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Tarcísio tenta esconder, mas Lula faz novas entregas para a saúde e educação de SP

Presidente Lula destinou R$ 41 milhões ao Instituto do Coração e inaugurou a unidade Tamanduatehy da Universidade Federal do ABC e a sede do Instituto Federal de Sorocaba

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), além de não comparecer a inaugurações de interesse da população paulista apenas por serem realizadas pelo governo do presidente Lula, também tem omitido informações relevantes sobre os investimentos da União no estado.

Nesta sexta-feira (10), por exemplo, Tarcísio não esteve nos anúncios de investimentos e nas inaugurações para a saúde e educação do estado realizadas por Lula. Não se trata de uma disputa de egos, mas sim de pensar na responsabilidade pública e no zelo pelo bem comum com espírito republicano, que o presidente sempre insiste em fomentar.

Investimentos federais em ações para a saúde em SP

Para se ter uma ideia, o governo federal destinou nesta sexta-feira, por uma portaria assinada pelo presidente Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, R$ 41 milhões ao Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM-USP). O valor tem como finalidade o fortalecimento dos serviços de saúde pública no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Planalto, este é o maior investimento já liberado pelo Ministério da Saúde (MS) ao instituto. No entanto, o evento não “mereceu” a representação estadual, oportunidade em que foi inaugurado o Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin).

O novo centro amplia em 15% a área total construída do InCor, com cinco andares e oito salas de simulação em cenários reais, sendo concebido para integrar ciência e tecnologia na formação de novos profissionais.

Durante o ato, que contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente do Conselho Diretor do InCor, Dr. Roberto Kalil Filho, o presidente Lula sancionou o Projeto de Lei (126/2025) que institui o Marco Regulatório da Vacina e dos Medicamentos de Alto Custo contra o Câncer. Já Alexandre Padilha assinou outras três ações fundamentais de aprimoramento para a saúde:

Acordo de Cooperação Técnica do Ministério da Saúde com o Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde da Universidade Estadual da Paraíba para transferência de tecnologia e capacitação de profissionais do SUS;

Termo de adesão do InCor ao programa Mais Médicos Especialistas;
Convênio do MS com o Incor para implantação do Núcleo de Telessaúde e inovação no SUS, no valor de R$ 9 milhões.

Após estar no InCor pela manhã, Lula foi a Santo André, no ABC paulista. Novamente, sem sinal de representantes estaduais, outra fundamental obra foi inaugurada: a unidade Tamanduatehy da Universidade Federal do ABC, no campus Santo André.

O governo federal investiu R$ 155,7 milhões na unidade, em benefício de 3 mil alunos com 402 novas vagas nas áreas de Ciências Naturais e Exatas, de Ciência de Dados, de Biotecnologia e Pedagogia.

“Custa dinheiro? Custa! Mas quanto custa não fazer? A pergunta que temos que fazer é a seguinte: quanto custa não fazer e quanto custa o atraso de um país? É fácil a gente compreender que não existe modelo de país desenvolvido no mundo sem antes ter investimento em educação. É a partir da educação que a gente consegue fazer com que o país cresça”, afirmou Lula durante o ato.

Por sua vez, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, assinou a ordem de serviço para o início das obras da passarela que irá interligar a nova unidade à sede do campus. O investimento é de R$ 15 milhões e faz parte do Novo PAC. Também foi assinada uma ordem de R$ 8 milhões para aquisição de equipamentos para o local.

Na sequência do evento, Lula foi para o interior paulista e inaugurou a sede própria do campus Sorocaba (SP) do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). São mais de 20,6 milhões em investimentos. De acordo com o Vermelho, no local são ofertados 13 cursos de educação profissional e tecnológica com cerca de 1.872 matrículas.

A cerimônia ainda contou com a ordem para um investimento de R$ 8 milhões para a construção de restaurante estudantil, biblioteca, auditório e quadra poliesportiva no campus. O Planalto indica que já foram investidos R$ 557 milhões pelo Novo PAC em melhorias de unidades em funcionamento e para novos campi do Instituto Federal de São Paulo.

Obras em SP bancadas pelo governo Lula

A tentativa de esconder as obras do governo federal em São Paulo já foi motivo de queixa de Lula. Em recente agenda em Araraquara, no interior de São Paulo, o presidente reclamou da falta de reconhecimento por parte do governador do estado.

Conforme o presidente, Tarcísio deveria indicar o que cabe ao governo federal e deu como exemplo moradias do programa Casa Paulista, em que a União coloca R$ 155 mil, pelo Minha Casa, Minha Vida, e o estado R$ 20 mil: “Era só falar isso e depois pode falar mal de mim à vontade, não tem problema nenhum”, disse.

Na ocasião, Lula destacou que o povo de São Paulo é “induzido por um pouco de arrogância de alguns” a achar que não existe pobreza nos seus limites, porém revela que o estado é o que mais recebe recursos do Bolsa Família por conta da imensa periferia da região metropolitana.

Voltando ao tema da falta de reconhecimento, o presidente ressaltou que as grandes obras estaduais têm muito dinheiro e financiamento federal, ao citar o túnel Santos-Guarujá.

“Metade é do governo federal. Nós não estamos fazendo um favor, é obrigação do governo federal. Eu só queria que o governo estadual reconhecesse”, reafirmou Lula.


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Política

Mauro Cid combinou com pai entrega de dinheiro vivo a Bolsonaro

‘Tem 25 mil dólares com meu pai… Meu pai estava querendo ir ai falar com o presidente e aí ele poderia levar. Entregaria em mãos’, disse Cid.

Mensagens de Mauro Cid em poder da Polícia Federal mostram a organização de uma operação que resultaria na entrega de dinheiro vivo a Jair Bolsonaro, segundo a Veja.

O homem da mala, na ocasião, seria o próprio pai do ex-auxiliar do então presidente, o general Lourena Cid. A quantia, uma bolada de 25.000 dólares, seria entregue “em mãos” a Bolsonaro, porque havia “receio de utilizar o sistema bancário”.

A PF, como o Radar vem mostrando, colheu provas de que Bolsonaro e seus aliados e auxiliares desviaram joias e presentes da Presidência da República para vender ilegalmente nos Estados Unidos.

“O conteúdo do áudio revelou, inicialmente, que o General MAURO LOURENA CID estaria com 25 mil dólares, possivelmente pertencentes a JAIR BOLSONARO. Na mensagem, MAURO CID deixa evidenciado o receio de utilizar o sistema bancário formal para repassar o dinheiro ao ex-Presidente e então sugere entregar os recursos em espécie, por meio de seu pai, diz: ‘Tem vinte e cinco mil dólares com meu pai. Eu estava vendo o que, que era melhor fazer com esse dinheiro levar em ‘cash’ aí. Meu pai estava querendo inclusive ir ai falar com o presidente (…) E aí ele poderia levar. Entregaria em mãos. Mas também pode depositar na conta (…). Eu acho que quanto menos movimentação em conta, melhor ne? (…)’”, relata a PF.

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Paulo Marinho entrega a Lula informações sobre Bolsonaro para o debate

O empresário Paulo Marinho é suplente de senador de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Além disso, foi na casa dele no Rio de Janeiro que o então candidato Jair Bolsonaro (PL) gravou seus programas de TV da campanha de 2018.

Desta vez, no entanto, rompido com Bolsonaro, Marinho ajuda o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua campanha. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, ele repassou informações sobre Bolsonaro para ajudar Lula no debate entre os presidenciáveis que acontece neste domingo (16), organizado por um pool de veículos de comunicação formado pela Folha, TV Bandeirantes, UOL e TV Cultura.

Queiroz

Marinho, que conviveu intimamente com o clã, tem várias informações sobre Bolsonaro. Entre as já reveladas, o empresário afirmou, em maio de 2020, que Flávio Bolsonaro contou a ele, em 2018, ter recebido informações privilegiadas da Polícia Federal sobre a operação Furna da Onça, que atingiu Fabrício Queiroz.

Bebianno

Ele foi um dos melhores amigos e também confidente do advogado Gustavo Bebianno, coordenador da primeira campanha presidencial de Bolsonaro que depois virou ministro, mas acabou rompendo com o presidente. Ele morreu em 2020, aos 53 anos, de um ataque cardíaco.

Marinho gravou um vídeo no ano passado dirigido a Bolsonaro em que disse:

“Você lembra do nosso amigo Gustavo Bebianno? Talvez você já tenha esquecido dele, né? Com certeza você já esqueceu. Mas ele não lhe esqueceu, pode ter certeza disso. Quando você estiver chorando no banheiro do Palácio, lembre dele, capitão. Ele não lhe esqueceu. Tá bom?”.

Penitência

Na semana passada, Marinho declarou voto em Lula e afirmou:

“Quem conhece o Bolsonaro como eu conheço, vota no Lula. Eu vim pagar uma penitência de 2018. A minha mulher costuma dizer que eu precisaria subir a escada da Penha 50 vezes para pagar essa penitência”, disse Marinho. “Então, como eu não tenho essa disposição toda, achei que agora não é momento de ficar de voto nulo, voto em branco. Enfim, você precisa ter lado. O meu lado agora foi apoiar o Lula”, completou.

Ele disse ainda que votou no petista no primeiro turno. “O meu desejo de tirar o Bolsonaro é tão grande que eu votei no Lula no primeiro turno e vou repetir esse voto agora no segundo”, afirmou.

*Forum/Mônica Bergamo

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Economia

Bolsonaro quer queimar dinheiro da entrega da Eletrobras com favor a caminhoneiros

O desespero de Jair Bolsonaro em comprar apoio do mercado financeiro e ao mesmo tentar superar sua péssima situação nas pesquisas provocará um duplo desastre: os recursos obtidos com a entrega da Eletrobras, maior empresa de energia do Brasil, serão usados no pacote eleitoreiro que está sendo criado para tentar segurar o preço do diesel, quando o correto seria mudar a política de preços da Petrobras, implantada após o golpe de estado de 2016, com finalidade de transferir recursos da sociedade brasileira para os acionistas privados da Petrobras.

“Em uma tentativa de aliviar a inflação a quatro meses da eleição e em situação desfavorável nas pesquisas, o presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para tentar reduzir os impostos sobre os combustíveis. A medida valeria até o fim do ano. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta custará entre R$ 25 bilhões e R$ 50 bilhões, sem especificar o número. Este valor, contudo, não seguirá as regras do Orçamento: ficará fora do teto (regra que limita o aumento do gasto público à inflação do ano anterior) e fora da meta fiscal. O ministro chegou a dizer que poderiam ser usados os recursos da privatização da Eletrobras para este fim. Integrantes do governo trabalhavam, na noite de ontem, com o valor de R$ 40 bilhões para reduções dos impostos”, informam os repórteres Bruno Rosa, Letycia Cardoso, João Sorima Neto e Marcelo Mota, no Globo.

“As medidas, apresentadas em evento no Palácio do Planalto, incluem zerar os impostos federais (PIS/Cofins e Cide) sobre a gasolina e o etanol, uma novidade em relação ao que vinha sendo discutido até agora. Em sinal de pressão sobre os governadores, Bolsonaro avisou, porém, que isso só será feito caso haja uma redução dos tributos estaduais”, acrescentam os jornalistas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta custará entre R$ 25 bilhões e R$ 50 bilhões, sem especificar o número. Este valor, contudo, não seguirá as regras do Orçamento: ficará fora do teto (regra que limita o aumento do gasto público à inflação do ano anterior) e fora da meta fiscal.

O ministro chegou a dizer que poderiam ser usados os recursos da privatização da Eletrobras para este fim. Integrantes do governo trabalhavam, na noite de ontem, com o valor de R$ 40 bilhões para reduções dos impostos.

*Com informações do 247

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