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Deputados do PT acionam STF contra Nunes Marques por suspeitas de corrupção e envolvimento no escândalo do Banco Master

★ A representação aponta suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa

O deputados federais Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG), apresentaram, nesta segunda-feira (12), notícia de fato ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A representação pede a abertura de inquérito para investigar possíveis crimes relacionados ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro, além de diligências para esclarecer a participação do magistrado em julgamentos de interesse da instituição financeira.

A representação aponta suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa. Entre os fatos que fundamentam o pedido estão supostos pagamentos mensais de R$ 500 mil associados ao filho do ministro, contratos advocatícios de até R$ 427 milhões envolvendo pessoas próximas, hospedagem em mansão de luxo custando aproximadamente R$ 1,45 milhão, suposto encontro com garota de programa pago por Vorcaro, viagem em aeronave particular custeada por advogada do banco, voto decisivo em julgamento bilionário após a retirada de registro de impedimento e demora na apreciação do pedido de instalação da CPI do Banco Master.

A notícia de fato também alerta para a gravidade institucional de Nunes Marques presidir o TSE às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. De acordo com o 247, os deputados sustentam que as suspeitas exigem investigação imediata, independente e rigorosa, para preservar a imparcialidade do Judiciário e a confiança pública na Justiça Eleitoral. A peça requer a atuação do STF, da Procuradoria-Geral da República e o encaminhamento das informações ao Senado Federal, onde já foi apresentada denúncia por crime de responsabilidade contra o ministro.


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O cálculo de Moro, um político mais corrupto que Cunha

Para quem não se lembra, Cunha, quando aceitou o pedido de impeachment de Dilma, feito por Janaína, mas patrocinado por Aécio, o fez no mesmo dia em que Dilma não livrou a sua cara, quando pediu para que os deputados do PT votassem na CCJ contra ele.

Esse escândalo institucional em que o presidente da Câmara, corrupto, usa seu cargo para se vingar da Presidenta da República com um golpe de Estado, já mostra a fragilidade desse sistema na relação do legislativo com o executivo.

Com Moro, o caso é ainda pior, pois quando a Lava Jato começa, estabelece uma parceria com Cunha, Aécio e Globo, como não poderia deixar de ser, produzindo falsas delações e vazamentos sempre feitos um dia antes de cada votação protocolar para chegar ao golpe do impeachment.

Ali já estava caracterizado que a Lava Jato era conduzida por um político de toga, alguém que utilizou a magistratura para galgar os mais altos degraus políticos do país. Sim, porque a ambição política de Moro é muito maior que a de Cunha.

As pessoas minimamente esclarecidas sabem que Moro trabalha incessantemente em busca do cargo máximo que se possa ocupar, o de Presidente da República do Brasil.

A forma rasteira e vulgar com que ele se oferece a Bolsonaro, como um capataz que vai entregar a cabeça de Lula em troca do cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública, mostra que Moro, em termos de ganância, é mil vezes pior que Eduardo Cunha.

E é exatamente isso que vem revelando, dia após dia, as publicações do Intercept.

 

Por Carlos Henrique Machado Freitas