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Se o propósito da mídia era associar Lula à crise no STF, falhou miseravelmente

Se os indicadores da economia, o aumento recorde de investimentos no país, o aumento exponencial de empregos com carteira assinada e a consequente queda, também recorde, do desemprego, a queda da inflação, sobretudo dos alimentos, entre outros índices extremamente relevantes para os brasileiros no governo Lula, impedem que o papado midiático ataque a governança do presidente, a mídia tentou, de forma estabanada, associar sua imagem a qualquer coisa supostamente negativa, como foi o caso da campanha implacável contra Lulinha, que deu com os burros n’água e sequer fez arranhão no presidente.

O clero midiático, ainda na tentativa de bancar o criativo, quis não só associar Lula a Alexandre de Moraes, mesmo que não tenha nada provado contra o ministro, como também não conseguiu. Assim como tentou com o senador Jaques Wagner e, mais uma vez, fracassou.

Isso não significa que, de alguma maneira, o furdunço numa instituição como o STF não atinja, de certa forma, a imagem do Executivo, até porque a Presidência da República, sendo o maior cargo, carrega essa aura.

É nítido que a tentativa de blindar quem blinda Flavio Bolsonaro, ou seja, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux, detonados por Flavio Dino e Gilmar Mendes, era o objetivo mais açodado da escória do jornalismo nativo.

Contudo, as pesquisas mostraram que Lula não teve qualquer perda eleitoral e, se Flavio teve crescimento, foi sobre um rescaldo de Augusto Cury, que sofreu uma queda abrupta na intenção de voto, e os três diabos menores, Caiado, Zema e Renan, tanto que Lula cresceu de 1 a 2 pontos.

Mais que isso: percebendo a manobra suja da grande mídia contra Lula, a militância de esquerda ficou muito mais ativa, o que certamente refletirá nas próximas pesquisas, mesmo que não seja de estalão, mas o resultado virá nas urnas.

Não se afirma aqui que Lula dará um passeio, pois, no Brasil, há um caldo reacionário que odeia justamente os benefícios sociais que caracterizam os governos de Lula, e não foi diferente no seu terceiro mandato. Mas, ainda assim, há uma direita que não é selvagem como o bolsonarismo, que aplaude quem devolveu o Brasil ao mapa da fome, como Bolsonaro, responsável por mais de 700 mil mortes por covid e que reúne o próprio inferno no entorno de si, como é o caso de Flavio Bolsonaro, o herdeiro bolsonarista.

O jogo está aberto e, quem sabe, pode até ser definido já no primeiro turno, como apontaram os votos válidos da pesquisa espontânea da CNT/MDA.


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Por Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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