Frase estarrecedora foi enviada ao secretário de Estado Marco Rubio; nenhum governo brasileiro foi capaz disto, nem os militares
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou, no início de junho, uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Aparentemente, o objetivo principal era pedir que o governo Donald Trump desistisse de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. Por trás disto, no entanto, há no texto uma sabujice sem precedentes, um projeto de submissão política e econômica nunca antes vistos em nenhum governo do Brasil.
No último parágrafo do texto, o filho de Jair Bolsonaro simplesmente se compromete a colocar “à disposição dos EUA” sua equipe de transição. Veja abaixo:
“Como já afirmei, estou confiante de que serei eleito presidente do Brasil em outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar imediatamente minha equipe de transição à disposição de seu governo, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nações –baseado em livre mercado, respeito mútuo e na aliança estratégica que nossos povos merecem”, escreveu Flávio.
Submissão
A iniciativa foi recebida com forte reação de integrantes do governo Lula, parlamentares da esquerda e setores da diplomacia brasileira. A oferta foi classificada como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira.
Críticos argumentam que a disposição de compartilhar estruturas de transição governamental com uma potência estrangeira antes mesmo da realização das eleições representa uma quebra de protocolo institucional e uma demonstração de subordinação política aos interesses de Washington.
A resposta de Rubio
A resposta de Rubio acabou ampliando o constrangimento político para Flávio Bolsonaro. Embora tenha agradecido o apoio brasileiro à classificação das facções criminosas como organizações terroristas, o secretário reafirmou integralmente a posição da administração Trump favorável às tarifas contra o Brasil.
“O embaixador Jamieson Greer deixou claro que nós permanecemos com diferenças substanciais em relação à solução das irregularidades apontadas nesta investigação”, escreveu Rubio, ao citar divergências relacionadas ao comércio digital, aos sistemas de pagamento eletrônico — incluindo o Pix —, à propriedade intelectual, ao acesso ao mercado de etanol e ao combate ao desmatamento ilegal.
Estratégia política fracassada
A carta foi enviada após uma série de reuniões realizadas por Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, no fim de maio, quando o senador buscava projetar sua imagem internacional e fortalecer sua pré-candidatura presidencial.
A estratégia, no entanto, acabou produzindo o efeito oposto ao esperado. Dias depois da visita, o governo americano anunciou a conclusão das investigações comerciais que propõem novas sanções contra o Brasil. No mesmo dia, Donald Trump publicou uma fotografia ao lado de Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca, ampliando as acusações de interferência eleitoral e associando diretamente o senador à política de pressão econômica contra o país.
Para críticos do parlamentar, o episódio revelou uma contradição política: ao mesmo tempo em que buscava demonstrar proximidade com a Casa Branca, Flávio passou a ser cobrado por não conseguir impedir medidas que podem prejudicar exportadores e setores produtivos brasileiros.
Nem o apoio político garantiu recuo dos EUA
Apesar de elogiar o “otimismo eleitoral” do senador e agradecer sua disposição para construir uma ponte política entre Brasília e Washington, Rubio deixou claro que os Estados Unidos trabalharão com “os líderes escolhidos pelo povo brasileiro”, independentemente do resultado eleitoral.
Na resposta fica claro que, apesar da afinidade ideológica entre o bolsonarismo e o trumpismo, Washington não pretende flexibilizar sua agenda comercial em troca de alinhamentos políticos ou promessas de cooperação futura.
Na prática, a carta que pretendia afastar Flávio Bolsonaro da responsabilidade política pelo tarifaço acabou reforçando o fato. A família tentou, de fato, utilizar sua proximidade com Donald Trump para influenciar disputas internas brasileiras sem obter qualquer resultado concreto para impedir as sanções econômicas contra o país. Forum.
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