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PF investiga: mesma teia de ‘influenciadores’ serviu a Vorcaro, Tarcísio, Nikolas e Flávio

No inquérito já aberto, Polícia Federal apura elo entre as ‘bets’ VaiDeBet, de Gustavo Lima, e 7GamesBet, de empresário ligado a Ciro Nogueira, e pagamento de mídia do esquema

A agência Qualimedia Digital Inteligence, uma espécie de pequena-gigante empresa de planejamento estratégico e marketing digital que tem em seu portfólio de clientes o portal UOL, o metrô de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna, está na base da pirâmide de pessoas físicas e jurídicas que desde esta quarta-feira (28) são formalmente investigadas pela Polícia Federal por disseminarem mentiras nas redes sociais a partir de perfis de “influenciadores digitais” e de sites de caráter tóxico.

Um relatório preliminar de investigação, usado como base da PF para abrir o procedimento oficial, mostra que a Qualimedia (que surge nos papéis prévios em nome dos empresários Beni Marcus Biston e Kleber Rodrigues) é sócia da agência Eleven. Dedicada à administração de perfis e carreiras de influenciadores digitais, a Eleven subcontrata ou administra os perfis @alfinetei, @futrikei, @garotxsdoblog, @otariano e os sites “Bacci Notícias”, de Luiz Bacci, Portal Babados, Lugar da Fama e Planeta Jovem.

Num dos fluxogramas desenhados pelos investigadores fica claro que nos dias 28 e 29 de dezembro de 2025 esses perfis de redes sociais e sites da chamada “esgotosfera” da internet engajaram-se no chamado “Projeto DV” (iniciais de Daniel Vorcaro) e postaram insistentemente críticas à “velocidade da liquidação” do Banco Master, à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban, que elogiou e apoiou a ação do Banco Central), ataques ao diretor de normas do BC, Renato Gomes, e ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além de acusações ao banqueiro André Esteves (BTG) como sendo um “idealizador” da liquidação do ex-banco de Daniel Vorcaro.

Teia de intrigas contra BC e elogios à extrema direita
Todas as denominações virtuais enredadas na teia tecida pelos investigadores da PF têm mais de 70 milhões de seguidores somados no país. Entre os meses de novembro de 2025 e janeiro de 2026, publicaram postagens elogiosas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, referentes à redução do valor do IPVA, a obras do Rodoanel, a ações de segurança pública e denotando “firmeza” dele na cobrança à multinacional italiana Enel, culpando-a pelos apagões na capital paulista.

Segundo as investigações preliminares que agora serão aprofundadas, os perfis também foram usados para turbinar críticas do deputado Nikolas Ferreira à Caixa Econômica Federal em razão do atraso do sorteio da “Mega da Virada”, no dia 31 de dezembro do ano passado, e ainda para anunciar e cobrir a “caminhada da insensatez” do parlamentar, em janeiro deste ano, entre Paracatu (MG) e Brasília (DF) a fim de clamar por “liberdade” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (sentenciado a 27 anos e 4 meses de cadeia por tentativa de golpe de Estado). No mesmo período, a fauna de influenciadores contida nesse mesmo zoológico virtual foi usada espalhar informações a favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.

Entre os vários serviços que oferece ao mercado digital, a Qualimedia é usada como chanceladora da audiência de portais e de páginas da internet na relação comercial com governos dos três níveis – federal, estaduais e municipais – e suas respectivas agências de publicidade licitadas para o atendimento. As auditorias de audiência da Qualimedia determinam o volume de recursos a ser recebido pelos veículos em cada campanha pública que ela designada a atuar como “AdTracker”. Muitas das agências que trabalham com o atual governo federal utilizam ou já utilizaram serviços da Qualimedia. Há um disclaimer no rol de informações advertindo que o relatório foi elaborado a partir de “OSINT – Open Source Intelligence”, ou seja, pesquisa em fontes abertas, e que “os achados apresentados… não devem ser entendidos como afirmações definitivas”.

Saiba quem eram os trens-pagadores
Associados à Eleven surgem nos papéis prévios os nomes de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-deputado federal pelo PT de São Paulo, e do filho dele, Lucas Sanchez. O filho de Andrés Sanchez, por sua vez, surge no dossiê associado a Felipe Filipelli, publicitário dono da agência Banca Digital e filho do ex-vice-governador do Distrital Tadeu Filipelli (MDB). A Banca Digital contratou a empresa Lorena Magazine, responsável por bancar financeiramente publicações elogiosas a supostas ações de Tarcísio de Freitas no Rodoanel naquela miríade de @s descritas no início desta reportagem.

O capítulo financeiro será destaque nos procedimentos investigatórios da Polícia Federal. Nos levantamentos feitos anteriormente à instauração do inquérito e que balizam as ações, os nomes dos empresários mineiros Flávio Carneiro e Antônio Carlos Freixo protagonizam alentados parágrafos. Carneiro é dono de 100% do site PlatôBR e de 49% do Brazil Journal. Nos registros de posse da PF ele aparece como tendo admitido possuir 60% das ações do site de fofocas “Leo Dias”.

No ano passado, Carneiro e Freixo Júnior montaram uma Sociedade Para Fins Específicos chamado “FOONE” que, segundo os organizadores do dossiê, tinha participação oculta de Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, por meio do Duke Fundo de Investimento em Participações e Multiestratégia. A Sociedade Para Fins Específicos unia as empresas de mídia de Carneiro à operação digital da Istoé e ao portal Infomoney, de Freixo, além do site de Leo Dias, num único “conglomerado” de mídia digital. O objetivo era partilhar captações publicitárias públicas e privadas em conjunto e partilhar os lucros. “Não deu certo. Foi um projeto que deu errado. Desfizemos essa sociedade ainda em 2025”, admitiu Flávio Carneiro ao ICL Notícias há duas semanas.

Vorcaro pode voltar para a cadeia
Caso o aprofundamento das investigações da Polícia Federal leve ao estabelecimento de conexão financeira entre Vorcaro, o fundo Duke, a FOONE e o pagamento das postagens derrogatórias ao Banco Central, ao seu diretor Renato Gomes e ao ministro Alexandre de Moraes, o ex-controlador do Master voltará ao regime de prisão preventiva em regime fechado por obstrução de Justiça. Criar obstáculos a uma investigação ou atrapalhar a atuação judicial com disseminação de mentiras e aleivosias, por exemplo, é crime inafiançável e sem possibilidade de relaxamento de medidas cautelares.

No material com o qual a PF trabalha há mapas gráficos determinando o “ecossistema digital de influenciadores”. Nele, lê-se que “foram identificadas contas relacionadas a pelo menos cinco agências de marketing e três empresas de aposta on line” responsáveis por viabilizar o pagamento das postagens que enaltecem Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira enquanto detratam o BC, Moraes e Gomes e tentam criar burburinho e confusão em torno da compreensão pública do fato “liquidação do Banco Master”.

As cinco agências de marketing digital referenciadas são MiThi, relacionada diretamente ao publicitário brasiliense Thiago Miranda, Portal GroupBR, Agência Grupo Farol, Deu Buzz e Mynd8. Todas estão sob investigação. Entre as ‘bets’, surgem destacadas a 7GamesBet, administrada por um operador de Goiás chamado Fernando Oliveira Lima. Este operador está referenciado nos textos de posse da PF e do BC como sendo alguém “estreitamente ligado” ao senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e ao cantor sertanejo Gusttavo Lima. O cantor, por sua vez, é associado nos levantamentos prévios da Polícia Federal como sendo controlador da VaiDeBet, outra das empresas do ramo de “jogos de azar” eletrônicos que teriam viabilizado recursos para pagar as postagens. Por fim, a terceira ‘bet’ do sistema é a ZeroUm.Bet cujos administradores parecem ser meros testas-de-ferro na visão dos investigadores.

*Luis Costa Pinto/ICL


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Influenciadores digitais relatam oferta de R$ 2 milhões para defender Vorcaro e atacar o Banco Central

Influenciadores digitais receberam até R$ 2 milhões cada um para defender nas redes sociais o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e lançar suspeitas sobre o processo de liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.

Influenciador não identificado recebeu R$ 2 milhões por 24 postagens. Segundo a reportagem de “O Globo”, esse influencer – cujo nome não foi revelado, mas teria mais de 1 milhão de seguidores – teria sido contratado para fazer oito conteúdos mensais, durante três meses. O contrato incluía uma cláusula de confidencialidade.

Pagamento teria sido feito por agência de comunicação. Ainda de acordo com o jornal, os valores teriam sido desembolsados pela Agência MiThi, pertencente a Thiago Miranda.

Polícia Federal investiga o caso, mas ainda não abriu inquérito. “Estamos em análise inicial das informações, para produzir uma Informação de Polícia Judiciária, que poderá levar à instauração de inquérito policial”, disse um porta-voz da PF ao UOL.

Outro influenciador recebeu R$ 250 mil, diz “O Globo”. Esse profissional, que também não foi identificado, teria menos de 500 mil seguidores. Seu contrato cobriria os mesmos 24 posts distribuídos por três meses.

Deputado paulista diz ter rejeitado oferta. De acordo com o Uol, deputado estadual Leo Siqueira (Novo) disse ao jornal que foi procurado com uma proposta semelhante, mas interrompeu os contatos ao perceber que o nome a ser defendido era o de Daniel Vorcaro. Siqueira é conhecido por fazer críticas frequentes ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


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PF faz operação contra influenciadores e empresários por bloqueios em rodovia após vitória de Lula em 2022

Operação batizada de “Defesa” é para reprimir crimes contra os poderes constitucionais.

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira (21) quatro mandados de busca e apreensão contra empresários e influenciadores digitais em Santarém (PA) por bloqueio de uma rodovia e incitação a crimes após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

Segundo a PF, a operação batizada de “Defesa” combate uma associação criminosa que, por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, incitava a prática de crimes contra os poderes constitucionais do Brasil.

As investigações começaram após o bloqueio da rodovia BR-163, no Pará, em frente ao 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC), do Exército, por insatisfação de manifestantes com o resultado daquela eleição presidencial em que Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado.

A investigação da PF aponta que, dentre os manifestantes, havia um grupo organizado com divisão e distribuição de competências para o financiamento, execução e incentivo de ideias que defendiam a ilegitimidade do resultado eleitoral.

O inquérito da PF do Pará também diz que o grupo realizava a prática de crimes que visavam impedir a posse do presidente eleito, bem como incentivar as Forças Armadas a abolir o Estado Democrático de Direito.

Após os mandados de buscas e apreensões, as investigações devem continuar com análise do material apreendido.

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Assim como Anitta, influenciadores e artistas se colocam à disposição de Lula para vitória no 1° turno

Influenciadores têm usado suas redes sociais para manifestar apoio a Lula. A ideia é que os perfis sejam usados para expandir o alcance do ex-presidente nas redes e garantir sua vitória em primeiro turno.

As publicações surgiram após Anitta dizer que votará no ex-presidente nas eleições deste ano. “A partir deste momento eu sou Lulalá primeiro turno. E lutarei por uma novidade na política presidencial brasileira nas próximas eleições”, afirmou. As postagens já somam dezenas de milhares de curtidas no Twitter.

Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno, é um dos membros do movimento. Ele publicou uma foto sua com uma bandeira do PT e brincou que prefere “não se posicionar” politicamente

https://twitter.com/umlannister/status/1546607652209410048?s=20&t=fv-Pm-dnDKUlAdYfXtgJXw

*Com DCM

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Governo Bolsonaro pagou cachê para ao menos 32 apresentadores e influenciadores

Ao menos 32 apresentadores e influenciadores receberam cachês para campanhas do governo de Jair Bolsonaro, mostram planilhas da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) entregues à CPI da Covid no Senado. A comissão apura ações e omissões da gestão federal no enfrentamento da pandemia.

Na televisão, as campanhas foram feitas por apresentadores bolsonaristas ou que trabalham em emissoras com uma linha mais próxima do governo, como a Record TV e a Rede TV!.

Elas falavam sobre “cuidado precoce”, agenda positiva, o lançamento da cédula de R$ 200, a violência contra a mulher e outras seis iniciativas.

Na Rede TV! quem faturou ao menos R$ 122 mil foi um dos próprios donos da emissora, o apresentador Marcelo de Carvalho. O pagamento de 11 cachês foi feito por meio das suas empresas New Mídia Serviços e TV Ômega Ltda.

Marcelo de Carvalho é apoiador de Bolsonaro. O apresentador levanta bandeira parecida com a presidente e se tornou uma das vozes mais estridentes contra as políticas de isolamento social, “essa bobagem de quarentena”, como disse no programa Mega Senha de julho do ano passado.

Um mês antes, a RedeTV News, principal telejornal do canal, foi o único entre os seus concorrentes a ignorar a tentativa do governo de maquiar a apresentação dos números da pandemia de coronavírus.

Como a Folha revelou, outros apresentadores da emissora também foram beneficiados por campanhas do governo, como Luciana Gimenez, Sikêra Júnior e Luís Ernesto Lacombe.

Entre os nomes listados também estão apresentadores da Record TV. Eles receberam por meio da empresa Rádio e Televisão Record.

Lidera a lista o apresentador Cesar Filho, do programa Hoje em Dia. Ele recebeu 11 cachês que somam R$ 525 mil. O apresentador chegou a manifestar apoio ao presidente durante campanha eleitoral.

Em seguida, está a apresentadora Ana Hickmann, com nove cachês, que somam R$ 411 mil. A apresentadora chegou a ser criticada nas redes sociais por postar uma foto ao lado de Bolsonaro em 2019. Na legenda, ela escreveu: “Hoje eu tive a honra de conhecer o meu presidente”.

*Raquel Lopes e Constança Rezende/Folha

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Empresa que elaborou a lista de monitoramento de jornalistas, tem somente um cliente, governo Bolsonaro

A BR+ Comunicação, contratada para elaborar uma lista de jornalistas e formadores de opinião sugerindo que eles sejam monitorados, tem apenas um único cliente: o governo Jair Bolsonaro. Em sua página na internet, a empresa destaca ter como clientes os ministérios do Desenvolvimento Regional (MDR), da Saúde, Cidades, Ciência e Tecnologia, e Turismo. O site também lista a Integração Nacional, mas a pasta foi incorporada pelo MDR. A BR+ Comunicação, do publicitário Edson Campos, se ocupa da comunicação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) desde 2018 e está disputando uma outra licitação do MDR, no valor de R$ 8,7 milhões.

A utilização da empresa para elaborar uma lista de “detratores’ do ministro da Economia, Paulo Guedes, e consequentemente do governo Jair Bolsonaro, tem como base um contrato assinado em 2018 com o MCT, comandado por Márcio Pontes.

No início de novembro, o MCT assinou um terceiro termo aditivo, de R$ 2,69 milhões, elevando para R$ 10,7 milhões o valor pago à BR+ Comunicação.

A empresa também celebrou contratos temporários com o governo por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, que tem Rogério Marinho à frente da pasta, através de um Termo de Execução Descentralizada (TED).

O mecanismo foi regulamentado pelo Ministério da Economia em setembro deste ano e o expediente foi utilizado pela equipe econômica para contratar a assessoria que elaborou o “Mapa de Influenciadores” que devem ser monitorados.

Veja a lista de parte dos jornalistas e influenciadores monitorados pelo governo:

1) Jessé Souza; 2) José Fernandes Junior; 3) Guga Chacra; 4) Nathália Rodrigues; 5) Eduardo Moreira; 6) Vera Magalhães; 7) Hildegard Angel; 8) Jones Manoel; 9) Cynara Menezes; 10) Silvio Almeida; 11) João de Andrade Neto; 12) Rachel Sheherazade; 13) Claudio Ferraz; 14) Emir Sader; 15) Guilherme Caetano; 16) Palmério Dória; 17) Flávio VM Costa; 18) Márcia Denser; 19) Conrado Hubner; 20) Gustavo Nogy; 21) Guilherme Macalossi; 22) Brunno Melo; 23) Claudio Dantas; 24) Carol Pires; 25) Felipe Neto; 26) Xico Sá; 27) Rodrigo Zeidan ; 28) Luis Augusto Simon; 29) Marco Antonio Villa; 30) Lucas Paulino; 31) Igor Natusch; 32) João Carvalho; 33) Sabrina Fernandes; 34) Pedro Meneses; 35) Joel Pinheiro; 36) Lula Falcão; 37) George Marques; 38) Lucas de Aragão; 39) Matheus Hector; 40) Renan Santos; 41) Alberto Benett; 42) Virginia; 43) João Romero; 44) Laura Carvalho; 45) Flávio Martins; 46) Marcos Botelho; 47) Nildo Ouriques; 48) Tiago Luís Pavinatto; 49) Rubens Valente; 50) Luis Nassif;

 

*Com informações do 247

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