Flavio está tentando de tudo, falar com a Faria Lima e com o MST no mesmo dia.
O fato é que sua deterioração nas pesquisas, a cada resultado, rasga os acordos feitos com os caciques da direita. Dá no que dá. Na segunda, Flavio é liberal; na terça é socialista contra a Faria Lima; na quarta, ele é o que a pesquisa mandar; na quinta, diz ao eleitor que é confuso, instável, oportunista e, na sexta, vè-se diante de uma campanha de terra arrasada que, em resumo, sobrou somente a mãe e três assessores trapalhões, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Allan dos Santos.
Flavio sofre a síndrome de “rebranding acelerado” (estratégia de marketing voltada para alterar ou redefinir o posicionamento, os valores, o tom de voz e a identidade visual de uma marca).
O fato é que Flavio não sabe se volta para o básico ou se lança uma espécie de Flavio 4.0, porque esta última versão saiu da própria cachola, ninguém de sua campanha pediu para instalar.
Dizem as más línguas que sua próxima lambança será a contratação de um guru espiritual e seu QG virará um templo com Flavio sentado no chão de olhos fechados diante de algum mago com turbante, bola de cristal e insenso, mandando ele voltar para 2018, pior dizendo, voltar a ser o próprio Bolsonaro de 2018. Misturar-se com o lixo para ter a volta dos piores ratos da política brasileira em sua campanha.
Talvez ele tente reescrever o mito do Whatsapp, mas isso não explica o Banco Master carimbado em sua testa para o resto do mundo.
A verdade é que Flavio está no estágio final de deterioração. Com isso, o dinheiro da campanha míngua, o discurso acaba e sobra astrologia, num ritual de fim de festa com bêbados que sobraram no botequim às 5h da manhã.
Lembrem-se, sua campanha ainda nem foi oficializada e o produto já está podre com o prazo de validade vencido.
Suas únicas táticas agora serão, frases de efeito e nada de entrevista, somadas à nota de repúdio para qualquer pergunta difícil. Lógico, não abrirá a boca para falar do seu áudio a Vorcaro, muito menos em tarifas e, menos ainda, de TariFlavio e Michelle.
O nome disso é downgrade oficial. É o rebaixamento do rebaixamento. Em bom português, é quando nada dá certo e a campanha buga.
Trocando em miúdos, seus gurus chegaram à conclusão de que a campanha de Flavio só funciona se ele desligar as notícias, numa espécie de versão beta de suas lambanças.
Ou seja, o candidato Flavio Bolsonaro se transformou numa charge pronta com bateria que dura, no máximo, dois dias.
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