Mês: janeiro 2026

Após ataque na Venezuela, Trump ameaça ações em outros países

A bordo do Air Force One, presidente dos EUA citou considerar operações contra Colômbia, México e Irã; mencionando ‘fragilidade’ de Cuba e anexação na Groenlândia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou neste domingo (04/01) o leque de suas ameaças contra a soberania dos países, no dia seguinte à operação militar na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.

Em conversas com jornalistas a bordo do Air Force One, ele disse considerar operações contra a Colômbia, México e Irã; mencionou a anexação da Groelândia e disse que em Cuba, não precisaria de ações, porque a Ilha já estaria fragilizada.

Ao ser questionado se sua administração poderia realizar uma ação semelhante à da Venezuela contra a Colômbia, Trump respondeu de forma direta: “parece bom para mim.” Ele acusou o presidente Gustavo Petro de envolvimento com o narcotráfico e disse que a Colômbia estaria sendo “governada por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la para os Estados Unidos.”

Em seguida, reforçou o tom de ameaça: “ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”. Trump também afirmou que o país abriga “fábricas de cocaína e fábricas de cocaína”, em referência às rotas de tráfico que cruzam o território colombiano.

O presidente colombiano Gustavo Petro respondeu às ameaças. Em sua conta no X, escreveu: “pare de me difamar, Sr. Trump”, ressaltando que em mais de meio século de vida política não existe nenhum registro que o vincule ao tráfico de drogas.

Petro afirmou trata-se de uma ameaça inaceitável e afirmou que “não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que emergiu da luta armada e, posteriormente, da luta pela paz do povo colombiano.” Ele também descreveu a captura de Maduro como um sequestro e classificou a operação dos Estados Unidos como “aberrante.”

México e Cuba
As ameaças de Trump também incluíram o México e Cuba. Ele disse que as drogas estavam “entrando em massa” pelo México e que “vamos ter que fazer algo”, alegando que os cartéis mexicanos eram “muito fortes.”

Sobre Cuba, o presidente norte-americano sugeriu que não seria necessária uma intervenção militar direta porque a Ilha estaria fragilizada. “Não acho que precisamos de nenhuma ação”, disse. “Parece que está acontecendo.” E acrescentou: “não sei se eles vão resistir, mas Cuba agora não tem renda. Eles receberam toda a renda da Venezuela, do petróleo venezuelano.”

As declarações reforçaram comentários feitos mais cedo pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que, ao ser questionado se Cuba seria o próximo alvo do governo, afirmou: “o governo cubano é um enorme problema” e, pressionado, acrescentou: “eles estão em grandes apuros, sim.”

Irã
Em relação ao Irã, em meio a protestos internos no país, o presidente norte-americano disse: “se começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que vão ser muito atingidos pelos Estados Unidos.”

Durante uma conferência de imprensa nesta segunda-feira (05/01), o porta-voz iraniano do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baqaei, condenou o ataque norte-americano contra a Venezuela. Ele declarou que o Irã “não está ligado a indivíduos, mas a princípios”, e afirmou que “o sequestro do presidente de um país não é motivo de orgulho nem é legal”.

*Opera Mundi


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Deputada Erika Hilton aciona PGR contra Flávio Bolsonaro e Nikolas por incitarem intervenção externa

Deputada aponta postagens motivadas por ação dos EUA na Venezuela

A deputada federal Erika Hilton protocolou, na manhã desta segunda‑feira (5), uma representação criminal na Procuradoria‑Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. A iniciativa tem como foco publicações feitas pelos dois parlamentares nas redes sociais que, segundo a peça, defendem, estimulam ou sugerem a atuação de autoridades estrangeiras contra o Brasil, em afronta direta à soberania nacional, à ordem constitucional e às instituições democráticas.

De acordo com a representação, as postagens foram publicadas no contexto da ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura e sequestro do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, por forças norte‑americanas. Segundo a deputada, esse cenário internacional foi explorado por Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira como pano de fundo para sugerir ou naturalizar a possibilidade de intervenção externa semelhante no Brasil.

A peça sustenta que as manifestações divulgadas pelos parlamentares não se enquadram no exercício regular da crítica política. O documento afirma que o conteúdo “extrapola o direito à livre manifestação do pensamento” ao construir uma narrativa que “submete o Estado brasileiro à jurisdição estrangeira”, sugerindo que o chefe de Estado brasileiro poderia ser investigado, processado, sancionado ou constrangido por autoridades de outro país, à margem dos mecanismos previstos na Constituição.

Erika Hilton destaca que esse discurso é veiculado de forma reiterada por meio de memes, montagens e imagens digitalmente manipuladas, estratégia que amplia o alcance da mensagem e reduz a percepção pública de sua gravidade. Para a deputada, a linguagem irônica e o tom aparentemente humorístico não descaracterizam o conteúdo político das postagens, mas funcionam como instrumento para banalizar a ideia de intervenção estrangeira e apresentá‑la como resposta legítima a disputas políticas internas.

No caso de Nikolas Ferreira, a representação menciona publicações que ironizam decisões do Supremo Tribunal Federal e questionam a legitimidade das instituições brasileiras, sugerindo que apenas a atuação de potências estrangeiras seria capaz de conter o atual cenário político. Em relação a Flávio Bolsonaro, o documento aponta postagens que reforçam a narrativa de colapso institucional no Brasil e associam o país a supostos mecanismos de investigação ou sanção conduzidos por autoridades norte‑americanas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a deputada, ao utilizar a recente intervenção norte‑americana na Venezuela como referência simbólica, as postagens difundem a ideia de que o Brasil estaria sujeito a um juízo externo, relativizando a autonomia do sistema jurídico nacional. A representação afirma que esse tipo de comunicação, quando praticado por agentes públicos com mandato eletivo, contribui para enfraquecer a confiança da sociedade nas instituições e legitimar discursos de ruptura democrática.

O documento sustenta ainda que as manifestações têm como efeito a deslegitimação de órgãos constitucionais responsáveis pela preservação do Estado Democrático de Direito, como o Supremo Tribunal Federal, a própria PGR, a Polícia Federal e o Congresso Nacional. Para Erika Hilton, ao reiterar esse discurso em redes sociais de grande alcance, os parlamentares estimulam soluções autoritárias incompatíveis com a Constituição de 1988 e reforçam narrativas internacionais de fragilidade institucional do país.

Nikolas e youtuber da esquerda trocam ofensas após montagem com Lula

Com base nesses elementos, a deputada solicita que a Procuradoria‑Geral da República instaure procedimento investigatório criminal para apurar a possível prática do crime de apologia ao golpe de Estado, previsto no artigo 359‑M do Código Penal. De acordo com Cleber Lourenço, ICL, A representação ressalta que nem a liberdade de expressão nem a imunidade parlamentar autorizam a defesa de ruptura institucional, tampouco a submissão do Brasil à tutela de potências estrangeiras, ainda que a mensagem seja apresentada sob a forma de humor, ironia ou crítica política.

A peça também destaca que Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, por ocuparem cargos eletivos e possuírem grande alcance nas redes sociais, detêm responsabilidade institucional ampliada sobre os impactos de suas manifestações públicas. Segundo o documento, o discurso difundido por ambos tem potencial de produzir consequências políticas concretas, inclusive no plano internacional, ao alimentar campanhas de desinformação e narrativas que colocam em dúvida a capacidade do Brasil de resolver seus conflitos dentro das regras democráticas.

A Procuradoria‑Geral da República deverá agora analisar a representação e decidir se instaura investigação criminal ou se arquiva o pedido. Até a publicação desta reportagem, os parlamentares citados não haviam se manifestado publicamente sobre o conteúdo da iniciativa apresentada por Erika Hilton.


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Governo Lula teme que método de Trump na Venezuela se alastre pelo continente

Planalto acredita que Trump apostará em um pacto com Delcy Rodriguez. O presidente americano alertou que, se ela não atender a seus interesses, vai sofrer também uma ação

O governo Lula considera que a captura de Nicolás Maduro de Caracas neste sábado pode ser uma indicação por parte do governo de Donald Trump sobre como ele pretende agir no hemisfério Ocidental nos próximos anos.

A análise faz parte das considerações do Palácio do Planalto e será transformada em alertas que, nos próximos dias, serão levados tanto para o Conselho de Segurança da ONU como para conversas bilaterais que devem se proliferar ao longo da semana entre Lula e outros chefes de estado.

Violando as leis internacionais, a ONU e mesmo a Constituição americana, Trump agiu para derrubar um presidente e colocar, no lugar, um acordo que permita que permita que os interesses dos EUA sejam blindados.

O governo brasileiro, segundo fontes de alto de escalão, acredita que a Casa Branca irá apostar, num primeiro momento, por uma relação com Delcy Rodrigues, até então a vice-presidente. Também fica estabelecido um acordo para preservar o restante da estrutura chavista no poder. Trata-se, na visão do Planalto, de uma sinalização de que Trump temia a abertura de uma crise interna e, eventualmente, uma guerra civil.

Pelo acordo, fica impossibilitada a existência de um vácuo de poder. Em nome dessa estabilidade frágil, o governo brasileiro interpreta que Trump abriu mão de dar qualquer tipo de apoio para Maria Corina Machado, a líder da oposição. Na coletiva de imprensa no sábado, o presidente americano rejeitou a ideia de que a vencedora do prêmio Nobel da Paz assuma a presidência, alegando que ela “não tem apoio” na Venezuela.

Trump ameaça Delcy
Trump, neste domingo, de fato confirmou a existência de um entendimento com a nova presidente. Mas alertou que, se ela não seguir as orientações dos EUA, sofrerá um ataque ainda mais intenso que Maduro.

Segundo ele, Delcy vai pagar “um preço muito alto se não fizer o que é certo”. E ainda emendou: “provavelmente maior que Nicolás Maduro”. As declarações foram dadas à revista americana The Atlantic.

O ICL Notícias apurou que o governo brasileiro ainda tenta entender e colher informações sobre como vai funcionar o acordo entre Trump e Delcy. Também existem dúvidas sobre como o restante do chavismo vai se comportar e o que receberá em troca, para aceitar o pacto.

Para membros do governo brasileiro, um sinal importante foi o alerta de Trump de que poderia realizar uma segunda onda de ataques contra Caracas. Membros do governo Lula interpretaram isso como um alerta: ou o pacto permite que se tenha acesso aos recursos naturais – principalmente o petróleo, ou novas ações deveriam ser esperadas.

Também chamou a atenção da cúpula do governo Lula a ausência completa de referências à democracia ou direitos humanos na Venezuela, um discurso que os EUA vinham usando para colocar pressão.

Para o governo Lula, porém, a ação militar de Trump vai “muito além da Venezuela”. E esse é o ponto central do debate e da construção da posição brasileira sobre a ofensiva americana.

Exitosa, a ofensiva pode fortalecer a ideia de que o método de uma intimidação militar terá resultados na região, sempre que os interesses americanos forem ameaçados. “Pode se transformar em uma metodologia”, alertou um experiente negociador.

O cenário é de que um argumento pode ser forjado contra um governo e, partir disso, uma ação militar seja implementada para derrubar um líder que não atenda aos interesses.

O temor, portanto, é de que a região veja uma reprodução em série desse processo: pressão, chantagem por acesso a recursos ou áreas estratégicas e, em caso negativo, operações para derrubar ou enfraquecer governos.

Brasília destaca que parte dessa pressão já havia ocorrido no começo de 2025 com o Panamá. Sob a ameaça americana, o governo centro-americano abriu mão de seus acordos com a China e Trump abandonou a ideia de um discurso militar.

A Venezuela exigiu algo extra. Mas a questão é como os demais governos da região vão se comportar a partir de agora. Ou adotam uma postura “dócil” com Trump ou podem estar ameaçados.

Especial preocupação é o caso da Colômbia, onde Gustavo Petro já é alvo de sanções e Trump alertou que ele poderia ser o próximo.

No caso cubano, a ausência de recursos naturais é um elemento que pode tirar a ilha das prioridades da Casa Branca. Mas derrubar a estrutura castristas poderia ser uma “vitória simbólica” de Trump para sua base mais radical de extrema direita, inclusive latino-americana.

No caso brasileiro, o Planalto admite que existirá um uso eleitoral por parte do bolsonarismo da prisão de Maduro. A estratégia é a de manter um distanciamento em relação às atitudes do governo venezuelano e insistir no fato de que o Brasil criticou o comportamento de Maduro nas eleições e que jamais chancelou o resultado do pleito.

*Jamil Chade/Uol


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“Insanidade”: Deputado democrata diz que Trump está surtando

Não existe plano futuro da Venezuela, diz

deputado democrata Seth Moulton, de Massachusetts, ex-fuzileiro naval e integrante do Comitê das Forças Armadas da Câmara, resumiu em duas frases a entrevista de ontem de Donald Trump: “A gente vai parar [pra pensar] por um segundo? Isso é insano”.

Moulton referiu-se ao fato de que Trump, perguntado agora sobre quem governa a Venezuela, apontou para o grupo que estava atrás de si: o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hesgeth, o diretor da CIA John Ratcliffe, o sub-chefe da Casa Civil Stephen Miller e o general Dan Caine, que comanda o Estado Maior das Forças Armadas.

Nenhum deles tem qualquer experiência administrativa em tocar um país caribenho de 34 milhões que, aliás, ainda tem um governo e instituições funcionando.

Improviso total
Moulton referiu-se aos diferentes argumentos de Trump para cercar e agora sequestrar o presidente da Venezuela e esposa:

Não teve plano algum. Trump mentiu desde o início. Primeiro disse que não faria troca de regime. É o que ele está tentando fazer. Ele disse que era uma guerra sobre drogas, mas o fluxo de drogas vai continuar. Ele disse que era sobre fentanil, mas o fentanil não vem da Venezuela. Ele disse que era sobre cocaína, mas a cocaína da Venezuela vai para a Europa.

Moulton confirmou que recebeu um briefing de Marco Rubio, mas que o secretário de Estado mentiu o tempo todo, dizendo que não haveria troca de regime, nem invasão terrestre.

Ontem, na entrevista coletiva, Trump disse que se o governo da Venezuela não se render ou cair, ele não vê nenhum problema em despachar soldados para uma guerra em solo.

O deputado concluiu:

Talvez seja sobre petróleo, estão tentando roubar o petróleo [da Venezuela], mas não temos certeza porque nada do que Trump diz é verdade.

Na entrevista de ontem Trump também repetiu três mentiras que usou

como justificativa para o ataque: que Maduro comanda um cartel de traficantes; que a Venezuela abriu presídios, asilos e hospitais psiquiátricos para enviar os ocupantes aos Estados Unidos; que o governo em Caracas tenha relação com o Bonde de Aragua, uma facção local.


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Trump ameaça presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodriguez: ‘faria com ela muito pior do que fez com Maduro’

Pelo menos na garganta, o falastrão, Donald Trump, que está levando os EUA à ruína, deve imaginar que uma mulher aguerrida como Delcy Rodriguez, vice-presidente da Venezuela. vai amarelar para um bosta como ele.

Ora, se o povo norte-americano está nas ruas espinafrando o Calígula marca três peidos, não será o povo venezuelano que, no seu direito de defesa da soberania e de suas riquezas, se renderá aos interesses de um escravagista, ladrão, pedófilo e por aí vai.

A forma decisiva com que a Venezuela tratará essa questão, será de combustível líquido con ta os interesses secretos que estão por trás da tentativa dos EUA de esmagar uma nação para lhe roubar o petróleo.

Pode falar o que quiser para sequestrar o subsolo venezuelano para os interesses invisíveis norte-americanos. O grande obstáculo de Trump será o p´ropiro povo venezuelan com seu codigo de honra em defesa da nação.


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Diante de mais uma crise provocada por Trump, basta que Lula seja o Lula

No Brasil, o que mais deixa irritada essa xepa de direita, chamada bolsonarismo, é se deparar com a realidade nua e crua.

O que tem Lula de gênio político e, como tal, reconhecido no mundo, Trump tem de burro.

Lula é o que se pode chamr de solista de sete instrumentos, sem qualquer economia. É uma mistura de contista com sociólogo, de romancista com um inexorável contador de histórias brasileiras, no Brasil e no mundo.

Trump, além de infantil, é árido, até em suas abstrações econômicas que, na prática, ao invés de reduzir, cria grandes problemas ao país que governa.

É fundamental destacar esse confronto de posições diante do mundo contemporâneo.

Lula só apresenta soluções claras e precisas para qualquer caso no mundo moderno. Tump é um ferro velho da era do petróleo, que vive dos mortos dos supostos anos dourados dos EUA, apelando diretamente para sentimento de superioridade sem qualquer traço de criatividade fora da velha corrente do imperialismo ianque.

Lula é um produto exclusivo do coração, o grande e inesgotável coração brasileiro.

Ao contrário, as ideias deTrump, além de não terem nada de práticas, são dignas de um pensamento militante carregado de slogans e vazias de resultados, sempre sendo guiado por preocupações individuais, restritas a impulsos particulares sem qualquer objetivo prático para o todo da sociedade e, sobretudo, para o mundo.

Por isso, os dois não coincidem e só não se chocaram durante a crise das tarifas, porque Lula carrega com ele um idealismo prático de progresso material para o povo brasileiro, sem se esquecer de compartilhar ganhos em suas parceiras políticas e comerciais mundo afora.

Lula tem um idealismo que se nutre nas relações afetivas, do alto pensamento e da visão geral e ampla de um mundo melhor para todos. Não leva a mal, mas o homem é foda, incomparável! Seja com suas preocupações humanas, materiais e até com seus objetivos mercantis.

Esse é o principal traço da psicologia brasileira que Lula carrega consigo.

O resultado é um espetáculo de grandeza que irradia por onde ele passa nos quatro cantos do Globo.

Mas a coisa vai além. Explico: o pensamento de Lula, e vimos isso na crise das tarifas, é regenerar pontes destruídas por adversários e, ao contrário, construir grandes perspectivas e amplas possiilidades de parcerias.

Some isso à história de fracasso de Donald Trump no mesmo quesito para entender o grande valor moral e estratégico de Lula, que soube fugir dos extremos e administar a crise de forma silenciosa  profundamente cirúrgica.

A ação nefasta do imperialismo de Trump não encontrou em Lula qualquer ação contrária, como vimos, Lula esperou o resultado desastroso do acúmulo de lambanças de Trump para, no momento certo, tomar uma atitude objetiva em favor do Brasil diante de um papel internacional negativo que Trump quis impor ao mundo.

Com uma ação inapelavelmente inteligente  e de forma consciente, Lula usou um simplismo até primário, mas principalmente muito mais complexo, sabendo esperar o  bufão se esbaforir e cair de joelhos a seus pés.

Ou seja, Lula, com toda a história política anti-imperialista que viveu, soube esperar os efeitos externos de uma tática protecionista em nome de um nacionalismo arcaico que assanhou Trump, para que a verdade se colocasse acima dos arrotos de Trump a partir do código de xenofobia e histeria.

O resultado foi a substituição do confronto de Trump contra o Brasil por condições particulares altamente favoráveis ao mesmo Brasil.

Foi assim, no silêncio, que Lula se manifestou, e a história do Brasil, diante de uma grave medida dos EUA, avançou e adquiriu fisionomia de país que sabe o que faz com a bola no pé.


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China pede garantias de segurança e libertação imediata de Maduro e esposa

País expressou ‘profunda preocupação’ com prisão do líder venezuelano e disse que EUA violam claramente o direito internacional

A China pediu aos Estados Unidos que libertem “imediatamente” o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, informou o Ministério das Relações Exteriores chinês neste domingo (04/01).

“A China expressa profunda preocupação com a prisão forçada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos e sua expulsão do país. A ação dos EUA viola claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os propósitos e princípios da Carta da ONU”, afirma a chancelaria chinesa, em comunicado.

A China pediu aos Estados Unidos que libertem “imediatamente” o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, informou o Ministério das Relações Exteriores chinês neste domingo (04/01).

“A China expressa profunda preocupação com a prisão forçada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos e sua expulsão do país. A ação dos EUA viola claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os propósitos e princípios da Carta da ONU”, afirma a chancelaria chinesa, em comunicado.

Violação das regras internacionais
O texto também ressalta que “a agressão injustificável dos EUA destrói qualquer autoridade moral que [Washington] possa ter reivindicado“. “As regras internacionais se aplicam a todos, não apenas a alguns. Quando os mais fortes escolhem desrespeitar a lei, a cerca de regras se enfraquece para todos”, afirma o texto.

Pequim lembra que “tais padrões duplos esvaziam o direito internacional e convidam a um mundo onde o poder faz a justiça — um resultado que nenhum país, especialmente aqueles comprometidos com a paz e o desenvolvimento, deveria aceitar”.

O editorial também condena a justificativa de combate ao narcotráfico oferecida por Washington, afirmando que a alegação “não legitima nem pode legitimar a invasão de uma capital, o bombardeio de territórios soberanos ou a remoção de um chefe de Estado”.

“Tal raciocínio, se aceito, concederia às nações poderosas uma licença universal para intervenção militar, indo diretamente contra os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”, adverte.

No próprio sábado (03/01), após os ataques contra Caracas, a chancelaria chinesa instou “os EUA a respeitarem o direito internacional e os princípios da Carta da ONU e a parar de violar a soberania e a segurança de outros países”.

O país é um dos maiores compradores de petróleo da Venezuela. Ao ser questionado sobre isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que continuará vendendo o combustível e, agora, em “volumes muito maiores” aos países que já o comercializam e “que muitos outros virão”.

Coréia do Norte
O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano também se manifestou. Neste domingo (04/01), a Coréia do Norte afirmou que os ataques dos Estados Unidos são a “forma mais grave de violação de soberania” e disse que o país está atento à gravidade da atual situação na Venezuela.

Em comunicado, o país afirma que “o incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA” e que ele terá “consequências catastróficas” na estrutura “das relações regionais e internacionais”.

*Opera Mundi


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Trump se comporta não como um chefe de Estado, mas como líder de hospício

Tenho lido umas análises hiperbólicas, sem trazer concretamente uma perspectiva dos resultados práticos da alucinação de Trump, que se comporta como um Hitler tardio..

O que se fará aqui são perguntas sobre esse nonsense total, anunciado por Trump neste sábado.

No Brasil, quem vibrou efusivamente com a invasão terrorista do Exército norte-americano na Venezuela e o sequestro de Maduro?

Todos sabemos, só os bolsonaristas mais pirados, só os tresloucados restanes da terra plana que rezam para pneu e, com celuar na cabeça, procuram por ETs, ou seja, o hospício brasileiro, que engloba boa parte de neopentecostais, conduzidos por pastores pedófilos, estupradores e por aí vai.

É aquela mesma gente, que se diz cristã, mas que apoia o genocídio em Gaza, promovido pelos EUA e Israel, este mesmo Estado que essa gente diz ser cristão.

É esse caldo de lunáticos que troca ideia com Saci Pererê, mula sem cabeça, entre outras figuras das trevas mentais, que soltaram fogos para o tresloucado, Donald Trump.

Por que fizeram isso?

Porque siplesmente eles não têm ideia de quem são, aonde estão e para onde vão.

Diria que esse é um retrato definitivo do que vimos neste sábado, após Trump comer uma tigela de cocô, ao vivo e a cores, diante dos olhos do mundo.

Mas faremos algumas perguntas:

O povo venezuelano aceitará passivamente que Trump roube o que a Venezuela tem para sobreviver, mesmo que precariamente, que é o petróleo?

Isso ampliará o mercado norte-americano na América Latina como é aventado por muitos analistas afobados, para comprar e vender o quê?

Mercado se faz à bala?

Obrigará as populações da América Latina a consumir os caríssimos produtos dos EUA quando elas não têm poder aquisitivo para se segurar em pé?

Como o super Trump lidará com essa realidade que ele não tem bala comercial para brigar por 1% de espaço para brigar com a China nas plataformas de vendas online?

Ninguém faz comércio por decreto. Ou tem um produto competitivo ou está morto. Essa é a regra do jogo.

Alguém acha que o Veio da Havan deixará de vender bugiganga chinesa para vender eletrônicos norte-americanos porque Trump invadiu a Venezuela?

O que é imperatino na vida como ela é, é a própria dinâmica do mundo, sobretudo nas relações comerciais, e isso não será tocado ou modificado um milímetro sequer.

Nesta segunda, a 25 de março, em São Paulo, seguirá empencada de mercadorias chinesas acessíveis à população brasileira, e os EUA continuarão sem conseguir vender no Brasil uma mísera agulha, porque não tem preço, porque tem uma economia obsoleta para enfrentar uma disputa comercial no mundo.

Trump é o maior cavalo de troia que os EUA produziram contra a própria nação.

As tarifas impostas por Trump são didáticas, quem pagou o pato dessa loucura, foram os norte-americanos, empresários, consumidores, enfim, cidadãos daquele país.

Deu merda e da grossa!

Agora, vem o idiota, tira esse coelho morto do cartola empoeirada e, como o grande pimpão do mundo, anuncia um golpe de Estado, seguido de sequestro do petróleo venezuelano.

Então, vem a pergunta até tola, o que os EUA farão com mais petróleo além de coisa nenhuma?

Só o fato de Trump, em seu pronunciamento, dar ênfase 18 vezes ao  petróleo, em pleno 2026, quando o mundo busca cada vez mais soluções energéticas limpas e renováveis, já mostra que o sujeito é um caduco de pedra.

Por mais que os EUA tenham tido líderes e presidentes facínoras para sustentar o império, ninguém se mostrou com o nível de loucura sequer parecido com esse maluco careteiro.

É só olhar para the day after para perceber que não tem a página 2 nessa história. E se tem alguém que deve ficar de verdade em pânico, são os próprios norte-americanos, que têm no comando do país, em plena derrocada econômica, um idiota falastrão que, a essa altura do jogo comercial do mundo, não sabe quem é a bola.

Quer coisa mais jurássica que invadir um país para roubar petróleo?

Trump só assinou uma confissão de fracasso como líder de um império morto.

Trump não vai piorar o mundo, só continuará a piorar os EUA para os norte-americanos, como fez com suas amalucadas tarifas e foi obrigado a recuar.

Trump acusa Maduro de inundar os EUA de drogas, o remédio é roubar o petróleo do povo pobre da Venezuela?

Em que lugar do planeta, além dos bolsonaristas mais aloprados do Brasil, alguém apoiará uma meleca como essa?


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O ataque de Donald Trump à Venezuela é ‘ilegal e imprudente’, diz NYT

Pelo Conselho Editorial do jornal The New York Times:

Conselho Editorial do NYT alerta que “tentar derrubar até mesmo o regime mais deplorável pode piorar ainda mais a situação”

Nos últimos meses, o presidente Trump mobilizou uma força militar imponente no Caribe para ameaçar a Venezuela. Até então, o presidente havia utilizado essa força — um porta-aviões, pelo menos sete outros navios de guerra, dezenas de aeronaves e 15 mil soldados americanos — para ataques ilegais contra pequenas embarcações que, segundo ele, transportavam drogas. Neste fim de semana, Trump intensificou drasticamente sua campanha ao capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em uma operação que ele chamou de “ataque em larga escala” contra o país.

Poucas pessoas sentirão qualquer simpatia pelo Sr. Maduro. Ele é antidemocrático e repressivo , e desestabilizou o Hemisfério Ocidental nos últimos anos. As Nações Unidas divulgaram recentemente um relatório detalhando mais de uma década de assassinatos, tortura, violência sexual e detenções arbitrárias por seus capangas contra opositores políticos. Ele fraudou a eleição presidencial da Venezuela no ano passado. Ele alimentou a instabilidade econômica e política em toda a região, instigando um êxodo de quase oito milhões de migrantes.

Se há uma lição fundamental a ser aprendida com a política externa americana no último século, é que tentar derrubar até mesmo o regime mais deplorável pode piorar ainda mais a situação. Os Estados Unidos passaram 20 anos sem conseguir estabelecer um governo estável no Afeganistão e substituíram uma ditadura na Líbia por um Estado fragmentado. As trágicas consequências da guerra de 2003 no Iraque continuam a afetar os Estados Unidos e o Oriente Médio. Talvez o mais relevante seja o fato de que os Estados Unidos, esporadicamente, desestabilizaram países da América Latina, incluindo Chile, Cuba, Guatemala e Nicarágua, ao tentar derrubar governos pela força.

*ICL


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Trump diz que está roubando o petróleo do povo venezuelano para o bem do povo venezuelano

Que coisa mais comovente o discurso “humanitário” de Trump em prol do povo venezuelano que, em síntese, diz, vamos roubar o petróleo de vocês para o bem de vocês; vamos rloubar a soberania do povo venezuelano para entregar às petrofíferas norte-americanas e, consequentemente, aos próprios Estados Unidos.

Vamos roubar toda a riqueza desse povo em nome da solidariedade, e quem não estiver satisfeito, que morra com um tiro na testa dado por uma arma das que os EUA vendem para todos os traficantes do mundo, que usam majoritariamente armas contrabeadas da indústria bélica norte-americana.

Trump, para justificar o roubo do petróleo venezuelano, diz que Maduro comanda um cartel de drogas.

Além da justificativa ser ridícula, patética e infantiloide, ainda vem acompanhada de uma pergunta. o que o cool tem a ver com as calças? O que o povo venezuelano, que é o grande derrotado, tem a ver com isso?

Trump está se gabando do que chama de perfeita invasão do Exército norte-americano no território soberano da Venezuela? Faz isso como se fosse uma grande revolução para a indústria norte-amercia do petróleo.

Além de não ser salvador de coisa nenhuma, o que impressiona é o fundamento nenhum que sua novelinha pateta narra. O caminho para combate ao “narcoterrorismo” é bem outro, nada tem a ver com o povo venezuelano, que está vendo seu petróleo ser saqueado pelos ianques.

Na verdade, o triste e precário palavrório de Trump, o colocou num beco sem saída, num encalacramento pessoal carregado de disparates.

Não é preciso ter cér4ebro de gênio para cristalizar a imagem do nonsense total de alguém que fez um discurso atabalhoado, “impressionista”, que contribui e muito com os críticos dessa invasão estúpida e covarde dos Estados Unidos na Venezuela.

Exigir a ent5ega da riqueza do povo venezuelano, de forma imediata, o squestro de Maduro e sua esposa, é perfurar a própria língua, é uma engenharia de guerra às avessas, é um cochilo dos burros.

Se a missão era capturar o chefe do narcoterrorismo, como fantasiou Trump a respeito de Nicolás Maduro, isso nada tem a ver com a pilhagem norte-americana, com o saque de bilhões de galões de petróleo de um povo de maioria pobre, miserável


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