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Em meio aos escombros, ativista brasileiro Thiago Ávila vira mural em Gaza

Após sequestro por Israel, Thiago está livre e foi deportado para a cidade do Cairo, no Egito, neste fim de semana

Thiago Ávila não chegou até Gaza. Há uma semana, ele foi sequestrado de seu barco que tinha o território palestino como destino. O ativista brasileiro foi preso por Israel e, neste fim de semana, deportado ao Brasil. Mas ele

se transformou em um símbolo da ajuda humanitária e, neste domingo, ganhou um mural em Gaza.

O artista, Obeil Al Qarshali, escolheu um dos raros muros ainda de pé em Gaza para pintar a imagem de Ávila. Com 28 anos, ele explicou:

Por meio dessa obra, eu queria expressar meu apoio a eles, e esse é meu presente depois de sua libertação da prisão de Israel.

Quero encorajá-los a continuar a apoiar a Palestinas e quero dizer que a Palestina não se esquece quem fica ao seu lado e a apoia.

As imagens e depoimento foram enviados ao ICL Notícias pelo fotógrafo palestino Mohamed Ahmed.

Nos últimos dias, a prisão do ativista despertou uma preocupação internacional. A ONU quer que os maus-tratos contra o brasileiro sejam investigados. Num comunicado emitido na semana passada, a entidade defendeu que os responsáveis por violações sejam levados à Justiça.

Conforme o ICL Notícias já havia revelado na terça-feira com exclusividade, a pressão da ONU era para que Ávila fosse solto, sem qualquer condição imposta.

Além de Ávila, foi levado para Israel o ativista Sair Abukeshek, de nacionalidade espanhola.

O governo brasileiro falou em “sequestro”. Mas não optou por romper relações diplomáticas com Israel.

A defesa do brasileiro apontou que a prisão de Ávila foi marcada por violência. De acordo com um comunicado, os ativistas permanecem em isolamento total, submetidos a iluminação intensa 24 horas por dia, em suas celas, e mantidos com os olhos vendados sempre que são transferidos, inclusive durante exames médicos.

O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, afirmou:

Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina em Gaza, que necessita urgentemente dela. Relatos perturbadores de maus-tratos severos infligidos a Abukeshek e de Avila devem ser investigados, e os responsáveis devem ser levados à justiça.

Exigimos o fim da detenção arbitrária por Israel e da legislação antiterrorista, ampla e vaga, incompatível com o direito internacional dos direitos humanos. Israel também deve pôr fim ao bloqueio a Gaza e permitir e facilitar a entrada de ajuda humanitária em quantidade suficiente na Faixa de Gaza sitiada.

*Jamil Chade/ICL


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Brasil Mundo

Justiça de Israel prorroga prisão de Thiago Ávila, capturado na flotilha rumo a Gaza

Um tribunal de Israel decidiu, neste domingo (3), prorrogar por dois dias a prisão preventiva de dois ativistas detidos durante uma operação contra uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Entre os detidos estão o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, que participaram da missão marítima. As informações são da Folha de S. Paulo.

A embarcação fazia parte de um grupo com mais de 50 barcos que saíram da França, Espanha e Itália com o objetivo de levar suprimentos ao território palestino. Segundo relatos, as forças israelenses interceptaram a flotilha em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta-feira (30).

De acordo com a organização de direitos humanos Adalah, que acompanha o caso, “o tribunal prorrogou sua detenção por dois dias”. A entidade informou que as autoridades israelenses haviam solicitado a extensão da prisão por quatro dias.

O governo de Israel acusa os ativistas de manter ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores israelense, Abu Keshek é um membro da entidade, enquanto Ávila é “suspeito de atividades ilegais”.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o governo da Espanha contestaram a detenção e classificaram a ação como ilegal. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, afirmaram.

Os organizadores da flotilha alegam que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza e classificaram a operação como uma “armadilha mortal calculada no mar”. Ao todo, cerca de 175 ativistas foram detidos, sendo quatro brasileiros, segundo informações divulgadas pelas autoridades israelenses. DCM.

https://www.youtube.com/shorts/Mm15rKjDpOA?feature=share


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Política

Nunca a mídia brasileira se mostrou tão afeita a um candidato de extrema direita


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No Brasil, a mídia industrial trabalha propositadamente no mesmo campo mental da ultradireita bolsonarista.

Não há maiores difiuldades para entender essa técnica, por isso, de forma insuspeita, atestamos essa afirmativa.

Infelizmente, a orientação da mídia sobre o genocídeio em Gaza, pelos EUA e Israel, onde mulheres e crianças são a maioria das vítimas fatais, é a mesmíssima de Bolsonaro, a de aplaudir, de exaltar, assim como os ataques dos mesmos países ao Irã.

O resultado não poderia ser outro, as fontes do bolsonarismo de guerra, de hospícío e da mídia, são as mesmas. A agudeza desse engenho sionista no Brasil, idem. É uma coisa tão deslavada que não há argumentaçao capaz de ser cínica ao extremo para negar a parceria jamais vista  no Brasil entre mídia e extrema direita.

Para completar, a afinidade entre esses umbrais, a exaltação a Trump, no Brasil, pela mídia e pelo bolsonarismo é outro atestado insuspeito dessa liga maligna que enfeita a retórica dessa gente.

Assim também foi aquele surto proposital da Globo com o seu powerpoint contra Lula, amplamente difundifo pelos bolsonaristas, o que eles não esperavam é que o mesmo powerpoint prestasse um desserviço tão grande à Globo, no maior tiro no pé da história, obrigando a Globo a pedir desculpas e tirar Andreia Sadi de cena para tentar salvar o que sobrou da sua imagem depois do bizonho e repudiado quadro.

Mais do que isso, nao foi uma reação que apenas tratorou a Globo, foi uma indicação instintiva de que este deve ser sempre o caminho adotado para contrapor à imundície que, tanto os bolsonaritas quanto a Globo utilizarão para blindar os Bolsonaro e atacar Lula, deixando a caquética forma de destruir reputações de calça arriada em pleno espaço público.

Mas que fique bem claro que a besta do balão nasce do casamento entre grande mídia e bolsonarismo, sob a regência do sionismo e o trumpismo tatuado na alma dessa gente, seja para roubar as terras raras brasileiras, seja para liquidar o Pix em nome dos bancos norte-americanos, controlados pelos sionistas que controlam o próprio governo Trump, como denunciado por gente da alta cúpula do governo americano

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Política

É SioNews, mas pode chamar de GloboNews: Essa gente chama Maduro de ditador, mas chama o genocídio em Gaza de conflito 

Nesta quinta-feira, quando Lula, em entrevista concedida à Daniela Lima, do Uol, disse que A, derrotado por Dilma Roussef em 2014, iniciou uma campanha de ódio no Brasil contra ela para golpeá-la com uma guerra midiática em apoio a Aécio. Lula sintetizou a vingança e o orgulho ferido de Aécio, mas também da própria embriaguez democrática da grande mídia.

Os gritos de Aécio ecoaram nos microfones e holofotes como alguém possuído por ódio até então adormecido, imperando o próprio fratricídio político do idiota, que acreditou que tinha a faca e o queijo na mão para derrubar Dilma e assumir seu lugar na Presidência da República.

Aécio virou um pudim de cachaça diante dos olhos do Brasil. Dilma foi golpeada por uma onda machista nunca antes vista, comandada por um homem contra uma mulher, como bem disse Lula.

Na verdade, Lula, nesse trecho da conversa, tira os rótulos da direita, mais ou nreacionária, já que Aécio era vendido como centro-direita, mesmo que seu rosto explicitasse ódio fecundo de extrema direita, sem qualquer colunista da Globo, principal veículo de massa no Brasil, o corrigisse ou ao menos o indagasse se aquele era o comportamento de quem, minutos após sua derrota, tinha sangue nos olhos.

O sujeito ficou pequeno e ninguém o avisou, para que todos que o vissem gritando, esboçasse qualquer traço de comportamento democrático,

A questão é que essa direita profunda, que desenha realidades a seu bel prazer, mostra-se extremamente “ponderada” para comentar o genocídio cometido por Israel em Gaza, chamando de conflito aquela carnificina sionista de mulheres, mas sobretudo de crianças palestinas.

Esse jornalismo da província natal sempre foi o princípio, o meio e o fim da direita, qualquer direita de uma geografia política que interpreta graus de radicalidade com uma visã propositadamente enviesada para provocar vertigem na população brasileira.

Essa prática de manipulação sempre foi o principal trunfo e triunfo do sionism no mundo e tais “deuses” sempre falsificaram a verdade simbolizando a glória fétida de Israel, o mesmo Estado colonial de Israel que todo santo dia esmaga a população civil na Palestina.

A mídia age ao mesmo tempo como maçã e serpente e. ao contrário de esclarecer o genocídio,  prossegue tratando a limpeza étnica de um exército contra uma população indefesa.

O asco é tanto que em mim causa repulsa automática, que me impede de ver e ouvir comentaristas cretinos falarem coisas sobre qualquer assunto sem qualquer credibilidade.


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Mundo

‘Pura mentira’: em Gaza, palestinos veem anúncio de segunda fase do cessar-fogo como farsa

No mesmo dia em que Trump anunciava presidir ‘Conselho da Paz’, forças israelenses mataram uma mulher em Khan Younis e um adolescente de 14 anos na Cisjordânia

Os palestinos em Gaza receberam com ceticismo e descrença o anúncio de Donald Trump sobre o início da “segunda fase” do acordo de cessar-fogo. A declaração contrasta com a realidade no terreno: uma crise humanitária em aprofundamento e ataques israelenses que não cessaram.

“Eles nem sequer começaram a primeira fase ainda. Como podem começar a segunda?”, disse Fayeq al-Helou à emissora catari Al Jazeera. “Não queremos que seja como das outras vezes, apenas palavras no papel”.

Em Gaza, muitos consideram o cessar-fogo uma farsa. Enquanto há demora no atendimento às necessidades básicas, a situação humanitária continua a se deteriorar rapidamente – um cenário amplamente documentado por ONGs e agências da ONU.

Jaber Mohammed afirmou que o anúncio era “pura mentira”. “Estamos sofrendo há dois anos e agora começamos o terceiro”, disse ele. “Estamos sofrendo com a falta de comida e bebida, e com os preços altos”, acrescentou.

Em paralelo ao anúncio da segunda fase do acordo de trégua, as forças de ocupação israelenses continuam os ataques. Uma mulher palestina foi morta e outras ficaram feridas na madrugada desta sexta-feira (16/01) por disparos israelenses em Khan Younis, ao sul da Faixa de Gaza, conforme relatado pela agência palestina WAFA.

Na vila de Al-Mughayyir, a leste de Ramallah na Cisjordânia, forças israelenses invadiram a localidade, levando a confrontos. Durante os embates, que incluíram intensos disparos de munição real contra moradores, foi morto o adolescente Mohammed Saad Na’san, de 14 anos, atingido nas costas e no peito.

Na área de Masafer Yatta, colonos armados atacaram pastores palestinos. Quando as forças israelenses chegaram ao local, agrediram moradores e pastores e detiveram quatro palestinos, segundo o ativista Osama Makhamreh à WAFA. Na noite de quinta-feira (15/01), o exército israelense também atirou em um cidadão palestino e deteve outro perto da entrada da cidade de Beita, ao sul de Nablus.

Pelo menos 451 palestinos foram mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado. E, desde o início da recente agressão em 2023, cerca de 71.441 pessoas foram mortas e 171.329 ficaram feridas pelas forças israelenses em Gaza.

Em comunicado oficial o porta-voz do Movimento Hamas, Hazem Qassem, afirmou nesta sexta-feira (16/01) que “o governo israelense continua sua política de sabotar o acordo de cessar-fogo e obstruir os esforços declarados para estabilizar a calma em Gaza”.

O anúncio de Trump e o “Conselho da Paz”
Trump anunciou na noite de quinta-feira (15/01) que presidirá um órgão chamado de “Conselho da Paz” para governar Gaza. “É com grande honra que anuncio a formação do CONSELHO DA PAZ”, escreveu o republicano na rede social Truth Social. Ele não mencionou os nomes dos membros do conselho, dizendo que os detalhes “serão anunciados em breve”.

O líder da Casa Branca também reiterou que o processo avançou para a segunda fase de um acordo para pôr fim à guerra. “Entramos OFICIALMENTE na próxima fase do Plano de Paz de 20 Pontos para Gaza”, disse ele.

Trump afirmou que, como presidente do conselho, apoia a formação de um comitê tecnocrático palestino para administrar Gaza durante um “período de transição” – comitê este que, em sua visão, estaria “firmemente comprometido com um futuro PACÍFICO”.

Em sua publicação, Trump fez uma série de exigências e ameaças: afirmou que os Estados Unidos, em colaboração com o Egito, a Turquia e o Catar, “garantiriam o desarmamento do Hamas” e deu um ultimato ao grupo: “O Hamas deve honrar IMEDIATAMENTE seus compromissos, incluindo a devolução do último corpo a Israel, e proceder sem demora à desmilitarização completa. Como já disse antes, eles podem fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil”.

*Opera Mundi


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Mundo

Linha amarela instalada por soldados israelenses levanta preocupação em Gaza, alerta The Guardian

Marcadores de fronteira temporária foram colocados centenas de metros além do acordado e impedem retorno de palestinos

A chamada linha amarela que delimita a fronteira temporária do cessar-fogo em Gaza, com marcadores de concreto instalados pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), está sendo colocada centenas de metros além do acordado na trégua mediada pelos Estados Unidos, no último dia 10 de outubro.

É o que revela reportagem publicada neste domingo (26/10) no jornal britânico The Guardian, assinada por Seham Tantesh e Julian Borger. Localizada aproximadamente no centro do território, a linha amarela tem sido reforçada com postos militares e ordens de fogo contra qualquer civil que se aproxime.

“Assim que chegamos perto de nossas casas, balas começam a voar de todas as direções”, relatou Mohammad Khaled Abu al-Hussain, pai de cinco filhos, que permanece deslocado em al-Qarara. “Parece que a guerra não acabou de verdade. Qual o sentido de um cessar-fogo se eu ainda não posso voltar para casa?”, afirmou ao jornal britânico.

Desde o início da trégua, em 10 de outubro, mais de 20 palestinos têm sido mortos diariamente, muitos deles próximos à linha de fronteira. Segundo The Guardian, a segunda fase do acordo — que incluiria o desarmamento do Hamas e a retirada das IDF da linha para posições mais próximas da fronteira — enfrenta forte resistência no governo israelense.

‘Nova fronteira’
Partidos da extrema direita que compõem a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitam qualquer recuo militar e qualquer forma de administração internacional de Gaza. Além disso, a linha amarela vem sendo descrita pela mídia israelense como uma “nova fronteira”.

Análises de imagens de satélite realizadas pela BBC mostram que os marcadores estão posicionados centenas de metros além da linha prevista originalmente no acordo, representando uma expansão territorial israelense dentro de Gaza, afirma a reportagem.

Ao jornal britânico, um porta-voz das IDF afirmou que a demarcação visa apenas “clareza tática”, com barreiras de concreto de 3,5 metros de altura. No entanto, ex-membros de organismos humanitários e especialistas alertam para um processo de anexação gradual israelense do território em Gaza.

“Parece uma anexação de Gaza passo a passo”, disse Jeremy Konyndyk, presidente da Refugees International, ao jornal. The Guardian também ouviu os moradores locais. Segundo Ayman Abu Mandeel, que teve a casa destruída no leste de al-Qarara, “os quadricópteros não hesitam em atirar em qualquer um que se mova na direção da linha, como se aproximar de nossas próprias terras tivesse se tornado um crime”.

Salah Abu Salah, de Abasan al-Kabira, sintetizou o receio no território: “não posso deixar de temer que o exército agora pretenda estabelecer novas fronteiras que nunca mais poderemos cruzar”.

*Opera Mundi


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Cessar-fogo em Gaza é pré-fabricado para prolongar o genocídio, denuncia presidente da Fepal

Para Ualid Rabah, reconstrução de Gaza e bloqueio à ajuda humanitária revelam continuidade do genocídio

O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, afirmou que o cessar-fogo em Gaza é “pré-fabricado” e serve para prolongar o genocídio do povo palestino. Em entrevista ao Brasil de Fato, ele denunciou que “os Estados Unidos e Israel não estão agindo de boa fé e querem continuar o genocídio”.

“Gerir o genocídio significa gerir a fome, não impor a fome como arma de guerra. Nesse caso, o precedente da fome como arma de guerra está sendo reeditado, impedindo a entrada de ajuda humanitária”, disse Rafah, ao comentar o bloqueio israelense à ajuda em Rafah após a entrega de restos mortais de prisioneiros israelenses nesta terça-feira (14).

Nesta segunda-feira (13), seis palestinos foram mortos no norte de Gaza, segundo o próprio Exército israelense, após se aproximarem das forças de ocupação. O episódio, para Rabah, tende a se repetir com o fim do cessar-fogo.

Segundo ele, Israel utiliza justificativas prévias para romper acordos e manter o controle sobre Gaza. “Estamos falando de um território devastado, que produziu a maior quantidade de mortos sob escombros proporcionalmente da história humana”, afirmou. O presidente da Fepal estima que entre 11 mil e 20 mil palestinos permanecem desaparecidos.

Rabah também alertou para a tentativa de Israel impor zonas de “segurança” que, na prática, confiscariam partes do território palestino. “[Forças israelenses] ocupam 53% do território. Seguramente, vão impor áreas de segurança e impedirão os palestinos de circularem no seu próprio território”, explicou.

Ao analisar o papel dos Estados Unidos e de outros países ocidentais na reconstrução de Gaza, ele acusou esses governos de buscarem apagar provas do genocídio. “Remover a totalidade dos escombros e não permitir que investigadores internacionais ingressem no território significa normalizar o genocídio”, afirmou.

Rabah acrescentou que o envolvimento de potências e empresários ligados ao presidente Donald Trump pode transformar o sangue palestino “em um grande negócio”. “O verdadeiro dono desse genocídio são os Estados Unidos. Há uma reserva gasífera estimada em até US$ 900 bilhões. O sangue palestino virará um grande negócio”, criticou.


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*BdF


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Para o Estado terrorista de Israel, o show de horrores contra crianças em Gaza não pode parar

Violações do cessar-fogo: Drones israelenses matam palestinos em Gaza

A existência de Israel e a carnificina diuturna de crianças palestinas é condição Sine Qua Non!

Jamais vai parar seu genocídio enquanto existir um único bebê vivo em Gaza.

É uma tara dos sionistas daquele inferno chamado Israel.

Se vivo fosse, Hitler não teria o menor problema em condecorar a cúpula governamental do Estado sionista.

Sangue de crianças palestinas para essa gente, é ouro.

Gaza segue sendo o palco macabro que Israel escolheu para dar seus monstruosos shows contra qualquer sopro de vida palestina.

Incluindo os fetos nos ventres de suas mães, como os soldados gostam de usar camisetas com os dizeres e imagens de mulheres palestinas grávidas vistas por uma alça de mira: um tiro, duas mortes.

Matar crianças palestinas em Israel é praticamente uma religião, é essencial, indispensável, diria mais, é obrigatório.

Essa é a verdadeira cultura do Estado terrorista de Israel.


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Trump acabou com o genocídio em Gaza tanto quanto o sargento Garcia prendeu o Zorro

O boquirroto Trump, com todo o seu show de “paz histórica” e planos mirabolantes para transformar Gaza na “Riviera do Oriente Médio” (incluindo ideias malucas de realocar palestinos para a Líbia ou Somália, que foram duramente rejeitadas por todo mundo), não acabou com o genocídio em Gaza.

Na verdade, ele ajudou a prolongá-lo.

Vamos aos fatos
Em fevereiro de 2025, Trump propôs que os EUA tomassem controle de Gaza e deslocassem a população palestina, o que a Human Rights Watch chamou de escalada de limpeza étnica.

Durante meses, ele forneceu armas ilimitadas a Netanyahu.
Ele mesmo admitiu isso em discursos recentes, dizendo que Bibi ligava pedindo armas que eu nem conhecia e que usaram muito bem.

O conflito, que já havia matado mais de 66 mil palestinos até setembro, continuou com ofensivas israelenses em Gaza City, fome declarada pela ONU e uma comissão da ONU concluindo em setembro que Israel cometeu genocídio intencional contra os palestinos.

Trump?

Ele financiou e incentivou isso tudo, enquanto posava de mediador.
Só em 29 de setembro de 2025, com pressão de aliados árabes e um plano de 20 pontos (que inclui desarmar o Hamas e um “governo tecnocrático” supervisionado por ele mesmo), veio um cessar-fogo parcial libertando reféns em troca de prisioneiros, com Israel recuando de partes de Gaza.

Mas isso é fase 1 de um acordo frágil, com o futuro da governança de Gaza ainda incerto, reconstrução pendente e milhares de mortos no currículo.

Acabar com o genocídio?

Se Trump quisesse de verdade parar a carnificina, teria condicionado as armas à um cessar-fogo real desde o dia 1, em vez de bancar o fã-clube de Netanyahu.

Israel não acabou com sua ocupação dos territórios palestinos. Pelo contrário, apesar de um cessar-fogo parcial em Gaza implementado como parte do plano de paz de 20 pontos de Trump (que incluiu a liberação de reféns israelenses, prisioneiros palestinos e uma retirada limitada de tropas israelenses de partes da Faixa de Gaza), o controle efetivo israelense persiste em áreas chave, como fronteiras, espaço aéreo e marítimo.

Além disso, Gaza continua sob bloqueio, e a reconstrução e governança futura permanecem sob influência israelense, com propostas de “governo tecnocrático” supervisionado por potências externas, incluindo os EUA.

Na Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental), a ocupação militar israelense se intensificou em 2025, com expansão de assentamentos ilegais

43 novos em 2025, somando mais de 330 existentes, confisco de terras, cerca de 2.400 hectares declarados terra estatal israelense e operações militares que resultaram em centenas de mortes palestinas.

Em resumo, o cessar-fogo em Gaza é um passo frágil, mas não altera o status quo de ocupação, que dura desde 1967 e se agravou em 2025.
Para uma solução de dois Estados, precisaria de negociações reais, desmantelamento de assentamentos e reconhecimento mútuo, algo distante sob o atual governo Netanyahu.


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O mundo olha para o fim do genocídio em Gaza com todas as reticências

Quem confia nos sionistas de Israel? Nem os próprios respeitam suas palavras.

A palavra incondicional é um termo que não existe no Estado terrorista de Israel.

Nunca teve conflito em Gaza.

O que o mundo assistiu, ao vivo e a cores, nas redes sociais, fatos omitidos pela mídia 100% sionista, foi à barbárie em estado puro.

Israel provou ao planeta que a maldade, a covardia, e a crueldade humana, não têm limites.

O ceticismo no mundo, com o “fim do genocídio”, se impõe por isso.

Dessas breves e frágeis palavras, em nome do fim da carnificina de Israel na Palestina, tudo pode ser apenas poeira para turvar a opinião pública global.

Como os terroristas oficiais de Israel não podem explodir o planeta, a única atitude que sobrou de uma tempestade de repúdio no mundo, foi executar às pressas um “plano de paz” na vã tentativa de reduzir as hostilidades da opinião pública mundial contra as práticas nazistas do Estado sionista.

O ceticismo é o único sentimento possível nesse ambiente coletivo de tristeza e dor no mundo.

A selvageria de Israel não é algo banal. A escalada de violência contra o povo palestino não começou agora, mas em 1948.

Quem confia nos sionistas de Israel?

Hoje, no mundo, há uma percepção de que promessas ou acordos de Israel não são cumpridos, citando exemplos históricos como os Acordos de Oslo.

A percepção é a de que Israel não cumpre acordos ou resoluções internacionais, como as da ONU sobre os territórios ocupados.
Israel “argumenta” que resoluções da ONU são enviesadas ou não consideram suas preocupações de segurança.

O problema de Israel é que esse tipo de mantra não convence mais ninguém minimamente civilizado.

O fato é que o mundo vai vigiar, com olhos bem abertos e faro fino, cada passo dado por Israel.

A ver


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