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Política

Tarcísio deixa legado de alta nos homicídios e estupros em 2025; policiais mataram 1.731 pessoas

Especialistas e entidades denunciam falha no modelo baseado na repressão e militarização

Em um ano marcado por casos recorrentes de violência de gênero, operações na Favela do Moinho, no centro da capital paulista, que deixaram, até o momento, centenas de famílias sem ter para onde ir e pela dispersão do fluxo da chamada Cracolândia, com relatos de truculência policial, as polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo mataram 649 pessoas até o final de outubro de 2025.

As corporações eram coordenadas pelo ex-secretário Guilherme Derrite (PP-SP) e pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O número de pessoas mortas em decorrência da atividade policial nos últimos 10 meses é maior do que em todo o ano de 2023, primeiro da gestão de Tarcísio, quando ocorreram 510 óbitos. Com relação a 2024, a queda foi pouco expressiva, apenas 3,8% para o mesmo período.

Para o ouvidor das polícias de São Paulo, Mauro Caseri, o número de mortos é substancial, já que, comparado ao ano passado, não houve operações de alta letalidade, como a Escudo e a Verão, que deixaram dezenas de mortos na Baixada Santista. “No ano todo de 2024, tivemos 813 casos de morte decorrente de intervenção policial. O que preocupa é que em 2025 não houve essas operações e o número já está muito próximo do de 2024. Não houve uma diminuição significativa como se esperava”, afirma.

Os crimes contra as mulheres também chamaram a atenção pelo aumento nos índices de estupro, somados os casos de estupro e estupro de vulnerável. O estado acumulou 12.198 registros até outubro de 2025. O número revela-se expressivo ao ser comparado com todo o ano de 2023, que somou 12.079 casos. Já no ano todo de 2024, foram registrados 12.319 casos.

A gestão do governador, aliado de Jair Bolsonaro, também foi marcada pelo aumento de 38,38% nos homicídios culposos e de 13,19% nos registros de lesão corporal culposa. Houve, ainda, alta em outros crimes violentos, como lesão corporal dolosa, lesão corporal dolosa seguida de morte e tentativa de homicídio. Os dados são do Portal da Transparência, divulgados pela Secretaria da Segurança Pública paulista (SSP-SP).

A conclusão dos índices criminais demonstra, na visão de Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), que “não valeu a pena investir e colocar as fichas num candidato que, nas eleições de 2022, defendeu que a polícia não tinha que ter controle.”

A Coalizão Negra por Direitos avalia que o projeto de segurança pública do governo Tarcísio de Freitas aprofunda um modelo violento, ineficaz e incompatível com a Constituição e os direitos humanos. “Trata-se de uma política baseada na militarização e no uso excessivo da força, que produz aumento da letalidade policial, amplia o encarceramento em massa e transforma territórios negros e periféricos em zonas permanentes de exceção, sem investir em prevenção, políticas sociais ou redução das desigualdades”, disse Beatriz Lourenço, diretora de Áreas e Estratégias do Instituto de Referência Negra Peregum e integrante da Coalizão Negra por Direitos.

O aumento dos homicídios expressa o que caracterizam como “fracasso de um modelo de segurança baseado na repressão”, que, segundo Lourenço, “ignora as causas estruturais da violência e aprofunda a vulnerabilidade da população negra e periférica.”

Instalação de novas câmeras corporais avança pouco
Para Nunes, o número substancial na letalidade policial se relaciona com o desmonte da política de câmeras corporais promovido pelo governador. Diante disso, o especialista não se surpreende com a volta dos níveis de mortes violentas cometidas por policiais aos patamares anteriores ao início do projeto Olho Vivo (programa lançado em 2020 para uso de câmeras corporais em policiais no estado de São Paulo).

“Naquele ano, ele foi muito bem-sucedido na redução da letalidade. Então, nós perdemos esse grande feito que São Paulo conseguiu nestes últimos anos, ao mesmo tempo em que há um aumento de outros indicadores de violência”, diz Nunes.

Os casos da Cracolândia e da Favela do Moinho apontam para uma falta de integração entre as polícias e outras secretarias e pastas. “O que a gente tem é uma total descoordenação, uma total falta de controle e um populismo penal que fica sempre ancorado na retórica, essa tal resposta através da PM. Falta, por exemplo, articulação com a saúde, no que se refere à questão da Cracolândia”, analisa o pesquisador do Cesec.

Promessa de Tarcísio para a segurança envolve a instalação de 15 mil câmeras corporais na PM. Créditos: Governo de SP.

Mesmo com a maior fatia no orçamento, a instalação de 15 mil câmeras corporais na PM, conforme prometido pelo governador Tarcísio até o primeiro trimestre de 2026, está longe de ser concluída. Segundo o Portal da Transparência, até setembro deste ano, havia 10.723 câmeras instaladas na corporação.

Em 2025, o formato de câmeras nas fardas dos policiais sofreu modificações. Inicialmente, o governador Tarcísio de Freitas se colocava contra o uso dos aparelhos. Tempos depois, o foco da política foi deslocado: o discurso oficial passou a enfatizar que as câmeras servem para auxiliar o policial, e não para fiscalizar abusos, reduzindo a obrigatoriedade de gravação contínua e fragilizando, assim, os mecanismos de controle.

Ademais, houve o encerramento do convênio com a Axon, empresa que era fornecedora de câmeras corporais com o mecanismo de gravações ininterruptas. Em 2025, o governo comprou novas câmeras da Motorola, que são acionadas pelo Centro de Operações Policiais Militares (Copom).

“Até o momento temos essas duas câmeras sendo utilizadas. Alguns policiais ainda utilizam as Axon, nesse processo de retirada progressiva desses dispositivos, enquanto as da Motorola chegam ao seu número final”, diz o ouvidor das policias de SP.

Para o deputado estadual Donato (PT-SP), o número de 15 mil câmeras é “insuficiente” para que o instrumento funcione de fato como meio de transparência e apoio ao policial em operação.

A visão dele é compartilhada pelo ouvidor. Ele explica que as 15 mil câmeras não poderão ser utilizadas ao mesmo tempo, uma vez que as baterias duram 12 horas e precisam ser recarregadas.

“Então, você pode usar 8 mil ou 7.500 câmeras, porque daqui a 12 horas outros policiais assumirão o serviço. Eles terão que utilizar as câmeras e as que foram usadas nas 12 primeiras horas vão precisar recarregar a bateria.” O número, de acordo com Caseri, é bem inferior à quantidade de policiais que trabalham nas ruas do estado, que é de cerca de 60 mil.

*BdF


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Mundo

Veja o documentário que expõe mentiras de Israel sobre bebês assassinados, estupros e mortes de civis

Intercept Brasil publica o novo documentário da Al Jazeera sobre o genocídio na Palestina, com legendas em português: a fraude como método do governo sionista.

Andrew Fishman, presidente e co-fundador do Intercept Brasil, lembra que a imprensa mundial se concentra nos crimes que os combatentes do Hamas não cometeram: mentiras contadas sobre bebês assassinados, mulheres estupradas e mortes de civis.

Em alguns casos, a selvageria denunciada pelas forças israelenses, supostamente praticada pelo Hamas, pode ter sido executada por Israel. Em outros, pode nem ter existido.

“Esse é o fio que conduz o novo documentário inédito do núcleo investigativo da Al Jazeera, disponível agora em português. O filme, adaptado em parceria com o Intercept Brasil, corta a fumaça da propaganda israelense para mostrar o que realmente acontece desde 7 de outubro de 2023 em Israel e na Palestina”, afirma Andrew.

Veja o documentário:

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Brasil

Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, Brasil registrou maior número de estupros da história

Em 2021, foram 68.885 ocorrências, e, em 2022, 74.930, um incremento de 8,2%. Das vítimas, 61,4% que tiveram ocorrência registrada em 2022, tinham no máximo 13 anos.

Em 2022, o Brasil registrou o maior número da história de casos de estupros – considerando também estupros de vulneráveis. Segundo os dados da 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quinta-feira (20), foram 74.930 vítimas, segundo o G1.

O levantamento considera casos de ocorrências que foram informados às autoridades policiais. Como nem todos são registrados, pode haver subnotificação. De acordo com a série histórica do Anuário, 2022 teve o maior número de registros. Um crescimento de 8,2% na comparação com 2021, quando foram 68.885 ocorrências.

Segundo o Anuário, são cerca de 36,9 casos de estupro a cada grupo de 100 mil habitantes.

61,4% das vítimas que tiveram ocorrência registrada tinham no máximo 13 anos. De acordo com os dados, a maior alta se deu justamente entre estupros de vulneráveis, com 8,6%. Em 2021, foram 52.057 casos registrados, e, em 2022 passou para 56.829.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, publicou nesta quinta-feira (20) em rede social uma lista de ações planejadas pelo governo para lidar com o aumento de crimes violentos, como o estupro, e de casos de estelionato e racismo. Dino fala em “plano específico para a Amazônia” e controle de armas para combater alta da violência.

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Pesquisa

Brasil, terra da violência sexual: 822 mil estupros por ano. Dois por minuto

Estudos comprovam que cenário de violência sexual contra as mulheres brasileiras é de barbárie. Apenas 8,5% dos crimes cometidos chegam à polícia e 4,2%, ao sistema de saúde.

Estudo publicado nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) chama a atenção para a dimensão ainda gigantesca da violência sexual que afeta principalmente as mulheres no Brasil: o número estimado de crimes de estupro no país é de 822 mil por ano – o equivalente a dois por minuto. A maior quantidade desse crime é cometido contra jovens, com o pico de idade aos 13 anos.

O Ipea se baseou em dados da Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), do IBGE, e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, tendo 2019 como ano de referência. Assim, o instituto também calculou a proporção dos casos estimados de estupro que não são identificados nem pela polícia, nem pelo sistema de saúde. A conclusão é que, dos 822 mil casos por ano, apenas 8,5% chegam ao conhecimento da polícia e 4,2% são identificados pelo sistema de saúde.

Com este cenário, a estimativa de 822 mil estupros por ano pode ser considerada conservadora, avaliam os responsáveis pela pesquisa. “O registro depende, em boa parte dos casos, da decisão da vítima, ou de sua família, por buscar ajuda no Sistema Único de Saúde”, disse, em nota, o pesquisador do Ipea e um dos autores do estudo, Daniel Cerqueira.

Em razão disso, prossegue, o número de casos de estupro notificados difere “substancialmente da prevalência real, pois muitas vítimas terminam por não se apresentar a nenhum órgão público para registrar o crime, seja por vergonha, sentimento de culpa, ou outros fatores”.

O quadro é grave. Além da impunidade, muitas das vítimas ficam desatendidas em termos de saúde”, afirma o Ipea. As consequências da violência sexual contra as mulheres são igualmente dramáticas. Entre as mais frequentes estão a depressão, a ansiedade, impulsividade, distúrbios alimentares, sexuais e de humor e alteração na qualidade de sono. Além de ser um fator de risco para comportamento suicida.

Juventude marcada

Outra pesquisa sobre o tema, divulgada por ocasião da chegada de março – período de afirmação das lutas pelos direitos das mulheres –, traça com detalhes o perfil das vítimas de violência sexual no Brasil entre meninas e adolescentes dos 10 aos 19 anos.

O estudo Sem deixar ninguém para trás – gravidez, maternidade e violência sexual na adolescência foi organizado pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz da Bahia (Fiocruz-BA).

Os institutos concluem que a maioria (67%) dos 69.418 estupros cometidos no país entre 2015 e 2019 teve como vítimas meninas com idade entre 10 e 14 anos. Outros 33% das vítimas tinham de 15 a 19 anos. Prevalecem as meninas pardas (54,75%). Depois delas vêm as brancas (34,3%), pretas (9,43%) e, por fim, indígenas (1,2%).

O Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) também assinam a pesquisa, que confirmou dados levantados pelo trabalho do Ipea quanto às relações entre agressores e vítimas de estupro, identificados em quatro grupos principais:

  • amigos/conhecidos;
  • familiares;
  • parceiros e ex-parceiros;
  • e desconhecidos.

Outro aspecto confirmado por ambos os trabalhos: a esmagadora maioria das vítimas conhecia o autor, ou autores, do crime que sofreu. Apenas 17,2 % das ocorrências registradas foram cometidas por pessoas desconhecido das mulheres.

Por meio dos dados coletados junto ao Sinan, do Ministério da Saúde, os pesquisadores concluíram ainda que o estupro nestas faixas etárias costumam ocorrer na casa das vítimas. No total, 63,16% dos episódios se deram nesse contexto. Em 24,8% das vezes, o local era público e, em 1,39% dos casos, o crime foi cometido dentro da escola.

“Estamos falando de agressores conhecidos, pessoas que muitas vezes também provêm coisas boas, positivas para essas crianças. Por isso é que é tão importante cuidar disso, porque a gente está falando de algo que é tratado pelo agressor sexual como um segredo, algo que não pode ser contado”, alerta a psicóloga Daniela Pedroso, gestora do projeto Bem Me Quer, do Hospital da Mulher.

Onde está a ajuda?

No Brasil, órgãos dos poderes Judiciário e Executivo (no âmbito federal, estadual e municipal) têm procurado manter o funcionamento das instituições às quais as mulheres vítimas de violência devem recorrer para obter ajuda. Conheça abaixo alguns dos principais serviços:

Ligue 180 e Disque 100

Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, vinculada ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, é responsável por receber e analisar violações de direitos humanos de todo o Brasil. O órgão recebe também as denúncias de violência contra a mulher.

Discando gratuitamente para os telefones 180 ou 100, a denunciante também pode receber orientações sobre seus direitos e outros serviços próximos. O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, todos os dias.

A Ouvidoria Nacional também pode ser acionada por email. O endereço é: [email protected] .

Aplicativo Proteja Brasil

Produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela então Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (atual Ministério dos Direitos Humanos), o aplicativo para smartphones e tablets continua disponível para sistemas Android e IOS.

Gratuito, ele permite fazer denúncias de agressão física, moral ou sexual, localizar órgãos de proteção às vítimas nas principais capitais e se informar sobre direitos e diferentes tipos de violações.

O aplicativo também recebe denúncias de locais sem acessibilidade, de crimes na internet e de violações relacionadas a outras populações em situação vulnerável. As denúncias são encaminhadas diretamente para o serviço de atendimento do governo federal.

Centros de referência

Estes espaços públicos prestam acolhimento, atendimento psicológico e social e orientação jurídica às mulheres em situação

violência, bastando à vítima comparecer para ser atendida. Ou seja, não há necessidade de encaminhamento por qualquer outro serviço.

Para saber o endereço e o telefone do serviço em uma determinada região, basta chamar o Ligue 180.

Casas-abrigo

As casas-abrigo são locais destinados a acolher, temporariamente e com segurança, mulheres em situação de violência doméstica e familiar, sob risco de morte iminente, bem como seus filhos (crianças e adolescentes).

Porém, a acesso às casas-abrigo depende de encaminhamento por parte de outro serviço da rede de atendimento à mulher em situação de violência, como as delegacias especializadas de atendimento à mulher, Defensoria Pública e Centros de Referência de Assistência Social (Creas).

Isso porque a localização delas é sigilosa, e só com o encaminhamento de um outro órgão a pessoa é informada para onde se dirigir.

Em alguns casos, o encaminhamento também pode ser feito por juizados especializados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e promotorias especializadas.

Casas de acolhimento provisório

Trata-se de um serviço de abrigamento de até 15 dias, não sigiloso, para mulheres em situação de violência, acompanhadas ou não de seus filhos, que não correm risco iminente de morte. Atendem não só às vítimas de violência doméstica e familiar, mas também as que sofrem outros tipos de violência, em especial vítimas do tráfico de mulheres.

O abrigamento provisório deve garantir a integridade física e emocional das mulheres, bem como realizar diagnóstico da situação da mulher para encaminhamentos necessários. O Ligue 180 também informa sobre as formas de acesso ao serviço em cada região.
Delegacias especializadas

Unidades especializadas das polícias civis dos estados, as delegacias da mulher realizam ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica e violência sexual contra as mulheres.

Nelas, é possível registrar boletins de ocorrência, solicitar medidas protetivas de urgência, entre outros serviços. No entanto, a maioria das cidades brasileiras ainda não conta com este tipo de atendimento especializado. Além disso, o horário de funcionamento não segue um padrão, podendo variar conforme a cidade ou até mesmo o bairro.

Em algumas localidades a falta de delegacias especializadas é compensada por núcleos ou postos de atendimento nas delegacias comuns, que contam com equipe para atender mulheres em situação de violência.
Saúde pública

Há, no Sistema Único de Saúde (SUS), serviços de saúde especializados no atendimento às mulheres de qualquer idade, vítimas de violência sexual. Além do apoio psicossocial, estas unidades oferecem assistência à prevenção de infecções sexualmente transmissíveis – incluindo o HIV (sigla em inglês do vírus que pode provocar a Aids) decorrentes de estupro.

A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) pode informar o telefone e o endereço do serviço médico em cada localidade.
Patrulhas e rondas Maria da Penha

Trata-se de serviço de patrulhamento especializado que, em geral, funciona 24 horas por dia, atuando para coibir a violência contra as mulheres, fiscalizando especialmente o cumprimento de medidas protetivas. Em algumas unidades da federação, o serviço é realizado pelas guardas municipais.

Normalmente, a inclusão no serviço acontece por meio de decisão judicial, mas muitas patrulhas já atuam a partir de acionamento via rádio e aplicativos – mesmo que a mulher não tenha medida protetiva em vigor. Na ausência do serviço, contudo, a Polícia Militar deve ser imediatamente acionada pelo telefone 190 – sobretudo em caso de urgência.
Defensorias especializadas

As defensorias públicas são órgãos do Poder Judiciário encarregadas de atender pessoas que não possuem condições financeiras para pagar pelo serviço de um advogado. Entre elas, há estruturas voltadas exclusivamente à prestação de assistência jurídica gratuita às mulheres em situação de violência, garantindo orientação jurídica adequada e acesso à Justiça.

São os Núcleos Especializados no Acolhimento e Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar (Nudems). Nas localidades onde não há Defensoria Pública Especializada, o caso é atendido pela equipe não especializada disponível.

Também aqui, o modo mais fácil de se informar sobre endereços e telefones do serviço, além do horário de funcionamento, é telefonar para o Ligue 180.

*Com RBA

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