros 11 premiados também vão receber 50 mil euros para darem seguimento às suas pesquisas.

Molécula inovadora

De acordo com Garcia, há pelo menos mais duas outras instituições desenvolvendo vacinas similares para o tratamento da dependência química – a John Cristal e a Georg Koob, ambas nos Estados Unidos. Os imunizantes, porém, não tiveram a mesma eficácia nas pesquisas com humanos, que se mostraram eficazes apenas para 25% dos pacientes, e atualmente, os pesquisadores americanos estão fazendo estudos com outra molécula.

E é justamente aí que está uma das inovações da Calixcoca. “A nossa molécula inova por ser uma plataforma não proteica, ou seja, uma molécula sintética. Isso, além de facilitar e baratear a produção, permite que a cadeia logística seja mais simples por não demandar cadeia fria”, afirma Garcia, que diz que já foi contatado por pesquisadores de outros países em busca de parcerias.

A plataforma utilizada pela vacina da UFMG também poderá ajudar no tratamento da dependência de outras drogas. “Já temos o projeto dessas vacinas para opioides e metanfetamina. Estamos na busca de recursos para podermos desenvolvê-las”, acrescenta.

Tratamento pioneiro

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNOD) indicam que, atualmente, dos cerca de 275 milhões de usuários de crack e cocaína em todo mundo, 36 milhões sofrem de transtornos associados ao uso das substâncias. Ainda segundo o órgão, as quantidades de cocaína ofertadas em todo planeta atingiram níveis recordes em 2020, com a produção de cerca de 2 mil toneladas.

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