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Flotilha denuncia agressão sexual de soldados israelenses contra ativistas

Organização afirma que abusos fazem parte de ‘padrão mais amplo de desumanização’ aos ativistas pró-Palestina

A Global Sumud Flotilha (GSF) denunciou relatos de ativistas que sofreram violência física e sexual de soldados israelenses durante a detenção da embarcação humanitária em águas internacionais. Segundo a organização, pelo menos quatro participantes foram assediados pelos militares das IOF.

“Duas pessoas relataram terem sofrido penetração anal com um dedo. Outras relataram terem sido golpeadas repetidamente e com força nos órgãos genitais; e outras tiveram seus órgãos genitais agarrados, apertados ou puxados; e, simultaneamente, sofreram agressão sexual verbal”, expõe o comunicado.

De acordo com a flotilha, os participantes também documentaram um regime de procedimentos de revista invasivos e humilhantes, “juntamente com traumas físicos e sexuais direcionados tanto a homens quanto a mulheres”.

“Esses relatos não são descritos como incidentes isolados, mas sim como parte de um padrão mais amplo de tratamento destinado a desumanizar aqueles que se solidarizam com o povo palestino”, denunciou a organização.

Além das denúncias de violência sexual, Saif Abukeshek e Thiago Ávila seguem presos
Sob custódia ilegal no centro de Shikma, em Israel, o espanhol-palestino Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila estão realizando greve de fome para protestar contra seu sequestro e os maus-tratos que têm sofrido.

Saif Abukeshek está entrando no seu terceiro dia de greve de água. “Enquanto detido ilegalmente pelo regime israelense, Saif enfrentou ameaças de morte, ameaças contra sua família, situações de estresse prolongado tão severas que precisou de oxigênio, transferências violentas e interrogatórios implacáveis”, informou a Global Sumud Flotilha.

Enquanto os ativistas seguem detidos, a organização humanitária acrescentou que surgiram testemunhos sobre os métodos utilizados para subjugá-los. “Sobreviventes relatam que, quando as IOF sentiram que seu poder havia sido desafiado, elas intensificaram a violência física e sexual”.

Depoimentos descrevem um regime de privação ambiental calculada usado para quebrar a determinação dos participantes. Segundo a GSF, o regime inclui táticas de exposição: áreas fora dos contêineres onde os participantes estavam detidos foram inundadas com água durante a noite. “Isso os levou a dormir obrigados ao ar livre, a estados de extremo sofrimento físico”.

Enquanto os ativistas seguem detidos, a organização humanitária acrescentou que surgiram testemunhos sobre os métodos utilizados para subjugá-los. “Sobreviventes relatam que, quando as IOF sentiram que seu poder havia sido desafiado, elas intensificaram a violência física e sexual”.

Depoimentos descrevem um regime de privação ambiental calculada usado para quebrar a determinação dos participantes. Segundo a GSF, o regime inclui táticas de exposição: áreas fora dos contêineres onde os participantes estavam detidos foram inundadas com água durante a noite. “Isso os levou a dormir obrigados ao ar livre, a estados de extremo sofrimento físico”.

Além disso, relatos incluem privação de recursos básicos, com a retirada proposital de “roupas quentes, sapatos e meias, aliada à falta de alimentação, água e roupa de cama adequadas”. Há ainda negligência médica: essas condições resultaram em vários participantes sofrendo de graus variados de hipertermia e hipotermia.

*Opera Mundi


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Brasil Mundo

Justiça de Israel prorroga prisão de Thiago Ávila, capturado na flotilha rumo a Gaza

Um tribunal de Israel decidiu, neste domingo (3), prorrogar por dois dias a prisão preventiva de dois ativistas detidos durante uma operação contra uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Entre os detidos estão o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, que participaram da missão marítima. As informações são da Folha de S. Paulo.

A embarcação fazia parte de um grupo com mais de 50 barcos que saíram da França, Espanha e Itália com o objetivo de levar suprimentos ao território palestino. Segundo relatos, as forças israelenses interceptaram a flotilha em águas internacionais, na costa da Grécia, na madrugada de quinta-feira (30).

De acordo com a organização de direitos humanos Adalah, que acompanha o caso, “o tribunal prorrogou sua detenção por dois dias”. A entidade informou que as autoridades israelenses haviam solicitado a extensão da prisão por quatro dias.

O governo de Israel acusa os ativistas de manter ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores israelense, Abu Keshek é um membro da entidade, enquanto Ávila é “suspeito de atividades ilegais”.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o governo da Espanha contestaram a detenção e classificaram a ação como ilegal. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao direito internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”, afirmaram.

Os organizadores da flotilha alegam que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza e classificaram a operação como uma “armadilha mortal calculada no mar”. Ao todo, cerca de 175 ativistas foram detidos, sendo quatro brasileiros, segundo informações divulgadas pelas autoridades israelenses. DCM.

https://www.youtube.com/shorts/Mm15rKjDpOA?feature=share


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Mundo

Vídeo: Ativistas da Flotilha para Gaza denunciam “fomos tratados como animais”

Ativistas internacionais da flotilha Global Sumud, que partiu de Barcelona em setembro de 2025 com o objetivo de entregar ajuda humanitária a Gaza — um território palestino que enfrenta fome extrema segundo a ONU —, foram interceptados por forças militares israelenses em águas internacionais, a cerca de 88 km da costa de Gaza.

A operação resultou na detenção de mais de 400 pessoas de dezenas de países, incluindo políticos, jornalistas e ativistas como a sueca Greta Thunberg e a brasileira deputada do PT, Luizianne Lins.

Após a interceptação, os ativistas relataram terem sido submetidos a violência física e psicológica durante a detenção. O político italiano Paolo Romano, conselheiro regional da Lombardia, descreveu que os barcos foram abordados por embarcações militares israelenses, forçando os ocupantes a se ajoelharem com as mãos algemadas por zip-ties por horas, sofrendo agressões se se movessem, insultos, ameaças com armas e negação de água e medicamentos.

“Fomos tratados como animais”, afirmou Romano ao chegar ao aeroporto de Istambul, para onde 137 detidos (incluindo 36 turcos) foram deportados em um voo fretado pela Turkish Airlines no dia 4 de outubro.

A ativista malaia Iylia Balais, de 28 anos, chamou a experiência de “a pior da vida”, relatando algemas que impediam a caminhada, obrigações de deitar de bruços no chão e recusa de necessidades básicas. Outros depoimentos incluem humilhações, como a suposta separação de Thunberg para fotos com a bandeira israelense, e condições precárias em prisões, com denúncias de falta de acesso a advogados e tratamento médico.

Israel confirmou as deportações em postagens no X (antigo Twitter), referindo-se aos ativistas como “provocadores da flotilha Hamas-Sumud” e negando violações de direitos, afirmando que ofereceu deportação voluntária e que os direitos legais foram respeitados.

O governo turco classificou a ação como “ato de terrorismo”, elogiou os ativistas por darem “voz à consciência humana” e iniciou uma investigação. Críticas internacionais vieram de países como Turquia, Colômbia, Paquistão e Grécia, com protestos em várias cidades europeias.

Até o momento, dezenas de ativistas permanecem detidos em Israel, com mais deportações em andamento.


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Opinião

Bandalha sionista: Sequestro dos ativistas da flotilha pelo Estado pirata de Israel retrata a crrueldade assassina de crianças

Pedro Dória, fundador e editor do Meio e também colunista do Globo e Estadão, não tem importância nenhuma a não ser a de transmitir ou replicar o senso comum tanto das redações quanto o que é defendido pelo sionismo nesses ambiente.

Dizendo-se sionista fervoroso, Pedro Dória saiu com uma pérola cantada pelos pares, dizendo que o grito cada vez mais forte por uma Palestina Livre é, na verdade, um grito antissemita.

Ou seja, esses crápulas que apoiam a carnificina em Gaza, sobretudo de crianças, bebês e mulheres, defendida dentro e fora de Israel pelos monstros sionistas. perderam a narrativa de décadas e partem para dar socos no ar e apanhar na cara da comunidade internacional, assim como no Brasil onde cada dia Israel é profundamente criticado e comparado à Alemanha Nazista.


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O deboche com os ativistas da flotilha é um claro sinal de destaque de que Israel já perdeu e busca essas soluções práticas que pioram ainda mais a sua destroçada imagem no planeta.

A história, todos sabemos, é um processo contínuo do que se fez no passado com o objetivo utilitário de nortear o futuro.

Assim, Israel com essa covarde e cruel política de extermínio palestino, como se fosse um recreio, diante do planeta que não há como silenciar, vai se degradando dia após dia, ano após ano, até virar um ovoide diplomático e perdendo até o espaço para existir.

A visão de conjunto que o mundo tem de Israel, hoje, é de um Estado assassino, que acha feliz a ideia de sacrificar crianças e bebês em nome de um colonialismo áspero, extremamente violento e racista até o limite do desumano, perverso, frio e imoral.

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Mundo

Forças de Israel invadem e sequestram veleiro com ativistas levando ajuda humanitária a Gaza

Forças israelenses interceptam embarcação próximo à Faixa de Gaza; coalizão da Flotilha da Liberdade confirmou detenção da ativista alemã Yasemin Acar.

O veleiro Madleen, que levava a Coalizão Flotilha da Liberdade com ajuda humanitária para Gaza, foi cercado por quatro embarcações não identificadas e surpreendidos por drones que teriam lançado substâncias químicas na primeiura horas da manhã desta segunda-feira (9). A embarcação levava ajuda humanitária à população palestina sitiada e foi interceptado por forças de Israel por volta das 2h no horário local, conforme relataram ativistas a bordo.

O paradeiro dos 12 tripulantes ativistas, inclusive o brasileiro Tiago Ávila e da sueca Greta Thunberg, é desconhecido neste momento. O governo brasileiro, via Itamaraty, pediu a libertação dos ativistas presos.

De acordo com os relatos, drones equipados com sistema de disparo automático cercaram o barco, borrifando-o com uma substância branca semelhante a tinta. As comunicações foram interrompidas à força, e sons perturbadores passaram a ser emitidos via rádio para desorientar a tripulação. “Eles estão interferindo no rádio, não podemos pedir ajuda!”, denunciou Thiago Ávila, ativista brasileiro presente na missão.

Na véspera do ataque, a Agência de Radiodifusão de Israel (RAA) já havia anunciado publicamente a intenção do exército israelense de capturar o Madleen, transferi-lo ao porto de Ashdod e prender os ativistas a bordo. A operação confirma a política de repressão do Estado de Israel contra iniciativas de solidariedade internacional com o povo palestino.


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Israel ironiza missão: ‘iate de celebridades’
O Ministério das Relações Exteriores de Israel, por sua vez, confirmou a detenção do barco e dos tripulantes. Pelas redes sociais, a pasta chamou ironicamente a missão de “iate das celebridades” e disse que todos “os passageiros devem retornar para seus países de origem”. Em um vídeo compartilhado pela conta oficial da Chancelaria israelense, é possível ver os tripulantes da Flotilha recebendo água e comida.

A Coalizão da Flotilha da Liberdade confirmou que uma das ativistas, a alemã Yasemin Acar, foi detida pelas forças israelenses, que teriam invadido o veleiro.

A coalizão Flotilha da Liberdade publicou, em seu perfil no Instagram, um vídeo que Yasemin pediu para ser divulgado, caso a tripulação fosse detida. “Meu nome é Yasemin Acar, sou da Alemanha. Se vocês estão vendo esse vídeo, fomos interceptados no mar e sequestrados pelas forças de ocupação de Israel”, afirmou.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde do brasileiro Thiago Ávila e da ativista ambiental sueca Greta Thunberg. O Instituto Brasil-Palestina publicou em seu perfil no X vídeo de Tiago Ávila, em que ele avisa: “Se você está assistindo a este vídeo, significa que fui detido ou sequestrado por Israel ou outra força cúmplice no Mediterrâneo, enquanto seguíamos para Gaza para romper o cerco.”

No vídeo, o ativista também apela para que se faça pressão junto ao governo brasileiro e junto aos governantes dos integrantes da flotilha para que eles sejam libertados da prisão e pelo rompimento de relações diplomáticas com Israel.

https://twitter.com/i/status/1931872110751703546

*ICL

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