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PF avalia pedir prisão dos empresários bolsonaristas que trocaram mensagens golpistas

Foram alvos de busca e apreensão Luciano Hang, o Véio da Havan, Marco Aurélio Raimundo, da Mormaii, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu

Os empresários bolsonaristas que trocaram mensagens de teor golpistas em um grupo do WhatsApp e que foram alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (23) podem ser presos a depender do que for apreendido nas buscas. As informações são das jornalistas Julia Dualibi e Andréia Sadi, no G1.

A operação foi determinada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ainda nesta terça-feira a Polícia Federal deve tomar depoimento dos empresários bolsonaristas que articulam um golpe.

Segundo fontes ouvidas pelas jornalistas, os investigados são suspeitos de atentar contra o Estado Democrático de Direito.

Ao G1, outra fonte revelou que a PF não tinha acesso ao grupo de WhatsApp até que a conversa foi revelada pelo site Metrópoles. Por causa disso, foi necessário obter mais informações para compreender o teor das mensagens. O prazo para ouvir os alvos de busca é de 5 dias.

Entre eles estão Luciano Hang, da Havan, José Isaac Peres, da rede de shopping Multiplan, Ivan Wrobel, da Construtora W3, José Koury, do Barra World Shopping, André Tissot, do Grupo Serra, Meyer Nirgri, da Tecnisa, Marco Aurélio Raimundo, da Mormai, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu.

As conversas entre os empresários foram reveladas pelo site Metrópole.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (SF) foi quem autorizou as buscas. Os mandados estão sendo cumpridos nesta terça-feira (23) em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

*Com Forum

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Mensagens que teriam defendido golpe têm indícios de organização criminosa, diz advogado

Para Fabiano Silva dos Santos, da Coalização em Defesa do Sistema Eleitoral, há elementos suficientes “para que se apure a conduta” dos empresários que teriam apoiado a ruptura democrática.

Quatro associações de juízes e juristas pediram na quinta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão de um grupo de empresários no inquérito das milícias digitais. Entre os integrantes do setor empresarial estão Luciano Hang, dono da Havan e Afrânio Barreira, proprietário do grupo Coco Bambu.

O pedido é baseado em uma reportagem do portal “Metrópoles” que revelou uma troca de mensagens em um grupo de WhatsApp na qual os empresários, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), teriam defendido um golpe de Estado em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições em outubro.

A CNN não conseguiu confirmar de forma independente o conteúdo das mensagens.

Para Fabiano Silva dos Santos, integrante de ums dos grupos que protocolou a notícia-crime junto ao Supremo. há elementos suficientes “para que se apure a conduta desses empresários”. “À primeira vista, há uma penca de crimes que são cometidos ali”, afirma Fabiano, que integra a Coalização em Defesa do Sistema Eleitoral.

As associações também pediram ao STF a apreensão dos celulares dos empresários citados na reportagem e a quebra de sigilo destes.

Segundo a reportagem, em uma das mensagens, o empresário José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro (RJ), diz que prefere um golpe à volta do PT ao poder, e afirma que ninguém deixaria de fazer negócios com o Brasil por causa disso.

Além do apoio à ruptura democrática, os empresários também fazem ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Questionado sobre o tema, Bolsonaro classificou a matéria como “fake news”. “Você tá de brincadeira. É uma fábrica de fake news. Ele acusou o Luciano Hang de dar golpe, é isso? Para de minhoca na cabeça”, declarou o presidente.

Coco Bambu, shopping Barra World, no Rio de Janeiro, e Mormaii são algumas das marcas pertencentes aos empresários que defendem um golpe de Estado caso o presidente Jair Bolsonaro seja derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro, de acordo com reportagem do colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles. As declarações teriam sido enviadas em um grupo de WhatsApp chamado “Empresários & Política”, criado em 2021.

José Koury, do Barra World Shopping

José Koury - Divulgação - Divulgação

“Prefiro golpe do que a volta do PT. Um milhão de vezes. E com certeza ninguém vai deixar de fazer negócios com o Brasil. Como fazem com várias ditaduras pelo mundo.”

Afrânio Barreira, do Coco Bambu

Afrânio Barreira - Divulgação - Divulgação

Marco Aurélio Raymundo (ou Morongo), da Mormaii

Morongo - Divulgação - Divulgação

“O 7 de setembro está sendo programado para unir o povo e o Exército e, ao mesmo tempo, deixar claro de que lado o Exército está. Estratégia top, e o palco será o Rio. A cidade ícone brasileira no exterior. Vai deixar muito claro. (…) Golpe foi soltar o presidiário! Golpe é o ‘Supremo’ agir fora da Constituição! Golpe é a velha mídia só falar m…”

André Tissot, da Sierra Móveis

André Tissot - Divulgação - Divulgação

*CNN/Uol

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