Dia: 16 de janeiro de 2022

Onda de choque do vulcão de Tonga percorre o mundo e chega ao Brasil

Onda de choque da erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai foi registrada em vários continentes e também em estações meteorológicas do Brasil.

A erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai, na nação polinésia de Tonga, no começo deste sábado, foi um evento de escala global. O violento processo eruptivo gerou uma nuvem de cinzas que atingiu até 30 quilômetros de altura e alcançou a estratosfera do planeta, porém os efeitos desta erupção no clima planetário ainda não podem ser avaliados porque a quantidade de material liberado ainda não foi totalmente dimensionada e a erupção pode ter novos episódios explosivos.

Em 1991, por exemplo, a erupção do Pinatubo, nas Filipinas, gerou tamanha quantidade de cinzas e gases que acabou por gerar um resfriamento temporário do planeta que durou dois anos, interrompendo por breve período a escalada de temperatura planetária gerada pelos gases estufa do aquecimento global. O mesmo ocorreu na história recente com o vulcão El Chichón.

O processo eruptivo deste sábado foi tão violento que a enorme onda de choque gerada foi visível nas imagens de satélite meteorológico como GOES e Himarawai que estão entre as mais impressionantes desde que a ciência passou a observar o planeta a partir do espaço. Vê-se a enorme coluna de cinzas eclodindo no meio do Pacífico e se expandindo ao alcançar altitudes mais elevadas enquanto uma onda de choque se expande radialmente a partir do centro da erupção.

O evento, um dos maiores em se tratando de vulcões no mundo na história recente; foi tão significativo que o som da explosão do vulcão em Tonga acabou sendo ouvido pelas pessoas a centenas de quilômetros de distância. Moradores de Fiji, a 800 quilômetros do vulcão, gravaram vídeos dos ruídos gerados pelo processo eruptivo.

Centenas de quilômetros de distância. Moradores de Fiji, a 800 quilômetros do vulcão, gravaram vídeos dos ruídos gerados pelo processo eruptivo.

*Com informações do MetSul

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Ex-governador de Alagoas, Teotônio Vilela, do PSDB, declara voto em Lula

Afastado do meio político, mas conversando com uns e outros amigos mais chegados, o ex-governador Teotônio Vilela, tucano de primeira hora, já emite sinais de que o PSDB chegou ao fim.

Sobretudo depois de João Dória, governador de São Paulo, candidato a presidente da República

Vilela não aparece em cena, mas tem revelado a amigos sua insatisfação com os rumos do velho partido social democrata e, recentemente, “segredou” a um político local que vai votar em Luis Inácio Lula da Silva, para presidente.

Vilela e Lula são amigos, desde os tempos do velho menestrel das Alagoas, o Teotônio pai.

Mas, não fica só no voto. O ex-governador está preocupado com a caminhada de Rodrigo Cunha (PSDB) para o governo de Alagoas, considerando que lhe falta o apoio de um grupo mais amplo para atingir o objetivo.

Por isso mesmo, Téo Vilela, segundo declarações de uma fonte do ninho tucano, aconselha Rodrigo Cunha a mudar de partido.

A ideia é que Cunha se mude de mala e cuia para o PSB, hoje controlado pela família Caldas. E por quê?

O PSB é o partido da primeira hora para formar a federação partidária com o PT, mais o PC do B e o PV. Assim, Cunha passará a ter um grupo muito mais forte para disputar o Palácio Zumbi dos Palmares, pois estaria aliado ao candidato a presidente da República, que hoje é apontado nas pesquisas como o nome mais forte para chegar ao Planalto.

O candidato do PSDB, João Dória, vai sucumbir junto com o partido tucano, após as eleições deste ano.

Ou seja, Vilela está a ensinar o caminho das pedras a Rodrigo Cunha.

Cabe a ele decidir se voa alto ou fica em cima do muro.

*Com informações do site É Assim

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O que a Folha, Estadão e Bolsonaro têm em comum? Os três são racistas e querem reescrever o conceito de escravidão no Brasil

No Brasil, falar sobre preconceito racial não é tarefa fácil, porque ninguém se confessa racista. Isso acaba sendo um passo para relativizar esse modelo cívico brasileiro herdado da escravidão, seja ele cultural, seja ele político.

A utilização de subterfúgios é o principal clichê de um discurso de integração  onde se pressupõe que há uma sociedade em que negros e brancos convivem harmoniosamente, uma espécie de racismo cordial.

Não dá para acreditar que o Estadão publicou neste sábado (15) um texto de José Nêumane Pinto extremamente elogioso ao falso polemista Antonio Risério, que não tenha sido missa encomendada. Risério é quem assina o texto da Folha de hoje fartamente criticado, respaldando a ideia de que, na verdade, o Brasil teve uma escravidão que produziu progresso para os negros, tendo como origem o mesmo conceito do governo Bolsonaro que utiliza a Fundação Palmares para respaldar essa ideia fascista.

Isso basta para mostrar como funciona o mecanismo do racismo estrutural desse país em que o baronato midiático e um governo declaradamente racista se colocam em situações iguais para levantar questões funestas sobre a escravidão, com a intenção de produzir confusão, como é o caso do artigo da Folha de hoje, defender a ideia de que, se há racismo no Brasil, é do negro contra o branco.

O livro de Risério, elogiado por Nêumane é a repetição da justificativa da segregação e da violência que os negros sofrem ainda hoje, sobretudo nas periferias e favelas do Brasil, principalmente nas grandes capitais como Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando Risério escreve um livro com o título “As Sinhás Pretas da Bahia: Suas Escravas, Suas Joias”, busca a ideia de que todo mundo pode ser um empreendedor de sucesso, ou seja, mais neoliberal traço fascista, impossível.

Mas o chavão é o de sempre, o de que negros também escravizavam negros como se fora uma mera questão de mercado. O que eles nunca dizem é que, de fato, os negros podiam ter escravos, mas somente escravos negros.

Nessas armadilhas, o que se busca sempre para explicar o sistema escravocrata no Brasil é tirar do foco as vítimas da escravidão com um conjunto de falácias para que não haja conflito entre a narrativa e a realidade, negando com pontos isolados e falsamente colocados no debate para que a história seja recontada não pelos fatos, mas pelos conceitos dominantes.

Essa velha malandragem com discursos ornamentados de dinâmica da escravidão não quer discutir a busca das raízes do preconceito e do racismo de hoje, o importante para encontrar uma solução que impeça qualquer ascensão dos negros na sociedade, é produzir soluções a partir de críticas de sistemas baseados na história americana, como se o movimento negro brasileiro não tivesse sua própria consciência e projetos suficientemente conhecidos dentro do próprio país que pode rever injustiças seculares, estruturais e cumulativas que, mediante políticas compensatórias, devem ser urgentemente implantadas.

O que o Estadão, a Folha e o governo Bolsonaro querem com esse discurso perfilado, é exigir que os negros aceitem o discurso oficial da classe dominante, 100% branca, condenando-os a esperar por mais um século num país de pouco mais de cinco séculos em que quatro deles teve escravidão dos negros.

O país necessita, e com urgência, de medidas eficazes que insiram os negros no universo de oportunidades. E só fará isso se refizer um balanço digno revendo a história dos negros na escravidão.

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Lula à mídia italiana: “Quero que o Brasil volte a ser de todos os brasileiros, que ninguém passe fome”,

O ex-presidente Lula concedeu entrevista ao jornal italiano “Corriere Della Sera” e apontou o combate à fome como prioridade urgente no Brasil.

“Hoje, infelizmente, o país voltou a ter 20 milhões de pessoas passando fome, o desemprego é enorme e as previsões são de que o nosso PIB siga estagnado. Prometeram uma ‘ponte para o futuro’ que foi na realidade um salto para o abismo”, disse Lula, referindo-se ao projeto de Michel Temer que sucateou o país, fruto do golpe de Estado.

Lula lembrou a realidade completamente oposta a de hoje nos governos do PT: “Nos governos do PT, o Brasil foi um exemplo mundial de combate à miséria e à desigualdade, ao mesmo tempo em que chegou a ser a sexta maior economia do mundo”.

“Conseguimos erradicar a fome, gerar empregos, distribuir renda e criar oportunidades educacionais, elevando a qualidade de vida do conjunto da população”.

Lula também ressaltou que, ‘Hoje, infelizmente, o país voltou a ter 20 milhões de pessoas passando fome, o desemprego é enorme e as previsões são de que o nosso PIB siga estagnado. Prometeram uma “ponte para o futuro” que foi na realidade um salto para o abismo’.

‘A reconstrução do Brasil precisa começar pelo mais básico: garantir que todas as pessoas não passem fome, tenham direito a estudar e trabalhar em paz’.

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Produtos com a imagem de Bolsonaro encalham; é derretimento que chama

Caneca de Bolsonaro e cloroquina vende poucas unidades no ecommerce
Novos modelos do produto vendem só algumas dezenas de peças, informa a Folha.

A oferta de produtos ilustrados com a imagem de Bolsonaro em sites de ecommerce está com baixa procura.

No Mercado Livre, um modelo de canecas temáticas com desenho da figura do presidente e sua cloroquina teve apenas 11 compradores até esta sexta-feira para um estoque de 1.000 unidades. Um exemplar parecido, ofertado por outro vendedor no marketplace, teve 44 canecas compradas de um estoque de 110 peças.

O produto leva uma imagem estampada com a frase “Venda sob prescrição do Mito”, como Bolsonaro é conhecido por seus apoiadores. Na ilustração, o presidente aparece com traços de personagens do Simpsons fazendo mão de arminha, gesto característico do mandatário.

Outra caneca semelhante, mas com a caixa da ivermectina, vermífugo indicado para sarna e piolho, teve 32 unidades vendidas no Mercado Livre até agora, também de um estoque de 1.000. No marketplace da Shopee, foram 10 compradores.

As opções de produtos com as estampas dos dois medicamentos não param por aí. Na internet, também é possível encontrar itens como mouse pad, lixeira para carro e porta-cartão.

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A artilharia pesada para atacar Moro a partir de abril

Às vezes, aqui se faz, aqui se paga. Este é o caso do ex-juiz, ex-herói, ex-queridinho da mídia. Sergio Moro, agora, como político, não terá vida fácil.

É o que revela Lauro Jardim em sua coluna no Globo. Os adversários de Sergio Moro entre os políticos, um contingente que impressiona pela amplitude ideológica, estão guardando munições para serem detonadas a partir de abril. Uma artilharia feita sob medida para atrapalhar a candidatura do ex-juiz.

Eis o motivo, de acordo com um desses políticos doidos para pegar Moro na próxima curva: “Estão sendo preparadas denúncias bem fundamentadas contra diversos integrantes do Podemos. Mas só serão disparadas quando ele não puder mais pular fora do partido”.

Então, preparem um pote gigante de pipoca, pois vem chumbo grosso em cima do ex-juiz ambicioso.

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O texto racista de Antonio Risério é a cara da Folha de São Paulo

Eu poderia me estender aqui para dizer quem é esse sujeito que escreveu um artigo cretino para agradar os racistas, mas não vale a pena, basta dizer que suas teses foram defendidas em entrevista na revista Crusoé de Diogo Mainardi. Precisa falar mais?

Ou seja, a Folha não sabia de quem se tratava? Antonio Risério é um borralho de Olavo de Carvalho, rato de gabinete em busca de uma colocação qualquer nesse maravilhoso universo dos aspones. Sempre foi um enganador e, portanto, não escreveria um texto honesto e muito menos a Folha lhe daria espaço se assim fizesse.

Um cara como esse não foi tratado por Pedro Bial como uma celebridade intelectual impunemente. Bial, que tinha antes um programa extremamente racista na mesma Globo, uma emissora historicamente racista, não lhe daria picadeiro se não reproduzisse o pensamento do playboy tardio.

O fato é que o texto causa revolta, muito mais pelo instrumento utilizado para divulgar as ideias racistas de Antonio Risério que, diga-se de passagem, escreve por encomenda de acordo com o gosto do freguês, ou seja, parte dos leitores da Folha e a própria.

Isso revela que, com ou sem Bolsonaro, o racismo andará de mãos dadas com o neoliberalismo.

Como disse o grande intelectual geógrafo, Milton Santos: “Esse racismo que os negros sofrem no Brasil também se dá porque os negros estão na base da produção”.

Ou seja, atacando os direitos dos negros, automaticamente se ataca os direitos dos trabalhadores.

E tem gente que finge não sabe o que é racismo estrutural e racismo institucional.

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Por que o impoluto Moro está na mira do TCU

Foi-se o tempo em que o marketing da mídia conseguia vender a imagem de Sergio Moro como um destemido herói no combate à corrupção.

Sua imagem virou do avesso quando começaram a pipocar quem de fato era o sujeito os vazamentos do Intercept. De lá para cá seu mundo caiu.

Hoje, como candidato à presidência da República, sem qualquer carisma, proposta ou ideias originais, o boneco de cera da direita, protagonista de dois golpes e da quebradeira das maiores empresas brasileiras, não consegue passar de míseros 4% na pesquisa espontânea, o que significa que a fama que o elevou às alturas, jogou-lhe no chão de forma ainda mais veloz.

A coluna de Guilherme amado, do Metrópoles, traz a informação que Moro ampliou atividades de empresa depois de lançar candidatura.

Sergio Moro ampliou as atividades de sua empresa depois que se lançou pré-candidato ao Planalto. Em 29 de novembro, 19 dias após anunciar sua pré-candidatura e se filiar ao Podemos, o ex-ministro incluiu na Moro Consultoria os serviços de cursos preparatórios para concursos, palestras e aulas de pós-graduação. Por meio dessa empresa, Moro foi contratado até outubro pela consultoria americana Alvarez & Marsal. O negócio está na mira do Tribunal de Contas da União (TCU).

Registros da Junta Comercial do Paraná apontam que Moro fundou a Moro Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial de Riscos em agosto de 2020, em Curitiba. O ex-juiz da Lava Jato é o único sócio da firma criada quatro meses depois que pediu demissão do governo Bolsonaro. Segundo o contrato social da empresa, a Moro Consultoria prestava apenas uma atividade econômica: “consultoria e assessoria em gestão de riscos e investigações, ética empresarial e governança corporativa”.

Desde então, Moro se distanciou de Jair Bolsonaro, foi contratado por meio de sua firma pela consultoria americana Alvarez & Marsal e se lançou pré-candidato à Presidência pelo Podemos. Em 23 de novembro de 2021, 13 dias depois de se filiar ao Podemos, Moro fez mudanças em sua empresa. A tramitação foi autorizada pela Junta Comercial em 29 de novembro.

A Moro Consultoria passou a oferecer serviços em mais quatro atividades econômicas. Todas preveem serviços presenciais e à distância. A primeira é “ensino de pós-graduação e extensão”. Em seguida, estão “cursos preparatórios para concursos públicos”. Moro não detalhou o tema desses cursos. A ampliação do escopo da firma também incluiu “cursos e palestras de treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial” e “cursos e palestras de aperfeiçoamento jurídico e profissional”, que o ex-juiz tampouco especificou.

Os negócios privados de Moro com a Alvarez & Marsal, celebrados por meio da Moro Consultoria, estão sob a lupa do TCU. Em dezembro do ano passado, o ministro Bruno Dantas acatou um pedido do MP de Contas e determinou que a Alvarez envie os documentos ligados à saída de Moro da empresa em outubro.

A contratação de Moro pela Alvarez, em novembro de 2020, foi criticada porque a empresa é a administradora judicial do processo de recuperação do Grupo Odebrecht, cujos executivos Moro condenou quando era o juiz à frente da Lava Jato.

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