5 de março de 2021
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O Ministério Público (MP) encerrou as escutas no caso do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe da milícia especializada em assassinatos ‘Escritório do Crime’, após Jair Bolsonaro (sem partido) ser mencionado no processo.

Uma das irmãs do miliciano, Tatiana Magalhães da Nóbrega, afirmou em uma ligação feita em fevereiro de 2020 que queriam ligar Adriano a “Bolsonaro”, se referindo ao presidente. As informações constam no relatório técnico da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro e foram divulgadas pelo The Intercept Brasil.

Os suspeitos de integrar a organização criminosa responsável pela continuidade dos negócios de Adriano da Nóbrega passaram a ser monitorados em 6 de fevereiro de 2019, dias após a prisão do ex-PM ser decretada durante a operação Intocáveis. O MP abriu uma denúncia contra policiais e ex-policiais militares ligados à milícia de Rio das Pedras e da Muzema, ambos localizados na zona oeste do Rio de Janeiro.

A irmã de Adriano falou ao telefone com uma mulher não identificada no dia 14 de fevereiro de 2020. Durante a ligação, Tatiana lamentou a dificuldade em liberar o enterro do irmão, e alegou que o ex-Bope “tinha muita coisa e mexia com muita gente”. Em seguida, ela citou o presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Falam sobre uma pessoa que está lá, Tatiana diz que ele está lá tomando conta do gabo para ela e diz que tem muita coisa para tirar. Tatiana fala sobre Adriano e diz que ainda não conseguiram enterrar. Tatiana diz que a família quer cremar e não foi autorizado. Tatiana diz que trouxeram um perito particular para alegar que ele foi assassinado e o perito não pode mexer no corpo”, diz um trecho da ligação interceptada.

Em outro pedaço da ligação, a irmã de Adriano da Nóbrega diz que está “a maior confusão” e que o irmão dela não era miliciano. Ele era “bicheiro”. “Tatiana diz que querem ligar ele a Bolsonaro”, explicita outro trecho.

A renovação das quebras de sigilo era atualizada de forma sistemática até o dia 21 de fevereiro, cerca de duas semanas após o ex-PM ter sido localizado em uma propriedade rural na Bahia.

Fim da interceptação

Sete dias após a conversa em que o nome de Bolsonaro foi citado, um relatório mostra a opção do MP por não renovar as escutas telefônicas de Tatiana. O fechamento das interceptações é feito por um relatório a cada 15 dias, seguindo o prazo legal.

Promotores desencorajaram uma nova abertura dos grampos, que precisa ser submetida a uma autorização judicial.

“Pelos motivos acima expostos, encaminhamos o presente para apreciação de Vossa Excelência, sugerindo, salvo melhor juízo, a não renovação da medida de interceptação telefônica do terminal utilizado por Tatiana Magalhães da Nóbrega, bem como do respectivo IMEI 355909106083490, vinculado ao telefone”, diz um trecho do documento.

Além da irmã do ex-capitão do Bope, outros suspeitos de integrar a rede de proteção de Adriano, integrantes do ‘Escritório do Crime’, também tiveram as escutas interrompidas, como a do vereador de Esplanada, Gilsinho da Dedé (PSL), proprietário do sítio em que Adriano se escondia.

*Com informações do Uol

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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