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Fogo amigo: Paulo Figueiredo detona comunicação de Flávio Bolsonaro: ‘Campanha desgraçada, nego não se ajuda’

Ataques públicos entre aliados e à própria equipe de Flávio revelam fissuras na direita às vésperas do período eleitoral

As disputas internas no campo bolsonarista ganharam novos capítulos nesta semana e evidenciaram ainda mais as dificuldades de articulação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O deputado federal cassado e foragido da Justiça, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), reagiu publicamente na terça-feira (8) às críticas feitas pelo também deputado Zé Trovão (PL-SC) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No mesmo dia, o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo direcionou ataques à própria equipe de comunicação de Flávio após a audiência realizada nos Estados Unidos sobre a proposta de tarifas contra produtos brasileiros.

A tensão no segundo episódio começou depois que Zé Trovão afirmou que Jair Bolsonaro teria adotado uma postura de “covardia” ao não enfrentar determinadas decisões judiciais. A declaração provocou reação imediata de Eduardo Bolsonaro, que utilizou as redes sociais para defender o pai e atacar o correligionário.

Diante da repercussão negativa, Zé Trovão voltou atrás, alegando que sua fala foi retirada de contexto. O episódio expôs divergências públicas dentro do próprio PL em um momento de intensificação das articulações eleitorais.

Paralelamente, o outro foco de desgaste surgiu após a participação de Flávio Bolsonaro na audiência promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington, sobre a proposta de sobretaxas de 25% a produtos brasileiros. Depois da repercussão da agenda, Paulo Figueiredo fez críticas abertas à condução política e de comunicação da equipe do senador.

“A gente tenta sentar e deixar o nego trabalhar e fazer o que tem que fazer. Mas, puta merda, que campanha desgraçada! Nego (sic) não se ajuda”, escreveu Figueiredo, em publicação nas redes sociais direcionada aos responsáveis pela estratégia de Flávio. O influenciador incomoda-se com a pouca atenção que o episódio recebeu na mídia e atribui a falhas na assessoria de imprensa.

A crítica ocorre poucos dias após o próprio Figueiredo desistir de participar presencialmente da audiência, decisão tomada em meio a controvérsias envolvendo declarações anteriores do influenciador. Ainda assim, ele permaneceu acompanhando a agenda política nos Estados Unidos e passou a cobrar publicamente a condução da pré-campanha bolsonarista.

O desgaste enfrentado pelo próprio Figueiredo dentro do campo bolsonarista decorre de um vídeo publicado em seu canal no YouTube no fim de junho. O influenciador afirmou que “mulher vota estatisticamente muito mal” e direcionou ataques à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma das principais lideranças do PL.

“Mulher vota estatisticamente muito mal. Principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas, em geral, tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras, não. Isso é o que estou dizendo… Podem arrancar os pentelhos das calcinhas, fazer o que quiser, principalmente as feministas, que têm mais pentelhos, mas eu quero dizer a vocês: isso é estatística”, declarou.

As falas provocaram forte reação entre aliados de Michelle e aprofundaram uma das principais crises internas enfrentadas atualmente pelo bolsonarismo. Além de questionar o comportamento eleitoral das mulheres, Figueiredo classificou a ex-primeira-dama como “feminista”, crítica que desagradou setores do PL e do núcleo político ligado a Bolsonaro.

Nas coxias, a ex-primeira-dama já ameaçou deixar o partido devido a pressões misóginas. Contudo, ainda não foi oficializada nenhuma decisão nesse sentido. Michelle confirmou apenas sua saída da presidência do PL Mulher. Por decisão do partido, ninguém irá substituí-la no cargo.

Juntos, os episódios ampliam a percepção de desorganização no entorno de Flávio Bolsonaro, justamente quando o grupo tenta construir uma narrativa de unidade para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. Além da disputa com o governo federal em torno das tarifas estadunidenses, a direita passa a lidar também com embates públicos entre aliados, críticas à coordenação da campanha, divergências sobre estratégia eleitoral e uma crescente disputa por protagonismo dentro do próprio campo bolsonarista.

*BdF


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Apagão cibernético atrasa voos e prejudica serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo

Incidente está aparentemente relacionado a um problema global na empresa de segurança cibernética CrowdStrike.

Diversos lugares ao redor do mundo amanheceram nesta sexta-feira (19) com atrasos em voos e problemas em serviços bancários e de comunicação. O problema se deve a um apagão cibernético que estaria relacionado à CrowdStrike, uma empresa que fornece serviços de segurança digital.

No Brasil, diversos usuários relatam problemas ao acessar os aplicativos de bancos, que estariam fora do ar. O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, apontava reclamações em pelo menos quatro instituições financeiras: Banco Pan, Bradesco, Neon e Next.

As principais companhias aéreas dos Estados Unidos, como American Airlines, United e Delta, paralisaram todos os voos. A JetBlue, que opera majoritariamente voos domésticos nos EUA, segue com as operações normais.

Segundo a rede de TV norte-americana ABC, nenhum voo da American Airlines, United e Delta deve decolar nas próximas horas. Também foram relatados problemas nos maiores aeroportos da Europa e na Índia

Apagão cibernético
Segundo o governo da Austrália, o incidente está aparentemente relacionado a um problema global na empresa de segurança cibernética CrowdStrike.

A CrowdStrike, que fornece serviços de cibersegurança para algumas das maiores empresas do mundo, disse, em comunicado, que está ciente de falhas no sistema operacional Windows relacionada ao sensor “Falcon”.

O apagão, de acordo com as informações iniciais, teria se originado em sistemas da CrowdStrike que utilizam o sistema operacional Windows, da Microsoft.

Outros serviços
De acordo com a agência Reuters, a Sky News, um dos principais canais de notícias do Reino Unido, está fora do ar nesta sexta. Na Austrália, a rede estatal ABC está com a programação totalmente paralisada, e a Sky News Australia está parcialmente fora do ar.

Ainda no Reino Unidos, o serviço de trens também foi afetado. Na Alemanha, cirurgias eletivas foram canceladas em dois hospitais.

Na África do Sul, um dos maiores bancos do país também enfrenta problemas. A Autoridade Aeroportuária de Hong Kong disse que as companhias aéreas mudaram o procedimento de check-in para manual e que voos não foram afetados.

O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Paris, na França, informou que enfrenta alguns problemas de TI. A venda de ingressos para os jogos, que começam na próxima semana, não foram afetados.

“Ativamos planos de contingência para continuar as operações”, disse em comunicado.

Vídeo: o primeiro podcast de Lula com Uchoa

A comunicação é a alma da política, tanto que, sem a Globo, as farsas do mensalão e da Lava Jato jamais teriam acontecido, menos ainda as ditas jornadas de junho, assim como as “manifestações” para golpear a primeira mulher presidenta da República, Dilma Rousseff.

Ou seja, o que é bom nas mãos de grupos poderosos, transforma-se em veneno potente contra a própria população.

Sim, porque do golpe em Dilma, até o fim do governo Bolsonaro, piorou e muito a vida dos brasileiros, por inúmeros fatores, a começar por dois dos maiores corruptos da história desse país, Temer e Bolsonaro, que inova, com seu clã familiar, colocando no topo do poder não de um presidente corrupto, mas uma família de corruptos que, em quatro anos, comprou quatro mansões, rachadinhas, rachadões, joias, corrupção pesada no Ministério da Saúde em plena pandemia, no MEC com os pastores de ouro, no Meio Ambiente com tráfico de madeira envolvendo o ministro, e por aí vai.

Mas como Bolsonaro jogou 33 milhões de brasileiros na mais absoluta miséria para fazer com que banqueiros batessem recorde de lucros com os juros mais altos do planeta, seus garantes cercaram a galinha dos ovos de ouro para os ricos e tentam ainda manter, através do bolsorista, Campos Neto, o vampirismo financeiro que esfola as costas dos brasileiros.

Tudo isso se deu porque a comunicação sempre foi o monopólio absoluto dos grandes monopólios de mídia.

Por isso é tão importante Lula se comunicar com o povo todas as terças, através de um podcast.

Lula, a maior liderança de massa da história do Brasil, assim se consagrou por sua capacidade inigualável de comunicação com o povo, pois fez escola como o maior líder sindical.

Além de tudo, todas as terças Lula pode reeducar a comunicação no Brasil, desmentindo o que é dito no ambiente midiático. Isso muda completamente a realidade da comunicação desse país, porque cria condições para uma ruptura do monopólio da palavra e exige que o presidente assuma compromissos com o povo a partir do podcast com Uchoa, através de uma agenda transdisciplinar baseada numa concepção de país, num pacto direto entre o presidente e o povo.

Assista ao primeiro podcast de Lula, vale muito a pena:

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Esquizofrenia da comunicação mostra confusão mental e Bolsonaro isolado

A nau do capitão está desgovernada. E ele quer que o seu desgoverno chegue como um rastilho de pólvora nos fundões do país, nas cidades, e em seu nome instale o caos. Foi o que ele fez hoje, pré-anunciando e torcendo para uma convulsão social. E reclamando que as pessoas ficam em casa como medida de precaução e preservação de contágio com o coronavírus.

O ex-deputado federal por 27 anos, morador dos fundos da Câmara Federal, quer agora que as pessoas voltem ao trabalho. É a resposta dele para o combate à pandemia. Ao prestar uma homenagem ao trabalho poderia dar o exemplo. Ele mesmo trabalhar.

Aqueles que hoje estão impedidos, pela inépcia do seu governo, de irem para as ruas, estão nessa condição porque o capitão ficou inerte, ficou passeando. Ele não trabalhou e, recostado indolente, estava ao lado dele um general da ativa que desmerece o Exército.

De um lado estão os que aceitam as respostas confirmadas pela ciência: máscara, distanciamento, restrição de circulação e, claro, vacina. O que há de concreto é que o capitão não concorda com nenhuma delas. Faz de conta que aceita a vacina e se vangloria de números de pessoas imunizadas, quando fez tudo para impedir que os imunizantes chegassem ao país.

O presidente do Senado, Pacheco, fala depois da primeira reunião do Comitê de coordenação de combate à pandemia. Só há duas possibilidades hoje: união ou caos. Ou seja, para um resultado que pretenda responder à ansiedade da população por medidas concretas para barrar a tragédia da Covid-19, é preciso unificação de ações e de discurso. Sem novidades em relação ao que todos pedem: leitos, medicação, centralização de distribuição de insumos, gestão mais eficiente na pandemia. E insistiu em que os governadores querem contribuir, somando-se aos agentes públicos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou nesta segunda-feira a abertura de mais postos de trabalho formal e deu a receita para restabelecimento da atividade econômica: vacinação em massa. Portanto, parece que há convergência mínima entre algumas autoridades.

Nada disso funciona para o capitão reformado. Tem uma ideia fixa, aquela de que as pessoas querem ir trabalhar e, indo para o emprego, resgatar a economia e evitar a “convulsão social”.

A opção dele é pela desconstrução. O imaturo e despreparado capitão não consegue escutar, não entende o que é dito, porque não tem repertório para realizar a escuta. A base da escuta é renunciar à autoridade total. O capitão, infantiloide, acha que o país é um brinquedo dele e dos filhos.

O capitão quis desafiar os generais. Achava que tinha um exército dele. Deu um tiro no próprio pé. Os generais mostraram que a porta de saída é serventia da casa, mas que não se rendem ao capitão expulso do Exército. Este terá que escutar o silêncio das casernas. E, talvez já sabendo disso, tentou um golpe de mão, com atrevida tentativa de sequestrar poder para si. Armou-se sorrateiramente de um requerimento, apresentado pelo preposto major, para passar por cima da Constituição e se tornar o senhor da guerra. O grito foi ensurdecedor. Não funcionou. Por enquanto.

Diante de gestos tão estapafúrdios, o Senado convocou o general Braga para explicar por que foi comprado tanto filé, salmão e outras iguarias pelo Ministério da Defesa. É um pretexto para contar também sobre a tentação do capitão em golpear a democracia. E lhe dar a oportunidade para que faça um exercício público de fé na democracia. Aguardemos.

Hoje o capitão discursou. Nervoso, cambaleante, dando um semi salto para um lado e outro, como quem procura terra firme, boca semicerrada pela raiva, acuado, cabelo na testa – sinal da pressa e dispersão -, inseguro, sem o apoio da sua plateia de ministros. Era o exemplo de um chefete que está bebendo café frio.

Mais cedo, o vice, general Mourão, fala com a imprensa. Enquanto se especula sobre as regras de ocupação dos cargos para comandar as Forças, o general reformado do exército manda um recado ao capitão: antiguidade é posto. A tentativa de subverter a ordem pode contar com o silêncio do Centrão, mas não terá a bênção das Forças Armadas.

Vacina sim! Não importa a esquizofrenia do discurso.

*Olga Curado/Uol

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