30 de novembro de 2020
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Aquele twitter do general Villas Bôas pressionando o STF para garantir a prisão de Lula e a vitória de Bolsonaro está saindo caro às Forças Armadas brasileiras. Mais que isso, nunca as Forças Armadas foram tão ridicularizadas, pior ainda, por um presidente da República e, muito pior, por um ex-tenente expulso do exército por suas bandalhas.

Resta perguntar ao general, à época, comandante do exército: já calculou quantas vidas custaram aquele pronunciamento no twitter pela política genocida de Bolsonaro? Respondo, mais 162 mil vidas de brasileiros por covid-19.

Ainda está valendo aquela parte do pronunciamento à nação em que o general diz que julgava compartilhar os anseios de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade, mesmo depois de saber de todos os rolos do clã Bolsonaro com uma organização criminosa de lavagem de dinheiro e roubo do erário através das tais rachadinhas?

O general deve saber que Bolsonaro, a quem ele enalteceu repudiando uma suposta impunidade de Lula, que o ex-tenente expulso do exército por terrorismo, mandou o filho Flávio entregar na prisão uma medalha de condecoração ao miliciano Adriano da Nóbrega, a quem Bolsonaro considerava um herói, reafirmando a sua declaração em 2020.

Certamente, o general Villas Bôas já ouviu falar no miliciano Fabrício Queiroz e também deve saber que ele nunca foi braço direito de Lula, mas sim de Bolsonaro, o beneficiado pelo tuíte do general. Também deve saber que o valor de R$ 89 mil, não foi depositado na conta de Marisa Letícia, mas na conta de Michelle Bolsonaro.

Mas como o general diz no twitter que mantinha-se atento às missões institucionais do exército brasileiro, o comandante-chefe das Forças Armadas deve saber que Bolsonaro até hoje não respondeu à pergunta do jornalista do Globo, “por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de Michelle Bolsonaro?”.

E se Villas Bôas, como disse matéria do Conjur, pretendia intervir caso o Supremo Tribunal Federal concedesse habeas corpus a Lula, em nome de uma suposta estabilidade para fugir de um agravamento que cairia em seu colo, o general em seu recado ao STF no dia 03 de abril de 2018, não poderia imaginar que o Brasil viveria com Bolsonaro, o grande beneficiado por sua ação, o inferno que está vivendo. Generais não seriam humilhados publicamente por Bolsonaro e o exército brasileiro não seria ridicularizado de uma forma tão grotesca como Bolsonaro o ridicularizou nesta terça-feira quando sugeriu uma guerra com os EUA na base da pólvora, em nome, como sempre, dos interesses que envolvem os negócios de sua família na Amazônia.

É certo que, pela repercussão com piadas que surgiram nas redes sociais e ruas, as páginas da história julgarão não só a fala estúpida de Bolsonaro, mas também quem o ajudou a chegar aonde chegou.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

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