25 de outubro de 2020
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Um velho vigarista que na família, do vovô ao cachorrinho, todos são criminosos, diz que seu governo não tem corrupção, justo no dia em que a CPMI das fake news avançou a passos largou sobre o gabinete do ódio comandado por Eduardo e Carlos Bolsonaro, que mantinha seu funcionamento com vultosas verbas públicas para sustentar uma rede de bandidos digitais

Tirando esta parte da fala de Bolsonaro, “o meu governo não tem corrupção”, que beira ao ridículo, Bolsonaro está certo.

Como mostrou o Intercept, a Lava Jato era Moro e o resto. A Lava Jato era incapaz de uma ação qualquer sem se valer do conselho do juiz, muitas vezes irredutível e fulminante tanto para acusar sem provas inimigos políticos, como para encher de miçangas de carneirinho seus aliados. É só lembrar o que o homem de preto disse a Dallagnol sobre o instituto de FHC. “Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante”, disse Sergio Moro sobre a Lava Jato investigar FHC.

Nesse caso, Bolsonaro matou a Lava Jato comprando o proprietário da marca, deixando apenas um esqueleto muxoxo como restos mortais da operação que falsificou o combate à corrupção.

Mais do que isso, Bolsonaro colocou coleirinha no pescoço de Moro e, pelo chefe, o ex-juiz seria capaz de tudo, inclusive de, sem piscar, correr para a PF para pressionar um porteiro assustado a mudar sua versão sobre a casa 58 do Seu Jair, no Vivendas da Barra, no dia do assassinato de Marielle.

Mas não é só isso, Moro montou na PF uma rede de proteção aos três delinquentes, que carregam o mesmo DNA do pai, quando o assunto é esquema de lavagem de dinheiro através de imóveis e de roubo do erário com a dita rachadinha com milicianos, comandada pelo miliciano Queiroz, fazendo com que a família inteira ficasse blindada de qualquer acusação.

Foi aí que a Lava Jato acabou, melhor dizendo, foi aí que Bolsonaro acabou com a Lava Jato.

O que é a Lava Jato sem Moro? É o bolsonarismo sem Bolsonaro.

E se no projeto de Moro o uso do governo como degrau para voos mais altos era uma arquitetura estratégica, Bolsonaro, quando o obrigou a juntar os panos de bunda e pular da boleia de seu caminhão.

Moro, sentindo-se sumariamente fuzilado sem a menor possibilidade de progresso na vida política, rugiu, esperneou, rangeu os dentes, mas no final anunciou sua batida em retirada do país, dando a Bolsonaro pedestal e uma bela demonstração de habilidade de uma velha raposa do Centrão capazes de destruir um provinciano que, depois de um boa noite Cinderela, dormiu celebridade e acordou decadente.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

Celeste Silveira

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2 COMMENTS

  1. Hilton Ferreira Magalhães Posted on 8 de outubro de 2020 at 15:56

    A corrupção nesse país ainda não saiu da forma endêmica. Basta assistir a qualquer noticiário ou ler jornal que grande parte das notícias tem como foco o assalto aos cofres públicos. É do Iapoque ao Chuí. Que sina! Se for feita uma auditoria isenta como foram construídas as fortunas dos 238 bilionários brasileiros que acumulam uma fortuna de 1,4 trilhão de reais, o equivalente a 20% do nosso PIB, ainda ficaremos mais estarrecidos. Lembro-me, há algumas décadas do tal caderno de encargos do BNDES para uma micro ou pequena empresa. Algo que põe esses modestos empresários pelo avesso. Será que o mesmo é exigido dos poderosos? Dou uma de São Tomé. Quero ver para crer.

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  2. hiltonferreiramagalhes Posted on 8 de outubro de 2020 at 15:58

    A corrupção nesse país ainda não saiu da forma endêmica. Basta assistir a qualquer noticiário ou ler jornal que grande parte das notícias tem como foco o assalto aos cofres públicos. É do Iapoque ao Chuí. Que sina! Se for feita uma auditoria isenta como foram construídas as fortunas dos 238 bilionários brasileiros que acumulam uma fortuna de 1,4 trilhão de reais, o equivalente a 20% do nosso PIB, ainda ficaremos mais estarrecidos. Lembro-me, há algumas décadas do tal caderno de encargos do BNDES para uma micro ou pequena empresa. Algo que põe esses modestos empresários pelo avesso. Será que o mesmo é exigido dos poderosos? Dou uma de São Tomé. Quero ver para crer.

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