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Ruralistas voltam à carga para desmatar 1,7 milhão de hectares de áreas protegidas

A bancada ruralista voltou a investir contra um dos principais instrumentos de proteção do patrimônio natural brasileiro. Em nova ofensiva no Congresso, parlamentares ligados ao agronegócio articulam medidas que podem extinguir, reduzir ou descaracterizar cerca de 1,7 milhão de hectares de unidades de conservação, abrindo caminho para a expansão da exploração econômica sobre áreas hoje preservadas.

Não se trata de um debate técnico sobre gestão ambiental, mas de uma disputa política em que interesses privados buscam prevalecer sobre o interesse público. As unidades de conservação existem para proteger ecossistemas estratégicos, garantir a biodiversidade, preservar nascentes, conter o avanço do desmatamento e cumprir compromissos climáticos assumidos pelo Brasil. Enfraquecê-las significa remover barreiras que impedem a ocupação predatória de terras públicas.

A justificativa de que a flexibilização estimularia o desenvolvimento econômico ignora um histórico conhecido. Sempre que áreas protegidas são reduzidas ou têm sua categoria alterada, aumentam os riscos de grilagem, mineração, extração ilegal de madeira, queimadas e desmatamento. O resultado costuma ser a privatização dos lucros e a socialização dos prejuízos ambientais, econômicos e climáticos.

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O momento escolhido para essa nova investida também chama atenção. Em um cenário de crescente preocupação mundial com a emergência climática e de cobrança internacional pela preservação da Amazônia e de outros biomas, parte do Congresso insiste em desmontar mecanismos que levaram décadas para serem construídos. A mensagem enviada ao mundo é contraditória: enquanto o Brasil busca protagonismo nas negociações ambientais, setores influentes da política trabalham para reduzir a proteção de seu patrimônio natural.

As unidades de conservação não são um obstáculo ao desenvolvimento. Pelo contrário, representam um investimento estratégico na segurança hídrica, na estabilidade climática, na produção agrícola sustentável e na qualidade de vida das futuras gerações. Fragilizá-las para atender interesses imediatos é comprometer um patrimônio que pertence a toda a sociedade.

Se prosperar, essa ofensiva ruralista poderá entrar para a história como mais um capítulo do desmonte da política ambiental brasileira, substituindo a proteção do interesse coletivo pela lógica da ocupação desenfreada de áreas públicas. O custo dessa escolha será pago não apenas pela fauna e pela flora, mas por toda a população brasileira.


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Estadão descobre que o governo Bolsonaro, que ele ajudou a eleger, é uma tragédia

Que coisa comovente a crise de sincericídio meia bomba do Estadão!

A arte de denegrir o PT parece que não rende frutos na hora “H”, na hora de um governo conservador dizer a que veio, sobretudo esse de Bolsonaro regido pelo Olavão, o astrólogo do coisa nenhuma.

Sim, Olavo de Carvalho é a própria encarnação de um governo que só sabe destruir, mutilar, depredar, desmatar, incendiar, matar, arruinar, etc., etc.

Em sua paspalhices, o velho Olavo e sua bola de cristal sabem tudo quando o assunto é implodir. Construir? nem pensar. O sujeito é uma besta, um nulo.

Então, o Estadão se vê “agora” diante de um governo perdido.

O editorial do jornalão paulista destaca a falta de “eficácia da ação estatal” e de “coordenação” do governo Bolsonaro.

Mas quando Bolsonaro disse que faria um governo com eficácia da ação estatal?

Ao contrário, disse que não sabia nada de nada e que o posto Ipiranga é quem tinha que ser perguntado e não ele.

Como um troço desses vai ter coordenação?

O Estadão apostou no ódio contra o PT para eleger essa tragédia e agora finge não saber que o resultado não poderia ser outro, afinal um sujeito com habilidade e conhecimento zero como Bolsonaro, teria seu curriculum rasgado e jogado no lixo se tentasse qualquer vaga de emprego no Estadão.

Mas o Estadão, que jamais o contrataria para o serviço mais primitivo, achou por bem apoiar Bolsonaro para comandar o país.

O jornalão critica também as propostas do governo como a de conceder subsídio na conta de energia elétrica dos templos religiosos.

Ué, mas o Estadão não sabia do apoio de Malafaia, Edir e outros bandidos da fé na eleição de Bolsonaro?

Agora aguenta Estadão! Quem pariu essa tragédia chamada Bolsonaro que a embale.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas