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Economia

Quanta sorte hein Lula!: vendas do comércio têm o maior crescimento em 15 anos

Segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), as vendas do comércio varejista no estado de São Paulo atingiram a marca de R$ 281 bilhões no primeiro trimestre, registrando o melhor desempenho para o mês de março em 15 anos, segundo o Metrópoles.

O resultado do trimestre completo representa uma alta de 6,2% na comparação com o mesmo período de 2022, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada pela FecomercioSP.

O mês de março teve o maior volume de vendas mensal da série histórica da pesquisa, iniciada há 15 anos. O varejo paulista teve faturamento de R$ 101,26 bilhões no mês, alta de 6,8% na comparação com março de 2022.

Farmácias, supermercados e concessionárias são destaque

Quase todas as atividades pesquisadas apresentaram alta. Os destaques em março foram “Farmácias e perfumarias” (alta de 23,1% em março frente a 2022), “Concessionárias de veículos” (22,1%), “Autopeças e acessórios” (15,6%) e “Supermercados” (12,7%).

A atividade de supermercados também teve o maior faturamento do mês, chegando a R$ 34,2 bilhões em vendas.

“A melhora no poder de compra causou efeito imediato no segmento, uma vez que as pessoas voltaram a comprar marcas de melhor qualidade, cujo consumo foi limitado pela pandemia”, diz a FecomercioSP em nota.

Além do varejo, serviços batem recorde na capital

O bom resultado no varejo foi visto também nos serviços, segundo a Fecomercio. Outra pesquisa da instituição voltada somente à capital paulista mostrou que o faturamento do setor de serviços na cidade de São Paulo chegou a R$ 61,1 bilhões em março, o melhor desempenho em 13 anos.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), indicador mensal de serviços no âmbito municipal. Um destaque foi o turismo, que chegou a quase R$ 1,7 bilhão em faturamento na cidade no mês de março e avançou 128% na comparação com o mesmo período de 2022.

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Economia

Lula: “presidente do BC precisa explicar ao povo por que mantém taxa de juros de 13,75% em um país com inflação de 5%”

“A inflação está baixando, o dólar está caindo. Apenas os juros precisam baixar, porque não tem explicação”, afirmou o presidente.

Na segunda edição do “Conversa com o presidente”, nesta segunda-feira (19), o presidente Lula (PT) voltou a criticar o atual patamar da taxa básica de juros do Brasil, mantida pelo Banco Central em 13,75% ao ano, informa o 247.

Ele exaltou as melhoras econômicas do país, principalmente a queda da inflação, e reafirmou não haver motivos para juros tão altos. “Durante a campanha eu falava: ‘nós vamos abrasileirar o preço dos combustíveis, porque não tem explicação o Brasil ter preço internacional’. Começou a acontecer. Vai acontecer no combustível, vai acontecer no gás e vai acontecer em muitas outras coisas. Os alimentos estão baixando, a carne abaixou – já abaixou 27% em alguns lugares a carne -, o ovo, o óleo de soja abaixou. As coisas estão abaixando e é preciso abaixar muito mais”.

O presidente cobrou que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, explique à população as razões para o elevado patamar da Selic. “A inflação está baixando, o dólar está caindo. Apenas os juros precisam baixar, porque também não tem explicação. O presidente do Banco Central precisa explicar, não a mim, que já sei porque ele não baixa, ao povo brasileiro e ao Senado, que o elegeu, porque ele mantém essa taxa de juros de 13,75% em um país que está com uma inflação anual de 5%”.

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Política

Lula diz que União Europeia não pode ‘tentar ameaçar’ o Mercosul com punições

Presidente voltou a criticar europeus por novas exigências ambientais para fechar acordo comercial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a reclamar nesta segunda-feira (19) das novas exigências da União Europeia para concluir o acordo de livre comércio com o Mercosul, afirmando que o bloco europeu “não pode tentar ameaçar” o sulamericano.

O mandatário afirmou que vai justamente discutir essas questões durante sua viagem à Europa, quando vai se reunir com o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Vou almoçar com o Macron e eu quero discutir a questão do parlamento francês que aprovou o endurecimento do acordo Mercosul- União Europeia. Ou seja, a União Europeia não pode tentar ameaçar o Mercosul de punir o Mercosul se não cumprir isso ou aquilo”, afirmou o presidente durante transmissão ao vivo.

“Se somos parceiros estratégicos. Vocês não têm que fazer ameaça”, completou.

O presidente Lula se referia à aprovação pela Assembleia Nacional da França de uma resolução contra a ratificação do acordo comercial. Trata-se de uma resolução que não tem poder de lei, mas representa um revés político para as tratativas, tendo em vista o objetivo do brasileiro de concluir o tratado até o fim deste ano.

Os parlamentares franceses apontaram como motivo para essa resolução os prejuízos para produtores franceses por possível concorrência desleal, além de riscos ambientais.

Além disso, a União Europeia pressiona o Mercosul para incluir uma chamada “side letter”, com novas exigências ambientais.

Lula deu a declaração durante a sua segunda transmissão ao vivo nas redes sociais, chamada Conversa com o Presidente. Inicialmente, essas lives aconteceriam às terças-feiras, mas acabou adiantada por causa de compromissos do mandatário.

O presidente embarca na noite desta segunda-feira (16) para uma viagem oficial à Europa. Inicialmente, Lula vai para a Itália, onde terá reuniões, entre outros, com o presidente Sergio Matarella e com o papa Francisco, no Vaticano.

Na sequência, segue para Paris, onde participa da cúpula Novo Pacto Financeiro Global, evento organizado pelo presidente francês Emmanuel Macron, além de ter almoço de trabalho com o mandatário francês e discursar no evento Power Our Planet.

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Política

Lula vai à Europa, encontra-se com o Papa, Macron e duas personalidades italianas que o visitaram na prisão política

Joaquim de Carvalho*

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será recebido pelo Papa Francisco no Vaticano na próxima quarta-feira. Este será o segundo encontro entre Lula e o Papa. Em 2020, dois meses após deixar a prisão política, os dois se reuniram no Vaticano.
Mas este não será o único compromisso de alta relevância que Lula terá esta semana.

Na viagem que fará à Itália, ele se encontrará com o presidente daquele país, Sergio Mattarella, em audiência agendada também para quarta-feira. Na terça-feira, ele terá encontro com o professor Domenico De Masi, que o visitou na prisão política da Polícia Federal em 2019.

Após aquele encontro no carcere, o sociólogo, autor do best seller “Ócio Criativo”, declarou:

“O fato de estar mantido aqui como preso político não mudou em nada o prestígio dele lá fora. Lula continua sendo uma grande liderança do mundo, talvez a maior de todas”.

Domenico De Masi afirmou também: “Lula me disse que não vai trocar a sua dignidade por sua liberdade e me pediu para que cada um de vocês que estão aqui façam o mesmo Para ele, a luta da esquerda é uma luta de longo prazo, mas ao fim deste caminho haverá uma esquerda muito maior”.

Àquela época, quando a farsa da Lava Jato ainda não tinha sido revelada e Sergio Moro era um poderoso ministro da Justiça no governo Bolsonaro, Domenico De Masi jamais imaginaria que, quatro anos depois, Lula estaria de volta à Presidência da República. Quem imaginaria?

Na quarta-feira, Lula se encontrará também com outra personalidade que o visitou no cárcere onde foi mantido graças à parcialidade de Sergio Moro. Trata-se de Roberto Gualtieri, hoje prefeito de Roma.

Um dos advogados de Lula, Luiz Carlos Rocha, acompanhou o encontro na prisão e viu Gualtieri chorar muito ao se encontrar com Lula, numa demonstração de que tinha a dimensão do grau de violência a que o o atual presidente do Brasil tinha sido submetido. Na época, Gualtieri representava a Itália no Parlamento Europeu.

“Eu li toda a sentença, e acho que aqui trata-se mais de um expediente para compensar a falta de provas do que uma qualificação genuína dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção”, afirmou Gualtieri. “Pessoalmente eu não vejo nesse caso nada que indique um crime”, declarou ainda. Gualtieri também disse:

Àquela época, quando a farsa da Lava Jato ainda não tinha sido revelada e Sergio Moro era um poderoso ministro da Justiça no governo Bolsonaro, Domenico De Masi jamais imaginaria que, quatro anos depois, Lula estaria de volta à Presidência da República. Quem imaginaria?

Na quarta-feira, Lula se encontrará também com outra personalidade que o visitou no cárcere onde foi mantido graças à parcialidade de Sergio Moro. Trata-se de Roberto Gualtieri, hoje prefeito de Roma.

Um dos advogados de Lula, Luiz Carlos Rocha, acompanhou o encontro na prisão e viu Gualtieri chorar muito ao se encontrar com Lula, numa demonstração de que tinha a dimensão do grau de violência a que o o atual presidente do Brasil tinha sido submetido. Na época, Gualtieri representava a Itália no Parlamento Europeu.

“Eu li toda a sentença, e acho que aqui trata-se mais de um expediente para compensar a falta de provas do que uma qualificação genuína dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção”, afirmou Gualtieri. “Pessoalmente eu não vejo nesse caso nada que indique um crime”, declarou ainda. Gualtieri também disse:

“A situação do Brasil não é só um caso de solidariedade política dos socialistas europeus com o PT, é uma questão mais ampla, que afeta a qualidade do desenvolvimento internacional. É preciso estar atento, Europa não pode ficar indiferente a respeito do que ocorre aqui com relação à qualidade do processo democrático e ao presidente Lula”, afirmou.

Na quinta-feira, Lula estará em Paris, para encontros com outros chefes de estado. Ele estará na Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global e depois participará do jantar oferecido pelo presidente Emmanuel Macron aos chefes de delegação presentes.

*247

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Política

Vídeo – Vexame: Lula, ao vivo, interrompe programa da GloboNews para corrigir Jorge Pontual

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu intervir na última sexta-feira (16) quando viu que o jornalista Jorge Pontual, comentarista da GloboNews, deu a entender que um programa de habitação popular que vem recebendo críticas em Campinas (SP) seria ligado ao seu governo.

Os jornalistas do programa “Em Pauta” comentavam a construção de casas populares minúsculas, de 15 metros quadrados cada uma, para abrigar moradores da Ocupação Nelson Mandela, em Campinas. O projeto é do prefeito da cidade, Dário Jorge Giolo Saadi, e não tem qualquer relação com o governo Lula.

Ao criticar o tamanho das casas, entretanto, Jorge Pontual deu a entender que o projeto fizesse parte do programa Minha Casa Minha Vida, encabeçado pelo governo federal. “Eu tenho um nome para esse projeto infeliz. Minha casa não é vida”, disparou o jornalista.

Instantes depois, porém, a jornalista Eliane Cantanhêde pediu a palavra para informar que recebeu um recado de Lula, enviado através de sua assessoria de imprensa, fazendo questão de afirmar que o projeto de moradia popular em Campinas não é do governo federal.

“Nós temos um telespectador ilustre. O presidente Lula está assistindo o Em Pauta. Está lá em Belém. Boa noite, presidente, seja bem vindo ao nosso programa. E o presidente pediu para a assessoria dele fazer um pedido pra gente. Não é uma correção. Mas ele faz questão de enfatizar que esse programa dessa casinha é um programa de Campinas, não tem nada a ver com a União, não tem nada a ver com o governo federal e muito menos com o Minha Casa Minha Vida. Olha aí, presidente, cumprindo aqui o seu pedido”, declarou a comentarista.

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Política

Vídeo: Lula anuncia novas unidades do Minha Casa Minha Vida: terão sacada e até biblioteca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na manhã deste sábado (17) na cidade de Abaetetuba, no Pará, onde participou da cerimônia de entrega de 222 unidades habitacionais do Residencial Angelin, no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Ao todo, 888 pessoas que se enquadram na Faixa 1 do programa, com renda mensal bruta de até R$ 2.640, foram beneficiadas com as residências, que possuem 43,11 m² de área privativa e valor de R$ 92,2 mil, segundo a Forum.

O residencial conta com infraestrutura de água, esgoto, energia elétrica, iluminação pública, pavimentação, drenagem e transporte público. Os moradores contarão, ainda, com uma creche, uma escola, um posto de saúde e um posto de segurança, sendo que há diversas áreas de lazer nas proximidades e um centro educacional que oferece cursos profissionalizantes.

Retomado pelo governo federal em fevereiro, o programa Minha Casa Minha Vida foi aprovado pelo Congresso Nacional em 13 de junho e, desde o início do governo Lula, 8.816 novas moradias foram entregues em todo o país.

Em discurso durante a cerimônia de entrega das novas unidades habitacionais, Lula detalhou como serão as próximas moradias a serem construídas no âmbito do programa. Segundo o presidente, as futuras casas serão maiores, terão sacadas e os condomínios contarão, inclusive, com bibliotecas.

“O Senado aprovou a lei para construirmos mais 2 milhões de casas do Minha Casa Minha Vida. E essas novas casas terão uma sacada. Serão casas um pouco maiores. O conjunto habitacional terá uma biblioteca. E teremos empreendimentos para a classe média”, anunciou o mandatário.

Lula falou, ainda sobre a redução dos preços dos combustíveis e a retomada do crescimento econômico do país, que já vem sendo observado em indicadores divulgados recentemente, como o que mostra o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) e o que registra a queda da inflação.

“Eu disse que o preço da gasolina ia baixar. Do diesel, da carne, dos alimentos também. Já estão baixando e vão baixar mais ainda. E vamos diminuir a inflação e gerar mais empregos. A roda gigante da economia vai girar”, declarou.

Assista à íntegra da cerimônia

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Economia

Fala de Mônica Waldvogel sobre economia e Lula revolta as redes

A declaração da jornalista Mônica Waldvogel sobre o fato de a economia dar sinais de recuperação trata-se da “sorte do presidente Lula” e não das políticas da gestão federal.

“O Brasil conseguiu colocar essa supersafra para fora, por sua vez ganhou mais dólar, o dólar cai e ajuda a controlar a inflação, o que dá essa sensação de bem-estar. O governo não precisou se mexer, a safra foi plantada no ano passado. Tudo se ajeitou. É uma questão de sorte. Essa supersafra foi responsável por quase 25% do crescimento do PIB no primeiro trimestre […] tudo bem, há a política monetária, os juros, o arcabouço e a negociação política, mas também há um aspecto que é uma circunstância totalmente fora do controle do governo […] Lula é um cara sortudo”, disse Mônica Waldvogel rindo.

https://twitter.com/Rafael_RViegas/status/1669643369134571521?s=20

A análise da comentarista da Globo News recebeu respostas de vários perfis, incluindo do Secretário Executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli.

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Política

Lula inaugura daqui a pouco a Ferrovia Norte-Sul, que vai baratear o frete de produtos em 40%

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, afirmou pelas redes sociais que a inauguração da Ferrovia Norte-Sul, daqui a pouco, às 10h30m, pelo presidente Lula, terá como feito a redução do frete ferroviário de mercadorias e minérios em 40%, segundo o Agenda do Poder.

O presidente Lula (PT) entregará nesta sexta-feira (16) a Ferrovia Norte-Sul, obra iniciada em 1987 e que teve mais de 90% de seus trechos construídos pelos Governos Lula e Dilma.

A ferrovia liga os estados do Maranhão e São Paulo e corta quatro das cinco regiões brasileiras. O ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta, afirma que a entrega da obra se trata de um momento “histórico” principalmente pelo seu impacto no barateamento do frete de produtos brasileiros. De acordo com o ministro, “a partir de amanhã, o frete de muitos produtos brasileiros vai ficar até 40% mais barato”.

“Hoje, 60% do custo logístico dos produtos brasileiros têm a ver com transporte, por isso a entrega da ferrovia é um momento histórico, pois diminui o ‘custo Brasil’ e aumenta a competitividade do nosso país”, ressalta.

Em entrevista a rádios de Goiás nesta quinta (15), Lula afirmou que “se dependesse dos governos Lula e Dilma, essa ferrovia teria sido inaugurada muito tempo atrás.” O presidente destacou o avanço das obras nos governos petistas: “No meu governo e no governo da Dilma, nós fizemos 90% dessa ferrovia. 5% foi feita pelo presidente Sarney, FHC, Temer, e 5% foi feita pela empresa que é hoje a concessionária da estrada. […] Sempre tem muito empecilho, mas eu penso que ao invés de a gente ficar reclamando porque demorou tanto, eu estou feliz estar de volta à presidência da República e, exatamente no meu mandato, a gente vai inaugurar finalmente a Ferrovia Norte-Sul.”

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Política

Lula não planeja entregar Embratur e Correios ao apetite do Centrão

O Palácio Planalto não discute no momento fazer trocas na Embratur e nos Correios para atender a cobiça de partidos do Centrão, afirmam integrantes do governo federal.

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, sinalizou ao presidente da empresa da área de turismo, Marcelo Freixo, que o seu posto não será negociado com o União Brasil. Há possibilidade, no entanto, de gerências da Embratur serem cedidas à legenda.

Líderes do partido do Centrão não se contentam apenas com a saída de Daniela Carneiro do Turismo para entregar apoio ao governo no Congresso. Há uma reivindicação de porteira fechada dos ministérios das Comunicações e do Turismo para terem os comandos dos Correios e da Embratur.

Auxiliares de Lula ouvidos pelo Globo garantem que não existe possibilidade de o governo promover essas mudanças para contemplar a legenda. No caso de Freixo, há consideração por ele ter migrado recentemente do PSB para o PT. O ex-deputado é um dos principais aliados de Lula no Rio. Já Fabiano Silva, presidente dos Correios, é ligado ao PT e integrava a coordenação do Prerrogativas, grupo de juristas que foi crítico à Lava-Jato.

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Opinião

Lula ensina a enfezados arrogantes como se negocia com altivez, sem bravata

Reinaldo Azevedo*

Luiz Inácio Lula da Silva falou tudo o que quis a Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e, à diferença do que reza o ditado, também ouviu o que queria ouvir. Durante evento no Palácio do Planalto, nesta segunda, Lula afirmou o que o país NÃO FARÁ como precondição para fechar o acordo Mercosul-União Europeia. Agiu bem. Isso NÃO azedou a relação. Quando pessoas altivas e educadas conversam, é possível ao menos buscar o caminho do entendimento.

Já volto ao discurso de Lula. Mas quero destacar o que anunciou von der Leyen em evento posterior com empresários na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. A representante do bloco europeu anunciou a doação de R$ 100 milhões ao Fundo Amazônia. E o dinheiro veio junto com uma declaração sobre o acordo entre os dois blocos:
“Agora finalmente estamos próximos da linha de chegada, acho que é o momento de cruzar a linha de chegada. O presidente Lula e eu nos comprometemos em concluir o acordo o quanto antes, mais tardar até o fim do ano. Esse acordo traz benefícios, dará às empresas oportunidades de expansão”.

Se e quando efetivado, será o maior acordo comercial do mundo, envolvendo 32 países, 780 milhões de pessoas e um PIB de R$ 20 trilhões.

Mas nem tudo vinha sendo, ou é, assim tão tranquilo. E daí a importância das negociações empreendidas por Lula. Em razão das delinquências ambientais praticadas na gestão de Jair Bolsonaro, a União Europeia fez, de forma unilateral, um adendo ao que já tinha sido pactuado, transformando, por exemplo, a adesão espontânea do Brasil a algumas metas — como o desmatamento zero em 2030 — em cláusulas impositivas. Lula não escondeu seu desagrado. No evento no Planalto, afirmou:
“Expus à presidente Von Der Leyen as preocupações do Brasil com o instrumento adicional ao acordo apresentado pela União Europeia em março deste ano, que amplia as obrigações do Brasil e as torna objeto de sanções em caso de descumprimento. A premissa que deve existir entre parceiros estratégicos é a da confiança mútua e não de desconfiança e sanções. Em paralelo, a União Europeia aprovou leis próprias, com efeitos extraterritoriais e que modificam o equilíbrio do acordo. Essas iniciativas representam restrições potenciais às exportações agrícolas e industriais do Brasil. Reiterei o desejo do meu governo de construir uma agenda bilateral positiva. Com cooperação ativa, podemos abrir horizontes benéficos em diversas áreas. O caminho deve ser a formação de parcerias para o desenvolvimento sustentável.”

O agro deveria ser particularmente grato ao presidente. Está tentando consertar o que Bolsonaro estragou com a conversa sobre “deixar passar a boiada” e com o deliberado desmonte da área ambiental no Brasil. Mas não é só isso. Lula disse ainda que o acordo não pode impedi-lo de fazer o que fazem americanos e europeus: cuidar do seu próprio jardim — isto é, de suas próprias empresas. O entendimento não significa transformar o Brasil em mero fornecedor de commodities e de mercado consumidor aos ricos. Assim, afirmou o presidente:
“A Europa e os EUA voltaram a reconhecer, após ciclos de liberalismo exagerado, a importância da ação do Estado em políticas industriais. Programas bilionários de subsídios foram adotados nos países desenvolvidos em favor da reindustrialização. O Brasil, que sofreu um grave processo de desindustrialização, tem ambições similares. Por isso, o Brasil manterá o poder de conduzir as políticas de fomento industrial por meio do instrumento das compras públicas. Unir capacidades em matéria de pesquisa, conhecimento e inovação é igualmente decisivo como resposta ao desafio de gerar empregos e distribuir renda. Queremos estabelecer uma efetiva Parceria Digital com a União Europeia, na área de tecnologias da informação, regulação do espaço digital, 5G e semicondutores.”

Os liberaloides brasileiros, que liberais não são, mas reacionários que rejeitam o espelho, ficam arrepiados quando ouvem coisas assim porque dizem que isso representa um pacto com a ineficiência. Só não saberiam explicar por que as nações ricas protegem — e com pesados investimentos públicos — a sua própria indústria.

Há, como lembra Lula, um vasto campo para trocas justas. Mas a reivindicação da União Europeia de que as compras governamentais entrem no acordo sem nenhuma forma de proteção não é algo negociável. Sob pena de a já combalida indústria brasileira ir para o buraco. Essa seria a situação, então, em que se faria um acordo contra a economia nacional, tendente a exportar empregos do país mais pobre para os mais ricos.

E, ainda assim, von der Leyen anunciou os recursos para o Fundo Amazônia e afirmou que acredita que o entendimento chegue a bom termo até o fim do ano. É bom que se perceba a diferença entre a bravata, que reivindicava ao mundo o suposto direito de desmatar porque, “afinal, a Amazônia é nossa”, e a altivez de quem se recusa a negociar com a faca no pescoço. Até porque nem europeus nem brasileiros ignoram que parte das imposições da União Europeia, adendadas ao acordo, são apenas o velho protecionismo se vestindo de cláusula verde. Isso ganhou até um apelido mundo afora: “greenwashing” entre Estados nacionais. Simula-se uma razão ambiental para o que é interesse comercial. É legítimo que governos busquem o melhor para seus países. Cumpre não ser o bobalhão da turma. E há duas maneiras principais de sê-lo: 1) aceitar todas as imposições; 2) roncar valentia, dizendo um “aqui ninguém mete o bedelho”, tornando-se pária no mundo. Nos dois casos, quem perde?

AS GUERRAS
Lula, e nem poderia ser diferente, também se referiu à guerra entre Rússia e Ucrânia:
“A volta da guerra ao coração da Europa reflete a complexidade dos desafios dos tempos em que vivemos. Lembrei à presidente Von Der Leyen que o Brasil votou a favor de resoluções na ONU que condenaram a invasão da Ucrânia pela Rússia. Reiterei nosso empenho em busca da paz, evitando a escalada da guerra e do uso da força e seus riscos incalculáveis. Não há solução militar para esse conflito. Precisamos de mais diplomacia e menos intervenções armadas na Ucrânia, na Palestina, no Iêmen. Os horrores da guerra e o sofrimento que ela provoca não podem ser tratados de forma seletiva. Os princípios basilares do Direito Internacional valem pra todos.”

Obviamente não há saída militar para aquela guerra, que provoca um estrago na economia mundial. E o líder brasileiro pode e deve dizê-lo. E também lhe cumpre lembrar que não se pode ser seletivo quando se trata de condenar os que promovem conflitos. Citou o caso do Iêmen. Eis aí a mais cruel e nefasta das guerras em curso, mas que se trava sob o silêncio cúmplice dos Estados Unidos e da Europa. Afinal, a Arábia Saudita, o país agressor, é considerado um “aliado estratégico” do Ocidente. Um massacre está em curso, inclusive de crianças. Lula não tem de dedicar o seu tempo a combater todas as guerras do mundo. Mas acerta ao não querer fazer parte da solução armada no conflito Ucrânia-Rússia, que solução não é.

Lula, reitero, falou o que quis e também ouviu o que quis. A conclusão do acordo Mercosul-União Europeia, que von der Leyen diz estar próximo, tem de atender também às necessidades do Brasil e da sua população.

Uma pergunta óbvia, de resposta idem, daí que ela seja aqui meramente retórica, mas convidando, ainda assim, os empresários brasileiros, inclusive os do agro, a pensar: em algum momento do governo Bolsonaro vocês encontraram um chefe de Estado disposto a advogar em favor dos respectivos setores que vocês integram com tanta clareza, objetividade e civilidade?

Era esse “esquerdista terrível” que parte da Dona Zelite brasileira tanto temia? Essa gente ficou com saudade do bronco e de seus anacolutos com a motosserra na mão?

ENCERRO
Li por esses dias um artigo em que uma enfezada, tomada de ares e tom professorais, dizia que Lula nada entende do mundo moderno; que está fixado no passado; que suas postulações no caso do acordo Mercosul-União Europeia eram impróprias etc. Não é o que pensa von der Leyen.

Se o entendimento vai mesmo sair, bem…, deixo a bola de cristal para os que são viciados em erro. O que me parece inequívoco é que Lula fez o que lhe cabia em defesa do país, do agro, das empresas brasileiras e dos empregos. A irrelevância agressiva fica a cada dia mais ridícula. Até “Uzmercáduz” já estão percebendo…

*Uol

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