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Grande mídia começa a abandonar Flavio Bolsonaro

Em se tratando de mídia industrial, sobretudo da Globo, nenhuma vírgula é dada fora de contexto. E se não há como passar panpo para a folha corrida de Flavio, que somada à sua inutilidade, forma uma química de combustão extremamente explosiva.

A grande mídia chegou à conclusão de que não há vitamina possível que mova peças estratégicas, por mais bem feita que seja uma campanha, que tire de Flavio a pecha de filho mais vigarista do vigarista Bolsonaro.

Embalagem não reciclável, inutilizável

Num programa da GloboNews, a jornalista Flávia Oliveira desancou o primogênito do sacripanta, desmistificando de forma translúcida, “que não existe bolsonarimo moderado” e que Flavio é tão reacionário quanto o pai, no sentido mais fascista da palavra.

A fala da jornalista foi de pronto compartilhada por Natuza Nery e, pasmem, até Merval Pereira foi sintético em dizer que não dava para comparar Flavio com Lula, por Flavio ser filho de um golpista e, portanto, golpista ser.

Já sobre Lula, Merval encheu os pulmões para dizer, em alto e bom som, que, neste caso, trata-se de um político democrata.

Nessas falas, não há nada de novo.

Juliana Dal Piva, no ICL, onde faz um belíssimo trabalho, disse em podcast que, de acordo com suas investigações sobre o clã Bolsonaro, Flavio é o mais corrupto dos filhos do vigarista e golpista mor.

Dias atrás, Pedro Dória, do Globo, Estadão e do Meio, onde é redator, fez uma chamada afirmando que o nome de Flavio como candidato à presidência, foi mal recebido pela própria direita. Dória diz textualmente que não há lava roupa possível que remova 1% de sujeira da sua sinópse e, portanto, é uma candidatura que já nasceu morta.

Há uma corrente bactericida dentro do próprio ambiente do patrão de Queiroz e medalhonador de assassinos milicianos como Adriano da Nóbrega.

Mesmo com a legião de sectários imbeleicizados pela própria mídia durante décadas, Flavio não tem chances de superar Lula num embate virtual, que fará presencial.

O sujeito não tem qualquer domínio de bola e, por isso mesmo, não tem condições de conduzir a pelota um passo sequer.


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Por Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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