Mês: dezembro 2025

Lula chega a 2026 bem mais forte do que em 2025

Só uma direita em pânico descobre no cagado, Paulo Bilynskyj, algum valor que possa ajudar a reverter o inferno que os reacioáarios vivem hoje no Brasil.

Não bastasse esse termômetro, Lula está com a bola dominada em velocidade em direção ao gol, depois de ter destruído a estratégia bolsonarista das sanções de Trump contra o Brasil e aprovar a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução de quem ganha até R$ 7 mil.

Esses são apenaas dois exemplos de como Lula chegou em dezembro de 2025.

Isso significa que ele já está com a mão na taça para a sua reeleição em 2026? Lógico que não, mas, sem sombra de dúvida, como mostram as pesquisas, que o próprio curso do seu terceiro mandato, é o que está mais próximo de uma vitória eleitoral.

Ninguém espera que Lula passará 2026 vivendo na sombra de uma calda caramelada de um pudim de leite condensado, muito menos terá pela frente apenas bombons de chocolate com morango.

As frases, típicas da direita brasileira contra Lula na mídia, seguirão seu próprio padrão.

Ou seja, não haverá cera no governo Lula em 2026, ao contrário, a lógica da direita nunca foi a de construir nada, mas sim tentar diuturnamente infernizar a vida esquerda.

É para isso que existe a direita no Brasil.

Então, além da prisão de mais criminosos bolsonaristas, e certamente não terão da PF um minuto de paz, a esquerda, com certeza, fará um bombardeio pesado contra esse Congresso reacionário e corrupto, dominado pelo PL e pelo centrão.

As chances de Lula vencer no primeiro turno, só aumentam, o que, para a direita, é considerado tragédia. A candidatura de Flavio Bolsonaro, tudo indica, dará mais 4 anos de mandato a Lula, enquanto a precificação dos golpistas no próprio inferno tende a se agrvar.

Seja lá o que for, mesmo grosso modo, pode-se afirmar que, não ignorando as sijeiras que a direita armará, é que em 2026, Lula vencerá a eleição para o seu quarto mandato, para a alegria do povo e para o desespero da elite econômica desse país.


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Abin alertou sobre neonazismo: a ameaça de ‘maior potencial de crescimento’ no Brasil

Num mapeamento dos riscos de violência e extremismo no Brasil, Abin alertou sobre potencial de expansão de grupos ultranacionalistas

Os movimentos neonazistas representaram a ameaça de “maior potencial de crescimento” no Brasil entre 2019 e 2020.

A informação faz parte de documentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e que foram obtidos após uma longa batalha judicial pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. Desde meados de dezembro e pelas próximas semanas, o ICL Notícias traz com exclusividade dezenas de informes, relatórios e dados até hoje mantidos como confidenciais pela Abin.

Num relatórios sobre os riscos do terrorismo e dos atos de violência no Brasil e no mundo, de 6 de abril de 2020, a Abin traçou um mapa das diferentes correntes extremistas no país e seu potencial de representar um risco para segurança pública.

Naquele ano, a Abin alertava para o fato de que “ataques perpetrados por indivíduos ou grupos inspirados por ideologias extremistas, não necessariamente de caráter islâmico, vêm ganhando espaço no Brasil, como se verificou no massacre de Suzano, em 13 mar. 2019, e nas ameaças da célula ecoextremista Sociedade Secreta Silvestre (SSS) a autoridades públicas brasileiras em 2019”.

“Adeptos desses movimentos compartilham uma visão radicalizada de mundo e defendem o uso da violência como meio de promoção de seus ideais”, alertou.

Ainda que o risco fosse identificado em outros grupos ideológicos também, a Abin era explícita ao mencionar a ameaça da extrema direita.

“Com relação ao ultranacionalismo e ao neonazismo, esses movimentos se fortaleceram em 2019, com o aumento de ataques em diversos países do mundo”, disse. “No âmbito internacional, o crescimento dos grupos ultranacionalistas tem como principal motivação o aumento da imigração no continente europeu. Esses grupos são contrários ao que acreditam ser uma “islamização da Europa” e respondem a essa “ameaça” com ataques violentos”, explicou.

De acordo com a agência, o crescimento mundial do neonazismo estava influenciando a reorganização de grupos no Brasil, como o Crew 38 e Hammerskin Nation, o Misanthropic Division e o Combat 18/Blood & Honour/Aryan Strikeforce.

“Recentemente, houve aumento de ataques pontuais contra indivíduos que não se enquadram no estereótipo defendido por esses grupos. Desde a realização das operações policiais Azov e Hateless, em 2016 e 2017. respectivamente, os neonazistas brasileiros adotaram medidas de segurança para dificultar as ações policiais e de Inteligência”, constatou a Abin.

100 membros ativos em 2020 defendendo “revolução armada”
A agência, naquele momento, tentava ainda decifrar qual seria o tamanho da ala mais violenta do grupo. “A Nova Resistência, representante da ideologia da Quarta Teoria Política, é movimento favorável aos valores tradicionais e à religiosidade e contrário ao liberalismo em todas as suas formas. Surgiu no Brasil, em 2014, e expandiu-se pelo território nacional tenda constituído células em vinte unidades da federação”, alertou. “Haveria, ao menos, uma centena de membros ativos promovendo ações de propaganda no país. O grupo defende a revolução armada como resistência popular legitima”, destacou a agência.

“Além da Nova Resistência, grupos de ideologia integralista têm ressurgido no país e demonstram tendencia a radicalização, como constatado a partir do ataque promovido a sede da produtora do humorístico “Porta dos Fundos”, em dezembro de 2019”, disse.

“Há indícios de que membros de grupos integralistas possuam vínculos com a Nova Resistência, que comentou o ataque em suas redes sociais como “inevitável”, afirmou a Abin.

Intolerância religiosa
O informe também aponta como a intolerância religiosa de matiz não islâmica havia aumentado em 2019. “O uso de violência ou ameaça de violência tornou-se mais frequente, com emprego de armas de fogo, como fuzis e metralhadoras. Em alguns estados brasileiros, grupos criminosos organizados têm se envolvido em atos de intolerância religiosa com proibição de práticas de religiões de matriz africana territórios. Os eventos de intolerância religiosa são subnotificados, o que dificulta o monitoramento, análise e enfrentamento da ameaça”, afirmou.

Já naquele momento, a Abin destaca como a radicalização extremista violenta em ascensão no Brasil estava acontecendo nos fóruns da Internet e na deepweb. “Jovens, em sua maioria do sexo masculino, com histórico de problemas familiares, psiquiátricos e rejeição, encontram em grupos online um local de propagação de discursos radicais e de incentivo ao cometimento de massacres”, disse.

“Em 2019, os ataques à escola Raul Brasil, em Suzano/SP, representam o crescimento desse fenômeno. Após o atentado, ameaças de atos semelhantes espalharam-se pelos estados da federação. Em quase todos os estados, até o momento, foram relatados cerca de 80 incidentes. A maior parte deles restringiu-se a ameaças, os demais foram pequenas ações solucionadas pelas forças de segurança locais”, alertou.

Na web, a Abin havia identificado “uma mistura de ódio a gays, negros, mulheres e minorias em geral, apologia ao nazismo e à cultura dos “celibatários involuntários” (incels), símbolos do El, uso de roupas pretas e manifestações contrárias ao marxismo ou à esquerda”.

Projeção
A Abin não disfarçava a preocupação com o aumento da violência no país. “Em 2020, é provável que atos de extremismo violento, baseados em ideologias difusas, aumentem no Brasil. Com o crescimento do fenômeno em nível internacional, a tendência é que novos grupos, movimentos e ideologias surjam no Brasil por espelhamento”, disse.

“Com relação ao anarquismo insurrecional, é provável que permaneça representando baixo nivel de ameaça, restringindo-se a atos pontuais e manifestações em ambiente virtual. No que concerne ao ecoextremismo, a tendência é de fortalecimento do movimento com a criação de novas células na América Latina e na Europa”, disse.

Mas o alerta principal vai para o movimento de extrema direita. “A mesma tendência verifica-se nos grupos ultranacionalistas e neonazistas, sendo essas as correntes que apresentam maior potencial de crescimento e fortalecimento”, completou.

Ecoterrorismo
Um trecho do informe é ainda focado na ameaça do ecoterrorismo e às ameaças feitas contra o governo de Jair Bolsonaro.

“No Brasil, o expoente do ecoextremismo é a célula Sociedade Secreta Silvestre (SSS)”, disse.

“Já publicou onze comunicados, nos quais reivindicaram ataques com artefatos explosivos ou ameaças a autoridades públicas. Os fatos apontam para uma célula local, detentora de rede de apoiadores resilientes. Seus integrantes demonstram capacidade efetiva para empregar medidas de antivigilância”, apontou.

“Em 2019, a célula brasileira representou uma das principais ameaças no Brasil. Em
janeiro de 2019, três suspeitos foram detidos em Alto Paraíso/GO, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pelo Departamento de Polícia Federal (DPF). após tentativa de ataque, em dezembro de 2018, contra o Santuário Arquidiocesano Menino Jesus, em Brazlândia/DF, e ameaças contra o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e os então futuros ministros, Ricardo Salles e Damares Alves”, disse.

“Em abril de 2019, a célula reivindicou o incêndio de duas viaturas no posto da Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). na Floresta Nacional (Flona) de Brasília. A célula também fez novas ameaças aos ministros Ricardo Salles e Damares Alves. inclusive com ameaça de emprego de toxina biológica letal, e ameaçou de morte eventuais visitantes que realizem ecoturismo na Flona, principalmente, nos finais de semana”, completou.

*Jamil Chade/ICL


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Da direita brasileira só sobrou um Carluxo pirado, um Flávio cagado e um Eduardo desmoralizado

Revista Veja anuncia nesta segunda, uma direita de ponta a cabeça.

Sem rumo, sem nomes, sem qualquer estratégia para enfrentar Lula na eleição de 2026, a direita brasileira está restrita ao bolsonarismo, mais precisamente a Bolsonaro.

Isso, apesar de uma direita falida, é o melhor dos mundos para Bolsonaro que, mesmo condenado e encarcerado, segue sendo o líder da xepa que sobrou da direita radioativa para os objetivos do genocida golpista, está para lá de bom, porque ele se mantém vivo-morto na cabeça oca de parte da população, tanto que o PT goza do dobro de preferência do eleitorado em relação ao PL.

Ainda assim, Bolsonaro comemora.

Dane-se se a Veja acha um erro Bolsonaro indicar Flavio para a Presidência da Repúbllica, o clã não faz esse cálculo. Para os Bolsonaro, o que importa não é exatamente vencer a eleição, mas sim seus oponentes dentro da própria direita.

Para eles, o pior dos mundos seria Tarcísio assumir essa liderança, daí s irritação da Veja com a escolha calculada de Bolsonaro para não morrer à míngua.

Para o clã sobreivir dos restos mortais do bolsoarismo, ainda é a melhor opção, já que o restante da direita nem isso tem, principlamente pela sua desmoralização no Congresso Nacional.

Para Bolsonaro, pouco importa se o PT tem a esmagadora maioria de apoio da sociedade, o que interessa ao moribundo, é se manter moribuno, em decadência, mas ainda sendo líder dos reacionários paratatás.

Seja como for, essa conta bizarra, além de mostrar as cenas de guerra dentro da própria direita e a consequente atmosfera de terra arrasada, Bolsonaro, produto genuino da cloaca do baixo clero, sabe que não voltará ao poder, mas ainda terá mobilidade no lixão de uma direita que já não tinha mais o PSDB e, agora, não tem o MDB, boa parte centrão e o PL, que respira por aparelhos, mesmo de forma ofegante e sofrida.


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Otimismo cresce e 61% dos que votaram em Bolsonaro acreditam que 2026 será melhor, diz DataFolha

Pesquisa Datafolha mostra que 69% dos brasileiros acreditam que 2026 será melhor que 2025 no âmbito pessoal. Otimismo também é crescente em relação à situação do país, que cresceu 13 pontos.

O efeito Lula na economia, com inflação controlada, que freou a alta de preços nos supermercados, e a situação de pleno emprego – com índice de desemprego de 5,4%, o menor da série histórica, iniciada em 2012, do IBGE -, provocou uma onda de otimismo com o próximo ano que atingiu até mesmo os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (28), mostra que 69% dos brasileiros estão otimistas e acreditam que, no âmbito pessoal, 2026 será melhor que 2025 – 16% dizem que será igual, 11% pior e 3% não sabem. O índice de otimismo cresceu 9 pontos em relação ao ano anterior, quando 60% diziam que o ano atual seria melhor que o anterior, 21% igual, 16% pior e 2% não sabiam.

Em relação à situação atual do país o crescimento foi ainda maior e avaliação de que “2026 será um ano melhor para os brasileiros em geral” passou de 47% no fim de 2025 para atuais 60%.

No recorte, as mulheres (75%) se mostram mais otimistas que os homens (65%). Com índice de 74%, os mais pobres, com renda de até 2 salários mínimos, se mostram mais otimistas que a classe média (5 a 10 salários mínimos) e a classe alta (acima de 10 salários mínimos), que registraram percentual de 61%. Na classe média baixa, com renda 2 a 5 salários mínimos, 68% estão mais otimistas.

O Datafolha mostra ainda que até mesmo os eleitores que declaram votos em Bolsonaro em 2022 estão mais otimistas. Segundo a pesquisa, 61% deles acreditam que o ano eleitoral de 2026 será melhor que 2025. Entre os que declararam voto em Lula, o índice chega a 78%.

Ouvindo economistas, o próprio jornal da família Frias, declaradamente anti Lula, teve que admitir que “o otimismo sentido pela população é reflexo do bom desempenho de alguns dos principais indicadores da economia brasileira em 2025”.

“[2025] Foi um ano em que os preços dos alimentos se comportaram bem. Com menores taxas de desemprego e com a inflação de alimentos tão baixa, é natural que as pessoas estejam se sentindo bem. E a situação, de fato, está boa”, disse Samuel Pessôa, pesquisador do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) e colunista do jornal. Forum.


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A acusação sem provas de Malu Gaspar contra Moraes é só fumaça para encobrir mais um crime comprovado de Sergio Moro

Não é uma picuinha brejeira o ataque do Globo a Alexandre de Moraes.

A coisa tem método, grosseiro, como tudo o que envolve Sergio Moro, mas tem programação para alterar o peso de denúncias que, ao longo dos últimos dez anos Moro acumula no lombo.

Daí o spray para borrar a notícia do esquema da Abin curitibana, também conhecida como chantagem do baile da cueca que Moro armou contra desembargadores para fazê-los de miquinhos adestrados do todo poderoso herói da república de Curitiba.

Não se sabe como foi feito o pacto de sangue entre Moro e a grande mídia desde 2014. Lembramos apenas da capa da Veja que virou a principal manchete do Fantástico em que o doleiro Alberto Youssef, às vésperas da eleição entre Dilma e Aécio, quando Moro manda para a revista Veja uma suposta delação do doleiro, afirmando que Dilma e Lula sabiam de todo o esquema de corrupção envolvendo Alberto Yussef na Petrobras.

Nunca mais falaram no assunto, pois nunca comprovaram nada.

O certo é que, ali, iniciou um jogo de cartas marcadas entre mídia e Moro para perseguir Dilma e Lula. Como foi feito o pacto de sangue nos porões da república de Curitiba, não se sabe e não será a mídia industrial a entregar.

Mas uma coisa pode-se afirmar sem medo de errar, esse pacto da escória jurídica com a midiática segue firme para que um proteja o outro, porque certamente os dois lados sabem de coisas do arco da velha que deixam os lados com a garantia de que o acordo dure infinitamente.

Nem um pio da grande mídia sobre todos os escândalos que envolvem corrupção, roubo, fraude em que Moro é o cabeça, tanto que foi considerado pelo STF, juiz parcial, ou seja, pilantra, vigarista, imoral, corrupto e mais um sem-número de adjetivos de esgoto.


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Tarcísio deixa legado de alta nos homicídios e estupros em 2025; policiais mataram 1.731 pessoas

Especialistas e entidades denunciam falha no modelo baseado na repressão e militarização

Em um ano marcado por casos recorrentes de violência de gênero, operações na Favela do Moinho, no centro da capital paulista, que deixaram, até o momento, centenas de famílias sem ter para onde ir e pela dispersão do fluxo da chamada Cracolândia, com relatos de truculência policial, as polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo mataram 649 pessoas até o final de outubro de 2025.

As corporações eram coordenadas pelo ex-secretário Guilherme Derrite (PP-SP) e pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O número de pessoas mortas em decorrência da atividade policial nos últimos 10 meses é maior do que em todo o ano de 2023, primeiro da gestão de Tarcísio, quando ocorreram 510 óbitos. Com relação a 2024, a queda foi pouco expressiva, apenas 3,8% para o mesmo período.

Para o ouvidor das polícias de São Paulo, Mauro Caseri, o número de mortos é substancial, já que, comparado ao ano passado, não houve operações de alta letalidade, como a Escudo e a Verão, que deixaram dezenas de mortos na Baixada Santista. “No ano todo de 2024, tivemos 813 casos de morte decorrente de intervenção policial. O que preocupa é que em 2025 não houve essas operações e o número já está muito próximo do de 2024. Não houve uma diminuição significativa como se esperava”, afirma.

Os crimes contra as mulheres também chamaram a atenção pelo aumento nos índices de estupro, somados os casos de estupro e estupro de vulnerável. O estado acumulou 12.198 registros até outubro de 2025. O número revela-se expressivo ao ser comparado com todo o ano de 2023, que somou 12.079 casos. Já no ano todo de 2024, foram registrados 12.319 casos.

A gestão do governador, aliado de Jair Bolsonaro, também foi marcada pelo aumento de 38,38% nos homicídios culposos e de 13,19% nos registros de lesão corporal culposa. Houve, ainda, alta em outros crimes violentos, como lesão corporal dolosa, lesão corporal dolosa seguida de morte e tentativa de homicídio. Os dados são do Portal da Transparência, divulgados pela Secretaria da Segurança Pública paulista (SSP-SP).

A conclusão dos índices criminais demonstra, na visão de Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), que “não valeu a pena investir e colocar as fichas num candidato que, nas eleições de 2022, defendeu que a polícia não tinha que ter controle.”

A Coalizão Negra por Direitos avalia que o projeto de segurança pública do governo Tarcísio de Freitas aprofunda um modelo violento, ineficaz e incompatível com a Constituição e os direitos humanos. “Trata-se de uma política baseada na militarização e no uso excessivo da força, que produz aumento da letalidade policial, amplia o encarceramento em massa e transforma territórios negros e periféricos em zonas permanentes de exceção, sem investir em prevenção, políticas sociais ou redução das desigualdades”, disse Beatriz Lourenço, diretora de Áreas e Estratégias do Instituto de Referência Negra Peregum e integrante da Coalizão Negra por Direitos.

O aumento dos homicídios expressa o que caracterizam como “fracasso de um modelo de segurança baseado na repressão”, que, segundo Lourenço, “ignora as causas estruturais da violência e aprofunda a vulnerabilidade da população negra e periférica.”

Instalação de novas câmeras corporais avança pouco
Para Nunes, o número substancial na letalidade policial se relaciona com o desmonte da política de câmeras corporais promovido pelo governador. Diante disso, o especialista não se surpreende com a volta dos níveis de mortes violentas cometidas por policiais aos patamares anteriores ao início do projeto Olho Vivo (programa lançado em 2020 para uso de câmeras corporais em policiais no estado de São Paulo).

“Naquele ano, ele foi muito bem-sucedido na redução da letalidade. Então, nós perdemos esse grande feito que São Paulo conseguiu nestes últimos anos, ao mesmo tempo em que há um aumento de outros indicadores de violência”, diz Nunes.

Os casos da Cracolândia e da Favela do Moinho apontam para uma falta de integração entre as polícias e outras secretarias e pastas. “O que a gente tem é uma total descoordenação, uma total falta de controle e um populismo penal que fica sempre ancorado na retórica, essa tal resposta através da PM. Falta, por exemplo, articulação com a saúde, no que se refere à questão da Cracolândia”, analisa o pesquisador do Cesec.

Promessa de Tarcísio para a segurança envolve a instalação de 15 mil câmeras corporais na PM. Créditos: Governo de SP.

Mesmo com a maior fatia no orçamento, a instalação de 15 mil câmeras corporais na PM, conforme prometido pelo governador Tarcísio até o primeiro trimestre de 2026, está longe de ser concluída. Segundo o Portal da Transparência, até setembro deste ano, havia 10.723 câmeras instaladas na corporação.

Em 2025, o formato de câmeras nas fardas dos policiais sofreu modificações. Inicialmente, o governador Tarcísio de Freitas se colocava contra o uso dos aparelhos. Tempos depois, o foco da política foi deslocado: o discurso oficial passou a enfatizar que as câmeras servem para auxiliar o policial, e não para fiscalizar abusos, reduzindo a obrigatoriedade de gravação contínua e fragilizando, assim, os mecanismos de controle.

Ademais, houve o encerramento do convênio com a Axon, empresa que era fornecedora de câmeras corporais com o mecanismo de gravações ininterruptas. Em 2025, o governo comprou novas câmeras da Motorola, que são acionadas pelo Centro de Operações Policiais Militares (Copom).

“Até o momento temos essas duas câmeras sendo utilizadas. Alguns policiais ainda utilizam as Axon, nesse processo de retirada progressiva desses dispositivos, enquanto as da Motorola chegam ao seu número final”, diz o ouvidor das policias de SP.

Para o deputado estadual Donato (PT-SP), o número de 15 mil câmeras é “insuficiente” para que o instrumento funcione de fato como meio de transparência e apoio ao policial em operação.

A visão dele é compartilhada pelo ouvidor. Ele explica que as 15 mil câmeras não poderão ser utilizadas ao mesmo tempo, uma vez que as baterias duram 12 horas e precisam ser recarregadas.

“Então, você pode usar 8 mil ou 7.500 câmeras, porque daqui a 12 horas outros policiais assumirão o serviço. Eles terão que utilizar as câmeras e as que foram usadas nas 12 primeiras horas vão precisar recarregar a bateria.” O número, de acordo com Caseri, é bem inferior à quantidade de policiais que trabalham nas ruas do estado, que é de cerca de 60 mil.

*BdF


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Vídeo: Frota ironiza “milagres” de pastores aliados de Bolsonaro: “Não curam o soluço?”

O ex-deputado federal Alexandre Frota publicou um vídeo nas redes sociais em que ironiza a relação de Jair Bolsonaro (PL) com líderes evangélicos e questiona os chamados “milagres” exibidos em programas religiosos de televisão. Na gravação, ele afirma que respeita todas as religiões, inclusive a evangélica, e diz que acompanha há anos os relatos apresentados por pastores que aparecem próximos do ex-presidente.

Frota cita que Bolsonaro convive com “bispos e pastores considerados entre os mais influentes do país” e menciona que, em programas religiosos na TV, são exibidos testemunhos de pessoas que dizem ter se recuperado de vícios em jogos e drogas, além de relatos de melhora de saúde. Ele também cita casos narrados nesses programas envolvendo mudanças de comportamento de casais e reconciliações familiares.

No vídeo, o ex-deputado relata que acompanha ainda depoimentos que apontam supostos avanços financeiros após a entrada de fiéis em determinadas igrejas. Segundo ele, essas narrativas descrevem pessoas endividadas que, depois de um período na igreja, afirmam ter adquirido imóveis, carros, aumentado a renda e aberto empresas.

Alexandre Frota afirma que esses relatos aparecem com frequência na televisão e nas redes sociais de pastores e de igrejas. Ele diz que os líderes religiosos citados se apresentam como responsáveis por curas físicas, superação de vícios e prosperidade financeira de seus seguidores, sempre por meio de testemunhos exibidos em cultos e programas.

Ao longo do vídeo, Frota cita pastores que aparecem ao lado de Bolsonaro em agendas públicas e eventos religiosos, entre eles Silas Malafaia e Marco Feliciano. Ele menciona que esses nomes também participam de mobilizações políticas e de manifestações em apoio ao ex-presidente, além de atuarem em grandes denominações evangélicas.

*DCM


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Moral da Malu: Com a direita toda na cadeia por tentativa de golpe, a grande mídia será a adversária de Lula em 2026

De postos de gasolina a fintechs, o crime se infiltrou no dia a dia dos negócios do Brasil.

Um Congresso que não suporta um raio-x em que deputados e senadores de direita turbinam suas contas, dentro e fora do Congresso, com trajetórias criminosas, a direita brasileira morreu, sequer tem candidato à Presidência da República para disputar com Lula.

A confrmada candidatura de Flávio pode passar por algumas cirurgias e ele mudar de ideia e a direita não terá quem ela possa declarar amor.

Essa é a visão do inferno para a direita brasileira. Basta interpretar cada personagem que se destacou na direita do Congresso para perceber que há uma frustração generalizada diante da caótica situação em que se encontra esse modelo de cloaca no Brasil.

Após meses alimentando notícias de que Tarcísio seria o candidato da Faria Lima e afins, a mídia já se convenceu que ele á carta fora do braralho na disputa presidencial.

Bolsonaro não entregou a rapadura, por saber, e com razão, que uma vitória de Tarcísio lhe custaria uma traição que a alta burguesia lhe cobraria.

Mas Bolsonaro cortou as asinhas de Tarcísio para ao menos, mesmo que inativo na cadeia, continuar alimentando a imagem de líder dos reacionárioa brasileiros.

Em síntese, não há saída. A direita demorará muito tempo para fazer o dever de casa varrendo o clã  Bolsonaro da vida nacional ou amargando um ostracismo nunca antes visto no Brasil

Essa conta já foi feita pela oligarquia e pelos meios de comunicação que operam no modo contenção para que Lula liquide a fatura do jogo no primeiro tempo com uma goleada histórica e carregue a tinta num governo  mais à esquerda, mais pró-trabalhadores, com mais mecanismos de distribuição da riqueza nacional para o máximo possível de brasileiros. Ou seja, tudo o que as classes economicamente dominantes não querem nem ouvir falar.

É cedo para dizer como será a atuação da mídia industrial diante desse qudro trágico para a direita, mas uma coisa é certa, ela não jogará leve para colher algum fruto que ainda pode salvar. Se consguirá, diante de uma sociedade cada vez mais crítica a esse modus operandi, são outros quinhentos.


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Fim de sanções de Trump e OEA enterram plano bolsonarista de classificar Brasil como ‘ditadura’

Como naufragou operação de Eduardo Bolsonaro para tentar criar tese de que o país estaria vivendo regime autoritário

O plano era ambicioso: forçar a viagem de uma relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos ao Brasil para comprovar que existia uma suposta ditadura no país. Com esse informe, portanto, a ala mais radical do bolsonarismo percorreria o mundo alertando sobre o fato de que estavam sendo perseguidos, que o Brasil estava se transformando numa “nova Venezuela” e que sanções deveriam ser adotadas.

Justificariam que nunca existiu um golpe e que as prisões de seus líderes são arbitrárias.

Mas nada disso funcionou. No último dia 26, sem alarde, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos publicou seu informe sobre a liberdade de expressão no Brasil e concluiu – sem surpresas – que não há uma ditadura no país e nem a censura generalizada contra movimentos políticos.

Semanas antes, a tese promovida por Eduardo Bolsonaro pelo mundo sobre o suposto “regime de exceção” no Brasil já havia sido duramente abalado com a decisão de Donald Trump de retirar sanções contra Alexandre de Moraes.

Agora, com exclusividade ao ICL Notícias, autoridades brasileiras e estrangeiras contam como o sonho bolsonarista se transformou em um pesadelo para os golpistas, com um informe que, ao ser publicado, constatou que a democracia está vigente no Brasil.

A origem
Tudo começaria ainda em 2024, com articulações de grupos bolsonaristas e alianças com entidades de extrema direita nos EUA, como a ADF – classificada nos EUA como organização disseminadora de ódio. Aos poucos, foi construída a estratégia de vender ao mundo a ideia de que o Brasil estaria vivendo um “regime autoritário”, que a eleição de Lula teria sido duvidosa, que a censura estaria em vigor e que haveria uma perseguição política.

Se parte da ofensiva ocorria nos bastidores do poder em Washington, a estratégia montada previa a criação e a manipulação de um informe internacional que, ao criticar o Brasil, serviria de cartão de visita e chancela aos bolsonaristas para percorrer as capitais do Ocidente em busca de simpatia, apoio, refúgio e dinheiro.

O caminho escolhido foi a Comissão Interamericana, entidade que depende fortemente de recursos americanos.

E, dentro do órgão regional, a opção foi a de focar as energias sobre o relator de Liberdade de Expressão, Pedro Vaca.

Inicialmente, ele havia causado espanto no governo brasileiro ao aceitar realizar uma audiência em Washington onde reuniria tanto jornalistas profissionais alvo de violência no Brasil como as demandas da extrema direita de que estaria sendo alvo de censura.

O seu projeto conseguiu ser evitado. Mas, em troca, foi costurada uma visita de Vaca ao Brasil. O temor do governo era de que o relator assumisse uma tese “absolutista” da liberdade de expressão, desconhecendo as manobras da extrema direita nacional.

Uma missão repleta de tensão
A tensão marcaria a missão do relator desde seu desembarque no país, há quase um ano.

Enquanto ele se reunia com diversas autoridades, Eduardo Bolsonaro percorria gabinetes de congressistas da base de Trump em Washington para pedir apoio. Na preparação para a viagem, esses congressistas escreveram uma carta para a Comissão Interamericana colocando pressão. Segundo eles, se a relatoria de Vaca não lidasse com a censura contra os bolsonaristas, eles exigiriam que Trump encerrasse os repasses para o órgão. Sem esse dinheiro, a OEA estaria paralisada.

Fontes da sociedade civil, governo e STF consultadas pelo ICL admitiram que a viagem tinha o potencial de ser “um desastre” se fosse sequestrada pelo bolsonarismo.

Até então, o governo brasileiro mantinha apenas uma relação protocolar com a relatoria da Comissão Interamericana. Foi um trabalho nos bastidores por parte da sociedade civil que permitiu a aproximação. A percepção de ativistas era de que apenas um comportamento mais aberto por parte do governo Lula permitiria que a relatoria se sentisse confortável para indagar e, eventual, avaliar de forma equilibrada o país.

E o trabalho surtiu efeito. Mauro Vieira, o chanceler, se reuniu com Vaca e reafirmou o compromisso do Brasil com a liberdade de expressão e o combate à desinformação.

No STF, uma reunião com os ministros Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes também receberam o relator, algo raro em visitas de missões internacionais. A ideia era de que Vaca se sentisse respeitado, diante da atitude do Supremo de prestar contas.

Uma das atividades das autoridades brasileiras foi a de desmascarar quem eram os bolsonaristas. O relator recebeu, por intermédio do Ministério de Relações Exteriores, um dossiê onde estavam recortes e prints de publicações de extrema direita atacando Vaca.

O recado a ele foi claro: o que está sendo feito contra você é o mesmo que o bolsonarismo promove contra juízes e autoridades que se recusam a ceder.

A viagem também foi marcada por tentativas de manipulação. Na reunião que manteve com parlamentares bolsonaristas, a delegação da Comissão Interamericana foi surpreendida com a acusação dos deputados de que o órgão estava atuando para censurá-los. O incidente ocorreu quando as equipes de deputados e senadores bolsonaristas pressionaram a OEA a suspender seu protocolo usado há anos em toda a América Latina e permitir que a reunião fosse filmada.

Com as imagens, esses deputados transformaram suas participações em verdadeiros shows nas redes sociais. Para muitos, Vaca sentiu na pele a agressividade dos bolsonaristas.

Outro fato que marcou a visita foi a transformação de uma de suas declarações à imprensa como instrumento para a extrema direita. Na saída de uma das reuniões, Vaca declarou a um jornalista que estava “impressionado” com os informes. A notícia replicada pela extrema direita era de que ele teria ficado impressionado com os informes da suposta censura que eles tinham apresentado para Vaca.

Horas depois, Vaca desmentiu a versão bolsonarista e afirmou que uma ditadura não recebe um relator. Ele sequer havia dado a declaração na saída de uma reunião com a extrema direita. Assustada, a equipe do relator entendeu que havia ocorrido uma tentativa deliberada de manipulação.

A constatação é de que ele experimentou em primeira mão a confusão deliberada que é promovida pela extrema direita entre informação e desinformação.

Outra estratégia da sociedade civil foi a de garantir que a agenda de Vaca não se limitasse ao debate promovido pelos bolsonaristas. Para isso, os encontros dele com ativistas, organizações e especialistas apontaram como aqueles que se dizem vítimas da censura são, de fato, agentes de censura.

A Abraji, por exemplo, fez levantamento de ataques contra jornalista pela extrema direita e entregou o documento para Vaca.

Um dos encontros ainda considerados como fundamentais foi com os parlamentares que fizeram parte da Comissão de Inquérito do 8 de Janeiro. Na reunião, Vaca recebeu relatos de como existe uma indústria da desinformação que funciona não apenas no caso da democracia, mas também relação às vacinas e tantos outros temas.

Pressão de Marco Rubio
A pressão, porém, não terminou com o fim da viagem. O escritório de Vaca passou a ser alvo de pressões, tanto por parte da extrema direita brasileira como americana. Em meados de 2025, quando o governo de Donald Trump começava a desenhar a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes – hoje retiradas – a Comissão Interamericana foi consultada pela diplomacia americana sobre os prazos para a publicação do informe sobre o Brasil.

Washington queria saber, no fundo, se poderia usar uma eventual conclusão negativa do informe como base para justificar a imposição da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

O governo brasileiro também mandou seus recados, alertando à Comissão que sucumbir à pressão americana revelaria o fim da independência do órgão que já teve um papel histórico na defesa dos direitos humanos no Hemisfério.

Governo e sociedade civil comemoraram informe
Vaca optou por esperar. A “química” entre os presidentes Lula e Trump também abriu caminho para que seu informe não fosse alvo de uma disputa maior ou que se mandato fosse atacado por Marco Rubio.

Ainda que estivesse pronto há semanas, a escolha da publicação em meio às festas do final de ano também serviu para tentar não causar ainda mais polêmica. Ainda assim, Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e aliados do bolsonarismos tentaram, sem êxito, apresentar o informe como uma suposta vitória de seu campo. Mas não conseguiram evitar que vozes dentro da própria extrema direita tenham admitido a derrota.

Um ano depois da visita, o sentimento entre membros da sociedade civil e governo brasileiro é de alívio. Para diversas pessoas que participaram dos encontros com Vaca e que acompanharam o processo, o resultado foi melhor do que se esperava.

A Comissão Interamericana confirmou que o Brasil é uma democracia plena, ainda que com melhorias que podem ser implementadas. O documento, somado à retirada da sanções previstas pela Lei Magnitsky contra Moraes ainda enterrou o projeto da extrema direita de usar a falácia da suposta existência de uma ditadura como arma para se defender pelo mundo.

Para o acadêmico Fábio de Sá e Silva, professor da Universidade de Oklahoma, o relatório tem a virtude de situar o debate sobre liberdade de expressão no contexto histórico do Brasil, especialmente considerando as eleições de 2022. “Fala explicitamente que houve uma tentativa de golpe, que se baseou em desinformação sobre urnas. Argumenta, corretamente, que à luz da convenção americana de direitos humanos não existe liberdade absoluta de expressão — há discursos protegidos (políticos) e outros (ex., de ódio) não protegidos”, diz.

“Chama o legislativo brasileiro a regular melhor plataformas e recomenda balizas à atuação do judiciário, mas jamais sugere que as ações passadas foram ilegítimas. Por fim, duas notas importantes: diz que é preciso julgar e condenar quem orquestrou a tentativa de golpe, mostrando que anistia não se coaduna com os estândares Interamericanos de direitos humanos; e ainda denuncia o uso instrumental da liberdade de expressão por parte de quem reclama de censura, mas apoiou ditaduras e violações de direitos humanos”, completou o acadêmico.

O projeto de Eduardo Bolsonaro, assim, estava enterrado. Pelo menos por enquanto.

Mas o caso deixou um aviso: movimentos ultraconservadores vão usar as estruturas internacionais para justificar suas narrativas. Para isso, tentarão sequestrar a Comissão Interamericana e outros órgãos para que sirvam ao arsenal para a implementação de uma agenda reacionária e autoritária.

*Jamil Chade/ICL


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Transformar calúnia em senso comum é tradição na Globo

A Globo nunca teve o menor compromisso com a história. São inúmeros os casos em que ela mentiu, caluniou sem jamais se retratar para ficar na base do dito pelo não dito.

Ela não dirá, por exemplo, que foi contra as manifestações das Diretas Já, que teve adesão maciça da sociedade com mais de 2 milhões de brasileiros nas ruas pedindo Diretas Já.

Roberto Marinho, a serviço da ditadura militar, apoiou a eleição indireta no colégio eleitoral em que venceram Tancredo Neves e José Sarney.

Em seguida, vendeu para o povo que um dos maiores corruptos do Brasil, era m caçador de marajás.

Denunciado pelo próprio irmão, Pedro Collor, sobre seu esquema de corrupção, Fernando Collor renunciou para fugir fo impeachment, logo no segundo ano de governo.

A Globo foi o principal agente propagador das maravilhas da privataria de Itamar e FHC. Lógico, até aquele plano econômico, que já havia quebrado a Argentina, caiu em desgraça no Brasil e nunca mais a direita demotucana voltou ao poder.

A direita só voltou a governar o país com Temer, a partir do golpe em Dilma, comandado pela Globo, com a propagação de uma mentira chamada “pedalada fiscal” que, comprovadamente, não ocorreu no governo Dilma.

Na verdade, Dilma caiu só porque reduziu dransticamente o spread bancário, que enfureceu a papa fina da agiotagem nacional.

Durante o golpe, somente vagabundos atuaram, Temer, Aécio e Cunha, a Globo repetia diuturnamente o jargão “as instituições estão funcionando”.

Com Dilma golpeada, e até hoje a Globo insiste em não admitir, era preciso condenar, prender e tirar Lula da eleição de 2018, para que Paulo Guedes, via Bolsonaro, complementasse o plano de entregar o Banco Central à Fenraban para que os banqueiros junca mais corressem o risco de enfrentar um presidente da República que se inspirasse em Dilma na questão do spread.

Mas os festivais de calúnias e difamações contra governos ou membros do PT, foram comandados pela Globo, Mensalão e Lava Jato. Sem falar dos diabos menores da própria Globo.

Chega a ser ingênuo ver progressistas se esquecendo desse manual golpista da Globo no caso que envolve Malu Gaspar e Alexandre de Moraes, quando, na verdade, a Globo só está afinando sua orquestra de manipuladores para 2026 contra a reeleição de Lula.

A essa altura dos fatos. não cabe ingenuidade da esquerda.


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