18 de setembro de 2021
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Eu achei que Ciro tivesse contratado João Santana para produzir uma campanha minimamente criativa, porque pode-se falar tudo sobre Santana, menos que ele não tenha capacidade de fazer uma boa campanha de marketing. Mas nessa hora, dois fatores pesam, a qualidade da proposta do candidato e a própria orientação do repertório de quem está pagando a orquestra.

Ciro não tem um mínimo de carisma, ao contrário, tem uma crista acentuadíssima que marca uma personalidade arrogante que, segundo ele, é fruto de sua personalidade, mas que, na verdade, é mera grosseria e, diferente das campanhas de Lula e Dilma desenvolvidas por João Santana, Ciro quer ser o Bolsonaro 2.0, tanto que não só imita a tática de Carluxo no gabinete do ódio, criando a hashtag #CiroNaPaulista para ser levado a um número de adesão que o destaque e o leve para os Top Trending na ilusão de que a internet elege alguém ou é fator decisivo nas campanhas atuais.

Independe de Ciro apostar nessa falsa premissa, desde o princípio de sua caminhada, adotou, assim como Bolsonaro, o antipetismo olavista para construir uma marca.

Para isso, Ciro precisou atacar Lula com as maiores baixarias, tanto que as frases dirigidas por ele a Lula são vergonhosamente chupadas de Olavo de Carvalho, sempre utilizando termos estrambóticos e acusações funestas.

O fato é que ninguém esquece e jamais esquecerá é que, na hora em que o bicho pegou no segundo turno de 2018, Ciro deu uma de Xuxa, e mandou um beijinho, beijinho, tchau, tchau, virando as costas, indo passear na Champs Elysees em Paris, com sobretudo, com chapéu panamá e luvas de pelica, voltando dois dias antes da eleição e, quando perguntado sobre sua fuga, respondeu atacando Haddad e o PT.

Mas independente disso, Ciro e seu discurso piriri pororó é um rodamoínho. Ele tem uma resposta na ponta da língua para qualquer pergunta, tudo de estalão, de prima, sem deixar a bola quicar, metendo um bico que a bola vai parar lá em Paris.

Diante de uma réplica, sua tréplica passa a ser um ataque ou a tentativa de constranger quem lhe está interrogando. Resposta concreta? Nenhuma, são tão nulas quanto as de Bolsonaro que ao menos usou a tática de assumir que é um tapado de pai e mãe.

Ciro, como um adendo, faz o gênero tecnocrata fazendário, coisa que Brizola tanto detestava. Ciro é mentiroso até na mentira, chuta dados na base do palavrório, cria verdades absolutas na base da vertigem.

Quando se para e raciocina o que ele diz, depara-se com o vazio, com o nada. Ciro tem a cara de pau de se dizer orgulhoso da suposta, mas extremamente mentirosa estabilização da moeda protagonizada por FHC, através da implantação do plano real.

Em última análise, quebrou o país três vezes em oito anos, comia cada caroço de milho nas mãos do FMI. porque teve que lançar mãos de empréstimos para não ter a quarta quebradeira e, lógico, não deixou vintém de reserva nos cofres da União.

Sem falar que, proporcionalmente, aquele real que valia 1 dólar chegou fácil a 6 reais. Os juros foram a 35% pela batuta de Armínio Fraga, uma espécie de clone de Ciro Gomes. O desemprego chegou em um número bem próximo ao de Bolsonaro.

Enfim, a única coisa que Ciro tem de verdadeiro é assumir que ele é mais do mesmo do que aí está, com piriri pororó pra lá e pra cá, mas na essência, ele é um decalque do próprio Bolsonaro.

Tanto é que em sua campanha na internet não existe o fora Bolsonaro.

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Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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