Mês: fevereiro 2026

Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido por parceria criminosa com Jeffrey Epstein

Ele teria compartilhado informações confidenciais com o bilionário e condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein

Andrew Mountbatten-Windsor, que já teve o título de Príncipe Andrew, foi detido nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta no exercício de função pública.

As autoridades apuram denúncias de que ele teria compartilhado informações confidenciais com o bilionário e condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.

Imagens de viaturas policiais descaracterizadas e de agentes à paisana em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, pouco depois das 8h, circularam na quinta-feira. Em nota, a Thames Valley Police informou: “Hoje (19/2), prendemos um homem de 60 anos, residente em Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos cumprindo mandados de busca em endereços localizados em Berkshire e Norfolk”

Andrew permanece sob custódia policial neste momento.

A Thames Valley Police já havia declarado que analisava alegações de que uma mulher teria sido levada ao Reino Unido por Epstein para um encontro sexual com Andrew, além das suspeitas de troca de informações sigilosas com o financista durante o período em que exercia a função diplomática.

O subchefe da corporação, Oliver Wright, afirmou ao jornal The Guardian: “Após uma avaliação detalhada, decidimos instaurar investigação sobre essa denúncia de má conduta em cargo público.

“É fundamental preservar a integridade e a imparcialidade do inquérito enquanto trabalhamos com nossos parceiros para esclarecer os fatos. Reconhecemos o grande interesse público no caso e forneceremos novas informações no momento adequado.”

*ICL


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Ex-tetraplégico reabilitado com técnica brasileira emociona ao empurrar cadeira de Laís Souza

Bruno Drummond de Freitas, primeiro paciente tetraplégico a receber o tratamento experimental com polilaminina, já está andando normalmente e apareceu empurrando a cadeira de rodas da ex-ginasta Laís Souza durante um encontro emocionante registrado em vídeo.

A substância brasileira, ainda na fase 1 de testes pela Anvisa, tem sido associada à recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular, e o caso de Bruno é apontado como um marco nessa pesquisa.

Tetraplégica desde um acidente enquanto esquiava nos Estados Unidos, em 2014, Laís conheceu pessoalmente Bruno e relatou o momento nas redes sociais. “Hoje conheci o paciente 01 da Polilaminina, Bruno Drummond de Freitas, protagonista de um marco histórico na ciência brasileira sobre lesões medulares”, escreveu.

Em abril de 2018, ele sofreu um grave acidente de carro, com fraturas na coluna nas regiões C6 e T8, sendo diagnosticado com tetraplegia após lesão medular completa.

Segundo Laís, menos de 24 horas após o trauma, Bruno passou por cirurgia e recebeu a aplicação da polilaminina, tornando-se o primeiro ser humano a receber a substância em lesão medular aguda. Três semanas depois, surgiram os primeiros sinais de recuperação.

“Três semanas depois, ocorreu o primeiro movimento voluntário: flexão do dedão do pé. O primeiro indicativo clínico de reconexão funcional. A partir daí, seguiram-se dois anos de evolução progressiva, associados à reabilitação intensiva e diária”.

Recuperação e impacto científico
Após anos de tratamento e fisioterapia, Bruno alcançou independência funcional. “Hoje, Bruno se encontra no que define como seu ápice de recuperação funcional, tornando-se 100% independente, com apenas algumas sequelas residuais”, afirmou a ex-ginasta.

A polilaminina, proteína retirada da placenta e desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, vem sendo estudada como alternativa para regeneração medular.

Laís destacou que o caso projeta o Brasil no debate científico internacional. “O caso de Bruno, e de outros pacientes da polilaminina, posiciona a ciência brasileira no centro do debate internacional sobre regeneração medular. Bruno, foi um prazer te conhecer!”.

O paciente respondeu nas redes sociais: “O prazer foi todo meu, Lais!!! Você é uma das mulheres mais incríveis que já tive a oportunidade de conhecer… Por mim a gente ficava o dia todo conversando. Estou rezando para que vc tenha uma oportunidade de recuperação e vamos marcar mais encontros!!!”.

Veja no Instagram:

https://www.instagram.com/lalikasouza/p/DU051izkbDi/

*DCM


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Relatores da ONU denunciam possíveis crimes contra a humanidade em arquivos de Epstein

Especialistas denunciam rede global de criminosos e alertam que a responsabilização criminosos tem sido limitada, com apenas uma pessoa sob investigação

Os “Arquivos Epstein” contêm “evidências perturbadoras e credíveis de abuso sexual sistemático e em larga escala, tráfico e exploração de mulheres e meninas”. O alerta foi feito por relatores da ONU que apontam como as informações sugerem escravidão sexual, violência reprodutiva, desaparecimento forçado, tortura, tratamento desumano e degradante e feminicídio.

“Esses crimes foram cometidos em um contexto de crenças supremacistas, racismo, corrupção, misoginia extrema e mercantilização e desumanização de mulheres e meninas de diferentes partes do mundo”, disseram os especialistas, num comunicado conjunto.

“Os ‘Arquivos Epstein’, que sugerem a existência de uma organização criminosa global, chocaram a consciência da humanidade e levantaram implicações aterradoras sobre o nível de impunidade para tais crimes”, diz o texto.

A declaração é assinada por Attiya Waris, Perita Independente sobre os efeitos da dívida externa,
George Katrougalos, Perito Independente sobre a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa, Balakrishnan Rajagopal, Relator Especial sobre o direito à habitação, Michael Fakhri, Relator Especial sobre o direito à alimentação, Ana Brian Nougrères, Relatora Especial sobre o direito à privacidade, Heba Hagrass, Relatora Especial sobre os direitos das pessoas com deficiência, Gina Romero, Relatora Especial sobre os direitos à liberdade de reunião pacífica e de associação e Mariana Katzarova, Relatora Especial sobre a situação dos direitos humanos na Federação Russa.

“A escala, a natureza, o caráter sistemático e o alcance transnacional dessas atrocidades contra mulheres e meninas são tão graves que algumas delas podem, razoavelmente, atingir o limiar legal de crimes contra a humanidade”, concluíram.

De acordo com o direito penal internacional, crimes contra a humanidade ocorrem quando atos como escravidão sexual, estupro, prostituição forçada, tráfico de pessoas, perseguição, tortura ou assassinato são cometidos como parte de um ataque generalizado ou sistemático contra uma população civil, com conhecimento do ataque.

Os especialistas alertaram que os componentes e padrões relatados podem atingir esse limiar e que esses crimes devem ser processados ​​em todos os tribunais nacionais e internacionais competentes.

“Todas as alegações contidas nos ‘Arquivos Epstein’ são de natureza grave e exigem investigação independente, completa e imparcial, bem como inquéritos para determinar como tais crimes puderam ocorrer por tanto tempo”, afirmaram.

O processo de divulgação está sendo realizado sob a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada em 19 de novembro de 2025. Em 30 de janeiro de 2026, após atrasos, o Departamento de Justiça divulgou um grande lote de material, incluindo mais de 3 milhões de páginas, 2.000 vídeos e 180.000 imagens.

Os relatores da ONU ainda alertam que, apesar da escala das revelações, a responsabilização dos criminosos tem sido limitada, com apenas um associado próximo sob investigação.

“De acordo com o direito internacional dos direitos humanos, os Estados são obrigados a prevenir, investigar e punir a violência contra mulheres e meninas, incluindo atos cometidos por atores privados”, insistem.

“Os graves erros no processo de divulgação ressaltam a necessidade urgente de procedimentos operacionais padrão centrados na vítima para divulgação e redação, para que nenhuma vítima sofra mais danos”, afirmaram.

Os especialistas ainda pedem às autoridades americanas a corrigir urgentemente essas falhas, garantir a plena divulgação para compreender os métodos da organização criminosa, a reparação integral dos danos sofridos pelas vítimas e o fim da impunidade para os perpetradores. Os prazos de prescrição que impedem o processamento de crimes graves atribuídos à organização criminosa de Epstein devem ser revogados.

“Qualquer sugestão de que seja hora de deixar os ‘arquivos Epstein’ para trás é inaceitável.” “Isso representa uma falha de responsabilidade para com as vítimas”, afirmaram.

“A renúncia dos indivíduos envolvidos, por si só, não substitui a responsabilização criminal”, disseram os especialistas. Eles saudaram as medidas tomadas por alguns governos para investigar funcionários públicos, ex-funcionários e indivíduos privados citados nos processos. Eles também instaram outros Estados a fazerem o mesmo.

“A falha dos governos em investigar e processar efetivamente os responsáveis ​​por esses crimes, inclusive por cumplicidade ou aquiescência, quando houver jurisdição, corre o risco de minar os marcos legais destinados a prevenir e responder à violência contra mulheres e meninas”, alertaram.

“É imprescindível que os governos ajam com firmeza para responsabilizar os perpetradores”, disseram os especialistas. “Ninguém é rico ou poderoso demais para estar acima da lei.”

*Jamil Chade/ICL


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Carnaval é tão democrático que até Vera Magalhães arrisca dar opinião

Uma jornalista, que tem como profissão ser rapapé da elite brasileira, ter opinião sobre uma festa popular, sobretudo desfile de escolas de samba, onde os protagonistas, na imensa maioria, são das camadas pobres da população, é de fazer pensar.

Vera Magalhães, a mesma que disse, às vésperas da eleição de 2018, na disputa entre Haddad e Bolsonaro, era uma “escolha difícil” e, em 2022, num debate, foi chutada pelo mesmo Bolsonaro quando dirigiu sua pergunta a ele, é outra que sonha com o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói para colocar a culpa em Lula.

Sim, na direita, a coisa está tão feia que anda nesse nível por não ter qualquer projeto de país para se opor ao PT, então, carnavaliza tudo como um desfile de insanidades nada elegantes, saídos da cachola de gente do mesmo naipe como Vera Magalhães, Silas Malafaia, andreazza, Merval, assim como Edir Macedo e Valadão, padrinho de Vorcaro, do Banco Master.

Para essa gente, não importa o tema do enredo, só o da Acadêmicos de Niterói, mais precisamente nas alas em que exalta Lula e detona Bolsonaro. São os ratos de salão debatendo as manifestações do asfalto.

Essa gente, que não tem afinidade racia, política e cultural com a escola de samba, resolveu pintar seu provincianismo nas telas multifacetadas do próprio carnaval, sem abrir mão do temperamento carregado de ódio contra o povo que desfila no maior espetáculo da terra

A sobrevivência dessa gente, seja no campo “espiritual ou jornalística”, depende da distorsão dos fatos, dos intermúndios que povoam as sombras e larvas dessas almas errantes, que desonram tanto o papel do jornalismo quanto o das religiões e da religiosidade do povo brasileiro.

Muito a contragosto esses jornalistas tivram que assistir ao fesfile, quando, na verdade, gostariam mesmo é de bejar os pés dos figurões do mercado, dos “donos da terra”, da Faria Lima/fintechs/PCC, mostrando a carnavalização no sentido pejorativo das redações do baronato midiático e dos templos comandados pelos charlatães do falso cristianismo, que formam a grande alegoria da direita brasileira.


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Mais que um candidato ao quarto mandato da Presidência da República, Lula é um sentimento nacional

A história de Lula é pura poesia, é a encarnação do povo brasileiro em sua diversidade cultural, política e social.

Há quem ache isso um acinte, um abuso de quem veio do nada, da fome mais cruel e seca à condição inegável do maior líder da geopolítica global.

Trump achou Lula simpático, carismático e objetivamente positivista além de humano nas causas mais caras aos que sofrem pela fome, pela guerra, pela ganância de quem aproveita das guerras para produzir fome e desumanização em nome da ganância. Ainda assim, Lula fala com todos, inclusive com os senhores da guerra e da fome, como Trump, que está longe de ser um déspota exclusivo, dentro e fora dos EUA.

O império americano, hoje, em franca decadência, é o resultado de um punhado de presidentes que, em maior ou menor grau, produziram tragédias e desgraças humanas para se apropriar de uma coroa capitalista capaz de esmagar quem a desafiasse ou simplesmente quem desagradasse os supostos reis do neocolonialismo contemporâneo.

Ainda assim, Trump, de boca própria, fez questão de dizer na tribuna de honra da ONU, para a morte em vida dos bolsonaristas, que Lula é o cara.

Sim, Trump usou outras palavras para decalcar a frase de Obama.

Mas o que há de tão especial em Lula para ser tão amado e querido dentro do Brasil e tão admirado mundo afora? A própria expressão do povo brasileiro, a cordialidade genuína do cidadão comum, invisível para as escalas do poder privado do mecado, aqueles que não entendem o sentido da vida que, infalivelmente, nasce e morre.

Essa simples sabedoria popular, tão inequívoca, é que produz o poduziu na Avenida a Acadêmicos de Niterói, uma homenagem a seu próprio espelho.

Afinal, o que é a arte senão a inexorável expressão do humano a partir de sua própria identidade cultural?

Entendo que é difícil para as cabeças colonizadas desse país de classe dominante antinacional compreender isso e agirem como agem contra Lula na disputa pelo poder contra quem de fato representa o povo, suas crenças e seus sentimentos, sua forma de ser, de viver e de existir.


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Merval sopra o apito de cachorro da Globo convocando o bolsonarismo para destilar ódio contra Lula

Merval não é somente aquele bigodinho escrotinho, ele é a voz oficial dos Marinho, os mesmos que atacaram pesadamente Brizola, por ter construído o Sambódromo, a pedido de Darcy Ribeiro e arquitetura de Niemeyer, um espaço que se transformou no pavilhão que abriga o maior espetáculo da terra, o desfile das escolas de samba, ponto alto do carnaval brasileiro.

Isso é muito para a Globo, o império que nasceu da parceria entre a ditadura militar e Roberto Marinho.

Não há outro enredo a ser dito sobre a maior inimiga da cultura brasileira de todos os tempos, a mais totalmente racista, antipobre e antipetro rede de comunicação que, de maneira acelerada, vem perdendo sua hegemonia para a própria coletividade, formada pela massa do povo.

Tudo isso junto gera artigos descaradamente cínicos do quadro soberbo de manchetes negativas contra Lula, eivadas de ódio como uma sobrecarga do bolsonarimso mais filosófico já pensado no Brasil.

Por mais que os Marinho tentem usar alegorias, súmulas, exposições figuradas para exploração financeira do carnaval brasileiro, sobretudo no sambódromo com o colorido magistral das escolas, nas suas evoluções retóricas, fora da caravela colonialista, o quadro noturno do submundo global opera com um culto macabro contra a própria população brasileira.

Por isso o clarão de luz jogado na história de Lula e nos crimes de Bolsonaro pela Acadêmicos de Niterói, deixou a grande mídia furibunda, pois seu desenho traz o vigor de uma cultura protagonizada pelos negros, insuflando uma cena de rara beleza em que a cultura negra, em sua plenitude, fosse apresntada como a própria guardiã da maior expressão cultural brasileira, admirada por todo o planeta.

A ideia da malta golpista era a de ser extremamente antiLula para desclassificar um presidente da República em busca de uma ridícula cassação de sua candidatura à reeleição e, na mesma cena, fazer recair sobre um desfile de filosofia e fisionomia negra os rescaldos desse ataque a Lula.

O fato é que nunca uma pintura foi tão certeira, ainda mais quando, no mesmo desfile, se compara Lula com Bolsonaro que, diga-se de passagem, jamais recebeu dos Marinho uma linha crítica por ter devolvido o Brsil ao mapa da fome em quatro anos, com 34 milhões de miseráveis vivendo abaixo da linha da pobreza.

Para eles, não importa a fome que o povo passava na fila do osso, mas sim a condenação e prisão de Lula sem provas de crime, forjadas pelo herói forjado da Globo, Sergio Moro.

Na verdade, aquele Basil da fome que Bolsonaro que obrigou uma multidão de brasileiros a trajar, foi a paisagem dominante que Bolsonaro carregou como missão da oligarquia da qual a Globo é parte.

Merval Pereira, o mais falso, o mais totalmente reacionário escriba do Globo, senão de toda a mídia brasileira, dedica-se quase exclusivamente seu tempo para vomitar ódio a Lula em cada ponto e vírgula de seus enfadonhos e repetitivos ataques ao presidente da República.

Na realidade, o aboletado, que sempre defendeu a Babilônia neoliberal, é a própria interpretação do que vai na cabeça dos Marinho, na tela e nos jornalões impressos e digitais, até por afinidade racial e moral da classe dominante brasileira.

Então, fica assim, como dizia Brizola, nessa guerra entre Globo e sociedade, nós, como povo, estaremos sempre do lado oposto do velho mundo dos Marinho.


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Receita vê indícios de que servidor entregou dados sigilosos a terceiros

Apuração aponta acessos irregulares a sistemas do Fisco e motivou operação da PF em três estados.

A Receita Federal encontrou indícios de que um servidor do Serpro (empresa estatal de processamento de dados) cedido ao Fisco está envolvido na quebra de sigilo de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e seus familiares. De acordo com apuração inicial, o servidor, lotado no Rio de Janeiro, teria acessado irregularmente os sistemas da Receita e entregue dados para outras pessoas.

Ainda não há informação sobre o nome do suspeito ou sobre a identidade de quem teria recebido o material.

A notícia de vazamento de dados da Receita ocorre na esteira do caso do Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado e que já levou a operações da Polícia Federal em Brasília, São Paulo e outros estados.

De acordo com a apuração inicial, o funcionário já era alvo de outra investigação da corregedoria da Receita e da Polícia Federal sobre vazamento de dados.

Foi detectada uma sobreposição do mesmo servidor nos dois casos, o que fez as autoridades acelerarem a operação realizada na manhã desta terça-feira (17). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

O rastreamento feito pela Receita permitiu identificar acessos indevidos, quanto tempo durou a visualização das páginas e se os dados do Fisco foram baixados ou impressos.

O mapeamento dos acessos também levou em conta as pessoas que tinham autorização para entrar no sistema por meio de procuração.

Lista envolve mais de 100 pessoas
Um robô foi utilizado para fazer o levantamento nos sistemas e verificar a quebra de sigilo de ministros e seus familiares (mães, pais, cônjuges e filhos). Trata-se de uma lista que envolve mais de 100 pessoas, como revelou a Folha de S.Paulo.

A primeira parte do levantamento da Receita foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado as informações. Foi com base nessa informações que a operação foi autorizada.
Moraes foi informado de que houve acesso à declaração da sua esposa, a advogada Viviane Barsi.

O escritório dela foi contratado pelo Master por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição, de acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo em dezembro.

Outros integrantes da Corte também foram informados que dados dos seus familiares foram consultados irregularmente. Estão na lista de possíveis alvos dos acessos indevidos as ex-esposas do ministro Dias Toffoli, Roberta Rangel, e de Gilmar Mendes, Guiomar Feitosa.

De acordo com a Receita, o STF solicitou ao órgão em 12 de janeiro uma auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos três anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal, com base em notícias veiculadas pela imprensa.

Segundo a Receita, desde 2023 foram ampliados os controles de acessos a dados, com forte restrição aos perfis de acesso e ampliação de alertas. Foram concluídos sete processos disciplinares no período, com três demissões e sanções nos demais.

A Receita ainda tem dez processos administrativos em andamento, de acordo com pessoas a par do tema.

*ICL


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Os infiltrados na Receita e o jornalismo lavajatista

O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes, um dos servidores acusados de invadir o sistema da Receita para vazar dados de ministros do Supremo e familiares, tem salário de R$ 38.261,86. É o que informa o jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles.

O que eu, tu, todos nós queremos saber agora é para quem os dados eram vazados no esquema lavajatista de cerco a Alexandre de Moraes e ao STF.

Esses dados chegavam a alguém que centralizava a distribuição das informações. Tem jornalista envolvido? Pode ter. E aí teremos uma longa discussão sobre o direito do acesso a informações, mesmo as obtidas de forma criminosa.

Jornalistas podem dizer que não sabiam que eram informações ilegais (o que será uma desculpa furada) e que esquemas criminosos são denunciados muitas vezes a partir de ações criminosas.

Poderão alegar que, para chegar às movimentações de ministros e seus parentes, alguém se infiltrou na Receita e depois passou os dados a alguém que os repassou aos jornalistas.

Vamos ao exemplo histórico desse tipo de ação criminosa. Sergio Moro permitiu que a Polícia Federal grampeasse Dilma, em março de 2016. O objetivo era grampear Lula.

O conteúdo do grampo criminoso foi repassado por Moro a alguém da Globo, que o exibiu no Jornal Nacional. O que aconteceu com a Globo? Nada. E com o ex-juiz? Nada. Porque as vítimas eram Dilma e Lula.

É possível que os vazamentos de agora, de dentro da Receita, que municiavam os novos lavajatistas contra o Supremo (com o apoio de parte das esquerdas), também sejam vistos como ‘normais’.

E o baile segue, com todo mundo dançando bem agarradinho a Flávio e Michelle Bolsonaro, a Sergio Moro e aos fascistas em geral. Tem jornalista dançando bem coladinho.

Bandidagem ativa
A operação contra os invasores de dados da Receita vai oferecer mais uma prova de que a extrema direita continua atuando como quadrilha dentro das estruturas de Estado, apesar de ter perdido a eleição e fracassado no golpe.

Até o estagiário da Abin sabe que o fascismo mantém suas engrenagens golpistas funcionando, dentro e fora do setor público.

*Moisés Mendes/DCM


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Michelle tromba de frente com Bolsonaro através de seus reborns

O clã Bolsonaro é um califado em que o próprio Bolsonaro manda e comanda as ações de cada um dos filhos. Todos, sem exceção, rejubilam todas as pinturas impostas pelo pai.

Do ponto de vista intelectual, moral, político e outras banalidades além do patrimônio familiar, controlado por mão de ferro pelo Jair, seus filhos, na verdade, não existem além do CPF. Não têm vida própria,  nunca tiveram. São peças de um arquitetura política criada por Bolsonaro para garantir que seu sangue ampliasse espaço no poder e, consequentemente, no banco.

Isso não é um truque, é uma dominação rude, medieval, bárbara de um sujeito que sempre operou dessa forma na vida de cada filho.

Michelle, mais do que ninguém, sabe disso. Então, quando ela desautoriza os filhos de Jair, que estão no topo da corte, logo desautoriza o próprio rei, hoje, caquético e preso na Papuda por tentativa de golpe e assassinato de Lula, Alckmin e Moraes.

Mais do que isso, Michelle antecipa sua ação política contra esse mesmo califado, antes até de Flavio se tornar de fato candidado à Presidência da República, afirmando que não o apoiará e menos ainda Carluxo para o Senado em Santa Catarina, já que Eduardo está inelegível e Jair Renan nada disputa.

A impressão que se tem é a de que Michelle não se sente plena somente com a prisão de Bolsonaro, é nítido que ela não quer deixar pedra sobre pedra para que Bolsonaro possa, de alguma forma, usar como degrau ao mundo político, mesmo de maneira decorativa.

Os motivos disso, que estava totalmente fora do radar especulativo, ninguém sabe, até porque muitos não se deram conta desse racha total entre Michelle e Bolsonaro.

Seja como for, o que se lê na grande mídia, é o afastamento de Michelle do principal núcleo político de Bolsonaro sem esconder sua oposição a todo o califado.


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O bambuzal de Cármen Lúcia e os novos ventos da política

Luis Nassif

É mais uma demonstração do estilo Cármen Lúcia: um bambuzal que se verga conforme os ventos da cobertura jornalística.

Nas eleições de 2026, uma atuação isenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estará ameaçada por sua atual presidente, a ministra Cármen Lúcia, e, posteriormente, por seu sucessor, Kassio Nunes Marques. Ouso afirmar que os maiores riscos residem em Cármen Lúcia.

No julgamento das ações contra a escola de samba de Niterói, suas declarações soaram como ameaça explícita. A ministra comparou o cenário de possíveis ilegalidades no Carnaval a uma “areia movediça”, advertindo que o ambiente festivo favorece que candidatos e partidos adentrem um terreno perigoso de excessos e abusos.

É mais uma demonstração do estilo Cármen Lúcia: um bambuzal que se verga conforme os ventos da cobertura jornalística.

No Mensalão, foi fiel seguidora do relator Joaquim Barbosa, endossando suas arbitrariedades e ilegalidades. Na Lava Jato, revelou-se a mais implacável dos ministros do Supremo, rendendo-se à adulação das Organizações Globo, que enaltecia seus dotes de frasista e sua “mineiridade”.

Era um jogo de lisonja explícito, que envolvia completamente a ministra. A ponto de ela contratar como assessor o responsável por um blog de frases feitas. Embalada por esse apoio, Carmen Lúcia viveu momentos de apoteose: atacou o presidente do Senado por críticas dirigidas a um juiz de primeira instância e chegou a cogitar a convocação do Estado-Maior das Forças Armadas e dos ministérios da Justiça e da Defesa para finalidade indefinida.

O papel na Lava Jato

Nada, porém, foi mais revelador de sua personalidade do que as idas e vindas em torno da Lava Jato.

Em janeiro de 2018, como presidente do STF, Cármen Lúcia negou dois habeas corpus preventivos impetrados por estudantes de Direito em favor de Lula, após sua condenação em segunda instância pelo TRF-4.

Valeu-se, em seguida, de todos os subterfúgios para evitar que o plenário votasse a questão da prisão após sentença em segunda instância — tema que, se julgado, poderia ter beneficiado Lula e aberto caminho para sua candidatura em 2018. Em vez disso, submeteu ao colegiado o habeas corpus de Lula, remédio juridicamente mais restrito e de aprovação muito mais improvável. O HC foi negado por seis votos a cinco, com Carmen Lúcia garantindo o voto decisivo. A votação pavimentou a futura vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

O envolvimento direto com a operação

Gravações da Operação Spoofing apontaram indícios de que Cármen Lúcia orientou membros da Lava Jato a não cumprirem uma ordem do TRF-4 que determinava a soltura de Lula, em 2019. Segundo relato de Deltan Dallagnol reproduzido nas interceptações: “Cármen Lúcia ligou para Jungman e mandou não cumprir, e teria falado também com Thompson” — referência ao então presidente do TRF-4, Thompson Flores. O episódio ocorreu no fim de semana em que o desembargador Favreto ordenou a soltura de Lula e foi barrado por uma ação irregular do próprio presidente do tribunal.

Além disso, em entrevista à revista Veja, o hacker Walter Delgatti — responsável pelos grampos da Operação Spoofing — afirmou ter tido acesso a um grupo de WhatsApp do qual participavam Cármen Lúcia e Rosa Weber. Segundo ele, Cármen Lúcia teria comentado a morte do neto de Lula (que ela teria confundido com sobrinho) com a frase: “Quem faz mal a outrem, um dia o mal retorna, e pode ser até no sobrinho.” Ainda de acordo com Delgatti, a observação teria levado Rosa Weber a abandonar o grupo imediatamente. As afirmações merecem o devido crivo crítico.

A atuação de Cármen Lúcia na Lava Jato está marcada por arbitrariedades — devidamente acompanhadas de frases de efeito, como a que cunhou no voto que decretou a prisão do senador Delcídio do Amaral: “O escárnio venceu o cinismo.”

As suspeitas

Em temas menos expostos politicamente, a presidência de Carmen Lúcia carrega ao menos um episódio de grave suspeição: o caso do pipeline farmacêutico. Tratava-se de um julgamento sobre medida tomada durante a gestão José Serra no Ministério da Saúde, que concedeu direitos de patente a medicamentos cujas patentes já haviam expirado até nos países de origem. Sem a cobertura da mídia, o episódio teria o porte de um grande escândalo da Justiça brasileira. O caso foi detalhado no artigo “Xadrez de Cármen Lúcia, uma cidadã acima de qualquer suspeita“, de 13 de setembro de 2018.

O bambuzal muda de novo

Quando os áudios da Spoofing vieram a público, cessou o apoio da Globo à Lava Jato — e Cármen Lúcia mudou de posição. De defensora intransigente dos abusos da operação, tornou-se crítica. Em agosto de 2019, surpreendeu os colegas: integrante da Segunda Turma do STF e aliada constante de Luiz Edson Fachin na defesa da Lava Jato, mudou subitamente de opinião e abriu caminho para a anulação da operação. Em março de 2021, seu voto foi decisivo no julgamento que reconheceu a parcialidade de Sérgio Moro no processo contra Lula.

Agora, desenha-se um novo quadro. A Globo tenta ressuscitar a Lava Jato por meio da Operação Master, e volta a articular a mesma soma de interesses que deu origem àquela operação. Nas últimas semanas, o noticiário da emissora foi marcado por uma enxurrada de entrevistas com Cármen Lúcia, realçando sua espirituosidade, seus dotes de frasista e seu perfil de “mineirinha”. E Cármen Lúcia respondeu na mesma moeda — com o discurso ameaçador sobre o desfile da escola de samba.

*Luis Nassif/GGN


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