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Caminhoneiros de todo o Brasil se mobilizam para greve a partir de segunda-feira

Cerca de 15 novos grupos foram criados no WhatsApp para articular paralisação nessa segunda-feira (22).

A categoria de caminhoneiros está planejando uma paralisação para a próxima segunda-feira (22). A principal queixa é contra a resolução da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O órgão estipulou uma nova tabela de preços mínimos de frete rodoviário, cujas revisões periódicas haviam sido previstas no governo de Michel Temer. Os valores, no entanto, estariam abaixo do que era esperado pela categoria.

Entre os diversos grupos, existem administradores em comum. Todavia, eles negam serem os líderes da paralisação, ou sequer reconhecem que exista tal liderança. Segundo uma dessas pessoas, o movimento em torno da paralisação começou simultânea e independentemente pelos estados.

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, deve se reunir com os representantes dos caminhoneiros e outras entidades, como o CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) para discutir a nova tabela de fretes.

Nos grupos, no entanto, os caminhoneiros reafirmam que não vão arredar o pé. E se, de fato, houver uma reunião com o ministro, ela terá de ser feita “na pista”.

 

*Com informações da Forum/Folha de S. Paulo

 

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Greve Geral de 14 de junho tem apoio de 71% dos caminhoneiros

O Brasil vai parar no dia 14 de junho.

A categoria tem perfil conservador e, supostamente, a maioria dos caminhoneiros votou em Bolsonaro, porém, ultimamente eles vêm demonstrando insatisfação com a condução do governo por Bolsonaro.

A política de reajuste dos combustíveis praticada pelo governo aparece como maior problema, conforme apurou pesquisa da Fundação Perseu Abramo (FPA), muito embora, nas entrelinhas dos depoimentos, surja sempre a preocupação com a falta de atividade econômica. Por isso, 71% dos entrevistados apoiam a greve geral de 14 de junho. Aida de acordo com a pesquisa da FPA entre os entrevistados que afirmaram ter votado no presidente no segundo turno, 12,5% já o avaliam como ruim e péssimo. E 34,3% avaliam como regular.

O trabalho exercido pela categoria não é nada fácil e extremamente prejudicial à saúde, sem falar de problemas emocionais causados pelo longo tempo em que os caminhoneiros ficam distantes da família.

Segundo reportagem do Brasil de Fato publicada nesta sexta (7), as lideranças da categoria divergem sobre a adesão à greve geral do próximo dia 14. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que representa 700 mil caminhoneiros, anunciou adesão à paralisação.

Dos 648 entrevistados, havia seis mulheres e 642 homens. Do total, 49,7% trabalham para empresa e frotas, 42,6% são autônomos, 4,7% cooperativados e 3% empregadores com dois ou mais funcionários. De todos os participantes, 41,6% se autodeclararam brancos, 39,2% pardos, 15,4 pretos, 1,7% amarelos e 0,9% se reconheceram como indígenas.

As entrevistas foram feitas em locais de grande concentração de motoristas de caminhão, como postos de combustíveis, áreas portuárias e oficinas mecânicas especializadas.

 

 

 

 

*As informações foram obtidas no Brasil de Fato