14 de maio de 2021
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No vestuário pode haver alguma diferença entre o que se classifica como extrema direita e terceira via, os dois estão do mesmo lado da guerra em prol das classes dominantes.

Mas não é essa a ideia que unifica as supostas duas correntes, mas as estampas das manchetes, mostrando que são siamesas e sempre cantarão em uníssono. Um pode até decalcar o outro, imitar, papagaiar, fazer as mesmas caretas, produzir os mesmos guinchos conceituais e dar títulos diferentes a uma mesma ideia, a central que unifica essas duas supostas correntes é o combate ao pobre, não à pobreza.

Depois de Paulo Guedes dizer que, na época de Lula era uma farra porque empregada doméstica estava indo à Disney, e hoje reclamar que o filho do porteiro fez faculdade com o programa Fies criado pelo governo Lula, o último romântico da escola de Chicago, decididamente, ganha a medalha tucano de ouro neoliberal.

Na verdade, ontem, quando Paulo Guedes declarou que “todo mundo quer viver 100 anos”, ele decalcou FHC quando chamou os aposentados de “vagabundos” que custavam caríssimo aos cofres públicos.

Segundo Paulo Guedes, “a longevidade dos brasileiros se tornou um problema para as contas públicas. “Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130. Não há capacidade de investimento para que o Estado consiga acompanhar”.

O que não se pode esquecer é que essa desculpa pelo fracasso anunciado pelos neoliberais, não vem de agora, quem viveu o período militar lembras-se muito bem que o fracasso econômico em que eles jogaram o país com uma hiperinflação, segundo os próprios, era culpa do pãozinho de sal e que a farinha de trigo importada da Argentina era subsidiada pelo governo para baratear o produto, que é um dos alimentos preferenciais dos brasileiros, querido por 10 em cada 10 brasileiro, rico ou pobre.

O problema é que o próprio Guedes acaba sendo garoto propaganda dos governos Lula e Dilma que proporcionaram tantos avanços para as camadas mais pobres da população e ainda deixaram num cofre a maior reserva internacional de que se notícia no Brasil, 380 bilhões de dólares.

No caso do filho do porteiro que entrou para a faculdade, Guedes descarregou seu preconceito com uma torrente de mentiras:

“O porteiro do meu prédio, uma vez, virou para mim e falou assim: ‘Seu Paulo, eu estou muito preocupado’. O que houve? ‘Meu filho passou na universidade privada’. Ué, mas está triste por quê? ‘Ele tirou zero na prova. Tirou zero em todas as provas e eu recebi um negócio dizendo: parabéns, seu filho tirou…’ Aí tinha um espaço para preencher, colocava ‘zero’. Seu filho tirou zero. E acaba de se endereçar a nossa escola, estamos muito felizes”, disse Guedes.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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