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Vídeo: Vice de Flávio é cortado durante discurso e vira piada nas redes: “Despreparado”

O episódio expôs, de maneira constrangedora, a fragilidade política que acompanha a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Durante um discurso, seu vice foi interrompido e cortado, numa cena que rapidamente deixou de ser um detalhe de palanque para se transformar em combustível para as redes sociais.

A reação foi imediata. Usuários ironizaram o desempenho do vice e questionaram sua capacidade de sustentar um discurso político minimamente consistente. O rótulo de “despreparado” ganhou força justamente porque a cena passou a simbolizar, para os críticos, uma campanha que ainda não conseguiu demonstrar organização, conteúdo e capacidade de mobilização.

Mais do que o constrangimento de alguns minutos diante do público, o episódio revela um problema maior: campanha eleitoral não se sustenta apenas no sobrenome Bolsonaro, em ataques à esquerda ou na exploração da polarização. É preciso apresentar projeto, domínio dos temas nacionais e, sobretudo, capacidade política para convencer além do eleitorado já convertido.

Quando o próprio palanque parece não conseguir administrar o discurso de seus integrantes, a imagem transmitida é de improviso. E improviso, em uma disputa presidencial, pode custar caro.

Nas redes, a cena virou piada. Politicamente, porém, deveria servir de alerta. Se a campanha de Flávio Bolsonaro pretende se apresentar como alternativa para governar o país, terá de provar que possui mais do que herança familiar, slogans e uma máquina de redes sociais. Terá de demonstrar preparo.

E, até aqui, episódios como esse alimentam exatamente a impressão contrária.


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Quando o fracasso sobe à cabeça

Quem acompanhou o desenrolar do  furdunço do PSL esta semana, foi obrigado a reconhecer o valor do dito popular “em rio de piranha, jacaré nada de costas”.

O PSL é a cara de Bolsonaro. O capitão, expulso do exército, que comanda generais com o escrúpulo da mesma patente em seu governo, não poderia ser mais representativo como símbolo máximo do amontoado da escória política do Brasil, estampado no álbum de figurinhas carimbadas do PSL.

Mas não é esse tema que nos traz aqui, apesar de nos permitir chegar ao estado de coisa que chegou ao governo também por essa via. Ou seja, não há uma única forma de se refazer o balanço histórico do governo Bolsonaro sem se encontrar com a própria escalação do PSL e suas alianças mais espúrias com o crime organizado.

A foto de Joice Hasselmann aplaudindo Bolsonaro não poderia ser mais emblemática. A deputada plagiadora, como o próprio Bolsonaro diz, tem um pé em cada canoa, um no PSL e, o outro, no PSDB, o que também diz muito sobre o PSDB que também deu abrigo a Alexandre Frota, eleito também pelo PSL.

O fato é que há uma crescente desintegração do mundo bolsonarista, se é que se pode chamar assim essa milícia. A Veja foi a campo buscar informações sobre a sua popularidade e ela não traz nenhuma novidade. O governo Bolsonaro, que vem transformando o Brasil em cacos, decompõe-se numa velocidade impressionante diante dos olhos da sociedade, até para aqueles que aplaudem a democracia de mercado que os neoliberais tanto amam e que produziu essa coisa inominável que conduziram ao poder.

Em resposta, Bolsonaro botou seus demônios para produzirem discursos nas redes sociais. Damares e Eduardo Bolsonaro tentam buscar um debate falsificado nas redes para fabricar fumaça depois do fiasco do governo na, prometida e fogueteada entrada do Brasil na OCDE, e a gigantesca vaia que Bolsonaro recebeu neste sábado (12) na Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

O problema de Bolsonaro é que, o fracasso é tanto, que não tem como abrigar falsos debates que lhe deem algum equilíbrio de tempero retórico, sobretudo quando os discursos não têm qualquer eficácia política, como é o caso dos dois bobos da corte, o que mostra ainda mais a fragilidade política em que Bolsonaro se encontra.

Seus militantes acabam sendo mesmo os robôs, comandados de uma mansão em área nobre de Brasília por Alan dos Santos, que conseguiu a proeza de ser desmascarado até pela revista Crusoé de Diogo Mainardi e Felipe Moura Brasil.

Isso mostra o fundo do esgoto em que se encontra esse amontoado de excremento chamado governo Bolsonaro.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas