5 de dezembro de 2020
  • 11:28 No Senado, PT garante vacinação gratuita e universal contra Covid-19
  • 10:12 Gabinete do ódio, o ministro Moro sabia de tudo e nada fez
  • 21:44 Valor Econômico: PIB per capita deve levar dez anos para voltar ao nível do governo Dilma em 2013
  • 19:50 Youtuber bolsonarista revela acesso a bastidores no Planalto
  • 17:33 Ex-presidente do STF se diz perplexo com manobra da Corte a favor de Maia e Alcolumbre

Líder da invasão de ontem à Embaixada da Venezuela, o autoproclamado ministro-conselheiro Tomás Silva esteve por duas vezes em reuniões no Palácio do Planalto durante o governo de Jair Bolsonaro. Em ambas ocasiões, as reuniões foram com o vice-presidente Hamilton Mourão, nos dias 15 de abril e 24 de julho deste ano.

No início do ano, o Brasil esteve entre os primeiros países a reconhecer Juan Guaidó como presidente da Venezuela.

Desde então, o governo credenciou uma embaixadora do venezuelano e até mesmo abriu espaço em sua delegação na Assembleia Geral da ONU para membros da oposição ao governo de Nicolas Maduro. O ato é considerado raro na diplomacia internacional.

Na agenda da reunião mais recente, consta que Mourão recebeu o diplomata como o “enviado especial para assuntos de Direitos Humanos do Presidente Juan Guido (sic)”.

Reuniões tiveram presença da embaixadora de Guaidó

Também participou do encontro Maria Teresa Belandria, nomeada embaixadora da Venezuela no Brasil por Juan Guaidó. A reunião, marcada para durar meia hora, foi realizada no próprio gabinete da Vice-Presidência do Palácio do Planalto.

A reunião do invasor com Mourão em abril também foi realizada junto com Maria Teresa. Desta vez, Tomas Silva foi chamado de “enviado especial do Presidente Juan Guaidó”. O encontro também levou meia hora e, uma vez mais, foi realizado no gabinete da Vice-Presidência, no Palácio do Planalto.

O chefe de gabinete adjunto da Vice-Presidência da República, Álvaro Gonçalves Wanderley, também participou da reunião do dia 24 de julho, assim como o chefe da assessoria diplomática, Juliano Nascimento. Este último também participou da reunião do dia 15 de abril.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República informou nesta quarta que o presidente, Jair Bolsonaro, jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da embaixada em Brasília.

Procurada, a Vice-Presidência não respondeu até o momento aos pedidos da reportagem para que esclarecesse a pauta das reuniões de Mourão com Silva e a embaixadora. Esse espaço continua aberto para o posicionamento do governo.

Silva transmitiu via Facebook após invasão de embaixada, e Eduardo Bolsonaro compartilhou - Reprodução/Facebook

 

 

*Com informações do Uol

Celeste Silveira

RELATED ARTICLES

1 COMMENTS

  1. Magda ferreira santos Posted on 26 de março de 2020 at 15:04

    REUNIÃO PÍFIA SEM VALOR ALGUM ONDE NENHUM DOS REPRESENTANTES FOI ELEITO DECENTEMENTE SEM FRAUDE, ISSO OS QUE FORAM ELEITOS, PORQUE AUTO NOMEADO NÃO CONTA!!

    Reply
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: