Para quem teve quase 70% de votos na eleição de 2018 em São Paulo, amargar 27% de aprovação e 47% de reprovação, é um indicador e tanto para se afirmar que Bolsonaro caminha a passos largos para o precipício.
Não se pode esquecer que esse trágico resultado só não é pior por conta do auxílio emergencial, aprovado pelo Congresso, e que Bolsonaro acabou surfando.
Com o desemprego batendo recorde, a volta do Brasil ao mapa da fome, a inflação galopante dos alimentos, a redução do salário mínimo e a perda do poder de compra dos trabalhadores, mais a redução do valor em 50% do auxílio emergencial, a tendência de Bolsonaro é perder muito mais gordura, vendo sua aprovação desabar.
Quando findar o auxílio emergencial em dezembro e com um número ainda mais acentuado de vítimas da Covid-19, pouco sobrará de aprovação de Bolsonaro na maior capital do país aonde ele teve uma das maiores votações.
Soma-se a isso os escândalos de corrupção do clã, o aumento galopante da informalidade e se verá um futuro próximo trágico para Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro faltou a uma acareação com o empresário Paulo Marinho nesta segunda-feira (21), para esclarecer informações sobre o suposto vazamento da Operação Furna da Onça, em 2018.
Segundo o empresário Paulo Marinho, Flávio Bolsonaro contou que Victor Granado, advogado do senador filho de Jair Bolsonaro, soube da operação com antecedência por um delegado da Polícia Federal e o avisou.
Flávio estava no Amazonas. Ele e o deputado federal Eduardo Bolsonaro estavam no programa do apresentador bolsonarista Sikêra Júnior. Eles apareceram dançando e cantando uma música contra os “maconheiros”.
A defesa de Lula segue tentando acessar a íntegra do acordo de leniência da Odebrecht.
Na semana passada, os advogados enviaram um novo pedido à 13ª Vara Federal de Curitiba, no qual afirmam que, mesmo após a segunda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema, há documentos do processo que seguem em sigilo.
Entre os dados em segredo estão os documentos assinados entre a Odebrecht e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (Doj), responsável pela leniência com países estrangeiros, além da Procuradoria-Geral da Suíça, outra signatária da tratativa.
Em decisão tomada no início deste mês, o ministro Ricardo Lewandowski determinou que Lula tivesse acesso ao conteúdo da leniência, às correspondências entre a força-tarefa da Lava-Jato com países que participaram das tratativas e aos documentos relativos aos sistemas de pagamento de propinas da Odebrecht.
Os advogados de Lula estão de olho na parte que traz as perícias feitas pela Polícia Federal nesses sistemas.
Eles querem averiguar se os documentos têm indícios de terem sido adulterados antes de pararem nas mãos os investigadores.
Com um governo que, como um peru de natal, morreu de véspera, o singular contraste de Bolsonaro diante de inúmeras tragédias, tem método.
São 21 meses, faltando somente três para completar dois anos de governo, Bolsonaro não tem um cisco ou rabisco que possa ser apresentado à sociedade como resultado positivo de seu governo.
Isso é inédito!
Enquanto o brasileiro amarga um desemprego recorde, a volta da inflação, sobretudo dos alimentos, a queda e a perda do poder de compra do salário mínimo com a desvalorização da moeda brasileira, a maior desvalorização do mundo, por sinal, Bolsonaro não sabe o que falar, já que é nítido que ele não tem a mais tenra ideia do que é governar esse país.
Não há rigorosamente nenhuma novidade nisso. Foram três décadas de inutilidade como deputado, possivelmente o mais ilustre sanguessuga do Estado por não ter um mero projeto, nada, neca, zero.
Quem votou em Bolsonaro sabia disso e, sabendo, apostou em milagre. Um sujeito que se aposentou com 33 anos de idade, agora, chama professores de vagabundos. Um camarada que montou o maior cartel familiar dentro do Estado brasileiro, arrotando moral e ética, eleito pela trama de um juiz tão imoral e aético quanto ele. Isso não poderia ter outro resultado, senão o fracasso.
A coisa anda tão feia que até o bibelô da mídia, Paulo Guedes, perdeu espaço no mundo da imprensa de banco. Não há nada, rigorosamente nada que salve desse governo moral e economicamente falido, restando ao presidente ser o deputado Bolsonaro, inútil, mas polêmico. Polêmico por ser inútil e, assim, ele aumentará o tom de sua exaltação ao caos, dizendo que o Brasil foi o país que melhor se comportou diante da pandemia.
E por que Bolsonaro fala isso? Porque sabe que está provocando uma reação e, ao provocá-la, produz uma cortina de fumaça para passar de boiada o fracasso.
O brasileiro viu naquela esbórnia que eles chamam de reunião ministerial quais de fato são as preocupações do presidente da República com o Brasil, nenhuma. Bolsonaro governa, como ficou escancarado, para sua família controlando as instituições para ganhar tempo e fazer com que tanto os seus crimes quanto os dos seus filhos prescrevam. O país? Que se exploda!
Qual o remédio Bolsonaro escolheu para lidar com isso? Transformar-se no grande tenor da ópera do absurdo, do nonsense total, da picardia calculada, das declarações bestiais.
E quem imaginou que Bolsonaro se comportaria de uma forma menos animalesca, esqueceu-se de que ele não pode sair da trincheira, porque é na guerra que ele alimenta suas polêmicas e esconde o seu fracasso.
Claro que isso não está dando certo. A população já está de saco cheio de Bolsonaro, até os que votaram nele, mas não fazem parte de sua seita. E a tendência é a economia brasileira fracassar ainda mais e aprofundar a desigualdade.
Por isso Bolsonaro, inutilmente, tentará cada vez mais soltar rojões diários na base do absurdo para camuflar o naufrágio de sua canoa ainda no cais.
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Quando se passa os olhos na aprovação no final do segundo mandato de 28 % de FHC e de 87% de Lula, lembra-se e se assusta com a veneração que a mídia brasileira tem por FHC e o ódio que tem por Lula.
Só uma coisa explica isso, preconceito com o povo brasileiro.
Dia desses, o subconsciente da jornalista da Globonews, Cristiana Lobo calou tão forte que ela não conseguiu esconder o brilho nos olhos na hora de falar de FHC.
A mesma Cris Lobo, como é chamada pelos colegas, também não consegue disfarçar o maldito rancor que sente de Lula.
Carlos Alberto Sardenberg, por sua vez, escreveu um artigo falando maravilhas de FHC, com o título “O melhor presidente”.
É uma invenção tão tosca de Sardenberg sobre FHC que, tem um vídeo do próprio FHC, em um encontro com Clinton e chefes de Estados europeus, onde diz que a situação de seu governo era tão vulnerável que qualquer crise no mundo por menor que fosse afetaria o Brasil.
Então, é uma gigantesca bobagem Sardenberg criar um personagem de ficção para dar a ele asas de ganso quando FHC, na verdade, foi um pato manco engolido pela vaidade e pela incapacidade de ver que o neoliberalismo que adotou como política econômica lhe derrubaria do cavalo.
Ora, é só pegar a imagem de FHC deixando o Palácio do Planalto e comparar com à de Lula quando terminou seu mandato.
Enquanto FHC saiu de cabeça baixa, murcho e isolado, Lula é agarrado pelo povo que, junto com ele, chorava emocionado pelo bem que ele proporcionou a milhões de brasileiros, ao contrário de FHC que deixou o governo com recorde de desemprego, dívidas com FMI e zero de reservas internacionais, além da fome e da miséria.
Mas tudo isso a prepotente mídia, comandada pelos barões da comunicação, ignora, assim como sempre ignorou o sofrimento do povo.
Sim, porque o problema dessa mídia e a aversão que ela tem do povo, sobretudo o povo pobre, o mesmo que foi o maior beneficiado pelo governo Lula que tirou 40 milhões da miséria.
Não é por acaso que esta foto em destaque se tornou a imagem real da Lava Jato. Moro representando a justiça brasileira, com a hegemonia da Lava Jato dentro do sistema de justiça no Brasil, e Aécio, à época, presidente do PSDB, representando a liderança da direita no país.
Não é preciso dizer que os dois sempre gozaram da preferência e, consequentemente da proteção da mídia. Isso, para ser econômico. Na verdade, Aécio e Moro, que se nutriam mutuamente dos ataques ao PT, à Dilma e a Lula, com o mesmíssimo slogan de que o PT era uma quadrilha, contaram com a absoluta e massiva publicidade da grande mídia.
Quando eles naufragam abraçados, junto naufraga toda uma estratégia de poder traçada pela direita.
Bolsonaro que, na verdade, é fruto dessa escumalha, representada por Aécio, Moro e grande mídia, está ali agora sendo excomungado por quem produziu e alimentou o esgoto que pariu o monstro.
É difícil saber hoje quem está mais desmoralizado, Aécio ou Moro. Talvez Aécio, porque não teve como a Globo esconder no Jornal Nacional seu pedido de propina a Joesley com a imagem de seu primo carregando as malas de dinheiro, fato filmado pelo próprio Joesley para ser usado no momento oportuno, como foi.
Moro, certamente, o juiz que mais vazou falsas delações para a grande mídia, foi salvo pela Globo, vejam só, pela emissora considerar que a Vaza Jato era verdadeira, porque esse fato nem Moro negou, mas a fonte e a forma com que as vísceras da Lava jato foram expostas pelo Intercept, eram criminosas, segundo a Globo e o próprio Moro.
Bastaria aquela armação tosca entre Moro, Veja e Globo às vésperas do segundo turno da eleição de 2014 em que a Veja publicou a infame capa, “Eles sabiam de tudo”, estampando os rostos de Dilma e Lula, para se afirmar que a Lava Jato praticamente começa tentando colocar Dilma de joelhos e entregar a Aécio a vitória daquela eleição.
Detalhe, o suposto delator não é ninguém menos do que o doleiro de estimação de Sergio Moro desde o escândalo do Banestado, Alberto Youssef, que hoje goza de uma vida de rei com o fruto de sua corrupção, com duas absolvições de Moro, no Banestado e na Lava Jato.
Com tanta mentira, com tanta corrupção envolvendo o mundo desses dois que ficaram famosos juntos através dessa imagem promíscua, que acabaram morrendo abraçados, afogados na própria ganância, enquanto Lula e Dilma estão politicamente mais fortes do que nunca.