28 de julho de 2021
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Para quem não está entendendo a atitude do presidente do Supremo, José Antônio Dias Toffoli, de recusar o pedido de reconsideração feito pelo Procurador Geral da República, Augusto Aras, para revogar seu pedido de envio de todos os relatórios produzidos pelo antigo Coaf, agora Unidade de Inteligência Financeira, recomendo refletir porque era tão importante mantê-lo sob o comando de Sérgio Moro.

O que Dias Toffoli prepara para o julgamento, no dia 20, da liminar com que mandou suspender todas as investigações desenvolvidas com base nestes relatórios é a revelação de que havia, entre as instituições fiscais e o Ministério Público um esquema de fast track, uma espécie de via rápida de vigilância sobre centenas de milhares de pessoas, especialmente ocupantes de cargos governamentais, políticos e integrantes das cortes judiciais superiores – e de suas famílias – para a formação de “paióis” de informações potencialmente escandalosas contra quem interessasse investir ou, ainda, parecerem usadas como represália a quem se opusesse ao esquemas de poder dos procuradores ou de quem eles quisessem beneficiar.

Toffoli, ao apresentar seu relatório no julgamento da liminar, quer informar a seus pares que duas contas bancárias estavam, permanentemente, sob vigilância. Também quer dar a conhecer, com números e, claro, sem nomes, que o mesmo ocorre com parlamentares federais, na Câmara e no Senado.

O presidente do Supremo quer evidenciar indícios de que, havia uma composição política para que o Coaf “abastecesse” automaticamente o Ministério Público – e, notadamente, as várias “”forças-tarefa” da Lava Jato sobre pessoas que, a partir dos relatórios teriam abertos ou prontos para abrir-se procedimentos investigatórios e inquéritos contra elas.

A mídia está tratando o caso como se Toffoli pretendesse acessar os dados das 600 mil pessoas – 412 mil físicas e 186 mil jurídico-empresariais -, o que não vai ocorrer. Eles serão apenas acautelados no Supremo, como prova das arapongagens.

O esquema de Sergio Moro no Coaf, que já estava abalado desde a transferência para o Banco Central, ruiu de vez.

Toffoli vai expô-lo no Supremo. Vai contar o “milagre”, ainda que não deva falar no “nada santo”.

 

 

*Fernando Brito/Tijolaço

 

 

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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6 COMMENTS

  1. Claudio Souza do Soropositivo.Org Posted on 17 de novembro de 2019 at 06:29

    Celeste, bom dia! Por favor, não me entenda mal. Eu vejo que seu blog é montado em cima da plataforma do WordPress. Bem, eu tenho dezenas e dezenas de plugins e templates que melhoram funcionalidades do sistema em sí. Eu peço que você considere a hipótese de receber alguma ajuda técnica para facilitar sua vida! Eu não quero nada em troca! Vivo uma situação econômica complicada, pois não tinha renda deste 2009 até 2018! Se não fosse por Mara eu estaria morto ou na mendicância! Mas sua luta é bonita e nobre. Eu gostaria de poder agudar um pouco!!!

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    1. Celeste Silveira Posted on 17 de novembro de 2019 at 11:03

      Sim Claudio. Conto com você e te agradeço muitíssimo. Vamos nos falar por email. Grande abraço.

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    2. afonso Schroeder Posted on 18 de novembro de 2019 at 07:10

      Graças a INTERCEPT atos indevidos contra (Lula) devem ser anulados pelo (STF) e “Moro” na cadeia é descumpridor da Constituição/88, perseguidor das esquerdas e traidor cadeia já a “Moro”.

      Reply
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  4. afonso Schroeder Posted on 18 de novembro de 2019 at 07:08

    Graças a INTERCEPT atos indevidos contra (Lula) devem ser anulados pelo (STF) e “Moro” na cadeia é descumpridor da Constituição/88, perseguidor das esquerdas e traidor cadeia já a “Moro”.

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