Dia: 25 de abril de 2022

Arma de Milton Ribeiro dispara acidentalmente no Aeroporto de Brasília

Segundo informações do jornal O Globo, não houve feridos, mas ex-ministro foi levado à Superintendência da PF para prestar esclarecimentos.

Uma arma de fogo do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disparou, acidentalmente, na tarde desta segunda-feira (25/4), no Aeroporto de Brasília. As informações são da coluna Bela Megale, do jornal O Globo.

Segundo a reportagem, não houve feridos, mas Ribeiro foi levado à Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde prestou esclarecimentos sobre o episódio.

No documento, o ex-ministro relata que o disparo aconteceu quando estava no balcão da companhia aérea Latam, por volta das 17h. Ele despachava a bagagem para embarcar com destino a São Paulo em um voo que partiria às 19h50.

Ribeiro afirmou que “como já havia feito o ‘despacho de arma de fogo’ pela internet, se dirigiu diretamente ao balcão da companhia aérea Latam; que ao abrir sua pasta de documentos pegou a sua arma para separá-la do carregador, dentro da própria pasta, momento em que ocorreu o disparo acidental”.

*Com Metrópoles

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Justiça Federal dá 72h para governo se explicar por perdão a Silveira

O juiz Carlos Ferreira de Aguiar, da 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu 72 horas para o governo federal explicar a graça constitucional concedida ao deputado federal Daniel Silveira (PTB). Em decreto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) perdoou a condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o parlamentar à pena de 8 anos e nove meses de prisão por atos antidemocráticos.

A decisão do juiz federal ocorre em ação popular movida pelos advogados Rodolfo Prado e André Luiz Figueira. A informação foi publicada em primeira mão pela coluna do jornalista Fausto Macedo, no Estadão.

A ação contesta a proximidade do presidente com o parlamentar, o que, segundo os advogados, violaria o princípio da impessoalidade.

As ações populares que questionam o decreto que concedeu o perdão tramitarão na Justiça Federal. A validade do ato, questionada pelos partidos políticos, corre no STF, sob relatoria da ministra Rosa Weber.

*Com Metrópoles

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Bolsonaro ameaça desobedecer STF se Corte aprovar revisão do marco temporal

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse hoje que poderia descumprir ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) se a Corte aprovar a revisão do marco temporal. Ele ainda estendeu ataques ao Judiciário e disse que outros Poderes devem “olhar o Brasil”. “Se ele (Fachin, ministro do STF) conseguir vitória nisso, me restam duas coisas: entregar as chaves para o Supremo ou falar que não vou cumprir. Eu não tenho alternativa”, afirmou Bolsonaro a ruralistas na 27ª Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, em Ribeirão Preto (SP).

A revisão do marco temporal está paralisada no STF e, se aprovada, tem o potencial de ampliar o número de terras indígenas demarcadas no Brasil. Hoje, o entendimento legal é que povos indígenas só podem requerer demarcação de terras se comprovarem ocupação do território na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

“O que nós queremos dos Poderes do Brasil? É que olhem para o Brasil, e não olhem para o Poder. Cada um de cada Poder, se quiser disputar a Presidência, está aberto”, acrescentou Bolsonaro no evento, em nova crise com o Judiciário. “Quem sabe essa pessoa seja a terceira via e negocie na base da paz e amor com o mundo inteiro os nossos problemas?”, ironizou, em seguida.

Em aceno aos ruralistas presentes em ano eleitoral, o chefe do Executivo também voltou a defender o projeto de lei em tramitação no Congresso que aprova exploração mineral em terras indígenas, e ainda disse ter escolhido “ministros técnicos” para o governo.

O agronegócio demandou que o substituto de Tereza Cristina, que deixou o Ministério da Agricultura para disputar o Senado pelo Mato Grosso do Sul, fosse alguém da pasta e não ficasse refém de negociações políticas. O escolhido de Bolsonaro foi o antigo secretário executivo Marcos Montes.

*Com Uol

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Quando não existia viagra e prótese peniana, Bolsonaro usava a democracia para atacar militares

Pela resposta de Mourão sobre o uso de dinheiro público para compra de viagra, (Eu não posso usar o meu Viagra, pô?), os moldes da chamada honra militar mudaram muito na história recente desse país.

A história é um processo contínuo do que se fez no passado com o objetivo utilitário de nortear o futuro, mas isso está longe de ser a história de Bolsonaro com as Forças Armadas.

Bolsonaro, como todos sabem, foi um militar que nunca foi militar; um deputado que nunca foi deputado; e um presidente que nunca foi presidente.

Ou seja, um inútil que nunca contribuiu com o país pra nada, mesmo vivendo décadas mamando nas tetas gordas do Estado, logicamente, com tetas tão suculentas, ele produziu quatro filhos, três políticos mamadores e outro que, agora, intermedia, através de tráfico de influência entre o Palácio do Planalto e empresas privadas para mamarem nas mesmas tetas.

O figurino que Bolsonaro utiliza dá ao público uma sensação de que ele fala do alto de uma suposta honra militar. Como se sabe, isso é pura fantasia. Bolsonaro nunca se curvou à hierarquia militar, sempre teve obsessão por dinheiro com uma ganância desmedida e, assim foi descrito por um dos juízes que o julgaram e trabalharam para que ele fosse enxotado das Forças Armadas, como foi, depois de se envolver em garimpo ilegal e ameaça de terrorismo nos quartéis e na estação do Guandu.

Mas sua sabotagem contra o comando das Forças Armadas não teve fim quando foi expulso do exército. Como deputado, quis intervir em assuntos internos das FFAA, espalhando panfletos políticos com ataques ao comando para que os soldados, que eram sua maior força eleitoral, pedissem aumento no soldo.

Como mostra a reportagem do jornal A Tribuna, Bolsonaro recorreu ao presidente da Câmara para intervir a seu favor, porque ele estava proibido de frequentar os quartéis por se meter em assuntos internos.

Em 1991, na tentativa de obter ajuda, Bolsonaro chegou a alertar o então presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro de que essa proibição poderia se estender a outros parlamentares, caso a proibição dele de entrar nos quartéis não fosse contestada.

Ou seja, a principal casa da democracia, Bolsonaro queria utilizar contra os militares.

Hoje, de 5 em 5minutos, ele faz o caminho inverso, usa as Forças Armadas para ameaçar ar a democracia na base do viagra, da prótese peniana, do gel lubrificante, entre umas cervejinhas a mais.

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Dicionário mostra que intenção do negacionismo é sabotar o conhecimento e minar as instituições

“A base do negacionismo é suspeita o tempo todo, suspeição sobre tudo”, afirma professor

Assim, o livro ajuda a entender a atual fragilidade da democracia. Uma face visível está nos ataques a instituições, jornalistas, professores, minorias. Sempre tendo a desinformação como fundamento. “A base do negacionismo é suspeita o tempo todo, suspeição sobre tudo”, afirma professor.

Mais que um verbete agora reconhecido e que ganhou força nos últimos anos, em especial neste governo, o negacionismo revela um esforço não casual de provocar desconfiança nas instituições e desprezar o conhecimento como base para qualquer debate. Um dicionário que acaba de ser publicado mostra as diversas faces do fenômeno, em todas as áreas, como da ciência, cultura e política.

O negacionismo é, em verdade, uma tentativa de sabotar elementos básicos, como pesquisa, dados, lógica. “Se o debate público brasileiro tivesse se pautado por estes princípios nos últimos anos, nossas instituições seriam mais sólidas, nossas vidas seriam melhores, e centenas de milhares de brasileiros que se foram durante a pandemia ainda estariam na conversa”, diz o sociólogo e colunista Celso Rocha de Barros na apresentação do Dicionário dos Negacionismos no Brasil (Cepe Editora).

Com quase 400 páginas, o livro, lançado nesta semana em Recife, reúne 115 temas. Que vão do IBGE ao SUS, do negacionismo científico ao climático, da meritocracia às milícias, do WhatsApp ao Youtube, da tortura à vacinação. Assim, estudiosos e pesquisadores apresentam análises, dados e fatos como base para conhecimento sobre qualquer assunto. E se contrapõem, assim, ao deliberado negacionismo.

Ciência e saber

Trata-se de um “desafio, de alguma maneira, ao que chamamos ciência, saber, conhecimento”, comenta o antropólogo, cientista político e pesquisador Luiz Eduardo Soares. No livro, ele escreve sobre as milícias. Cita o livro A cidade & a cidade, de China Miéville (Boitempo), que fala de duas cidades que convivem no mesmo espaço, mas sem contato visual uma com a outra. “O segredo está na educação: desde cedo, as crianças aprendem a “desver” o que não deve ser visto. Tudo o que participa da outra cidade tem de ser evitado, fisicamente, e “desvisto”, dos carros às pessoas”, descreve.

Desver, acrescenta o pesquisador, “é uma atividade que requer disciplina, treinamento, preparação”. Ele faz referência à psicanálise (“recalque”) e aponta um fato que considera perturbador. “Participamos em alguma medida desses processos coletivos de negação”, observa Soares.
Livro reúne 115 temas (Reprodução)

Novos sentidos

A também antropóloga, professora e pesquisadora Heloísa Buarque de Almeida, a quem coube falar sobre “antigênero” (em parceria com Lucas Bulgarelli), remete ao debate – que não se limita ao Brasil – sobre o que passou a se chamar de ideologia de gênero. E propõe uma reflexão sobre o contexto político. Sobre como as palavras parecem ganhar novos sentidos. “A defesa da família virou a defesa de um só tipo de família”, afirma. Essa ofensiva em torno de uma moral conservadora mostra resultados “politicamente lucrativos” para grupos políticos e religiosos.

Para o professor José Luiz Ratton, organizador do livro ao lado de José Szwako, até alguns anos atrás, mesmo com falsificação de dados, havia uma tentativa de debate “no campo da razoabilidade e da ciência”, como define. “O que acontece agora é o abandono de qualquer elemento de civilidade”, constata. Assim, afirmações “bizarras”, como o terraplanismo, por exemplo, ajudam a alimentar uma “desconfiança sistemática” em torno do conhecimento. “A base do negacionismo é suspeita o tempo todo, suspeição sobre tudo”, alerta Ratton.

Assim, o livro ajuda a entender a atual fragilidade da democracia. Uma face visível está nos ataques a instituições, jornalistas, professores, minorias. Sempre tendo a desinformação como fundamento.

*RBA

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Faltou na justiça brasileira a coragem que o exército teve de expulsar Bolsonaro das FFAA há 34 anos

Para a história, 34 anos não é nada, sobretudo para uma instituição, menos ainda quando se fala das Forças Armadas de um país.

Não há como não fazer uma análise do que ocorre na relação de Bolsonaro com os militares de hoje com os militares de ontem que, não só expurgaram o arruaceiro dos quadros do exército, como, por instrução superior das FFAA, emitiu um manifesto, impresso na própria gráfica, distribuiu a todos os quartéis com a maior desonra que um militar pode ter, dirigida a essa figura que não tem classificação.

Os tempos não são outros. A utilização das Forças Armadas por Bolsonaro, para garantir que sua individualidade se sobreponha sobre o conjunto da sociedade emparelhando instituições e humilhando os militares das mais altas patentes é um comportamento tão criminoso quanto o conjunto de delitos que Bolsonaro promoveu quando tenente do exército e que, em virtude disso, lhe custou o expurgo.

Hoje não é bem assim, basta lembrar da já histórica frase do general da ativa, Eduardo Pazuello, “Bolsonaro manda, e a gente obedece”, disse o folclórico general que passou a ser sinônimo de humilhação das Forças Armadas dos tempos atuais.

Mas é fundamental lembrar que o nosso judiciário nesse particular da covid-19 em que Bolsonaro se uniu ao vírus contra a população, numa guerra santa contra a ciência, contra o Sistema de Saúde e contra as vacinas, liderou um morticínio de mais de 662 mil brasileiros por covid, por praticar inúmeros delitos contra a saúde pública sem ser incomodado.

O judiciário brasileiro desconsiderou não só os obstáculos que Bolsonaro impôs contra a aquisição de vacinas, alguma coisa perfeitamente normal.

Certamente, achou natural que uma produção em cadeia de ações, incluindo a convocação de seus cachorros para invadirem hospitais de campanha, dizendo que não tinha ninguém com covid ali, seguindo a questão central que interessava Bolsonaro, negar, negar e negar que o país era a segunda nação do planeta que mais sofria com a pandemia. Somente isso o levaria aos bancos dos réus.

Mas a bagagem de crimes de Bolsonaro, como foi comprovado pela CPI da covid e, agora, no MEC, como os pastores lobistas, que sua gestão à mão de ferro pelo próprio e, por isso mesmo exaltada por ele, foi a central de uma mercado de corrupção, aí sim, nunca visto na história da República. E o judiciário, nada.

Imagino que ele não tenha visto problemas maiores nisso, concluindo que isso deve fazer parte do processo político. Mesmo Bolsonaro confessando crimes, quando naturalmente expõe o seu cinismo, colocando em sigilo de 100 anos, de forma grosseira, qualquer situação que possa comprovar delitos do seu governo ou dos próprios filhos.

Tudo isso aconteceu diante dos olhos de um paciente judiciário. Ingenuidade de vossas excelências? O que faltou no cardápio de pilantragem e morticínio para que essa lombriga que está comendo o país por dentro, pague pelos seus crimes? Por que não copiam o que as FFAA fizeram com Bolsonaro há pouco tempo? Sim, porque 34 anos de história, é um sopro.

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