19 de setembro de 2020
  • 15:12 Brasil, de exemplo mundial de combate à fome a motivo de grande preocupação
  • 12:44 Bretas admite que bloqueou contas pessoais de advogados e de escritórios
  • 10:25 Em depoimento à PF, assessor de Bolsonaro confessa repasse de vídeos do presidente a canais de direita no youtube
  • 09:46 O Pantanal antes – O Pantanal no governo Bolsonaro
  • 21:47 Começa a cair de vez a máscara de Moro, Bretas e de toda a Lava Jato

Presidente da República recebe, no Palácio do Planalto, visita de viúva do coronel que chefiou DOI-CODI.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) chamou de “herói nacional” o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o Destacamento de Operações de Informações (DOI-CODI) em São Paulo e ficou conhecido como um dos maiores torturadores da ditadura. A declaração ocorreu nesta quinta-feira 8.

Enquanto saía do Palácio da Alvorada, Bolsonaro explicou à imprensa sobre a visita de Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra ao Palácio do Planalto. Ela é viúva do coronel, que morreu em 15 de outubro de 2015, por falência múltipla dos órgãos.

“Tem um coração enorme. Eu sou apaixonado por ela. Não tive muito contato, mas tive alguns contatos com o marido dela enquanto estava vivo. Um herói nacional que evitou que o Brasil caísse naquilo que a esquerda hoje em dia quer”, afirmou.

Ustra foi o primeiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura durante a ditadura. Enquanto o coronel comandou o DOI-CODI, foram registradas 45 mortes e desaparecimentos forçados, entre 29 de setembro de 1970 e 23 de janeiro de 1974, segundo relatório da Comissão Nacional da Verdade.

Bolsonaro é seguidor declarado do coronel do exército. Já no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o então deputado federal fez homenagem a Ustra ao declarar seu voto a favor da cassação: “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”.

Durante sua campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, que mantinha em sua cabeceira o livro “Verdade Sufocada”, de autoria do torturador.

Recentemente, o presidente voltou a citar o livro do coronel para embasar sua tese de que Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, foi assassinado por militantes de esquerda, e não por agentes do Estado durante a ditadura.

A declaração de Bolsonaro repercutiu nas redes sociais.

 

*com informações da Carta Capital

 

Celeste Silveira

RELATED ARTICLES

1 COMMENTS

  1. rita de cássia cruz Posted on 8 de agosto de 2019 at 22:26

    /Semelhante atrai semelhante…

    Reply
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: