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Planalto acende alerta para movimentações dos EUA antes da eleição

Governo monitora possíveis articulações de aliados de Bolsonaro em Washington e teme questionamentos sobre o processo eleitoral diante de crise no Judiciário.

O agravamento da tensão no Judiciário acendeu um novo sinal de alerta no Palácio do Planalto. Integrantes do governo avaliam que a crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser explorada por setores bolsonaristas com interlocução em Washington para ampliar a pressão sobre o Brasil às vésperas da eleição.

O cenário acompanhado pelo governo vai além das articulações nos Estados Unidos. Há projeções, segundo interlocutores do Planalto, de que integrantes da administração de Donald Trump tentem vir ao Brasil na semana que antecede a votação.

A eventual movimentação, seus objetivos e possíveis interlocutores no país estão sendo monitorados pelo governo brasileiro diante do receio de que a visita seja utilizada para lançar questionamentos sobre o processo eleitoral ou alimentar o ambiente de instabilidade.

A preocupação se concentra, sobretudo, em grupos brasileiros com trânsito junto a setores do Departamento de Estado que, na avaliação de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentam transformar problemas internos das instituições em argumentos para estimular uma reação de Washington.

Nos bastidores, um interlocutor do governo resume a inquietação de maneira mais dura: há brasileiros dispostos a “entregar a nação a Trump” para tentar produzir algum tipo de pressão externa capaz de repercutir no ambiente político doméstico. O temor ganhou força com o aprofundamento da crise no Supremo e a proximidade das urnas.

O Planalto já vinha acompanhando essa movimentação. Como mostrou o Correio na semana passada, auxiliares de Lula identificaram uma tentativa de brasileiros radicados nos Estados Unidos de aproveitar a instabilidade política para pressionar integrantes da administração Trump.

*Correio Braziliense


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Política

Lesa Pátria! Avibras é vendida para grupo australiano e acende alerta na defesa nacional

A transferência do controle da Avibras, fabricante brasileira de equipamentos de defesa e tecnologia espacial, para um fundo de investimentos australiano, foi oficializada nesta semana. Esta movimentação marca a perda de importantes ativos tecnológicos brasileiros, incluindo o sistema de artilharia Astros e a tecnologia por trás do veículo lançador S-50, considerado um elemento central no […]

A transferência do controle da Avibras, fabricante brasileira de equipamentos de defesa e tecnologia espacial, para um fundo de investimentos australiano, foi oficializada nesta semana.

Esta movimentação marca a perda de importantes ativos tecnológicos brasileiros, incluindo o sistema de artilharia Astros e a tecnologia por trás do veículo lançador S-50, considerado um elemento central no programa espacial do país.

O governo brasileiro deu sinal verde para a transação, cujos detalhes financeiros ainda não foram divulgados. Esta venda coloca a Defendtex, uma empresa australiana de defesa, como a nova proprietária da Avibras, destacando-se um movimento de aquisição que levanta questões de soberania e autossuficiência tecnológica, diz o Cafezinho.

Especialistas na área de defesa classificam este episódio como um ato de autossabotagem, dado o alto valor estratégico dos ativos e tecnologias agora transferidos para uma corporação estrangeira.

A Avibras, conhecida por sua expertise em sistemas de mísseis e veículos lançadores, representava uma parcela significativa do potencial militar e espacial do Brasil.

Além das implicações imediatas na indústria de defesa, a venda tem considerável peso geopolítico.

A Austrália, parte da aliança militar AUKUS ao lado dos Estados Unidos e do Reino Unido, amplia sua capacidade militar e estratégica na região Ásia-Pacífico através dessa aquisição.

Notavelmente, isso inclui acesso ao míssil MTC, desenvolvido com financiamento público brasileiro, e potencial para uso em submarinos australianos.

A transação ocorre em um contexto onde outros ativos de defesa brasileiros foram negociados com entidades estrangeiras, como a recente venda da SIATT para o EDGE Group dos Emirados Árabes Unidos.

Estes eventos destacam uma tendência de desinvestimento em empresas nacionais de tecnologia de defesa, contrariando práticas globais de proteção e fomento à indústria de defesa interna.

A situação é vista como particularmente preocupante em comparação com episódios anteriores de perda de capacidade industrial e tecnológica, tal como a falência da Engesa, fabricante do tanque Osório, nos anos 90.

Este cenário atual desafia a capacidade defensiva convencional do Brasil e questiona a gestão de suas tecnologias estratégicas em um panorama geopolítico complexo e desafiador.