14 de maio de 2021
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Tudo indica que a próxima quinta-feira será o pior dia para Bolsonaro. Além da abertura da CPI do genocida, que parece estar chegando com apetite, pelo menos foi o que pareceu nas palavras de Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues, Bolsonaro vai enfrentar uma pedreira, pouco adiantando o que disse o presidente da CPI, Omar Aziz, que não será uma caça às bruxas.

O fato é que não faltam motivos para a condenação de Bolsonaro em cada episódio de sua saga assassina, que já vitimou mais de 370 mil brasileiros, seja pela negação que marcou sua posição em relação ao vírus, seja pelo estrago que a cloroquina já produziu ou mesmo pela sabotagem tanto do isolamento social, uso de máscaras e higiene das mãos quanto das ações contra a vacina e a vacinação. Soma-se a isso a tragédia em Manaus por falta de oxigênio e, agora, a falta de insumos para intubação de pacientes graves nas UTIs.

Não tem como Bolsonaro fugir de uma condenação por genocídio, porque, por inúmeras vezes ele próprio afirmou que o seu projeto era, morra quem tiver que morrer para se chegar a uma suposta imunidade de rebanho.

No mesmo dia, na próxima quinta-feira, na Cúpula do Clima, Bolsonaro, o protagonista do dia do fogo na Amazônia, terá pela frente um Biden que, certamente, tem na memória, além do seu apoio a Trump, a desqualificação da eleição do atual presidente americano.

O mote é sim a questão da Amazônia sobre a qual Biden já mandou um recado, que não está com o menor saco para palavrórios sem ações concretas e nem  para negociar qualquer coisa relacionada ao tema daquilo que já está sacramentado perante seu próprio eleitorado.

Em outro espaço, mas no mesmo tempo, Bolsonaro estará entre a cruz e a caldeirinha, Guedes e centrão, entre abrir o cofre para um contingente de interesses de sua base no Congresso ou seguir a moda de Guedes trancando as torneiras para não furar o limite orçamentário.

Nesse caso, sobretudo nesse caso, será um jogo de perde e perde, para qualquer lado que se remexer.

Para fechar com chave de ouro, o dia do fogo sagrado contra o genocida, o STF vai sacramentar a sua derrota eleitoral, se for candidato, com a sustentação inapelável da suspeição do ex-juiz corrupto, Sergio Moro, o que por si só já dará um enorme tônus político para Lula e, praticamente, ampliará a chama de uma campanha que já permite afirmar que Lula será o próximo presidente do Brasil.

Ou seja, não adianta Bolsonaro, numa ofensiva belicista, colocar a PF contra os membros da CPI do genocida, sua tarefa árdua será manter uma feição psíquica menos atordoada, medrosa e explicitamente assustada, coisa que ultimamente ele não tem conseguido deixar de saltar aos olhos de quem ainda tem nele a ideia de um mito de vento.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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