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O vácuo na corrida eleitoral provocado pelo recuo dos apoiadores de Flavio

Desgastado pela relação com o dono do Master, senador perde fôlego em pesquisas, mas Caiado, Zema e Michelle não conseguem herdar o espólio político da crise

A nova pesquisa Datafolha mostrou mais do que a queda de Flávio Bolsonaro após o caso Daniel Vorcaro. Ela revelou um vácuo político na direita brasileira. O senador caiu de 35% para 31% no primeiro turno e viu Lula ampliar a vantagem de três para nove pontos no cenário estimulado. No segundo turno, o empate técnico de 45% virou desvantagem de quatro pontos: 47% a 43% para o petista. O dado mais sensível para o bolsonarismo, porém, não está apenas na perda de votos, mas na incapacidade dos adversários de capturar esse desgaste. Lula cresce apenas dois pontos no primeiro turno, enquanto Flávio perde quatro.

A diferença ajuda a explicar o movimento detectado nos bastidores por analistas políticos: parte do eleitor conservador demonstra desconforto com a conexão entre o “01” e o banqueiro Daniel Vorcaro, mas ainda não encontrou um nome capaz de representar simultaneamente a oposição frontal ao PT, identidade ideológica e viabilidade eleitoral. Nem Romeu Zema (Novo) nem Ronaldo Caiado (PSD) conseguiram transformar o desgaste do senador em crescimento consistente. Michelle Bolsonaro, embora preserve desempenho competitivo, também estaciona em 43% no segundo turno.

“Parte da direita foi pega de surpresa e ficou decepcionada com Flávio, especialmente pela visita a Vorcaro após a soltura. Na minha visão, as pesquisas vão começar a avaliar o sentimento dos eleitorado, que ainda está digerindo esse desgaste. Essa mesma decepção também criou uma desconfiança entre as outras candidaturas da direita sobre o que ainda pode ser revelado. Por isso, ainda não consigo ver Flávio fora do segundo turno, principalmente pela estrutura e capilaridade do PL em todo o país”, afirmou o cientista político Horácio Lessa, da Liberty Consultoria.

A crise Dark Horse
Os números do próprio Datafolha reforçam essa leitura. Flávio passou a liderar a rejeição nacional, subindo de 43% para 46%, enquanto Lula oscilou de 47% para 45%. Ainda assim, o presidente continua distante de uma zona confortável para quem disputa a reeleição.

A pesquisa sugere que a crise Dark Horse atingiu o núcleo mais moderado e pragmático da candidatura bolsonarista, especialmente setores de centro, mercado e eleitores menos ideológicos. Contudo, o cenário não provocou migração automática para o lulismo nem para os adversários do campo conservador. Por enquanto, o eleitorado que rejeita Lula e se decepcionou com Flávio parece apenas aguardando alguém que consiga encarnar, ao mesmo tempo, conservadorismo, antagonismo ao PT e menor desgaste pessoal. E esse personagem, ao menos até agora, ainda não apareceu no tabuleiro de 2026.

*Caio Barbieri/PlatoBR


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Ipsos-Ipec: Lula engole todos os adversários na corrida presidencial

O presidente Lula lidera em todos os cenários da disputa presidencial de 2026 traçados pela pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada nesta terça-feira (9). Este é o primeiro levantamento após o anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à presidência, sendo que ele se equipara aos números do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), outro possível pré-candidato. No entanto, quem tem os melhores resultados contra Lula é Michelle Bolsonaro (PL).

Foram apurados quatro cenários de primeiro turno, em que outros nomes da extrema direita também competem. Lula alcançou 38% das intenções de voto em todos.

Contra o senador, Lula marca os 38% e Flávio 19%. Já Ratinho Júnior (PSD) ficou com 9%; Ronaldo Caiado (União Brasil) 7%; Romeu Zema (Novo) 5%; branco/nulo 17%; não sabem/não responderam 6%.

Na pesquisa em que a disputa é contra o governador de São Paulo, Lula tem 38%; Tarcísio de Freitas (Republicanos) 17%; Ratinho Júnior (PSD) 9%; Ronaldo Caiado (União Brasil) 5%; Romeu Zema (Novo) 5%; além de branco/nulo 19% e não sabem/não responderam 8%.

Estes dois cenários demonstram que o ‘filho 01’ iguala dentro da margem de erro com o resultado de Tarcísio, que é preferido do mercado financeiro. Flávio já deu seu preço para abandonar a candidatura (anistia para Bolsonaro), e a Câmara dos Deputados, por meio do ‘centrão’, adotou a demanda do mercado para evitar que o senador leve a candidatura para frente e já sinalizou com a aprovação do PL da Dosimetria.

Quando o principal adversário de Lula é o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), Lula fica 38% contra 18% do ‘filho 03’. Os demais alcançaram: Ratinho Júnior (PSD) 9%; Ronaldo Caiado (União Brasil) 7%; Romeu Zema (Novo) 5%; branco/nulo 17%; não sabem/não responderam 6%.

Eduardo está nos Estados Unidos, onde tenta impor sanções contra o Brasil por meio do governo dos Estados Unidos. Suas intenções já se mostraram frustradas e agora está sob o risco de ter o mandato cassado por excesso de faltas às sessões da Câmara.

Já o melhor desempenho contra Lula vem da ex-primeira-dama. Lula tem 38%, Michelle 23%, Ratinho Júnior (PSD) 8%; Ronaldo Caiado (União Brasil) 5%; Romeu Zema (Novo) 4%; branco/nulo 16%; não sabem/não responderam 5%.

Entre outros pontos, a pesquisa ainda avaliou se Lula deveria ser reeleito. Embora a maioria indique que ‘não’, este percentual caiu em relação a setembro, enquanto o percentual dos que entendem que Lula deveria ir para um quarto mandato subiu.

Na pesquisa de setembro, 36% indicaram que gostariam que Lula fosse reeleito, valor que agora subiu para 40%. Antes, 62% não queriam a reeleição, valor que agora é de 57%. Os que não sabem ou não responderam eram 3% nas duas avaliações.

O levantamento Ipsos-Ipec foi feito entre 4 e 8 de dezembro em 131 municípios com 2 mil pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


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Pesquisa Ipespe: Lula lidera a corrida eleitoral em São Paulo

Na eleição para governador, Geraldo Alckmin e o ex-prefeito Fernando Haddad são os primeiros colocados.

O ex-presidente Lula lidera as intenções de voto para presidente no estado de São Paulo, de acordo com pesquisa pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira 3 pelo jornal Valor Econômico.

Segundo o levantamento, o petista tem 35% e é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece com 24%. Em seguida, vem Sergio Moro (Podemos) com 12%, Ciro Gomes (PDT) e o governador João Doria (PSDB) com 5%, e a senadora Simone Tebet (MDB) com 2%.

Na eleição para governador, Geraldo Alckmin, de saída do PSDB, e o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT) são os primeiros colocados.

De acordo com a pesquisa, Alckmin aparece com 23%, enquanto Haddad tem 19%. Logo atrás vem Guilherme Boulos (PSOL) e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, com 11%.

Nesse cenário, o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) têm 3%, e o ex-ministro Abraham Weintraub não pontua. Brancos e nulos somam 27%.

Em um segundo cenário, que exclui Alckmin e Haddad e inclui Márcio França (PSB), Boulos lidera com 23%; França atinge 19%; Tarcísio, 10%; e Garcia, 5%.

Em um terceiro cenário, sem Alckmin ou França e com Haddad, o petista tem 27%, e Boulos e Tarcísio aparecem com 13% cada. Garcia vem em seguida com 6%.

*Com informações da Carta Capital

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Atlas: Lula lidera corrida eleitoral em Minas Gerais para 2022

Em um eventual segundo turno contra Bolsonaro, Lula teria 53,1% dos votos dos mineiros contra 39,6% do atual chefe do governo federal se as eleições fossem hoje.

Pesquisa Atlas divulgada nesta terça-feira (8) pelo jornal Valor Econômico mostra que o ex-presidente Lula tem a preferência do eleitorado de Minas Gerais para ocupar o Palácio do Planalto a partir de 2023.

De acordo com o levantamento, o petista tem 35,5% das intenções de voto para o primeiro turno. Jair Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 34,2% das intenções de voto, seguido de longe por Ciro Gomes (PDT), que tem 6,7%.

Em um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o ex-presidente teria 53,1% dos votos contra 39,6% do atual chefe do governo federal.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, sendo superado apenas por São Paulo.

A pesquisa foi realizada por internet via anúncio publicitário e a margem de erro é de três pontos percentuais.

*Com informações do 247

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