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Direita, que direita tem no Brasil?

Comecemos pelo começo. Esse catado de botequim não consegue formar um time que várzea, simplesmente porque não sabe quem é a bola.

O dono da birosca, no caso, Bolsonaro, entregou a camisa para uma penca de oportunistas que não tem qualquer ideologia, projeto político ou coisa que o valha.

Nem para tourada, esses chucros prestam, Novidade nenhuma, Bolsonaro foi durante três décadas, o representante mais legítimo do baixo clero no Congresso. Aquilo, que é considerado a xepa da xepa, o próprio confessa isso, tal a sua limitação moral e intelectual.

O esquema, sob o comando de alguém rico é aprontar gritaria contra a esquerda, sem a menor capacidade argumentativa. O negócio é chamar Lula de ladrão, o PT de comunista e cantar vitória eleitoral sem ao menos saber explicar o motivo.

Lembrem-se da quantidade de desconhecidos que chegou ao Congresso pelas mãos de Bolsonaro. Gente que foi divinizada por uma mídia comprada pela Secom de Bolsonaro que, nitidamente, sofre de um deficit cognitivo aquém de Bolsonaro, sendo obrigada a seguir, passo a passo, a caminhada fracassada do líder dos tolos.

O número de parlamentáres do qual Bolsonaro se cercou e que elegeu em 2018 e 2022 naquelas jogadas imundas de política feita em fundo de quintal, formou esse bloco de burrice histórica, gigante.

Por isso mesmo não há qualquer diálogo do Congresso com os demais poderes.

Essa direita, se é que se pode chamar de direita, foi vitaminada pelo poder, enquanto Bolsonaro tinha um, e criou um correio próprio e direto na base de estrume, um bando de canalhas que, a mando de Bolsonaro, sempre operou para obstruir qualquer diálogo político. Simplesmente porque nenhum deles tem qualquer neurônio para tanto.

Como chamar esse troço de direita?

Vale qualquer classificação, dessas comuns no mundo da vagabundagem, da indecência, do despudor, da ignorência continuada e da pasmaceira ideológica. Tudo arquitetado e regido pelo clã Bolsonaro, do contrário, não teriam apoio do todo poderoso. Deu no que deu.

Nem para carregadores de piano, eles serviram. é um  bonde de nulos, ou Bolsonaro, mesmo com a máquina na mão e todas as sujeiras que utilizou, não teria perdido a eleição para Lula.

Bolsonaro é um fenõmeno às avessas que sempre operou em busca de poder, sem qualquer preocupação com ideologia, sempre foi o oportunismo barato em estado puro.

Então, fica a pergunta, como esses paspalhos farão diferença num debate nacional em 2026? Se ficarem quietos, serão devorados pela esquerda; se falarem alguma coisa, serão engolidos da mesma forma.

Simplesmente porque não têm a menor ideia para afirmar o que é direita e esquerda. Nesse nível.


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Por Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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