Categorias
Política

No Brasil, a direita morreu por tomar veneno para tentar matar o PT

Durante décadas, a direita brasileira organizou sua estratégia política em torno de um único objetivo: destruir o Partido dos Trabalhadores. Para isso, abriu mão de construir um projeto consistente de país e passou a apostar quase exclusivamente na demonização do adversário. O problema é que, ao transformar o antipetismo em sua única identidade, acabou ingerindo um veneno que, no fim, destruiu a si própria.

A radicalização permanente substituiu o debate de ideias. A política deixou de ser uma disputa de programas para se tornar uma guerra moral, alimentada por teorias conspiratórias, desinformação e pela recusa em reconhecer qualquer legitimidade do campo adversário. O bolsonarismo levou essa lógica ao extremo, convertendo o ódio ao PT em plataforma de governo e em critério de pertencimento político.

Nesse processo, a direita tradicional desapareceu. Liberais, conservadores moderados e setores do centro foram engolidos por um discurso cada vez mais radical, incapaz de oferecer soluções para os problemas reais do país. O combate ao PT passou a valer mais do que a defesa da estabilidade institucional, da responsabilidade fiscal ou da própria democracia.

A consequência foi previsível. Ao apostar todas as fichas na destruição do adversário, a direita passou a justificar qualquer excesso, desde ataques às instituições até a relativização de tentativas de ruptura democrática. O preço dessa estratégia foi a perda de credibilidade junto a parcelas importantes da sociedade, especialmente entre os eleitores moderados.

O paradoxo é evidente. O PT sobreviveu às maiores crises de sua história, voltou ao governo e permanece como a principal força política do campo progressista. Já a direita saiu da cruzada antipetista mais fragmentada, mais radicalizada e mais dependente de lideranças personalistas. Em vez de sepultar o PT, acabou comprometendo sua própria capacidade de dialogar com o conjunto da sociedade.

Nenhuma corrente política prospera quando sua existência depende apenas da destruição do adversário. Partidos e movimentos se fortalecem quando apresentam propostas, constroem consensos e oferecem perspectivas de futuro. Quando vivem apenas do ressentimento, acabam consumidos por ele.

A história recente do Brasil sugere exatamente isso: na tentativa de envenenar o PT, a direita bebeu o próprio veneno. E foi esse veneno — feito de intolerância, extremismo e obsessão antipetista — que acabou corroendo sua identidade, sua credibilidade e sua capacidade de se renovar.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Categorias
Política

Pesquisa confirma que o bolsonarismo é formado basicamente por brancos, ricos, remediados e conservadores

Um fato bastante curioso no perfil do bolsonarista é a fotografia quase siamesa com a base historicamente tucana, sem jovens, negros ou pobres, o que confirma o que muitos já sabiam, o bolsonarismo é filho direto do tucanato, melhor dizendo, o tucanistão gerou o bolsonistão.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo, USP, com o foco nas pessoas que estiveram na manifestação do 7 de setembro na Av. Paulista, apurou o perfil de quem foi às ruas para defender Bolsonaro: 77% são de direita, 61% são homens, 60% brancos; 42% tem mais de 50 anos e a maioria se diz cristã – 37% católicos e 36% evangélicos. Na entrevista, 65% disseram se considerar muito conservador quando o assunto é família, drogas e punição a criminosos.

Por que não há surpresa? Porque ainda em 2014, na campanha de Aécio Neves, as respostas dadas pelos aecistas sobre as questões políticas do país eram absolutamente idênticas às dos bolsonaristas característicos, chamados de bolsonaristas raiz.

Mas, na verdade, a raiz desse bolsonarismo vem do território fértil de fascistas criados e alimentados como gado pelos tucanos.

O mapa eleitoral dos tucanos de outrora é o mesmo do bolsonarismo. Não é sem motivo que os parlamentares tucanos votaram em todas as pautas patronais contra os trabalhadores que Guedes trouxe da cartilha fernandista, cartilha esta que levou o país, sob a batuta de FHC, a um desastre econômico idêntico ao que vivemos hoje, com direito a apagão e tudo. Tanto isso é verdade que as duas primeiras coisas feitas por Temer após o golpe em Dilma foi criar o teto de gastos, como já queriam os tucanos no passado, somado à  internacionalização dos preços dos combustíveis pela Petrobras, que é a mola propulsora da inflação.

Política feita por Pedro Parente, mais conhecido pelos brasileiros, como o ministro apagão de FHC. Apagão que agora volta a assombrar os brasileiros no governo Bolsonaro. Até mesmo o número de desempregados se equivale, assim como o preço do dólar.

Por isso, Temer, que é o elo entre FHC e Bolsonaro, foi o homem da carta arrego de Bolsonaro.

Trocando em miúdos, o que aqui se quer deixar claro é que tudo o que o Brasil vive hoje é resultado da terceira parte do golpe que levou Bolsonaro a sentar na cadeira da presidência da República, num grande acordo nacional, com Supremo, com tudo. O resto é conversa mole.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica
Agência 0197
Operação 1288
Poupança: 772850953-6
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450. 139.937-68
PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Categorias
Uncategorized

De olho nos votos dos religiosos conservadores, Moro compra briga de Damares e apoia abstinência sexual

A coisa já está nesse nível. O sujeito que disse que não era político, tem lá suas razões. Política feita com nobreza é das coisas mais importantes da civilização. Moro é um politiqueiro vigarista e mostra mais uma vez que sempre foi esse troço que usava a toga para praticar crimes políticos e eleitorais, tanto que virou ministro da justiça de um governo miliciano.

Aproveitando um comentário contra a abstinência sexual proposto por Damares de Kakai, que é criminalista e um desafeto declarado de Moro, a quem já chamou de “ativista político” que “envergonha o Poder Judiciário”, com toda razão, Moro foi para o twitter jogar para a torcida e sapecou: “Minha solidariedade Ministra Damares Alves – Mas já disse antes, há pessoas que merecem apenas ser ignoradas. Essa é uma delas.”

“Em seguida, arrematou: “No fundo, é puro preconceito por Damares Alves ser mulher, evangélica e Ministra. Não cabe na visão de mundo de pessoas limitadas, daí as ofensas. Meu conselho, ignore”

Imaginar isso de um ministro, que é parte de um governo declaradamente misógino em que o próprio presidente já deu as declarações mais racistas contra mulheres, negros, índios e gays, soa como piada das mais politiqueiras que se pode produzir de olho na campanha presidencial para 2022.

No fundo, Moro tá de olho nos votos dos religiosos conservadores, comprando a briga de Damares pela abstinência sexual.

O sujeito é um vigaristaço!

 

*Carlos Henrique Machado Freitas