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O que foi mais rápido, a morte do Sicário de Vorcaro na cadeia ou essa notícia sumir da grande mídia?

Uma pergunta que ninguém faz, quem financia o silêncio da mídia?

A mídia é muito mais perigosa naquilo que ela esconde do que no que ela noticia de forma enviesada. Isso acaba dando em nada, porque, pouco ou nada se cobra do clero midiático sobre essa particularidade,  a meu ver, criminosa, pois é um meio de compactuar com um erro ou mesmo com um crime abstendo-se de noticiar e, logicamente, comentar determinados fatos.

O suposto suicídio do sicário de Vorcaro é um daqueles casos cabulosos, porque quando se imagina a cena descrita de forma displicente, como num comentário banal pela mídia que, normalmente, usa um fato como esse de maneira escandalosa quando lhe interessa, o que, em nós, triplica instintivamente em uma análise crítica.

Mas se o assunto insiste em ficar na superficialidade publicada, há na sociedade uma acomodação que revela um sentimento que, se o assunto não é mais mencionado, é porque ele não existiu ou é de pouca importância. E não é esse o caso da morte de Luiz Felipe Moraes Mourão, o sicário de Daniel Vorcaro.

Assim, a coisa fica na base do dito pelo não dito, e um caso como esse cai no esquecimento da vida nacional para o interesse de quem?

Uma suposta queima de arquivo, feita da maneira que foi, instantânea após sua prisão, jamais mereceria o descaso de uma mídia minimamente comprometida com o povo.


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Queima de arquivo: o sicário está para Vorcaro como Adriano da Nóbrega está para Flavio Bolsonaro

Pelo jeito, temos aqui dois personagens que competem entre si nas coincidências da forma.

Se, como dizem as poucas matérias da grande mídia, Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, é mesmo o sicário de Vorcaro, ou seja, seu cão de guarda, valeria afirmar que, com um padrão e ficha criminal bem acima do secretário do dono do Master, Adriano da Nóbrega é tão assassino quanto.

Claro, há uma diferença brutal na comenda dos dois. Até aqui não se sabe de nenhuma medalha de honra que Vorcaro tenha conceadido a seu capataz, já Adriano da Nóbrega foi medalhonado pelo então deputado estadual, Flavio Bolsonaro, dentro da cadeia com a medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, sem falar que a mãe e a esposa de Adriano faziam parte do esquema de rachadinha (peculato e formação de quadrilha) montada por Flavio e gerenciado por Fabrício Queiroz, parsa de Adriano.

Adriano da Nóbrega estava encarcerado por inúmeros assassinatos e tentativas de, mas os dois tiveram o mesmo fim, queima de arquivo.

Não é de se espantar, tendo em vista o histórico dos dois patrões, Vorcaro e Flavio Bolsonaro.

Outra acusação é a de que o sicário de Vorcaro operava como uma espécie de escritório do crime do dono do BolsoMaster para intimidar, coagir, estorquir, espancar e assassinar pessoas que atravessam o caminho do patrão.

E o que era mesmo o escritório do crime comandado por Adriano da Nóbrega, um grupo de milicianos e políticos para cometer crimes de extorsão, assassinatos e lavagem de dinheiro no Rio?

Segundo informações, esse grupo era associado a Adriano da Nóbrega e outros milicianos e teria ligações com Flavio Bolsonaro.

Entre os comparsas de Adriano, tinham policiais e civis, além de outros criminosos que extorquiam comerciantes e empresários e, por isso, o grupo de Adriano contava com a proteção de políticos e policiais.

O fato é que os dois morreram de formas diferentos com características idênticas às de queima de arquivo.

Certamente, a históia saberá revelar um paralelo desses dois universos, empresarial e político, que remontará a estrutura de poder que as muitas formas de milícias dão sustentação por um bom preço.


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