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The New York Times denuncia Bolsonaro por incentivar volta dos esquadrões da morte

Policiais atuam “como vigilantes mascarados, deixam um rastro de corpos e medo. Como eles próprios admitem, realizam assassinatos extrajudiciais regulamente”, relata o jornal.

Um dos jornais mais influentes do mundo, The New York Times, publicou uma ampla reportagem sobre o Brasil, destacando que, com Jair Bolsonaro na presidência, as milícias policiais “operam nas sombras da repressão do governo brasileiro” e que os assassinatos são estimulados pelo presidente e por sua afirmação de que “criminosos devem morrer como baratas”.

A notícia foi publicada na coluna de Nelson de Sá, na Folha de S. Paulo, que ressaltou outro trecho da matéria: “Parte esquadrão da morte, parte crime organizado, suas fileiras estão cheias de policiais de folga e aposentados que matam à vontade, muitas vezes com total impunidade”.

Máfia

Policiais atuam “como vigilantes mascarados, deixam um rastro de corpos e medo. Como eles próprios admitem, realizam assassinatos extrajudiciais regulamente”, acrescentou.

“Alguns membros de milícia são abertos sobre suas motivações criminosas, cobrando altas somas ao estilo da máfia”, para dar suposta segurança ou para conceder permissão para “atuar no comércio local”, apontou.

 

 

*Com informações da Forum

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Moro, o “bom criminoso” vira coqueluche no mundo dos tontos

Com a abertura da caixa de Pandora e a mentira da Lava Jato com o rabo de fora, Moro está sendo proclamado entre os tontos como “o criminoso do bem”.
Culturalmente falando, isso significa que, através das janelas históricas de grupos de extermínio, de milícias e de esquadrão da morte, Moro ganha um aconchego nesse ambiente do submundo do crime como um juiz com práticas inconstitucionais e, por isso mesmo, transforma-se num novo tipo de herói na moldura retórica ornamentada por tolices.

Esse fato não deixa de ser revelador, porque resulta de uma confissão, de uma rendição à realidade. Moro é visto hoje, por quase a totalidade da população, como um juiz que incorporou em seu vestuário a capa preta do vingador, do justiceiro, do objeto mais cínico que a justiça pode produzir, o faroeste jurídico.

O Brasil, agora, encontra-se mergulhado numa crise institucional em que o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, numa ofensiva pelas práticas criminosas que teve como juiz, transforma-se num capataz de um governo cravejado de denúncias de ligação com milícias, tráfico, assassinatos e exaltação à tortura. Isso dentro de um imenso laranjal.

O que vale hoje no Brasil não é a realidade concreta, mas a virtual, aonde abandona-se os fatos para que o discurso das versões ganhe luz e cor. Essa é a miséria do Brasil atual.

O discurso fatalista de que, ser um fora da lei, é a lei em si, é a nova vestimenta hipócrita da moromania.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas