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O escândalo do Master que envolve Flavio e Eduardo Bolsonaro, é de polícia e não de política

Se Flavio Bolsonaro, com seu proselitismo barato, quer punir criança de 14 anos por crime, como sugere seu projeto, que quer a redução da maioridade penal para 14 anos, o que dizer, do ponto de vista policial, do envolvimento de Flavio (45 a.) e de seu irmão, Eduardo (41 a.) com um criminoso preso por desviar fortuna incalculável de dinheiro público?

Ridiculamente, dizer que a fonte dos R$ 134 milhões, é privada, é chamar de idiotas os brasileiros e as autoridades.

Isso, sem falar na folha corrida desses dois vigaristas. Flavio e as rachadinhas são coisas que se confundem, ou seja, peculato e formação de quadrilha, envolvimento com milícia e assassinos de aluguel como, Adriano da Nóbrega, do escritório do crime.

Eduardo, antes mesmo de entrar para a política, já era funcionário fantasma de ninguém mais, ninguém menos que Roberto Jefferson.

Como um e outro viraram deputado federal e senador debaixo das barbas da justiça? Esta é uma pergunta que tem que ser feita todas as vezes que se falar do clã Bolsonaro, somado às mil e uma formas do próprio pai, de cometer crimes no varejo e no atacado, o messmo que plantou a semente da vagabundagem em todos os filhos.

Nisso, não há qualquer dilema. assim como o pai, Flavio e Eduardo deveriam estar na cadeia, preventivamente, esperando um julgamento criminal, até porque, se Flavio acha que uma criança de 14 anos já tem discernimento do que é ou nao crime, imagina esses dois farrapos morais.

Lembrando que os dois confessaram o crime, mesmo tentando justificar o injustificável.

Então, que a justiça cumpra a sua parte para que se possa ver uma luz civilizatória destruída pelo governo Bolsonaro, com mãos de ferro, dentro das instituições, para facilitar a vida de bandidos manjados como os do clã.

Esperar que as urnas façam justiça nas eleições de outubro, é um acinte à inteligência nacional.


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Política

Não existiria Banco Master se não tivesse existido governo Bolsonaro

Banco Central, na gestão Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, aprovou a transferência definitiva do controle para Vorcaro.

O nome “Banco Master” foi criado e adotado durante o governo Bolsonaro, como parte da transformação liderada por Vorcaro. Sem essa aprovação do BC em 2019 e a expansão que veio em seguida, o banco não teria sido rebatizado e crescido com essa identidade.

Tirando esse monte de plha de milho espalhada pelo chão, na gtentativa de encobrir a nascente desse crime durante o governo Bolsonaro e a gestão de Campos Neto no Banco Centtral, daremos de cara com o que interessa, o princípio de tudo.

Vale abrir um parêntese para lembrar que não existiria o governo Bolsonaro sem a parceria café com leite entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro, que transformou o Banco Master na central da picaretagem nacional.

O tráfego da grana toda que Vorcaro centrifugou com um plano pré-estabelecido, foi cem por cento desenvolvido e assinalado como tal, durante tal governo.

Dito isso, o verdadeiro significado do termo “irmão” , tantas vezes falado por Flavio a Vorcaro, está referendado por um sistema que nasce e se fortalece como filhos do mesmo pai, Jair Bolsonaro.

Não fosse isso, o Master não teria qualquer valor, pois a terra valiosa que virou o Banco Master, tem todas as nascentes fincadas durante o governo Bolsonaro para que uma caudalosa montanha de dinheiro circulasse no que, antes, era apenas uma campo de várzea.

Sem o aceite de Campos Neto, tal hegemonia jamais teria acontecido. Então, tudo teve começo na era Bolsonaro.

Isso explica, com  todas as letras, por que Flavio estava cobrando o restante do dinheiro, já que Vorcaro teria pago R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões combinados, mais os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio diretamente em suas contas.

Na verdade, a montanha de recursos para o filme sobre Bolsonaro e para sua campanha, não passou de lavagem de dinheiro.

Não dá para esquecer que, nessa conta, também entra a mesada de R$ 300 a R$ 500 mil ao todo poderoso chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira.

Trocando em miúdos, quando Flavio fala em cobranca e não em patrocínio do filme, é claro que ele está se referindo ao que foi acordado com Bolsonaro e filhos para conseguir a liberação do Banco Central para o Bnaco Master. Isso está pra lá de escancarado e não comentado pela grande mídia.

Repetindo, o papo do filme é somente para justificar a lavagem de dinheiro, assim como a loja de chocolate, assim como o dinheiro da compra da mansão.


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Política

Escândalo do Banco Master tem orelha de Bolsonaro, focinho de Bolsonaro, pelo de Bolsonaro e rabo de Bolsonaro, mas não tem nada a ver com Bolsonaro

O Banco Master nasceu durante o goveno Bolsonaro com a anuência do Banco Central “independente”, privatizado por Bolsonaro e presidido por Campos Neto.

Bolsonaro foi avisado, assim como Campos Neto, de que o Banco Master era uma fraude e simplesmente não fizeram nada para impedir que a coisa chegasse aonde chegou.

Todas as transações ilegais de vulto com o Banco Master aconteceram na gestão Bolsonaro, o mesmo que recebeu de Vorcaro direto em sua conta, R$ 3 milhões, da mesma forma, Tarcísio, ex-ministro de Bolsonaro, lançado por ele ao goerno de São Paulo, recebeu R$ 2 milhões do mesmo Vorcaro..

A ligação mais objetiva é institucional: o BC, sob gestão indicada por Bolsonaro, aprovou a troca de controle que permitiu Vorcaro assumir e transformar o Máxima em Master, em 2019. Além disso, apurações citam articulações envolvendo Ciro Nogueira e Fabio Faria numa rede de influência mapeada pela PF.

Por isso também Flavio, de en passant, falou do escândalo do Master sem tocar no nome de Vorcaro. Já Tarcísio, nem o Master ele citou em sua fala “indignada” com o escândalo.

Ou seja, tem muito caroço debaixo desse angu e, certamente, virá à tona com o andar das investigações.


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Política

Os mercenários do ódio

Sem qualquer proposta para o país, sem poder vir com aquela baba de quiabo contra a corrupção, já que o principal candidato da direita é a própria encarnação da corrupção, de pai e mãe, a direita investe pesado nos mercenários do ódio.

Gente plantada a peso de ouro nas redes sociais para, de forma leviana e violenta, atacar a esquerda, mas sobretudo, Lula.

Isso é óbvio e ninguém pode se dizer surpreso, é o modus operandi da direita no Brasil desde sempre, mas é, principalmente, no governo Bolsonaro que esse tipo de milícia digital, com robôs e podcasts bolsonaristas se multiplicaram como os algoritmos que espalham essa prática criminosa na web.

Não se sabe o que assusta mais, se é a política de pega pra capar ou se a total ausência de projeto para o país que o faça crescer. É a forma de marketing que a direita tem, atacar as pessoas em sua honra, mas também os familiares, mostrando como o jogo é baixo.

Pior, isso encontra eco dentro da mídia industrial, já que o maior partido de direita no Brasil desde a redemocratização, é a Globo.

O objetivo é estar em alta nas pesquisas que medem o compartilhamento e visibilidade de determinado assunto com foco no assassinato de reputações da esquerda como um empreendimento que rende milhões ao mercenário do ódio.

Essas pessoas que recebem pagamento para realizar campanhas e até ameaças, não são militantes, são criminosas e recebem para fomentar esse tipo de ativismo político.

As redes sociais são as maiores vítimas desse tipo de atuação bandalha que visa manipular o debate público e atacar com violência pessoas nas redes na tentativa de capturar eleitores pelo mal, o que é inaceitável numa democracia.


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Política

Mudo, cai, se abre a boca, cai ainda mais

Certamente a coordenação da campanha de Flavio percebeu que a mídia, que mergulhou de cabeça em sua campanha, não bastou. Ele precisaria falar.

Abriu a boca, falou merda, mentiu, foi denunciado e, tentando jogar nas costas de Lula a miséria e a fome que 34 milhões de brasileiros enfrentaram com o governo do seu pai, sapecou um vídeo da fila do osso, fazendo os brasileiros lembrarem daquela tragédia humanitária que a política econômica do governo Bolsonaro proporcionou em quatro anos.

Lula, imediatamente, implementou programas sociais que tiraram da miséria essa gente toda segregada por Bolsonaro.

Trocando em miúdos, Bolsonaro devolveu o Brasil ao mapa da fome e, Lula, pela segunda vez, tirou o Brasil dessa miséria.

A tentativa de colocar a culpa em Lula da trágica situação dos brasileiros dinte do governp Bolsonaro, deu errado, muito errado para a campanha de Flavio.

A repercussão negativa foi imediata e intensa e isso gerou um impasse sem solução, porque se Flavio fica mudo, cai, se fala, ressuscita a imagem do governo de seu pai e a coisa piora ainda mais para ele.

No final das contas, a boia do sobrenome que ele contava para obter vantagem eleitoral, acaba se voltando contra ele num gigantesco tiro no pé.

O sujeito, agora, não tem discurso, projeto para o país, muito menos o salva-vidas do sobrenome do papai.


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Política

Com Lula, o Ibovespa praticamente dobrou em relação ao fim do governo Bolsonaro

Bolsonaro saiu do governo com o Ibovespa na casa de 110, com Lula, aproxima-se de 200 mil pontos

Quando Jair Bolsonaro deixou a Presidência da República, em 31 de dezembro de 2022, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrava o ano na casa dos 110 mil pontos (exatamente 109.735 pontos no último pregão).

Quase quatro anos depois, sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, o indicador se aproxima da marca histórica dos 200 mil pontos. Em abril de 2026, o Ibovespa já superou os 197 mil pontos em alguns pregões e tem renovado recordes com frequência, refletindo um forte rali acumulado ao longo do mandato.

Essa valorização de quase 80% no período representa uma das maiores altas da bolsa brasileira em um intervalo tão curto. O movimento foi impulsionado por uma combinação de fatores: recuperação econômica pós-pandemia, entrada de capital estrangeiro, alta de commodities (especialmente minério de ferro e petróleo), cortes na taxa Selic e otimismo com o cenário fiscal e político em determinados momentos.

No fim do governo Bolsonaro, o Ibovespa acumulou ganho de cerca de 25% em quatro anos, saindo de aproximadamente 88 mil pontos em 2018. Já no atual governo, o índice saiu dos 110 mil e caminha para dobrar de patamar, mesmo em meio a momentos de volatilidade causados por debates fiscais, inflação e incertezas eleitorais para 2026.

Essa trajetória reforça o papel da bolsa como termômetro das expectativas do mercado sobre a economia brasileira. Seja qual for a interpretação política, o dado objetivo é claro: o Ibovespa vive, atualmente, um dos períodos mais positivos de sua história recente.


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Cultura Política

VÍDEO – Wagner Moura detona governo Bolsonaro após vencer Globo de Ouro: “Período obscuro”

Wagner Moura conquistou o prêmio de melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro 2026 por “O Agente Secreto”, durante a cerimônia realizada no domingo (11), e aproveitou para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ditadura militar.

“Precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil. Aconteceu há apenas 50 anos. Entre 2018 e 2022, tivemos um presidente de extrema-direita que é uma manifestação física dos ecos da ditadura”, afirmou o ator, ainda na premiação, em conversa com a imprensa.

“Acho que a cultura e a democracia andam juntas, e no Brasil temos, finalmente, depois de um período obscuro, uma democracia na qual podemos respirar e um governo que entende que a cultura é importante para o desenvolvimento de um país. Democracia, cultura e filmes, eles coexistem, não vivem um sem o outro”, concluiu, com o troféu de melhor ator na mão.

Ele também ressaltou o simbolismo de sua atuação em “O Agente Secreto”. “É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Eu acho que se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem. Esse prêmio vai para quem está seguindo seus valores em momentos difíceis.”

Em português, enviou uma mensagem ao público brasileiro: “E para todo mundo no Brasil que está assistindo isso agora, viva o Brasil e a cultura brasileira.”

Dupla vitória histórica do cinema brasileiro
A premiação marcou a segunda vitória consecutiva do Brasil no Globo de Ouro na categoria de atuação em drama — no ano anterior, Fernanda Torres levou o troféu de melhor atriz.

Além do reconhecimento a Wagner Moura, O Agente Secreto venceu como melhor filme em língua não inglesa, repetindo um feito que o país não alcançava desde Central do Brasil, há 27 anos.

Com dois prêmios na mesma edição, o Brasil alcançou um marco inédito em sua trajetória na premiação, consolidando um momento histórico para o cinema nacional. DCM.


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Política

Randolfe Rodrigues denuncia o Desmonte da Fiscalização de Convênios no Governo Bolsonaro

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), atual líder do governo Lula no Congresso Nacional, fez uma denúncia recente sobre o desmonte deliberado da estrutura de fiscalização de convênios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). A acusação foi apresentada em 11 de setembro de 2025, durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes em descontos associativos em benefícios previdenciários. Esses descontos, realizados por meio de convênios com entidades como associações de aposentados, resultaram em prejuízos bilionários para aposentados e pensionistas, com irregularidades como cobranças indevidas e falta de autorização dos beneficiários.

A denúncia de Randolfe ganhou destaque após uma auditoria interna do INSS, realizada em 2024 e com mais de 200 páginas, que confirmou falhas graves na fiscalização desses convênios. O relatório da Auditoria Interna do INSS (Audin) apontou:

Ausência de fiscalização efetiva

Os Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com entidades conveniadas não foram acompanhados adequadamente, permitindo reincidência de irregularidades por parte de associações suspeitas.
– **Fragilidade nos controles**: Decisões administrativas contrariaram normas internas, facilitando fraudes. Entidades como a Confederação Nacional dos Agricultores e Agricultoras Familiares (Conafer) e a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) foram citadas como responsáveis por grande parte dos desfalques, com a Ambec sozinha respondendo por mais de 30% dos descontos irregulares.
Reincidência de entidades

Muitas associações continuaram operando apesar de alertas prévios, o que indica um “desmonte estrutural” da governança.

Randolfe confrontou o ex-diretor do INSS, Alessandro Stefanutto Oliveira, durante a sessão da CPMI. O senador leu trechos da auditoria e questionou a extinção da Divisão de Acordos Nacionais de Benefícios (DANB), setor responsável pela fiscalização desses convênios.

A DANB foi extinta por portaria assinada pelo próprio Oliveira, com aval do então ministro da Economia, Paulo Guedes, do presidente Bolsonaro e do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Oliveira alegou não se recordar da data da extinção, mas Randolfe rebateu: “Essa DANB era a responsável pela fiscalização que o senhor diz ser impossível. E ela foi extinta por portaria assinada pelo senhor mesmo”.

Além disso, Randolfe apresentou um ofício de 2019, assinado por Paulo Guedes, que respondia a um pedido de informações de um deputado da base bolsonarista sobre denúncias de descontos irregulares.

O documento admitia que as entidades conveniadas tinham a obrigação de coletar e arquivar autorizações prévias dos segurados para fins de fiscalização pelo INSS. No entanto, o governo Bolsonaro ignorou os alertas iniciais, permitindo que o número de filiados em entidades fraudulentas explodisse — por exemplo, a Conafer passou de 718 filiados em 2019 para mais de 400 mil em anos subsequentes.

Evidências de Desmonte Deliberado

Randolfe argumentou que o episódio revela um “desmonte deliberado da estrutura de controle no INSS” durante o governo Bolsonaro, confirmado por auditores em documento oficial. Outros pontos levantados incluem:

Veto a Medidas Preventivas

Em 2022, Bolsonaro vetou trechos da Medida Provisória 871/2019, que previa revisão anual de descontos em benefícios previdenciários. O veto ampliou o prazo de fiscalização de 1 para 3 anos e postergou sua implementação, facilitando fraudes. A Lei 14.438/2022, também do governo Bolsonaro, eliminou exigências de fiscalização.

Crescimento das Fraudes

Das 11 associações identificadas como fraudulentas na CPMI, 9 foram estruturadas entre 2019 e 2022. O TCU (Tribunal de Contas da União) alertou, em novembro de 2022, sobre 29 áreas de alto risco de fraude no governo Bolsonaro, incluindo pagamentos indevidos de benefícios sociais no valor de R$ 5,65 bilhões anuais.

Histórico de Desmonte em Outras Áreas Embora o foco seja o INSS,

Randolfe e outros críticos ligam isso a um padrão mais amplo de enfraquecimento de órgãos de controle durante o governo Bolsonaro, como na área ambiental (redução de multas em 40%) e na Previdência (sucateamento geral).

O senador enfatizou que, se as medidas de 2019 tivessem sido implementadas, “não estaríamos nesta CPI constatando o roubo de milhares de aposentados e pensionistas”. Ele defendeu apurações aprofundadas e medidas corretivas duradouras, com investigações da CGU (Controladoria-Geral da União) e da Polícia Federal para ressarcir vítimas e recuperar recursos.

A CPMI do INSS continua em andamento, com foco em responsabilizar os envolvidos. Randolfe, que foi vice-presidente da CPI da Pandemia em 2021 (onde também investigou corrupção no governo Bolsonaro), usa essa experiência para pressionar por transparência. Para mais detalhes, o relatório da Audin de 2024 e os ofícios apresentados na CPMI são documentos chave disponíveis em arquivos oficiais do Senado.


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Política

Filho de Luiz Fux advoga para financiadores de Flávio Bolsonaro

A empresários, próximo presidente do STF fez discurso com tom político e pró-agenda bolsonarista

Em abril de 2016, Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou com o procurador Deltan Dallagnol e prometeu apoio à Operação Lava Jato. “In Fux we trust”, comemorou na época o então juiz Sérgio Moro, em mensagem a Dallagnol. Chefe do hoje ministro da Justiça, Jair Bolsonaro pode dizer o mesmo que Moro daquele que assumirá o comando do STF em setembro de 2020.

Em palestra a investidores e analistas do mercado financeiro em 5 de julho, Fux defendeu a agenda econômica do governo como se fosse um militante bolsonarista, não alguém que poderá ter de julgar ações judiciais contra essa agenda. Reformas da Previdência e tributária, mais mudanças nas leis trabalhistas e privatizações foram ideias que professou diante da plateia patronal.

Um setor patronal financiador da eleição ao Senado de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o primogênito do presidente, está na lista de clientes do advogado Rodrigo Fux, um dos filhos do juiz do STF. Rodrigo é advogado do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), que defende os práticos, categoria que é uma espécie de guia para navio “estacionar” em portos.

Na eleição de 2018, vários dirigentes de empresas ou entidades de praticagem doaram dinheiro para Flávio. Gustavo Martins, presidente do Conapra, deu 10 mil reais. Idem Evandro Simas Abi Saab, da Praticagem da Barra, e Dhyogo Henryque Scholz dos Santos, da Baía do Marajó Serviços de Praticagem. Moacyr Antonio Moreira Bezerra, da Federação dos Práticos, deu 55 mil reais.

Há no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma ação de interesse do setor, movida por empresas contratantes de praticagem que acham que pagam preços abusivos. Essa ação pode um dia chegar ao STF, para julgamento por Fux e os outros dez juízes.

“É possível que alguns temas da reforma da Previdência tenham sua constitucionalidade submetida ao julgamento perante a Corte máxima do país. Isso revela que não se deve assumir publicamente compromissos com uma reforma de tal porte.” Palavras da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), em nota no fim de maio, a criticar a intenção do atual presidente do STF, Dias Toffoli, de selar um pacto com Bolsonaro e o Congresso, até hoje não assinado, do qual a reforma fazia parte.

Fux, o sucesso de Toffoli, não quer nem saber. Já tem opinião formada a respeito da reforma. “Ela tem de passar”, afirmou no discurso a investidores, um evento promovido pela XP Investimentos. “As pessoas têm que ter amor ao Brasil, amor à coisa pública, não fazer oposição que seja prejudicial ao País.”

Sobre mexer nos impostos, Fux disse: “Tributos não podem derrotar as empresas”. Bolsonaro acha um inferno ser patrão no Brasil, devido a custos com impostos e funcionários. Fux bateu nas leis trabalhistas também.

Para o juiz, a agenda bolsonarista levará o País ao paraíso. “O Brasil vai crescer muito depois das privatizações, das reformas, da abertura do mercado de gás, dessa junção Mercosul-União Europeia.”

O futuro presidente do STF é judeu, outro tema a aproximá-lo de Bolsonaro. Seu filho Rodrigo é diretor jurídico da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj). É dele uma ação movida pela entidade contra um chargista do jornal carioca O Dia. Motivo da ação: Aroeira desenhou Bolsonaro e o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, de braços dados em formato da suástica nazista.

No discurso aos empresários em 5 de julho, Fux garantiu que a Lava Jato continuará. “E essa palavra não é só de um brasileiro que ama o Brasil. Essa palavra é de quem no ano que vem assume a presidência do Supremo Tribunal Federal. Os senhores podem me cobrar.”

O governo está certo: “In Fux we trust”.

*André Barrocal/Carta Capital


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Política

Durante o governo Bolsonaro, Abin Paralela monitorou sindicalistas contrários à privatização da Eletrobras

Sob Bolsonaro, ‘Abin paralela’ espionou sindicalistas contrários à privatização da Eletrobras

A Polícia Federal (PF) apurou que, durante o governo de Jair Bolsonaro, a chamada “Abin paralela”, um esquema de espionagem ilegal dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitorou sindicalistas contrários à privatização da Eletrobras.

Segundo o relatório da PF, tornado público em 18 de junho de 2025 após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o esquema utilizava o software israelense First Mile para rastrear celulares, explorando vulnerabilidades nas redes de telefonia.

O monitoramento, que atingiu cerca de 1,8 mil telefones entre 2019 e 2021, tinha como alvos opositores políticos, jornalistas, autoridades do Judiciário, Legislativo e até aliados, como o presidente da Câmara, Arthur Lira.

A PF aponta que Bolsonaro e seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, integravam o núcleo estratégico da organização criminosa, definindo alvos e estratégias para atender a interesses políticos e pessoais. No caso dos sindicalistas, a espionagem visava aqueles que se opunham à privatização da Eletrobras, conforme reportado pela mídia em geral.

A investigação indica que o esquema também buscava desacreditar adversários e instituições, como o sistema eleitoral, com picos de atividade durante as eleições municipais de 2020.


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