Dizem as más línguas que foi André Esteves, do BTG Pactual, quem, em disputa canibalesca por lucros e dividendos, operou de forma cirúrgica uma alta dosagem de óleo de rícino que produziu essa lama podre saída dos intestinos do Banco Master, que se confunde com o próprio Vorcaro.
Especulação à parte, Esteves é um pavão do mesmo quilate de Vorcaro. Talvez seja até um pouco mais grosso no trato com a coisa delicada dos altos poderes, mas gosta de exibir suas compras em público, se possível, em palestras com músicas de filme de suspense quando o mocinho entra em ação.
Foi assim que, todo gabola, ele revelou que, de forma recorrente, recebia telefonemas de Campos Neto, quando presidente do BC, e de Arthur Lira, quando presidente da Câmara.
Sim, isso não é pouca coisa, Se observar bem, desde a chegada de Lira ao poder máximo da Câmara dos Deputados e de Campos Neto, colocado na presidência do Banco Cetral por Bolsonaro, que o Brasil se viu entre a cruz e a caldeirinha, entre o orçamento secreto da Câmara e a pornográfica taxa Selic, que produzia, em tempo real, na vida dos brasileiros um verdadeiro desastre com a maior taxa de juros reais do mundo.
Então, uma pergunta inevitável, até quando seremos ou estaremos em condição de sequestro institucional sob o comando da agiotagem mais coroada?
Isso acontece num país em que a direita deu para atacar a escola, o estudo, a ciência, o conhecimento, a cultura e as artes. E é desse filão de estupidez que figurões dos intermúndios dos sistemas concatenados no topo da pirâmide operam distante dos olhos da população.
André Esteves e Daniel Vorcaro, assim como outros ratos e ratazanas do sistema financeiro, tratam das suas próprias vidas e enriquecimento relâmpago, fazendo de várias formas centrifugações bilionárias que os ambençõem como deuses das marcas que projetam. Ou seja, é a vida maravilhosa em que o potencial financeiro de cada um que cresce todo santo dia, transforma-se num trabalho terapêutico com inúmeras situações e oportunidades que a sabedoria dos espertos lhes ensinou.
Cabe então, a pergunta, como chegamos a isso? As instituições do Estado deixam isso acontecer sem penetrar na garganta rumo ao umbigo desse sistema sem ao menos produzir um filtro em prol da sociedade que impeça a produção de esporões cada vez maiores no calcanhar dos pés descalços do Brasil.
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