14 de maio de 2021
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As declarações, aparentemente singelas, dadas por Gabriela Duarte em entrevista com Bial, mesmo imantada de tolerante e independente, não foi nem uma coisa, nem outra.

Quando disse que, em 2018, votou em Ciro no primeiro turno e anulou o voto no segundo, imitando a atitude covarde de Ciro Gomes, que dia desse disse que faria a mesma coisa num provável segundo turno entre Bolsonaro e Lula, ou seja, iria mais rápido para Paris, com isso, relativizando o genocídio provocado pelo monstro que já ceifou 400 mil vidas, entende-se um pouco mais qual é o limite da tolerância dessa suposta terceira via que, na verdade, é o centro do ninho tucano que sempre se vendeu publicamente como partido do muro, mas que, na prática, foi o mais feroz neoliberal quando FHC assumiu o comando do país.

Depois, serviu de inspiração a Temer e, agora, a Paulo Guedes com Bolsonaro.

Na realidade, Gabriela, ao dizer que pensa diferente da sua mãe, Regina Duarte, reproduziu o discurso dela do “eu tenho medo”, neste caso, de Haddad. Ou seja, uma menina que teve uma boa formação educacional, que conviveu com o universo do teatro que é, em tese, um ambiente de debate crítico, sobretudo social, dizer uma barbaridade dessa e não mostrar arrependimento na construção de uma simetria absurda, é um escândalo.

Gabriela, ao contrário de se mostrar independente, é de uma dependência tão visceral, que o próprio Bial foi colocando palavras em sua boca, ajeitando os conceitos para ela concordar, e ela, em momento algum se posicionou contrária, mesmo de forma educada, àquelas teorias bobocas de direita que Bial tem na ponta da língua. Até porque Bial é um Luciano Huck grandalhão, tão mesquinho e vulgar quanto.

É esse o discurso que a tal centro-direita prepara, como se viu tanto no twitter de Abílio Diniz quanto no de Luciano Huck, campanhas filantrópicas contra a fome, mas com a defesa e o pensamento neoliberal que esmaga trabalhadores, que segrega população, que produz sim a miséria e a fome, com o claro intuito de usar a filantropia como forma de combate à cidadania.

Como diria Mário de Andrade, no caso de Gabriela Duarte, “há uma gota de sangue em cada poema”.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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